Da encruzilhada é que se começam os trabalhos : uma ferramenta feminista amefricana para as trabalhadoras da limpeza, asseio e conservação na sujeira do negociado sobre o legislado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Santos, Helena Pontes dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Direito
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-28082025-130411/
Resumo: A Reforma Trabalhista de 2017 foi a materialização do golpe aplicado na classe trabalhadora iniciado em 2016, que contou com vários capítulos de sadismo, como a EC 95, que estabeleceu um teto de gastos para órgãos públicos, o que significou redução de investimento em educação, saúde e ampliação da terceirização nos serviços públicos. A classe trabalhadora brasileira passa a encarar, em sua totalidade, o aprofundamento da precarização, dificuldade para a organização coletiva e sucateamento da máquina pública, que cada vez mais serve somente aos interesses do mercado. A presente dissertação parte da compreensão de que estas mudanças afetam de modo diferente os membros e membras da classe trabalhadora, pois ela não é homogênea, mas diversa, bem como de que elas servem à ampliação de desigualdades, já que a opressão de classe é marcada por determinações estruturais como gênero e raça, que a atravessam e aprofundam. Essa leitura materialista ampliada reconhece a centralidade da vida das mulheres negras como sujeitos políticos na engrenagem do capital, essenciais à sua necessária superação. Partindo da metodologia da encruzilhada abordagem crítica que segue por caminhos abertos por Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Cida Bento , a partir da vida vivida e da luta realizada por trabalhadoras do setor de asseio e conservação, investiga-se os efeitos da Reforma Trabalhista através da figura do negociado sobre o legislado, analisando-se as convenções coletivas de trabalho firmadas entre 2014 e 2024. A pesquisa se apoia numa abordagem qualitativa e crítica, pautada na metodologia da encruzilhada, que valoriza a vida vivida e as experiências das trabalhadoras. Para tanto, foram realizadas análises documentais das convenções coletivas de trabalho (2014-2024), entrevistas semiestruturadas com membras da categoria, bem como pesquisa em acervos sindicais e jornalísticos, visando compreender as práticas e discursos em torno da precarização, organização coletiva e resistência. A investigação tem como fio condutor a atuação do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação de Cubatão, Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá e Bertioga, o Sindilimpeza, sindicato que representa uma categoria marcada pela terceirização, pela informalidade e por um perfil majoritariamente composto por mulheres negras. A trajetória dessa entidade é analisada como expressão de formas de manifestação da rebeldia coletiva que confrontam a lógica do sindicalismo de Estado, do corporativismo, do racismo e do patriarcado estrutural que atravessa as relações sindicais e laborais no Brasil. A dissertação propõe a superação do modelo sindical vigente e a construção de novas formas de organização baseadas na solidariedade de classe concreta, aliada ao compromisso com a justiça racial e sobrepujamento da tripla opressão encruzilhada na vida e vivências destas trabalhadoras. Ao final, o estudo aponta que um direito do trabalho comprometido com vidas negras exige um ebó de desamarração dos trabalhos de desencantamento da luta coletiva, sejam legais ou simbólicos, que impedem o florescimento de um sindicalismo verdadeiramente livre, radicalmente democrático e enegrecido.
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A classe trabalhadora brasileira passa a encarar, em sua totalidade, o aprofundamento da precarização, dificuldade para a organização coletiva e sucateamento da máquina pública, que cada vez mais serve somente aos interesses do mercado. A presente dissertação parte da compreensão de que estas mudanças afetam de modo diferente os membros e membras da classe trabalhadora, pois ela não é homogênea, mas diversa, bem como de que elas servem à ampliação de desigualdades, já que a opressão de classe é marcada por determinações estruturais como gênero e raça, que a atravessam e aprofundam. Essa leitura materialista ampliada reconhece a centralidade da vida das mulheres negras como sujeitos políticos na engrenagem do capital, essenciais à sua necessária superação. Partindo da metodologia da encruzilhada abordagem crítica que segue por caminhos abertos por Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Cida Bento , a partir da vida vivida e da luta realizada por trabalhadoras do setor de asseio e conservação, investiga-se os efeitos da Reforma Trabalhista através da figura do negociado sobre o legislado, analisando-se as convenções coletivas de trabalho firmadas entre 2014 e 2024. A pesquisa se apoia numa abordagem qualitativa e crítica, pautada na metodologia da encruzilhada, que valoriza a vida vivida e as experiências das trabalhadoras. Para tanto, foram realizadas análises documentais das convenções coletivas de trabalho (2014-2024), entrevistas semiestruturadas com membras da categoria, bem como pesquisa em acervos sindicais e jornalísticos, visando compreender as práticas e discursos em torno da precarização, organização coletiva e resistência. 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Ao final, o estudo aponta que um direito do trabalho comprometido com vidas negras exige um ebó de desamarração dos trabalhos de desencantamento da luta coletiva, sejam legais ou simbólicos, que impedem o florescimento de um sindicalismo verdadeiramente livre, radicalmente democrático e enegrecido.The 2017 Labor \"Reform\" was the materialization of the coup inflicted on the working class that began in 2016. This coup included several sadistic episodes, such as Constitutional Amendment 95, which established a spending cap for public agencies, resulting in reduced investment in education and healthcare, and increased outsourcing of public services. The Brazilian working class is now facing, as a whole, deepening precariousness, difficulties in collective organization, and the dismantling of the public sector, which increasingly serves only market interests. This dissertation begins with the understanding that these changes affect working class members differently, as it is not homogeneous but diverse, and that they serve to widen inequalities, since class oppression is marked by structural determinants such as gender and race, which permeate and deepen it. This expanded materialist reading recognizes the centrality of Black women\'s lives as political subjects in the machinery of capital, essential to its necessary overcoming. Using the crossroads methodologya critical approach that follows the paths pioneered by Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, and Cida Bento and drawing on the lived lives and struggles of women workers in the cleaning and maintenance sector, this study investigates the effects of the Labor Reform through the lens of negotiation over legislation, analyzing collective bargaining agreements signed between 2014 and 2024. The research is based on a qualitative and critical approach, guided by the crossroads methodology, which values the lived lives and experiences of women workers. To this end, documentary analyses of collective bargaining agreements (20142024) were conducted, along with semi-structured interviews with female workers, and research in union and journalistic archives, aiming to understand the practices and discourses surrounding precariousness, collective organization, and resistance. The research focuses on the work of the Union of Workers in Cleaning and Maintenance Companies of Cubatão, Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá, and Bertioga (Sindilimpeza), a union representing a sector marked by outsourcing, informality, and a predominantly Black female workforce. The trajectory of this organization is analyzed as an expression of collective rebellion that confronts the logic of state unionism, corporatism, racism, and the structural patriarchy that permeates union and labor relations in Brazil. The dissertation proposes overcoming the current union model and building new forms of organization based on concrete class solidarity, combined with a commitment to racial justice and overcoming the triple oppression that intersects the lives and experiences of these workers. Ultimately, the study points out that a Labor Law committed to Black lives requires an ebó of untying the disenchantment of collective struggle, whether legal or symbolic, that prevents the flourishing of a truly free, radically democratic, and blackened unionism.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de DireitoMaior, Jorge Luiz SoutoSantos, Helena Pontes dos2025-05-272026-05-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-28082025-130411/doi:10.11606/D.2.2025.tde-28082025-130411Reter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-05-05T19:20:04Zoai:teses.usp.br:tde-28082025-130411Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-05T19:20:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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