Avaliação das alterações dentoesqueléticas decorrentes do tratamento da má oclusão de classe II, subdivisão nas radiografias submentoniana e póstero-anterior

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2000
Autor(a) principal: Cruz, Karina Santana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25134/tde-19032005-102509/
Resumo: O objetivo deste trabalho foi avaliar as alterações dentoesqueléticas decorrentes do tratamento ortodôntico com extrações assimétricas de pacientes com má oclusão de Classe II, subdivisão de Angle, em relação a um grupo controle de oclusão normal. A amostra consistiu de três grupos, com 30 pacientes cada, apresentando as seguintes características: grupo 1 - jovens com Classe II, subdivisão, não tratados; grupo 2 - jovens com Classe II, subdivisão, tratados com extrações assimétricas; grupo 3 - jovens com oclusão normal. Todos apresentavam os dentes permanentes superiores e inferiores, em ambos os arcos dentários, até os primeiros molares, no início do tratamento. A idade média da amostra foi de 15,76, 18,57 e 22,42 anos nos grupos de Classe II, subdivisão não tratado, Classe II, subdivisão tratado e oclusão normal, respectivamente. Medidas de diferenças relativas da posição espacial de pontos dentários e esqueléticos bilaterais foram obtidas nas radiografias submentoniana e póstero-anterior. O teste t para amostras independentes foi utilizado para comparar os grupos 1 e 2 com o grupo 3, em tempos diferentes. Considerou-se que o grupo 2 tinha apresentado uma melhora se as variáveis do grupo 1, que tiveram uma diferença estatisticamente significante com o grupo 3, não fossem estatisticamente diferentes do grupo com oclusão normal. Os resultados nas radiografias submentonianas demonstraram que as extrações assimétricas nas más oclusões de Classe II, subdivisão acentuaram as diferenças nas posições ântero-posteriores direita e esquerda, dos primeiros molares superiores e inferiores, como esperado com estes protocolos de extrações. Não houve alterações esqueléticas significantes que pudessem ser atribuídas às formas de tratamento investigadas e nem efeitos colaterais transversais com as mecânicas assimétricas empregadas. Também foi demonstrado que o tratamento da Classe II subdivisão com extrações assimétricas normaliza o posicionamento das linhas médias superior e inferior sem causar inclinação do plano oclusal ou de qualquer outro plano horizontal pesquisado, na análise da radiografia póstero-anterior. Portanto, concluiu-se que o tratamento da Classe II, subdivisão com extrações assimétricas constitui uma modalidade terapêutica válida para a solução deste problema.
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Todos apresentavam os dentes permanentes superiores e inferiores, em ambos os arcos dentários, até os primeiros molares, no início do tratamento. A idade média da amostra foi de 15,76, 18,57 e 22,42 anos nos grupos de Classe II, subdivisão não tratado, Classe II, subdivisão tratado e oclusão normal, respectivamente. Medidas de diferenças relativas da posição espacial de pontos dentários e esqueléticos bilaterais foram obtidas nas radiografias submentoniana e póstero-anterior. O teste t para amostras independentes foi utilizado para comparar os grupos 1 e 2 com o grupo 3, em tempos diferentes. Considerou-se que o grupo 2 tinha apresentado uma melhora se as variáveis do grupo 1, que tiveram uma diferença estatisticamente significante com o grupo 3, não fossem estatisticamente diferentes do grupo com oclusão normal. Os resultados nas radiografias submentonianas demonstraram que as extrações assimétricas nas más oclusões de Classe II, subdivisão acentuaram as diferenças nas posições ântero-posteriores direita e esquerda, dos primeiros molares superiores e inferiores, como esperado com estes protocolos de extrações. Não houve alterações esqueléticas significantes que pudessem ser atribuídas às formas de tratamento investigadas e nem efeitos colaterais transversais com as mecânicas assimétricas empregadas. Também foi demonstrado que o tratamento da Classe II subdivisão com extrações assimétricas normaliza o posicionamento das linhas médias superior e inferior sem causar inclinação do plano oclusal ou de qualquer outro plano horizontal pesquisado, na análise da radiografia póstero-anterior. Portanto, concluiu-se que o tratamento da Classe II, subdivisão com extrações assimétricas constitui uma modalidade terapêutica válida para a solução deste problema.The objective of this work was to evaluate the dentoskeletal changes consequent to orthodontic treatment in subjects with Angle's Class II subdivision malocclusions, treated with asymmetric extractions, as compared to a normal occlusion control group. The sample consisted of three groups, with 30 subjects in each: group 1 consisted of untreated Class II, subdivision subjects; group 2 had Class II, subdivision subjects after treatment with asymmetric extractions and group 3 consisted of normal occlusion subjects. All possessed a full complement of permanent teeth including first molars, at the beginning of treatment. The average age of subjects was 15.76, 18.57 and 22.42 years in the untreated, in the treated Class II, subdivision groups and in the normal occlusion group, respectively. Measurements of relative difference in spatial position of dental and skeletal bilateral landmarks were obtained from the submentovertex and posteroanterior cephalometric radiographs. The t test for independent samples was used to compare groups 1 and 2 with group 3 at different times. Group 2 was considered to have experienced an improvement if the variables of group 1 that had a statistically significant difference with group 3 were not statistically different from the normal occlusion control sample. Results in the submentovertex radiograph demonstrated that asymmetric extractions in Class II, subdivision malocclusions will accentuate the differences in the anteroposterior positions of right and le ft, upper and lower first molars, as would be expected with this treatment protocol. There were no significant skeletal changes that could be attributed to the treatment approaches investigated nor transversal colateral effects with the asymmetric mechanics employed. It was also demonstrated that treatment of Class II, subdivision malocclusions with asymmetric extractions produced corrections of upper and lower dental midline deviations with the midsaggital line, without canting the occlusal plane as well as any other investigated horizontal plane, in the PA radiograph. Therefore, it was concluded that treatment of Class II, subdivision malocclusions with asymmetric extractions constitute a beneficial approach to this problem. 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