Transporte de campos magnéticos e raios cósmicos no meio interestelar turbulento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Koshikumo, Camila Naomi
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
MHD
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14131/tde-30092024-143254/
Resumo: Turbulência, campos magnéticos e raios cósmicos são componentes do meio interestelar da nossa Galáxia e estão fortemente interligadas através de complexos processos de plasma. O transporte de fluxo magnético em nuvens moleculares é um fator essencial para se compreender diferentes processos envolvidos na formação estelar, e o transporte dos raios cósmicos nas proximidades de choques de supernovas é necessário para se entender como ocorre o processo de aceleração dos raios cósmicos galácticos, e ambos os transportes são controlados de forma eficiente pela turbulência. Neste projeto, estudamos os mecanismos básicos do transporte de fluxos magnéticos na presença de turbulência magneto-hidrodinâmica (MHD), e também investigamos como os raios cósmicos que difundem à frente de um choque podem amplificar os campos magnéticos e afetar a própria eficiência do confinamento e aceleração destas partículas nessa região durante o processo de Diffusive Shock Acceleration (DSA). Para tanto, desenvolvemos experimentos numéricos através de simulações MHD 3D e Particle-in-Cell-MHD (PIC-MHD) 2D para caracterizar, de forma quantitativa, os efeitos da turbulência no transporte dos campos magnéticos e dos raios cósmicos (RCs). Na primeira parte desta dissertação, nós investigamos o comportamento do coeficiente de difusão de campos magnéticos em turbulência MHD 3D sub-Alfvénica (M_A < 1) caracterizado por diferentes números de Mach sônicos. A teoria de Difusão por Reconexão (em inglês, Reconnection Diffusion, RD) turbulenta, baseada nas estatísticas de turbulência Alfvénica incompressível, prevê a dependência do coeficiente de difusão do campo magnético com o número de Mach Alfvénico M_A . Entretanto, esta teoria não considera os efeitos da compressibilidade, que devem ser importantes no regime de turbulência MHD supersônica presente em nuvens moleculares. Nós realizamos simulações numéricas de turbulência forçada em domínios periódicos do regime incompressível (M_S = 0) até o regime supersônico (M_S = 3). A taxa de difusão medida pela turbulência incompressível concorda com a supressão prevista pela teoria RD na presença de fortes campos magnéticos: D M_A^3 . Nossas simulações também indicam um aumento na eficiência da RD quando a turbulência compressível. A dependência em M_A e M_S pode ser descrita pela relação D M_A^ , onde (M_S ) 3/(1 + M_S ). Esta caracterização quantitativa de D é crtica para a modelagem de formação estelar em nuvens moleculares turbulentas e para avaliar a eficiência deste transporte comparado com outros mecanismos, como Difusão Ambipolar. Na segunda parte deste trabalho, nos focamos em investigar a aceleração de RCs via DSA em choques produzidos por remanescentes de supernova jovens. Evidências teóricas e observacionais requerem uma amplificação do campo magnético durante este processo. Apesar de as instabilidades de streaming de raios cósmicos amplificarem as flutuações magnéticas no precursor do choque de forma eficiente, não está claro se elas podem garantir um confinamento eficaz dos RCs de mais alta energia ( PeV). Um processo alternativo para a amplificação de campos em grande escala se baseia nos dínamos turbulentos gerados pela pressão dos RCs que interagem com as inomogeneidades de densidade do meio. A eficiência deste processo foi estudado anteriormente utilizando simulações MHD, com uma força prescrita para representar a ação dos RCs no fluido. Nós revisitamos esse processo com uma descrição cinética simplificada para os RCs prótons e considerando uma eficiência de aceleração mais realista do que a adotada anteriormente. Nós utilizamos simulações 2D em escalas de 0.1 pc em torno de um choque não-relativístico e adotamos uma técnica de PIC-MHD modificada no qual as partículas são evoluídas utilizando as equações relativísticas de centro guia com termos adicionais para representar a difusão nas coordenadas das partículas. Para choques fortes, nós obtivemos um fator de amplificação 56 no caso perpendicular (campo magnético perpendicular à velocidade do choque), 9 10 no caso oblíquo (45º) e 2 3 no limite paralelo. Estas eficiências de amplificação são menores do que os obtidos em estudos MHD anteriores, porém podem oferecer uma importante pré-amplificação, aumentando a amplificação total ao ser combinadas com as instabilidades de RCs. Além disso, neste estudo, nós introduzimos uma abordagem que oferece uma maneira mais viável computacionalmente de conectar o transporte da distribuição de RCs com os fenômenos de fluido, possibilitando aplicações em estudos globais e multidimensionais de aceleração e transporte de partículas, como a DSA não-linear durante longos períodos.
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Neste projeto, estudamos os mecanismos básicos do transporte de fluxos magnéticos na presença de turbulência magneto-hidrodinâmica (MHD), e também investigamos como os raios cósmicos que difundem à frente de um choque podem amplificar os campos magnéticos e afetar a própria eficiência do confinamento e aceleração destas partículas nessa região durante o processo de Diffusive Shock Acceleration (DSA). Para tanto, desenvolvemos experimentos numéricos através de simulações MHD 3D e Particle-in-Cell-MHD (PIC-MHD) 2D para caracterizar, de forma quantitativa, os efeitos da turbulência no transporte dos campos magnéticos e dos raios cósmicos (RCs). Na primeira parte desta dissertação, nós investigamos o comportamento do coeficiente de difusão de campos magnéticos em turbulência MHD 3D sub-Alfvénica (M_A < 1) caracterizado por diferentes números de Mach sônicos. A teoria de Difusão por Reconexão (em inglês, Reconnection Diffusion, RD) turbulenta, baseada nas estatísticas de turbulência Alfvénica incompressível, prevê a dependência do coeficiente de difusão do campo magnético com o número de Mach Alfvénico M_A . Entretanto, esta teoria não considera os efeitos da compressibilidade, que devem ser importantes no regime de turbulência MHD supersônica presente em nuvens moleculares. Nós realizamos simulações numéricas de turbulência forçada em domínios periódicos do regime incompressível (M_S = 0) até o regime supersônico (M_S = 3). A taxa de difusão medida pela turbulência incompressível concorda com a supressão prevista pela teoria RD na presença de fortes campos magnéticos: D M_A^3 . Nossas simulações também indicam um aumento na eficiência da RD quando a turbulência compressível. A dependência em M_A e M_S pode ser descrita pela relação D M_A^ , onde (M_S ) 3/(1 + M_S ). Esta caracterização quantitativa de D é crtica para a modelagem de formação estelar em nuvens moleculares turbulentas e para avaliar a eficiência deste transporte comparado com outros mecanismos, como Difusão Ambipolar. Na segunda parte deste trabalho, nos focamos em investigar a aceleração de RCs via DSA em choques produzidos por remanescentes de supernova jovens. Evidências teóricas e observacionais requerem uma amplificação do campo magnético durante este processo. Apesar de as instabilidades de streaming de raios cósmicos amplificarem as flutuações magnéticas no precursor do choque de forma eficiente, não está claro se elas podem garantir um confinamento eficaz dos RCs de mais alta energia ( PeV). Um processo alternativo para a amplificação de campos em grande escala se baseia nos dínamos turbulentos gerados pela pressão dos RCs que interagem com as inomogeneidades de densidade do meio. A eficiência deste processo foi estudado anteriormente utilizando simulações MHD, com uma força prescrita para representar a ação dos RCs no fluido. Nós revisitamos esse processo com uma descrição cinética simplificada para os RCs prótons e considerando uma eficiência de aceleração mais realista do que a adotada anteriormente. Nós utilizamos simulações 2D em escalas de 0.1 pc em torno de um choque não-relativístico e adotamos uma técnica de PIC-MHD modificada no qual as partículas são evoluídas utilizando as equações relativísticas de centro guia com termos adicionais para representar a difusão nas coordenadas das partículas. Para choques fortes, nós obtivemos um fator de amplificação 56 no caso perpendicular (campo magnético perpendicular à velocidade do choque), 9 10 no caso oblíquo (45º) e 2 3 no limite paralelo. Estas eficiências de amplificação são menores do que os obtidos em estudos MHD anteriores, porém podem oferecer uma importante pré-amplificação, aumentando a amplificação total ao ser combinadas com as instabilidades de RCs. Além disso, neste estudo, nós introduzimos uma abordagem que oferece uma maneira mais viável computacionalmente de conectar o transporte da distribuição de RCs com os fenômenos de fluido, possibilitando aplicações em estudos globais e multidimensionais de aceleração e transporte de partículas, como a DSA não-linear durante longos períodos.Turbulence, magnetic fields, and cosmic rays are components of the interstellar medium of our Galaxy and are strongly coupled through complex plasma processes. The magnetic flux transport in molecular clouds is essential in understanding different processes involvedin stellar formation. The details of the cosmic-ray transport in the vicinities of supernova shocks are necessary to understand how the acceleration process of the galactic cosmic rays occurs. Both transports are controlled by turbulence. In this thesis, we investigate the basic mechanisms of the magnetic flux transport in the presence of magneto-hydrodynamic (MHD) turbulence, and we also investigate how the cosmic rays that diffuse in a shock front can amplify the magnetic fields and affect the efficiency of the confinement and acceleration of these particles in that region via Diffusive Shock Acceleration (DSA). For that, we developed numerical experiments by 3D MHD simulations and Particle-in-Cell-MHD 2D to characterize, quantitatively, the turbulence effect in the transport of magnetic fields and cosmic rays (CRs). In the first part of this thesis, we investigate the diffusion coefficient of magnetic fields in sub-Alfvénic (M_A < 1) 3D MHD turbulence, characterized by different sonic Mach numbers M S . The theory of turbulent Reconnection Diffusion (RD), based on statistics of incompressible Alfvénic turbulence, predicts the dependence of the diffusion coefficient of the magnetic field with the Alfvénic Mach number M_A . However, this theory does not take into account the effects of compressibility which should be important in the regime of supersonic MHD turbulence present in molecular clouds. We performed direct numerical simulations of forced turbulence in periodic domains from the incompressible limit (M_S = 0) to the supersonic regime (M_S = 3). The measured diffusion rate provided by incompressible turbulence agrees with the suppression predicted by the RD theory in the presence of strong magnetic fields: D M_A^3 . Our simulations also indicate an increase in RD efficiency when the turbulence is compressible. The dependency on M_A and M_S from the simulations can be described by the relation D M_A^ , where (M_S ) 3/(1 + M_S ). This quantitative characterization of D is critical for modeling star formation in turbulent molecular clouds and evaluating the efficiency of this transport compared to other mechanisms, such as Ambipolar Diffusion. In the second part of this thesis, we focus on investigating the acceleration of CRs via DSA in shocks produced by young supernova remnants. Theoretical and observational evidence requires an amplification of the magnetic field during this process. While CR streaming instabilities can efficiently amplify magnetic fluctuations in the shock precursor, it is not clear whether this can guarantee an efficient confinement of CRs of the highest ( PeV) energies. An alternative process for the amplification of fields at larger scales relies on the turbulent dynamo powered by the pressure of the accelerated CRs interacting with the density inhomogeneities of the interstellar medium. The efficiency of this process was previously studied using MHD simulations, adopting a prescription for the CR force acting on the fluid. We revisited this process, using a simplified kinetic description for the CR protons, and considering an acceleration efficiency more realistic than those adopted previously. We used 2D simulations in scales 0.1 pc around a non-relativistic shock, employing a modified technique of Particle-In-Cell-Magneto-hydrodynamic in which the particles are evolved using the relativistic guiding center equations extended with stochastic terms for representing the particles coordinates diffusion, generated by the sub-grid fields. For a strong shock, we obtained an amplification factor 5 6 in the perpendicular limit (magnetic field perpendicular to the shock velocity), 910 in the oblique case (45º), and 2 3 in the parallel limit. These amplification efficiencies are below the values obtained in previous MHD studies, although they can offer an important pre-amplification factor, increasing the total amplification even more due to the CR instabilities. Additionally, the approach introduced in this study offers a computationally viable way of connecting the transport of CR distributions with fluid phenomena, enabling applications in global and multidimensional studies of particle acceleration and transport, such as the non-linear DSA during long periods.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLima, Reinaldo Santos deKoshikumo, Camila Naomi2024-07-29info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14131/tde-30092024-143254/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-09-30T18:14:02Zoai:teses.usp.br:tde-30092024-143254Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-09-30T18:14:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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