A Suíte Intrusiva Santa Clara (RO) e a mineralização primária polimetálica (Sn, W, Nb, Ta, Zn, Cu, Pb) associada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: Leite Junior, Washington Barbosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44133/tde-14082013-162210/
Resumo: A Suíte Intrusiva Santa Clara (SISC) com idade entre 1,08 a 1,07 Ga ocorre na porção central da Província Estanífera de Rondônia (SW do Cráton Amazônico) e inclui, pelo menos, um grande batólito (maciço Santa Clara), bem como batólitos menores e stocks (maciços Oriente Velho, Oriente Novo, Manteiga-Sul, Manteiga-Norte, Jararaca, Carmelo, Primavera e das Antas). Os batólitos e stocks ocorrem hospedados de modo discordante às orientações principais das rochas encaixantes de médio a alto grau metamórfico (1,74 a 1,43 Ga) e são compostos por intrusões precoces e/ou tardias em diferentes combinações. As intrusões precoces são dominantes em área de exposição no atual nível de erosão e são divididas em dois subgrupos de rochas: (1) subgrupo metaluminoso a levemente peraluminoso (Si\'O IND. 2\' = 63,56 - 75,59%; A/CNK = 0.94 - 1,04) é dominante e composto por hornblenda-biotita quartzo-monzonito e biotita (\'+ OU -\' hornblenda) monzogranito e sienogranito porfiróides ou porfiríticos e com textura rapakivi; (2) subgrupo peraluminoso (Si\'O IND. 2\' = 73,17 a 73,73%; A/CNK = 1,05 - 1,07) é de ocorrência mais restrita, sendo constituído por biotita sienogranito porfirítico e muscovita-biotita microssienogranito. Já as intrusões tardias aparecem em áreas bem mais restritas e são também divididas em dois subgrupos: (1) subgrupo metaluminoso e peralcalino (Si\'O IND. 2\' = 48,61 - 73,98%; A/CNK = 0,79 - 0,98) é formado por hornblenda álcali-feldspato sienito e microssienito, biotita-álcali-feldspato quartzo-microssienito, biotita (\'+ OU -\' anfibólio sódico) álcali-feldspato microgranito, traquiandesito, traquito e basalto em proporção bem menor; (2) subgrupo peraluminoso (Si\'O IND. 2\' = 75,03 - 79,74%; A/CNK = 0,96 - 1,15) é composto por biotita álcali-feldspato granito, alasquito, Li-mica álcali-feldspato granito e riólito pórfiro. Os granitos das intrusões precoces e tardias exibem características de granitos do tipo-A e intraplaca, sendo que aqueles do subgrupo metaluminoso a levemente peraluminoso são comparáveis também aos granitos rapakivi normais. As composições isotópicas de Nd e de Sr, bem como as variações geoquímicas dos elementos maiores e menores sugerem, no geral, uma origem e evolução distinta para cada um dos quatro subgrupos de rocha identificados. As rochas das intrusões precoces parecem ser produtos de magmas de origem crustal, sendo que processos de cristalização fracionada são invocados para explicar as variações geoquímicas observadas nas rochas do subgrupo metaluminoso a levemente peraluminoso [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0,709; \'épsilon\'\'N IND. d\' (1,08) = - 2,9 a - 4,5], enquanto que a evolução dos granitos peraluminosos [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0,708; \'épsilon\'\'N IND. d\' (1,08) = - 6,2] não pode ser estabelecida. Os valores de \'épsilon\'\'N IND. d\' das rochas de ambos os subgrupos se sobrepõem aos valores das rochas encaixantes a 1,08 Ga. Particularmente, os valores do subgrupo dominante se sobrepõem aos das rochas graníticas e charnoquíticas (1,57 - 1,53 Ga), sugerindo-as como prováveis fontes do magma parental, enquanto que o valor menos radiogênico do \'épsilon\'\'N IND. d\' do subgrupo peraluminoso indica uma contribuição dos sedimentos pelíticos (1,67 - 1,57 Ga) expostos na área. As intrusões tardias de rochas metaluminosas a peralcalinas [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0,707; \'épsilon\'\'N IND. d\' (1,07 Ga) = +2,3 a +1,1] são interpretadas como produtos principalmente de processos de cristalização fracionada de magmas básicos de derivação mantélica, com contribuição crustal subordinada. Já as rochas peraluminosas [\'épsilon\'\'N IND. d\' (1,07 Ga) = -1,2 a -2,1] são interpretadas como produtos da cristalização de magmas originados por baixo grau de fusão parcial de resíduo crustal produto da extração prévia dos granitos precoces dominantes, com contribuição mantélica subordinada. A mineralização primária polimetálica (Sn, W, Nb, Ta, Zn, Cu, Zn) está associada no espaço e no tempo com estes granitos peraluminosos. A mineralização polimetálica ocorre principalmente como: cassiterita e columbita-tantalita de origem magmática disseminadas no Li-mica álcali-feldspato granito, bolsões, veios e lentes de greisen com cassiterita; veios e vênulas de quartzo como cassiterita e volframita; e vênulas de quartzo com esfalerita, calcopirita, galena, pirita, marcassita e pirrotita. Os veios e vênulas de greisen e de quartzo formam estrutura tipo stockwork e sistema de veios subparalelos, enquanto lentes subparalelas e subhorizontais são também observadas. Pelo menos duas fases de mineralização oxidada são reconhecidas. A mais antiga é interpretada como ligada geneticamente aos biotita álcali-feldspato granito e alasquito, enquanto a mais jovem aos Li-mica álcali-feldspato granito e riólito pórfiro. Ambas são formadas principalmente por fluidos magmáticos aquo-carbônicos com características físico-químicas semelhantes, com uma participação muito pequena de águas hidrotermais de origem meteórica. Processos de efervescência e de greisenização são interpretados como os responsáveis pela deposição do Sn e W, em condições de temperatura entre 370 e 240°C e de pressão entre 2,4 a 1,0 kbar.
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spelling A Suíte Intrusiva Santa Clara (RO) e a mineralização primária polimetálica (Sn, W, Nb, Ta, Zn, Cu, Pb) associadaGeologia Econômica.Not available.A Suíte Intrusiva Santa Clara (SISC) com idade entre 1,08 a 1,07 Ga ocorre na porção central da Província Estanífera de Rondônia (SW do Cráton Amazônico) e inclui, pelo menos, um grande batólito (maciço Santa Clara), bem como batólitos menores e stocks (maciços Oriente Velho, Oriente Novo, Manteiga-Sul, Manteiga-Norte, Jararaca, Carmelo, Primavera e das Antas). Os batólitos e stocks ocorrem hospedados de modo discordante às orientações principais das rochas encaixantes de médio a alto grau metamórfico (1,74 a 1,43 Ga) e são compostos por intrusões precoces e/ou tardias em diferentes combinações. As intrusões precoces são dominantes em área de exposição no atual nível de erosão e são divididas em dois subgrupos de rochas: (1) subgrupo metaluminoso a levemente peraluminoso (Si\'O IND. 2\' = 63,56 - 75,59%; A/CNK = 0.94 - 1,04) é dominante e composto por hornblenda-biotita quartzo-monzonito e biotita (\'+ OU -\' hornblenda) monzogranito e sienogranito porfiróides ou porfiríticos e com textura rapakivi; (2) subgrupo peraluminoso (Si\'O IND. 2\' = 73,17 a 73,73%; A/CNK = 1,05 - 1,07) é de ocorrência mais restrita, sendo constituído por biotita sienogranito porfirítico e muscovita-biotita microssienogranito. Já as intrusões tardias aparecem em áreas bem mais restritas e são também divididas em dois subgrupos: (1) subgrupo metaluminoso e peralcalino (Si\'O IND. 2\' = 48,61 - 73,98%; A/CNK = 0,79 - 0,98) é formado por hornblenda álcali-feldspato sienito e microssienito, biotita-álcali-feldspato quartzo-microssienito, biotita (\'+ OU -\' anfibólio sódico) álcali-feldspato microgranito, traquiandesito, traquito e basalto em proporção bem menor; (2) subgrupo peraluminoso (Si\'O IND. 2\' = 75,03 - 79,74%; A/CNK = 0,96 - 1,15) é composto por biotita álcali-feldspato granito, alasquito, Li-mica álcali-feldspato granito e riólito pórfiro. Os granitos das intrusões precoces e tardias exibem características de granitos do tipo-A e intraplaca, sendo que aqueles do subgrupo metaluminoso a levemente peraluminoso são comparáveis também aos granitos rapakivi normais. As composições isotópicas de Nd e de Sr, bem como as variações geoquímicas dos elementos maiores e menores sugerem, no geral, uma origem e evolução distinta para cada um dos quatro subgrupos de rocha identificados. As rochas das intrusões precoces parecem ser produtos de magmas de origem crustal, sendo que processos de cristalização fracionada são invocados para explicar as variações geoquímicas observadas nas rochas do subgrupo metaluminoso a levemente peraluminoso [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0,709; \'épsilon\'\'N IND. d\' (1,08) = - 2,9 a - 4,5], enquanto que a evolução dos granitos peraluminosos [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0,708; \'épsilon\'\'N IND. d\' (1,08) = - 6,2] não pode ser estabelecida. Os valores de \'épsilon\'\'N IND. d\' das rochas de ambos os subgrupos se sobrepõem aos valores das rochas encaixantes a 1,08 Ga. Particularmente, os valores do subgrupo dominante se sobrepõem aos das rochas graníticas e charnoquíticas (1,57 - 1,53 Ga), sugerindo-as como prováveis fontes do magma parental, enquanto que o valor menos radiogênico do \'épsilon\'\'N IND. d\' do subgrupo peraluminoso indica uma contribuição dos sedimentos pelíticos (1,67 - 1,57 Ga) expostos na área. As intrusões tardias de rochas metaluminosas a peralcalinas [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0,707; \'épsilon\'\'N IND. d\' (1,07 Ga) = +2,3 a +1,1] são interpretadas como produtos principalmente de processos de cristalização fracionada de magmas básicos de derivação mantélica, com contribuição crustal subordinada. Já as rochas peraluminosas [\'épsilon\'\'N IND. d\' (1,07 Ga) = -1,2 a -2,1] são interpretadas como produtos da cristalização de magmas originados por baixo grau de fusão parcial de resíduo crustal produto da extração prévia dos granitos precoces dominantes, com contribuição mantélica subordinada. A mineralização primária polimetálica (Sn, W, Nb, Ta, Zn, Cu, Zn) está associada no espaço e no tempo com estes granitos peraluminosos. A mineralização polimetálica ocorre principalmente como: cassiterita e columbita-tantalita de origem magmática disseminadas no Li-mica álcali-feldspato granito, bolsões, veios e lentes de greisen com cassiterita; veios e vênulas de quartzo como cassiterita e volframita; e vênulas de quartzo com esfalerita, calcopirita, galena, pirita, marcassita e pirrotita. Os veios e vênulas de greisen e de quartzo formam estrutura tipo stockwork e sistema de veios subparalelos, enquanto lentes subparalelas e subhorizontais são também observadas. Pelo menos duas fases de mineralização oxidada são reconhecidas. A mais antiga é interpretada como ligada geneticamente aos biotita álcali-feldspato granito e alasquito, enquanto a mais jovem aos Li-mica álcali-feldspato granito e riólito pórfiro. Ambas são formadas principalmente por fluidos magmáticos aquo-carbônicos com características físico-químicas semelhantes, com uma participação muito pequena de águas hidrotermais de origem meteórica. Processos de efervescência e de greisenização são interpretados como os responsáveis pela deposição do Sn e W, em condições de temperatura entre 370 e 240°C e de pressão entre 2,4 a 1,0 kbar.The 1.08 - 1.07 Ga Santa Clara Intrusive Suite (SCIS) in the Rondônia Tin Province (SW Amazonian Craton) comprises at least one large batholith (Santa Clara massif) as well as smaller batholiths and stocks (Oriente Velho, Oriente Novo, Manteiga-Sul, Manteiga-Norte, Jararaca, Carmelo, Primavera and das Antas massifs) emplaced in older medium- to high-grade metamorphic rocks (1.75 - 1.43 Ga). The SCIS is composed of several early-and late-stage intrusions, which are presently exposed in different arrangements around each batholith or stock. The early-stage intrusions are dominant and have been divided into two subgroups: (1) dominant metaluminous to slightly peraluminous subgroup (Si\'O IND. 2\' = 63.56 - 75.59%; A/CNK = 0.94 - 1.04) composed of coarse- to medium-grained porphyritic hornblende-biotite quartz-monzonite, and biotite (\'+ OU - hornblende) monzogranite and syenogranite, showing rapakivi textures; and (2) minor and local peraluminous subgroup (Si\'O IND. 2\' = 73.I7 -73.73%; A/CNK = 1.05 - 1.07) composed of porphyritic biotite syenogranite and muscovite-biotite microsyenogranite. The late-stage intrusions volumetrically smaller are also divided into two subgroups: (1) metaluminous to peralkaline subgroup (Si\'O IND. 2\' = 48.61 - 73.98%; A/CNK = 0.79 - 0.98) composed of hornblende alkali-feldspar syenite and microsyenite, biotite alkali-feldspar quartz-microsyenite, biotite (\'+ OU -\' sodic amphibole) alkali-feldspar microgranite, trachyandesite, trachyte, and minor basalt; and (2) peraluminous subgroup (Si\'O IND. 2\' = 75.03 - 79.74%; A/CNK = 0.96 - 1.15) composed of biotite alkali-feldspar granite, alaskite, Li-mica alkali-feldspar granite, and rhyolite porphyry. The early- and late-stage granites exhibit geochemical characteristics of A-type and within-plate granites, whereas the dominant early-stage rocks show also rapakivi affinities. Sr and Nd isotopic data, and major and trace elements suggest different petrogenesis for these four rock subgroups. The early-stage intrusions appear to represent crustal anatectic melts, with the metaluminous to slightly peraluminous quartz-monzonite and granite [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0.709; \'épsilon\'\'N IND. d\'(l.08 Ga) = -2.9 to -4.5] evolved by fractional crystallization, whereas the evolution of peraluminous granites [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0.708; \'épsilon\'\'N IND. d\'(1.08) = -6.2] has not been established. The former show Nd isotopic signatures that overlap with those 1.57 - 1.53 Ga granitic and charnockitic rocks at 1.08 Ga, whereas the Nd isotopic composition of the latter are less radiogenic, and suggest a contribution of 1.67 - 1.57 Ga pelitic sedimentary rocks exposed in the area. The late-stage metaluminous to peralkaline rocks [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0.707; \'épsilon\'\'N IND. d\'(1.07 Ga) = +2.3 to +1.1] are interpreted as fractionation products of mantle-derived mafic magmas with minor crustal input. The late-stage peraluminous rocks [\'épsilon\'\'N IND. d\'(1.07 Ga) = -1.2 to -2.1] may be products of small degrees of fusion of crustal source with minor mantle input. It is interpreted that this crustal source was the residues of the source from which the dominant early-stage granites were previouly extracted. Polymetallic (Sn, W, Nb, Ta, Zn, Cu, Pb) primary deposits are spatially and temporally associated with these late-stage peraluminous granites. The polymetallic mineralizations occur mostly as: magmatic cassiterite and columbite-tantalite disseminated in the Li-mica alkali-feldspar granite, greisen pods (endogreisen), veins and lens with cassiterite, quartz veins and veinlets with cassiterite and wolframite, and quartz veinlets with sphalerite, chalcopyrite, galena, pyrite, marcassite, and pyrrotite. The greisen and quartz veins and veinltes constitute stockwork and subparallel systems, and subparallel and subhorizontal greisen lens systems are also observed. At least two hydrothermal phases of oxide mineralization are recognized. The early phase is interpreted to be related to the biotite alkali-feldspar granite and alaskite, whereas the late phase to the Li-mica alkali-feldspar granite and rhyolite porphyry. Both were formed by similar magmatic aqueous carbonic fluid with minor meteoric hydrothermal water input. Effervescence and greisenization are the principal processes responsible for Sn and W mineralization, that occurred between 370°C to 240°C, and 2.4 to 1.0 kbar.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBettencourt, Jorge SilvaLeite Junior, Washington Barbosa2002-04-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44133/tde-14082013-162210/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2016-07-28T16:10:36Zoai:teses.usp.br:tde-14082013-162210Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212016-07-28T16:10:36Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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As intrusões precoces são dominantes em área de exposição no atual nível de erosão e são divididas em dois subgrupos de rochas: (1) subgrupo metaluminoso a levemente peraluminoso (Si\'O IND. 2\' = 63,56 - 75,59%; A/CNK = 0.94 - 1,04) é dominante e composto por hornblenda-biotita quartzo-monzonito e biotita (\'+ OU -\' hornblenda) monzogranito e sienogranito porfiróides ou porfiríticos e com textura rapakivi; (2) subgrupo peraluminoso (Si\'O IND. 2\' = 73,17 a 73,73%; A/CNK = 1,05 - 1,07) é de ocorrência mais restrita, sendo constituído por biotita sienogranito porfirítico e muscovita-biotita microssienogranito. Já as intrusões tardias aparecem em áreas bem mais restritas e são também divididas em dois subgrupos: (1) subgrupo metaluminoso e peralcalino (Si\'O IND. 2\' = 48,61 - 73,98%; A/CNK = 0,79 - 0,98) é formado por hornblenda álcali-feldspato sienito e microssienito, biotita-álcali-feldspato quartzo-microssienito, biotita (\'+ OU -\' anfibólio sódico) álcali-feldspato microgranito, traquiandesito, traquito e basalto em proporção bem menor; (2) subgrupo peraluminoso (Si\'O IND. 2\' = 75,03 - 79,74%; A/CNK = 0,96 - 1,15) é composto por biotita álcali-feldspato granito, alasquito, Li-mica álcali-feldspato granito e riólito pórfiro. Os granitos das intrusões precoces e tardias exibem características de granitos do tipo-A e intraplaca, sendo que aqueles do subgrupo metaluminoso a levemente peraluminoso são comparáveis também aos granitos rapakivi normais. As composições isotópicas de Nd e de Sr, bem como as variações geoquímicas dos elementos maiores e menores sugerem, no geral, uma origem e evolução distinta para cada um dos quatro subgrupos de rocha identificados. As rochas das intrusões precoces parecem ser produtos de magmas de origem crustal, sendo que processos de cristalização fracionada são invocados para explicar as variações geoquímicas observadas nas rochas do subgrupo metaluminoso a levemente peraluminoso [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0,709; \'épsilon\'\'N IND. d\' (1,08) = - 2,9 a - 4,5], enquanto que a evolução dos granitos peraluminosos [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0,708; \'épsilon\'\'N IND. d\' (1,08) = - 6,2] não pode ser estabelecida. Os valores de \'épsilon\'\'N IND. d\' das rochas de ambos os subgrupos se sobrepõem aos valores das rochas encaixantes a 1,08 Ga. Particularmente, os valores do subgrupo dominante se sobrepõem aos das rochas graníticas e charnoquíticas (1,57 - 1,53 Ga), sugerindo-as como prováveis fontes do magma parental, enquanto que o valor menos radiogênico do \'épsilon\'\'N IND. d\' do subgrupo peraluminoso indica uma contribuição dos sedimentos pelíticos (1,67 - 1,57 Ga) expostos na área. As intrusões tardias de rochas metaluminosas a peralcalinas [\'Sr IND. 0\' = \'DA ORDEM DE\' 0,707; \'épsilon\'\'N IND. d\' (1,07 Ga) = +2,3 a +1,1] são interpretadas como produtos principalmente de processos de cristalização fracionada de magmas básicos de derivação mantélica, com contribuição crustal subordinada. Já as rochas peraluminosas [\'épsilon\'\'N IND. d\' (1,07 Ga) = -1,2 a -2,1] são interpretadas como produtos da cristalização de magmas originados por baixo grau de fusão parcial de resíduo crustal produto da extração prévia dos granitos precoces dominantes, com contribuição mantélica subordinada. A mineralização primária polimetálica (Sn, W, Nb, Ta, Zn, Cu, Zn) está associada no espaço e no tempo com estes granitos peraluminosos. A mineralização polimetálica ocorre principalmente como: cassiterita e columbita-tantalita de origem magmática disseminadas no Li-mica álcali-feldspato granito, bolsões, veios e lentes de greisen com cassiterita; veios e vênulas de quartzo como cassiterita e volframita; e vênulas de quartzo com esfalerita, calcopirita, galena, pirita, marcassita e pirrotita. Os veios e vênulas de greisen e de quartzo formam estrutura tipo stockwork e sistema de veios subparalelos, enquanto lentes subparalelas e subhorizontais são também observadas. Pelo menos duas fases de mineralização oxidada são reconhecidas. A mais antiga é interpretada como ligada geneticamente aos biotita álcali-feldspato granito e alasquito, enquanto a mais jovem aos Li-mica álcali-feldspato granito e riólito pórfiro. 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