Avaliação da extensão extracapsular linfonodal, detectada pela ressonância magnética, como marcador de agressividade do câncer de próstata

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Naves, Aline de Araújo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04042025-113244/
Resumo: Objetivo: A extensão além da cápsula linfonodal, extranodal (EEN), é um marcador histológico de agressividade de vários tumores primários, incluindo o câncer de próstata (CaP). O objetivo do trabalho foi verificar se a EEN detectada pela Ressonância Magnética (RM) também pode ser um marcador biológico do CaP. Materiais e métodos: Estudo observacional, retrospectivo, em centro único, analisando os pacientes com diagnóstico histopatológico (biópsia ou cirurgia) confirmado de CaP e que fizeram RM de próstata, em aparelho de 3T, no período de janeiro de 2013 a dezembro de 2017. Após exclusões, 461 pacientes foram incluídos no estudo e divididos em 3 grupos: Grupo 1- Pacientes sem linfonodopatia; Grupo 2 - Com comprometimento linfonodal (CLN), sem EEN; e Grupo 3 - CLN e EEN. Dois observadores, com 10 e 6 anos de experiência, avaliaram os exames quanto à lesão primária da próstata (tamanho, classificação PI-RADS) e, se confinada à próstata ou não, CLN pela neoplasia e a presença de EEN. Obteve-se o coeficiente de correlação Kappa para definição de EEN e para o PI-RADS. Os desfechos clínicos observados foram Sobrevida Global, a taxa de sobrevivência específica e a sobrevida livre de progressão. Resultados: O grupo 1 teve 410 pacientes; o grupo 2, 32 pacientes e o grupo 3, 19 pacientes. A prevalência de EEN na amostra foi de 4,1 %. Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para a idade (p<0,01), PSA (p<0,01), dPSA (p<0,01), ISUP (p<0,01); estratificação de risco clínico (p<0,01) e estadiamento clínico (p<0,01). O coeficiente kappa para EEN foi de 0,75 (0,56-0,90) e para a classificação PI-RADS foi de 0,48 (0,14-1,0). Utilizando o modelo de riscos proporcionais de Cox, verificou-se que nenhuma das variáveis esteve associada à sobrevivência global. No entanto, o PSA (HR:1,009, p<0,01) e a EEN (HR:10,48, p<0,01) estavam associados à taxa de sobrevivência específica, enquanto o CLN, isolado, não. Quanto a sobrevida livre de progressão, o PSA (HR:1,010, p<0,01) e, tanto a EEN (HR:8,18, p<0,01), quanto o CLN (HR:4,22, p<0,01) foram associados a um desfecho ruim. Conclusão: A EEN clínica, detectada pela RM, teve baixa prevalência e foi um preditor da taxa de sobrevivência específica, bem como da sobrevida livre de progressão. O presente estudo reforça a evidência existente de que a EEN serve como um preditor independente de mau prognóstico no câncer da próstata. São necessários estudos prospectivos e multi-institucionais para validação desses resultados.
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spelling Avaliação da extensão extracapsular linfonodal, detectada pela ressonância magnética, como marcador de agressividade do câncer de próstataAssessment of extranodal extension by magnetic resonance imaging, as a marker of aggressiveness of prostate cancerCâncer de próstataExtensão extranodalExtranodal extensionLinfonodosLymph nodesMagnetic resonance imagingProstate cancerRessonância magnéticaObjetivo: A extensão além da cápsula linfonodal, extranodal (EEN), é um marcador histológico de agressividade de vários tumores primários, incluindo o câncer de próstata (CaP). O objetivo do trabalho foi verificar se a EEN detectada pela Ressonância Magnética (RM) também pode ser um marcador biológico do CaP. Materiais e métodos: Estudo observacional, retrospectivo, em centro único, analisando os pacientes com diagnóstico histopatológico (biópsia ou cirurgia) confirmado de CaP e que fizeram RM de próstata, em aparelho de 3T, no período de janeiro de 2013 a dezembro de 2017. Após exclusões, 461 pacientes foram incluídos no estudo e divididos em 3 grupos: Grupo 1- Pacientes sem linfonodopatia; Grupo 2 - Com comprometimento linfonodal (CLN), sem EEN; e Grupo 3 - CLN e EEN. Dois observadores, com 10 e 6 anos de experiência, avaliaram os exames quanto à lesão primária da próstata (tamanho, classificação PI-RADS) e, se confinada à próstata ou não, CLN pela neoplasia e a presença de EEN. Obteve-se o coeficiente de correlação Kappa para definição de EEN e para o PI-RADS. Os desfechos clínicos observados foram Sobrevida Global, a taxa de sobrevivência específica e a sobrevida livre de progressão. Resultados: O grupo 1 teve 410 pacientes; o grupo 2, 32 pacientes e o grupo 3, 19 pacientes. A prevalência de EEN na amostra foi de 4,1 %. Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para a idade (p<0,01), PSA (p<0,01), dPSA (p<0,01), ISUP (p<0,01); estratificação de risco clínico (p<0,01) e estadiamento clínico (p<0,01). O coeficiente kappa para EEN foi de 0,75 (0,56-0,90) e para a classificação PI-RADS foi de 0,48 (0,14-1,0). Utilizando o modelo de riscos proporcionais de Cox, verificou-se que nenhuma das variáveis esteve associada à sobrevivência global. No entanto, o PSA (HR:1,009, p<0,01) e a EEN (HR:10,48, p<0,01) estavam associados à taxa de sobrevivência específica, enquanto o CLN, isolado, não. Quanto a sobrevida livre de progressão, o PSA (HR:1,010, p<0,01) e, tanto a EEN (HR:8,18, p<0,01), quanto o CLN (HR:4,22, p<0,01) foram associados a um desfecho ruim. Conclusão: A EEN clínica, detectada pela RM, teve baixa prevalência e foi um preditor da taxa de sobrevivência específica, bem como da sobrevida livre de progressão. O presente estudo reforça a evidência existente de que a EEN serve como um preditor independente de mau prognóstico no câncer da próstata. São necessários estudos prospectivos e multi-institucionais para validação desses resultados.Objective: Extension beyond the lymph node capsule, known as extranodal extension (ENE), is a histological marker of aggressiveness of several primary tumors, including prostate cancer (PCa). The objective of the study was to verify whether EEN, detected by Magnetic Resonance Imaging (MRI) can also be a biological marker of CaP aggressiveness. Materials and methods: This observational and retrospective study, in a single center, assessed patients with a confirmed histopathological diagnosis (biopsy or surgery) of PCa who underwent prostate MRI, in a 3T scanner, from January 2013 to December 2017. After exclusions, 461 patients were included in the study and divided into 3 groups: Group 1- Patients without lymph node disease; Group 2 - With lymph node involvement (LNI), without ENE; and Group 3 - LNI and ENE. Two radiologists, with 10 and 6 years of experience, evaluated the exams regarding the primary prostate lesion (size, PI-RADS classification) and, whether it was confined to the prostate or not, LNI and the presence of ENE. The Kappa correlation coefficient was obtained for the ENE and for PI-RADS. The clinical outcomes observed were Overall Survival, Specific survival rate and Progression-free survival. Results: Group 1 had 410 patients; Group 2, 32 patients and group 3, 19 patients. The prevalence of EEN in the sample was 4.1%. There was a statistically significant difference between the groups for age (p<0.01), PSA (p<0.01), dPSA (p<0.01), ISUP (p<0.01); clinical risk stratification (p<0.01) and clinical staging (p<0.01). The kappa coefficient for ENE was 0.75 (0.56-0.90) and for the PI-RADS classification was 0.48 (0.14-1.0). Using the Cox proportional hazards model, it was found that none of the variables were associated with overall survival. However, PSA (HR:1.009, p<0.01) and ENE (HR:10.48, p<0.01) were associated with specific survival rate, while LNI alone was not. Regarding progression-free survival, PSA (HR:1.010, p<0.01) and both ENE (HR:8.18, p<0.01) and LNI (HR:4.22, p<0.01) were associated with a poor outcome. Conclusion: Clinical ENE, detected by MRI, had a low prevalence and was a predictor of the specific survival rate, as well as progression-free survival. The present study reinforces the existing evidence that ENE serves as an independent predictor of poor prognosis in prostate cancer. Prospective, multi-institutional studies are needed to validate these results.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMuglia, Valdair FranciscoNaves, Aline de Araújo2024-12-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-04042025-113244/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-01T12:18:02Zoai:teses.usp.br:tde-04042025-113244Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-01T12:18:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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