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Integração sensório motora: um estudo sobre coordenação bimanual

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Mortari, Katia Simone Martins
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-13012026-111813/
Resumo: Por meio deste estudo pretendeu-se avaliar a precisão e a variabilidade de movimentos que ocorreram no desempenho de uma habilidade motora rítmica, nos modos de coordenação em fase e antifase. A frequência de movimentos foi indicada por meio de informação visual, enquanto que a retirada dos sinais visuais e a introdução de ruído auditivo, em diferentes frequências, foram usados para testar a estabilidade do padrão motor. Participaram desta investigação estudantes universitários (n=20) com idades entre 17 e 26 anos. Os sujeitos foram designados para um de dois grupos, os quais diferenciavam-se pelo modo de coordenação: em fase ou antifase. A tarefa experimental consistiu em produzir movimentos rítmicos de flexão e extensão dos punhos, de forma sincronizada com sinais visuais, emitidos no monitor de um microcomputador em uma frequência de 2,4 Hz. A sequência experimental constituiu-se em: (a) realizar os movimentos manuais em frequência individualmente confortável; (b) prática na frequência indicada pelos sinais visuais; (c) desempenho na ausência de informação visual, e (d) desempenho com informação visual disponível e inserção de ruído sonoro rítmico, tendo sua frequência variada entre 0,4 e 4,0 Hz. O registro do deslocamento das mãos foi feito com um sistema OPTOTRAK, a partir do qual foram analisados: frequência de movimentos, relação de fase entre as mãos, as respectivas medidas de variabilidade individual e a frequência de ocorrências de transição de Fase. Os resultados na fase de ritmo próprio mostraram que o modo de coordenação em fase induziu a uma frequência de movimentos mais alta do que o modo antifase, com raros registros de transição de fase do modo antifase para o modo em fase. Na etapa de prática, a presença do estímulo visual induziu a aumento da frequência de movimentos, da variabilidade da frequência de movimentos e da variabilidade da relação de fase. Foram ainda observados valores de erro e de variabilidade mais baixos no modo de coordenação em fase do que no modo contrário. No modo de coordenação antifase foi observado acréscimo na frequência de transições de fase. A retirada da informação visual não induziu a declínio de desempenho em ambos os grupos, o que revelou a capacidade do sistema sensório-motor de gerar sinais para sincronização a partir de um temporizador intrínseco. Na última fase, com inserção de ruído sonoro, foi observado o maior número de ocorrências de transição de fase na condição de coordenação antifase, enquanto que no modo de coordenação em fase nenhuma transição foi observada. A análise não indicou qualquer diferença significativa entre as diversas frequências de sinal de ruído em ambas as condições experimentais. Em conjunto, os resultados aqui apresentados indicaram que uma frequência de movimentos diferente da frequência preferida produziu aumento de instabilidade do sistema sensório-motor seletivamente para o modo de coordenação antifase, o que foi particularmente evidente quando o sinal de ruído foi introduzido
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spelling Integração sensório motora: um estudo sobre coordenação bimanualSensorimotor integration: a study on bimanual coordinationBimanual coordinationCoordenação bimanualIntegração sensório-motoraRelação de faseRelative phaseRhythmical skillsSensorimotor integrationTarefas rítmicasPor meio deste estudo pretendeu-se avaliar a precisão e a variabilidade de movimentos que ocorreram no desempenho de uma habilidade motora rítmica, nos modos de coordenação em fase e antifase. A frequência de movimentos foi indicada por meio de informação visual, enquanto que a retirada dos sinais visuais e a introdução de ruído auditivo, em diferentes frequências, foram usados para testar a estabilidade do padrão motor. Participaram desta investigação estudantes universitários (n=20) com idades entre 17 e 26 anos. Os sujeitos foram designados para um de dois grupos, os quais diferenciavam-se pelo modo de coordenação: em fase ou antifase. A tarefa experimental consistiu em produzir movimentos rítmicos de flexão e extensão dos punhos, de forma sincronizada com sinais visuais, emitidos no monitor de um microcomputador em uma frequência de 2,4 Hz. A sequência experimental constituiu-se em: (a) realizar os movimentos manuais em frequência individualmente confortável; (b) prática na frequência indicada pelos sinais visuais; (c) desempenho na ausência de informação visual, e (d) desempenho com informação visual disponível e inserção de ruído sonoro rítmico, tendo sua frequência variada entre 0,4 e 4,0 Hz. O registro do deslocamento das mãos foi feito com um sistema OPTOTRAK, a partir do qual foram analisados: frequência de movimentos, relação de fase entre as mãos, as respectivas medidas de variabilidade individual e a frequência de ocorrências de transição de Fase. Os resultados na fase de ritmo próprio mostraram que o modo de coordenação em fase induziu a uma frequência de movimentos mais alta do que o modo antifase, com raros registros de transição de fase do modo antifase para o modo em fase. Na etapa de prática, a presença do estímulo visual induziu a aumento da frequência de movimentos, da variabilidade da frequência de movimentos e da variabilidade da relação de fase. Foram ainda observados valores de erro e de variabilidade mais baixos no modo de coordenação em fase do que no modo contrário. No modo de coordenação antifase foi observado acréscimo na frequência de transições de fase. A retirada da informação visual não induziu a declínio de desempenho em ambos os grupos, o que revelou a capacidade do sistema sensório-motor de gerar sinais para sincronização a partir de um temporizador intrínseco. Na última fase, com inserção de ruído sonoro, foi observado o maior número de ocorrências de transição de fase na condição de coordenação antifase, enquanto que no modo de coordenação em fase nenhuma transição foi observada. A análise não indicou qualquer diferença significativa entre as diversas frequências de sinal de ruído em ambas as condições experimentais. Em conjunto, os resultados aqui apresentados indicaram que uma frequência de movimentos diferente da frequência preferida produziu aumento de instabilidade do sistema sensório-motor seletivamente para o modo de coordenação antifase, o que foi particularmente evidente quando o sinal de ruído foi introduzidoIn this study temporal accuracy and variability in the performance on a rhythmical motor skill was assessed in in-phase and out-of-phase modes of coordination. Frequency of movements was indicated through visual information, while withdrawal of the visual information and introduction of auditory noise in different frequencies were used to test the stability of the motor pattern. University students (n=20), 17 to 26 years of age, participated in this investigation. The subjects were assigned to one of two groups: in-phase or out-of-phase mode of coordination. The experimental task consisted of making rhythmical movements of wrist flexion and extension, timed with visual signals emitted in a microcomputer screen in a frequency of 2.4 Hz. The experimental design consisted of the following stages: (a) producing manual movements in an individually confortable frequency; (b) practicing the task in the frequency indicated by the visual signals; (c) performance in the absence of visual information, and (d) performance with visual information available and with insertion of rhythmical auditory noise, with frequency varied between 0.4 and 4.0 Hz. Displacement of the hands was recorded with an OPTOTRAK system, from which movement frequency, between-hand relative phase, the respective measures of intra-individual variability, and absolute frequency of phase transitions were analyzed. The results indicated that in the initial stage, self-paced movements coordinated in the in-phase mode were produced in a higher frequency than in the out-of-phase mode, with rare recordings of phase transition from the out-of-phase to the in-phase mode. In the stage of practice the presence of visual information led to increment in movement frequency, in movement frequency variability, and in relative phase variability. Lower values of error and variability in the in-phase mode of coordination in relation to the out-of-phase mode of coordination in relation to the out-of-phase mode, and increased frequency of phase transitions in the out-of phase mode in comparison to the previous stage, were also observed. The withdrawal of visual information did not induce to decline in performance in either group, which revealed the capacity of the sensorimotor system of generating timing signals from an intrinsic time-keeper. In the last stage, with insertion of auditory noise, it was observed the highest frequency of phase transitions in the out-of-phase mode, while none phase transition was observed in the other mode. The analysis did not point out any significant difference among the different frequencies of auditory noise in either experimental condition. As a whole, the results presented here indicated that a movement frequency different from the preferred frequency induced to an increased instability of the sensorimotor system selectively to the out-of-phase mode of coordination, which was particularly evident when the auditory noise was introducedBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTeixeira, Luis AugustoMortari, Katia Simone Martins2001-03-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-13012026-111813/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-13T13:52:02Zoai:teses.usp.br:tde-13012026-111813Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-13T13:52:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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