Autolesão não suicida na adolescência: um olhar na perspectiva do adolescente e sua família
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-06082025-150038/ |
Resumo: | A autolesão não suicida (ALNS) é compreendida como uma estratégia de enfrentamento mal adaptativa pela qual os indivíduos buscam intencionalmente destruir o próprio tecido corporal por meio de comportamentos como cortar, queimar, socar entre outros. Mais frequente em adolescentes, a ALNS é um problema de saúde pública em todo o mundo. O comportamento de autolesão não suicida vem sendo investigado por fatores de risco individuais. Entretanto, o ambiente familiar é o principal contexto de desenvolvimento do adolescente e desta forma, investigações que abordem a ALNS na família necessita de maiores esclarecimentos. O objetivo do estudo foi compreender a experiência do adolescente e sua família frente a ALNS. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa que utilizou como referencial teórico a teoria dos sistemas familiares e como referencial metodológico a narrativa. A coleta de dados ocorreu em dois ambulatórios de psiquiatria da adolescência, foram entrevistadas sete famílias, envolvendo o familiar e o adolescente que pratica ALNS, totalizando dezesseis participantes. Os dados das entrevistas foram transcritos, organizados e analisados, resultando em três categorias gerais e sete subcategorias. Os resultados indicaram que as famílias entrevistadas conviviam com múltiplos problemas de saúde mental, entre eles a ALNS. Os jovens e suas famílias apresentaram questões psiquiátricas prévias a prática da ALNS. Todos os adolescentes abordaram a ALNS como algo sem valor, mostraram-se esquivos e desconfiados para conversarem sobre a temática. Além disso, buscaram esconder o comportamento da família. Outro dado importante é que as famílias começaram a cuidar e conversar sobre a ALNS a partir de desfechos graves, geralmente precisou acontecer uma situação extrema para chamar a atenção dos responsáveis. A contribuição do estudo foi trazer a família e ouvir o que eles tinham a falar sobre a ALNS do adolescente. Entender a família como uma unidade de cuidado, pode ajudar nas formas de trabalho dos profissionais de saúde e no fortalecimento do tratamento. |
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Autolesão não suicida na adolescência: um olhar na perspectiva do adolescente e sua famíliaNonsuicidal self-injury in adolescence: a perspective from adolescents and their familiesAdolescentAdolescenteAutolesão não suicidaFamíliaFamilyNonsuicidal self-injuryA autolesão não suicida (ALNS) é compreendida como uma estratégia de enfrentamento mal adaptativa pela qual os indivíduos buscam intencionalmente destruir o próprio tecido corporal por meio de comportamentos como cortar, queimar, socar entre outros. Mais frequente em adolescentes, a ALNS é um problema de saúde pública em todo o mundo. O comportamento de autolesão não suicida vem sendo investigado por fatores de risco individuais. Entretanto, o ambiente familiar é o principal contexto de desenvolvimento do adolescente e desta forma, investigações que abordem a ALNS na família necessita de maiores esclarecimentos. O objetivo do estudo foi compreender a experiência do adolescente e sua família frente a ALNS. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa que utilizou como referencial teórico a teoria dos sistemas familiares e como referencial metodológico a narrativa. A coleta de dados ocorreu em dois ambulatórios de psiquiatria da adolescência, foram entrevistadas sete famílias, envolvendo o familiar e o adolescente que pratica ALNS, totalizando dezesseis participantes. Os dados das entrevistas foram transcritos, organizados e analisados, resultando em três categorias gerais e sete subcategorias. Os resultados indicaram que as famílias entrevistadas conviviam com múltiplos problemas de saúde mental, entre eles a ALNS. Os jovens e suas famílias apresentaram questões psiquiátricas prévias a prática da ALNS. Todos os adolescentes abordaram a ALNS como algo sem valor, mostraram-se esquivos e desconfiados para conversarem sobre a temática. Além disso, buscaram esconder o comportamento da família. Outro dado importante é que as famílias começaram a cuidar e conversar sobre a ALNS a partir de desfechos graves, geralmente precisou acontecer uma situação extrema para chamar a atenção dos responsáveis. A contribuição do estudo foi trazer a família e ouvir o que eles tinham a falar sobre a ALNS do adolescente. Entender a família como uma unidade de cuidado, pode ajudar nas formas de trabalho dos profissionais de saúde e no fortalecimento do tratamento.Nonsuicidal self-injury (NSSI) is understood as a maladaptive coping strategy through which individuals intentionally seek to destroy their own body tissue by means of behaviors such as cutting, burning, punching, among others. More frequent among adolescents, NSSI is a public health issue worldwide. Nonsuicidal self-injury behavior has been investigated through individual risk factors. However, the family environment is the main developmental context for adolescents, and therefore, investigations addressing NSSI within the family require further clarification. The objective of this study was to understand the experience of the adolescent and their family in the face of NSSI. This is a qualitative study that used family systems theory as its theoretical framework and narrative as its methodological approach. Data collection took place in two adolescent psychiatry outpatient clinics. Seven families were interviewed, involving both a family member and the adolescent who engages in NSSI, totaling sixteen participants. The interview data were transcribed, organized, and analyzed, resulting in three general categories and seven subcategories. The results indicated that the families interviewed were dealing with multiple mental health issues, including NSSI. The adolescents and their families presented psychiatric issues that preceded the practice of NSSI. All adolescents described NSSI as something meaningless, and they were evasive and distrustful when talking about the subject. Additionally, they attempted to hide the behavior from their families. Another important finding is that families began to provide care and talk about NSSI only after serious outcomes occurred - generally, an extreme situation was needed to draw the attention of those responsible. The study\'s contribution was to bring the family into the conversation and to listen to what they had to say about the adolescent\'s NSSI. Understanding the family as a unit of care may help shape health professionals\' practices and strengthen treatment approaches.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGalera, Sueli Aparecida FrariBusa, Ana Laura Araujo2025-05-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-06082025-150038/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-02T18:19:05Zoai:teses.usp.br:tde-06082025-150038Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-02T18:19:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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