Estimativa de evapotranspiração pelo método Morton-CRAE em áreas de Cerrado e Mata Atlântica
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14133/tde-14022025-114216/ |
Resumo: | A evapotranspiração (ET) é uma das componentes básicas do balanço de água na superfície, que no estado de São Paulo responde em média por aproximadamente 67% da precipitação anual, portanto a maior perda para a disponibilidade hídrica. A estimativa da ET tem grande variabilidade espacial, o que torna sua estimativa marcada por pronunciada incerteza para áreas de dimensões agrícolas, ou áreas maiores com diferentes tipos de vegetação. Este estudo utiliza o método de Relações Complementares para Evapotranspiração de Morton (Morton-CRAE), para uma área homogênea em equilíbrio com o estado da atmosfera, uma vantagem por não depender explicitamente das condições da superfície. As estimativas foram feitas para locais de áreas representativas da vegetação nativa dos biomas Cerrado e Mata Atlântica, no Sudeste do Brasil, comparadas com estimativas de campo, na Gleba Pé de Gigante (Santa Rita do Passa Quatro) e Núcleo Santa Virgínia (São Luís do Paraitinga) respectivamente. Os resultados mostraram alta sensibilidade do método ao saldo de radiação, recomendando-se que sua prescrição no método seja a mais acurada possível. Nas comparações com medições de campo, na área de Cerrado os cálculos foram muitos próximos da média total, superiores em 0,6% (103 contra 102,6 mm mês-1) e que na variação mensal mostrou superestimativa com fator de escala de 15% e offset de -15 W mm mês-1. No caso da área de Mata Atlântica os cálculos mostraram uma superestimativa da média de 19,4% ( 93 contra 80 mm mês-1) e que na variação mensal indicou superestimativa com fator de escala de 9% e offset de +5 mm mês-1. O padrão da hipótese de Bouchet foi mais evidente na área de Cerrado, caracterizado por extensa variação da umidade do solo, enquanto no caso da Mata Atlântica o padrão hipotético não foi bem definido, devido à alta umidade do solo dominante durante a maior parte do ano. |
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Estimativa de evapotranspiração pelo método Morton-CRAE em áreas de Cerrado e Mata AtlânticaEstimation of Evapotranspiration using the Morton-CRAE method in Cerrado and Atlantic Forest areasAtlantic ForestCerradoCerradoEvapotranspiraçãoEvapotranspirationMata AtlânticaMorton-CRAEMorton-CRAEA evapotranspiração (ET) é uma das componentes básicas do balanço de água na superfície, que no estado de São Paulo responde em média por aproximadamente 67% da precipitação anual, portanto a maior perda para a disponibilidade hídrica. A estimativa da ET tem grande variabilidade espacial, o que torna sua estimativa marcada por pronunciada incerteza para áreas de dimensões agrícolas, ou áreas maiores com diferentes tipos de vegetação. Este estudo utiliza o método de Relações Complementares para Evapotranspiração de Morton (Morton-CRAE), para uma área homogênea em equilíbrio com o estado da atmosfera, uma vantagem por não depender explicitamente das condições da superfície. As estimativas foram feitas para locais de áreas representativas da vegetação nativa dos biomas Cerrado e Mata Atlântica, no Sudeste do Brasil, comparadas com estimativas de campo, na Gleba Pé de Gigante (Santa Rita do Passa Quatro) e Núcleo Santa Virgínia (São Luís do Paraitinga) respectivamente. Os resultados mostraram alta sensibilidade do método ao saldo de radiação, recomendando-se que sua prescrição no método seja a mais acurada possível. Nas comparações com medições de campo, na área de Cerrado os cálculos foram muitos próximos da média total, superiores em 0,6% (103 contra 102,6 mm mês-1) e que na variação mensal mostrou superestimativa com fator de escala de 15% e offset de -15 W mm mês-1. No caso da área de Mata Atlântica os cálculos mostraram uma superestimativa da média de 19,4% ( 93 contra 80 mm mês-1) e que na variação mensal indicou superestimativa com fator de escala de 9% e offset de +5 mm mês-1. O padrão da hipótese de Bouchet foi mais evidente na área de Cerrado, caracterizado por extensa variação da umidade do solo, enquanto no caso da Mata Atlântica o padrão hipotético não foi bem definido, devido à alta umidade do solo dominante durante a maior parte do ano.Evapotranspiration (ET) is a fundamental component of the surface water balance, accounting on average for approximately 67% of the annual precipitation in the state of São Paulo, representing the greatest water loss for availability. ET estimation exhibits significant spatial variability, making its estimation marked by pronounced uncertainty for agricultural-sized areas or larger areas with different types of vegetation. This study uses the Complementary Relationship Areal Evapotranspiration (CRAE) method of Morton (Morton-CRAE) for a homogeneous area in equilibrium with the atmospheric state, a key advantage as it does not explicitly depend on surface conditions. Estimates were made for sites representative of the native vegetation of the Cerrado and Atlantic Forest biomes in southeastern Brazil and compared with field estimates at Gleba Pé de Gigante (Santa Rita do Passa Quatro) and Núcleo Santa Virgínia (São Luís do Paraitinga), respectively. Results showed high sensitivity of the method to net radiation, recommending the most accurate possible prescription of radiation in the method. Comparisons with field measurements in the Cerrado area indicated that the calculated values were very close to the overall average, with an overestimation of 0.6% (103 vs. 102.6 mm month¹), and in monthly variation, the method exhibited an overestimation with a scaling factor of 15% and an offset of -15 mm month¹. In the Atlantic Forest area, the calculations indicated an average overestimation of 19.4% ( 93 vs. 80 mm month¹), and in monthly variation, they showed an overestimation with a scaling factor of 9% and an offset of +5 mm month¹. Bouchet\'s hypothesis pattern was more evident in the Cerrado area, characterized by extensive variation in soil moisture, while in the Atlantic Forest, the hypothetical pattern was not well-defined due to the consistently high soil moisture throughout most of the year.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRocha, Humberto Ribeiro daAlves, Jonathan Wendell2024-12-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/14/14133/tde-14022025-114216/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-18T12:29:02Zoai:teses.usp.br:tde-14022025-114216Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-18T12:29:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A evapotranspiração (ET) é uma das componentes básicas do balanço de água na superfície, que no estado de São Paulo responde em média por aproximadamente 67% da precipitação anual, portanto a maior perda para a disponibilidade hídrica. A estimativa da ET tem grande variabilidade espacial, o que torna sua estimativa marcada por pronunciada incerteza para áreas de dimensões agrícolas, ou áreas maiores com diferentes tipos de vegetação. Este estudo utiliza o método de Relações Complementares para Evapotranspiração de Morton (Morton-CRAE), para uma área homogênea em equilíbrio com o estado da atmosfera, uma vantagem por não depender explicitamente das condições da superfície. As estimativas foram feitas para locais de áreas representativas da vegetação nativa dos biomas Cerrado e Mata Atlântica, no Sudeste do Brasil, comparadas com estimativas de campo, na Gleba Pé de Gigante (Santa Rita do Passa Quatro) e Núcleo Santa Virgínia (São Luís do Paraitinga) respectivamente. Os resultados mostraram alta sensibilidade do método ao saldo de radiação, recomendando-se que sua prescrição no método seja a mais acurada possível. Nas comparações com medições de campo, na área de Cerrado os cálculos foram muitos próximos da média total, superiores em 0,6% (103 contra 102,6 mm mês-1) e que na variação mensal mostrou superestimativa com fator de escala de 15% e offset de -15 W mm mês-1. No caso da área de Mata Atlântica os cálculos mostraram uma superestimativa da média de 19,4% ( 93 contra 80 mm mês-1) e que na variação mensal indicou superestimativa com fator de escala de 9% e offset de +5 mm mês-1. O padrão da hipótese de Bouchet foi mais evidente na área de Cerrado, caracterizado por extensa variação da umidade do solo, enquanto no caso da Mata Atlântica o padrão hipotético não foi bem definido, devido à alta umidade do solo dominante durante a maior parte do ano. |
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