Infecção por SARS-CoV-2 e doença inflamatória intestinal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Macedo, Mariana Rolim Fernandes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-26012026-164047/
Resumo: Muito tem sido estudado sobre a COVID-19 em pacientes com doenças inflamatórias intestinais (DII). No entanto, ainda existem algumas incertezas quanto às manifestações clínicas da COVID-19 e fatores de risco dessa infecção em pacientes com DII. Além disso pouco se sabe sobre a evolução da DII após a infecção por SARS-CoV-2. Existe a preocupação de que esta infecção possa ser uma possível causa de agudização da DII. Os objetivos desta tese foram analisar as características clínicas e fatores de risco da COVID-19 em pacientes com DII, e realizar uma revisão sistemática com meta-análise para avaliar o impacto da infecção por SARS-CoV-2 na evolução clínica e no tratamento das DIIs. Foram realizados dois estudos. O estudo 1 avaliou adultos portadores de DII de três hospitais públicos terciários de ensino do Ceará, Brasil, em consulta ambulatorial no período de março a dezembro de 2020. Foram incluídos 515 pacientes com DII: 234 com Doença de Crohn (DC) e 281 com Retocolite Ulcerativa (RCU). Destes, 174 pacientes (34%) tinham COVID-19 possível/confirmada, dos quais 156 (90%) eram sintomáticos. Os principais sintomas foram febre (65%) e cefaleia (65%). Sintomas gastrointestinais ocorreram em um terço dos pacientes, sendo mais frequentes do que na população geral com COVID-19. Os sintomas foram semelhantes em pacientes usando imunomoduladores ou imunobiológicos comparados aos que não utilizavam. Os fatores associados a ter COVID-19 foram ser do sexo feminino (OR 1,71, IC95%: 1,17-2,50); ter tido contato com caso de COVID-19, tanto intradomiciliar (OR 5,07; IC95%: 3,31-7,78) como fora do domicílio (OR 3,14; IC95%: 2,10-4,71); trabalhar fora do domicílio (OR 1,87; IC95%: 1,26-2,78); ter história familiar de COVID-19 (OR 2,29, IC95% 1,58-3,33), usar salicilato (OR 1,71, IC95%: 1,17-4,28) e ter asma (OR 7,10; IC95%: 1,46-34,57). No estudo 2 fizemos uma revisão sistemática nas bases PubMed, Web of Science e Scopus de 2020 até 31 de dezembro de 2023. Incluímos estudos observacionais realizados em humanos com 18 anos ou mais que analisaram os desfechos da DII após infecção por SARS-CoV-2 e tiveram um grupo de comparação composto por pacientes com DII sem infecção por SARS-COV-2. Foi realizada metanálise utilizando método de Mantel-Haenszel. Identificamos 505 estudos, sendo incluídos quatro (1343 participantes). A infecção por SARS-CoV-2 não agravou o curso clínico da DII (OR: 1.06; 95%CI: 0.761.49), não piorou a extensão da RCU (OR: 1.26; 95% CI: 0.33-4.83), não alterou a localização da DC (OR: 1.00; 95% CI: 0.06-16.15), nem o fenótipo da DC (OR: 1.00; 95% CI: 0.46-2.18). Pacientes com DII e infecção por SARS-COV-2 tiveram maior risco de atraso ou descontinuação da terapia imunobiológica (OR: 10.44; 95% CI: 3.56-30.62), que se associou à exacerbação da DII (p<0,0001). Concluímos que os principais sintomas da COVID-19 em pacientes com DII foram febre e cefaleia e que houve uma frequência maior de sintomas gastrointestinais nessa população do que na população em geral. Não houve diferença na apresentação clínica da COVID-19 em pacientes que usavam imunomoduladores ou imunobiológicos. O uso de salicilatos foi um fator associado a ter COVID-19, porém o uso de imunomoduladores e imunobiológicos, assim como DII em atividade não foram associados com maior risco dessa infecção. O principal impacto da infecção por SARS-CoV-2 na DII parece ser no tratamento, principalmente em pacientes em uso de imunobiológicos, que tiveram maior risco de atraso ou descontinuação desta terapia durante a infecção, o que pode levar ao agravamento da DII.
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Os objetivos desta tese foram analisar as características clínicas e fatores de risco da COVID-19 em pacientes com DII, e realizar uma revisão sistemática com meta-análise para avaliar o impacto da infecção por SARS-CoV-2 na evolução clínica e no tratamento das DIIs. Foram realizados dois estudos. O estudo 1 avaliou adultos portadores de DII de três hospitais públicos terciários de ensino do Ceará, Brasil, em consulta ambulatorial no período de março a dezembro de 2020. Foram incluídos 515 pacientes com DII: 234 com Doença de Crohn (DC) e 281 com Retocolite Ulcerativa (RCU). Destes, 174 pacientes (34%) tinham COVID-19 possível/confirmada, dos quais 156 (90%) eram sintomáticos. Os principais sintomas foram febre (65%) e cefaleia (65%). Sintomas gastrointestinais ocorreram em um terço dos pacientes, sendo mais frequentes do que na população geral com COVID-19. Os sintomas foram semelhantes em pacientes usando imunomoduladores ou imunobiológicos comparados aos que não utilizavam. Os fatores associados a ter COVID-19 foram ser do sexo feminino (OR 1,71, IC95%: 1,17-2,50); ter tido contato com caso de COVID-19, tanto intradomiciliar (OR 5,07; IC95%: 3,31-7,78) como fora do domicílio (OR 3,14; IC95%: 2,10-4,71); trabalhar fora do domicílio (OR 1,87; IC95%: 1,26-2,78); ter história familiar de COVID-19 (OR 2,29, IC95% 1,58-3,33), usar salicilato (OR 1,71, IC95%: 1,17-4,28) e ter asma (OR 7,10; IC95%: 1,46-34,57). No estudo 2 fizemos uma revisão sistemática nas bases PubMed, Web of Science e Scopus de 2020 até 31 de dezembro de 2023. Incluímos estudos observacionais realizados em humanos com 18 anos ou mais que analisaram os desfechos da DII após infecção por SARS-CoV-2 e tiveram um grupo de comparação composto por pacientes com DII sem infecção por SARS-COV-2. Foi realizada metanálise utilizando método de Mantel-Haenszel. Identificamos 505 estudos, sendo incluídos quatro (1343 participantes). A infecção por SARS-CoV-2 não agravou o curso clínico da DII (OR: 1.06; 95%CI: 0.761.49), não piorou a extensão da RCU (OR: 1.26; 95% CI: 0.33-4.83), não alterou a localização da DC (OR: 1.00; 95% CI: 0.06-16.15), nem o fenótipo da DC (OR: 1.00; 95% CI: 0.46-2.18). Pacientes com DII e infecção por SARS-COV-2 tiveram maior risco de atraso ou descontinuação da terapia imunobiológica (OR: 10.44; 95% CI: 3.56-30.62), que se associou à exacerbação da DII (p<0,0001). Concluímos que os principais sintomas da COVID-19 em pacientes com DII foram febre e cefaleia e que houve uma frequência maior de sintomas gastrointestinais nessa população do que na população em geral. Não houve diferença na apresentação clínica da COVID-19 em pacientes que usavam imunomoduladores ou imunobiológicos. O uso de salicilatos foi um fator associado a ter COVID-19, porém o uso de imunomoduladores e imunobiológicos, assim como DII em atividade não foram associados com maior risco dessa infecção. O principal impacto da infecção por SARS-CoV-2 na DII parece ser no tratamento, principalmente em pacientes em uso de imunobiológicos, que tiveram maior risco de atraso ou descontinuação desta terapia durante a infecção, o que pode levar ao agravamento da DII.Much has been studied about COVID-19 in patients with Inflammatory Bowel Disease (IBD). However, there are still some uncertainties regarding the clinical manifestations of COVID-19 and risk factors for this infection in patients with immune-mediated diseases. In addition, little is known about the evolution of IBD after SARS-CoV-2 infection. There is a concern that this infection may be a possible cause of IBD flare. The objectives of this thesis were to analyze the clinical characteristics and risk factors of COVID-19 in patients with IBD, and to perform a systematic review with meta-analysis to assess the impact of SARS-CoV-2 infection on the clinical evolution and treatment of IBD. Two studies were conducted. Study 1 evaluated adults with IBD from three tertiary public hospitals in Ceará, Brazil, from March to December 2020. We included 515 patients with IBD: 234 with Crohn\'s Disease (CD) and 281 with Ulcerative Colitis (UC). Of these, 174 patients (34%) had possible/confirmed COVID-19, of whom 156 (90%) were symptomatic. The main symptoms were fever (65%) and headache (65%); gastrointestinal symptoms occurred in one-third of patients, being more frequent than in the general population with COVID-19. Symptoms were similar in patients using immunosuppressants or immunobiologicals compared to those who did not use them. The factors associated with having COVID-19 were being female (OR 1.71, 95% CI: 1.17-2.50); having contact with a case of COVID-19, either at home (OR 5.07; 95% CI: 3.31-7.78) or outside the home (OR 3.14; 95% CI: 2.10-4.71); working outside the home (OR 1.87; 95% CI: 1.26-2.78); having a family history of COVID-19 (OR 2.29, 95% CI 1.58-3.33), using salicylate (OR 1.71, 95% CI: 1.17-4.28) and having asthma (OR 7.10; 95% CI: 1.46-34.57). In study 2, we performed a systematic review in the PubMed, Web of Science, and Scopus databases from 2020 to December 31, 2023, for observational studies conducted in humans aged 18 years or older that analyzed the results of IBD after SARS-CoV-2 infection and had a comparison group composed of IBD patients without SARS-COV-2 infection, with a meta-analysis being performed using the Mantel-Haenszel method. We identified 505 studies, of which four were included (1343 participants). SARS-CoV-2 infection did not worsen the clinical course of IBD (OR: 1.06; 95%CI: 0.761.49), neither the extent of UC (OR: 1.26; 95%CI: 0.334.83), nor alter the location of CD (OR: 1.00; 95%CI: 0.0616.15), nor the phenotype of CD (OR: 1.00; 95%CI: 0.462.18). Patients with IBD and SARS-COV-2 infection had a higher risk of delay or discontinuation of immunobiological therapy (OR: 10.44; 95%CI: 3.5630.62) which was associated with IBD flare (p<0,0001). We concluded that the main symptoms of COVID-19 in patients with IBD were fever and headache, and that there was a higher frequency of gastrointestinal symptoms in this population than in the general population. There was no difference in the clinical presentation of COVID-19 in patients using immunosuppressants or immunobiologicals. The use of salicylates was a factor associated with having COVID-19, but the use of immunosuppressants and immunobiologicals, as well as active IBD, were not associated with a higher risk of this infection. The main impact of SARS-CoV-2 infection on IBD appears to be on treatment, especially in patients using immunobiologicals, who were at higher risk of delay or discontinuation of this therapy during the infection, which may lead to IBD flare.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLevin, Anna Sara ShaffermanMacedo, Mariana Rolim Fernandes2025-08-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5134/tde-26012026-164047/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-27T14:49:02Zoai:teses.usp.br:tde-26012026-164047Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-27T14:49:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Macedo, Mariana Rolim Fernandes
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COVID-19
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Retocolite ulcerativa
SARS-CoV-2
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Ulcerative colitis
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description Muito tem sido estudado sobre a COVID-19 em pacientes com doenças inflamatórias intestinais (DII). No entanto, ainda existem algumas incertezas quanto às manifestações clínicas da COVID-19 e fatores de risco dessa infecção em pacientes com DII. Além disso pouco se sabe sobre a evolução da DII após a infecção por SARS-CoV-2. Existe a preocupação de que esta infecção possa ser uma possível causa de agudização da DII. Os objetivos desta tese foram analisar as características clínicas e fatores de risco da COVID-19 em pacientes com DII, e realizar uma revisão sistemática com meta-análise para avaliar o impacto da infecção por SARS-CoV-2 na evolução clínica e no tratamento das DIIs. Foram realizados dois estudos. O estudo 1 avaliou adultos portadores de DII de três hospitais públicos terciários de ensino do Ceará, Brasil, em consulta ambulatorial no período de março a dezembro de 2020. Foram incluídos 515 pacientes com DII: 234 com Doença de Crohn (DC) e 281 com Retocolite Ulcerativa (RCU). Destes, 174 pacientes (34%) tinham COVID-19 possível/confirmada, dos quais 156 (90%) eram sintomáticos. Os principais sintomas foram febre (65%) e cefaleia (65%). Sintomas gastrointestinais ocorreram em um terço dos pacientes, sendo mais frequentes do que na população geral com COVID-19. Os sintomas foram semelhantes em pacientes usando imunomoduladores ou imunobiológicos comparados aos que não utilizavam. Os fatores associados a ter COVID-19 foram ser do sexo feminino (OR 1,71, IC95%: 1,17-2,50); ter tido contato com caso de COVID-19, tanto intradomiciliar (OR 5,07; IC95%: 3,31-7,78) como fora do domicílio (OR 3,14; IC95%: 2,10-4,71); trabalhar fora do domicílio (OR 1,87; IC95%: 1,26-2,78); ter história familiar de COVID-19 (OR 2,29, IC95% 1,58-3,33), usar salicilato (OR 1,71, IC95%: 1,17-4,28) e ter asma (OR 7,10; IC95%: 1,46-34,57). No estudo 2 fizemos uma revisão sistemática nas bases PubMed, Web of Science e Scopus de 2020 até 31 de dezembro de 2023. Incluímos estudos observacionais realizados em humanos com 18 anos ou mais que analisaram os desfechos da DII após infecção por SARS-CoV-2 e tiveram um grupo de comparação composto por pacientes com DII sem infecção por SARS-COV-2. Foi realizada metanálise utilizando método de Mantel-Haenszel. Identificamos 505 estudos, sendo incluídos quatro (1343 participantes). A infecção por SARS-CoV-2 não agravou o curso clínico da DII (OR: 1.06; 95%CI: 0.761.49), não piorou a extensão da RCU (OR: 1.26; 95% CI: 0.33-4.83), não alterou a localização da DC (OR: 1.00; 95% CI: 0.06-16.15), nem o fenótipo da DC (OR: 1.00; 95% CI: 0.46-2.18). Pacientes com DII e infecção por SARS-COV-2 tiveram maior risco de atraso ou descontinuação da terapia imunobiológica (OR: 10.44; 95% CI: 3.56-30.62), que se associou à exacerbação da DII (p<0,0001). Concluímos que os principais sintomas da COVID-19 em pacientes com DII foram febre e cefaleia e que houve uma frequência maior de sintomas gastrointestinais nessa população do que na população em geral. Não houve diferença na apresentação clínica da COVID-19 em pacientes que usavam imunomoduladores ou imunobiológicos. O uso de salicilatos foi um fator associado a ter COVID-19, porém o uso de imunomoduladores e imunobiológicos, assim como DII em atividade não foram associados com maior risco dessa infecção. O principal impacto da infecção por SARS-CoV-2 na DII parece ser no tratamento, principalmente em pacientes em uso de imunobiológicos, que tiveram maior risco de atraso ou descontinuação desta terapia durante a infecção, o que pode levar ao agravamento da DII.
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