Infecção experimental por Paramyxovirus em serpentes Boa constrictor (LINNAEUS, 1758). Estudo anátomo-patológico, imunoistoquímico, microbiológico, hematológico e sorológico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Kolesnikovas, Cristiane Kiyomi Miyaji
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-21062007-140639/
Resumo: Apesar dos múltiplos avanços na compreensão gênica e taxonômica do Paramixovírus de serpentes (OPMV), apenas a patogenia pulmonar é razoavelmente conhecida nos viperídeos. O objetivo do presente estudo foi investigar, através de exames anátomo-patológicos, imunoistoquímicos, microbiológicos, hematológicos e sorológicos, a patogenia do Paramixovírus em jibóias (Boa constrictor). Dez animais foram inoculados por via endotraqueal com uma suspensão viral de OPMV. Os animais foram submetidos à eutanásia aos pares, aos 3, 7, 14, 21 e 60 dias após a infecção. Dois indivíduos foram utilizados como controle negativo. Lavados traqueais e amostras de sangue foram colhidas antes da inoculação, às necrópsias e nos animais dos grupos remanescentes. A presença de anticorpos anti-OPMV foi detectada aos 2 mPI através da técnica de inibição de hemaglutinação. A análise estatística dos resultados hematológicos demonstrou não haver diferença significativa entre os dados obtidos nos diversos tempos. À necrópsia amostras de órgãos foram colhidos para análises histopatológica, imunoistoquímica, bacteriológica e virológica (isolamento e RT-PCR). Macroscopicamente, apenas um animal (7dPI) apresentou pneumonia piogranulomatosa. As principais lesões microscópicas pulmonares observadas foram infiltração granulocítica, associada à formação de ninhos de células mononucleares, formação de sincícios; presença de hiperplasia e hipertrofia epiteliais em todos os tempos experimentais. Em pâncreas pôde ser diagnosticada formação de sincícios e presença de infiltrado mononuclear; em baço foi observada histiocitose, eventualmente associada à infiltração granulocítica perifolicular; gliose de padrão difuso ou focal. Os ensaios imunoistoquímicos e isolamento viral, com confirmação da presença do OPMV por RT-PCR, foram positivos em pulmão, fígado, baço e pâncreas dos 3 aos 21 dPI, sendo negativos aos 60 pPI. O diagnóstico molecular de lavado traqueal após passagem em cultura celular foram positivos aos 3, 7, 14 e 21d PI.. A ausência de sinais clínicos associada à detecção de lesões, isolamento e diagnóstico positivo por RT- PCR sugerem que as jibóias podem representar uma importante fonte assintomática de infecção até os 21 d PI.
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Os animais foram submetidos à eutanásia aos pares, aos 3, 7, 14, 21 e 60 dias após a infecção. Dois indivíduos foram utilizados como controle negativo. Lavados traqueais e amostras de sangue foram colhidas antes da inoculação, às necrópsias e nos animais dos grupos remanescentes. A presença de anticorpos anti-OPMV foi detectada aos 2 mPI através da técnica de inibição de hemaglutinação. A análise estatística dos resultados hematológicos demonstrou não haver diferença significativa entre os dados obtidos nos diversos tempos. À necrópsia amostras de órgãos foram colhidos para análises histopatológica, imunoistoquímica, bacteriológica e virológica (isolamento e RT-PCR). Macroscopicamente, apenas um animal (7dPI) apresentou pneumonia piogranulomatosa. As principais lesões microscópicas pulmonares observadas foram infiltração granulocítica, associada à formação de ninhos de células mononucleares, formação de sincícios; presença de hiperplasia e hipertrofia epiteliais em todos os tempos experimentais. Em pâncreas pôde ser diagnosticada formação de sincícios e presença de infiltrado mononuclear; em baço foi observada histiocitose, eventualmente associada à infiltração granulocítica perifolicular; gliose de padrão difuso ou focal. Os ensaios imunoistoquímicos e isolamento viral, com confirmação da presença do OPMV por RT-PCR, foram positivos em pulmão, fígado, baço e pâncreas dos 3 aos 21 dPI, sendo negativos aos 60 pPI. O diagnóstico molecular de lavado traqueal após passagem em cultura celular foram positivos aos 3, 7, 14 e 21d PI.. A ausência de sinais clínicos associada à detecção de lesões, isolamento e diagnóstico positivo por RT- PCR sugerem que as jibóias podem representar uma importante fonte assintomática de infecção até os 21 d PI.Despite multiple advances in the genetic and taxonomic understanding of ophidian paramyxovirus (OPMV), only pulmonary pathogenesis is reasonably known in viperids. The objective of the present study was to investigate the pathogenesis of paramyxovirus infection in Boidae by pathological, imunohistochemical, microbiological, hematological and serological studies. Ten Boa constrictor snakes were infected by endotracheal inoculation with a viral solution. The animals were euthanatized in pairs at 3, 7, 14 and 21 days and at 2 months after infection. Two uninfected boas were sacrificed before and after the experimental study and were used as negative controls. Tracheal washes and blood were collected from all snakes. Seroconversion was detected at 2 mPI by hemagglutination inhibition assays. Estatistical analysis of the hematological data by Friedman Test revealed no diferences between them. At necropsy, samples of all major organs were obtained for histopathological, immunohistochemical, bacteriological and virological (viral isolation and RT-PCR). At necropsy, only one snake (7 days PI) had gross changes in the lung. The most consistent microscopic findings in the lungs were granulocyte infiltration, associated with the formation of mononuclear cell nests, formation of syncytia, and presence of epithelial hyperplasia and hypertrophy. Formation of syncytia was observed in pancreas, a mononuclear infiltrate was also observed; splenic histiocytosis with perifollicular granulocyte infiltration; diffuse and focal pattern of gliosis was detected in the CNS of most of the animals. Immunohistochemical examination and viral isolation, with confirmation of the virus\' presence by RT-PCR, were positive for lung, liver, spleen and pancreas from 3 to 21 dPI and negative at 2 m PI. Virus isolation from tracheal washes, with confirmation by molecular diagnosis were positive at times 3, 7, 14 and 21 dPI. At 2 mPI all results were negative. The immunohistochemical results associated with virus isolation and RT-PCR suggest that the virus was probably eliminated from the organism at 2 mPI. The absence of clinical symptoms associated with the detection of lesions and with isolation and a positive diagnosis by PCR in the present study suggest that Boa constrictors may represent an important source of infection for other reptiles.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCatão-Dias, José LuizKolesnikovas, Cristiane Kiyomi Miyaji2003-10-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10133/tde-21062007-140639/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2023-07-04T13:23:11Zoai:teses.usp.br:tde-21062007-140639Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212023-07-04T13:23:11Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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