Biogeografia de Pteridaceae no Brasil: um estudo de caso

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Della, Aline Possamai
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-26112024-131513/
Resumo: A Biogeografia é uma área da ciência que estuda a distribuição e a evolução dos táxons através do espaço e do tempo. Tendo isso em vista, Pteridaceae, a família de samambaias mais rica em espécies do Brasil, foi empregada como modelo para estudos biogeográficos nesse país. Assim, o primeiro objetivo dessa tese foi verificar os padrões de distribuição das espécies ocorrentes no Brasil (Capítulo 1). Para isso, 23.815 registros de ocorrência de Pteridaceae, referentes a 51 herbários, foram alisados. Além disso, uma revisão bibliográfica foi efetuada com o intuito de definir critérios para classificar os padrões de distribuição. A presença de 205 espécies, com ocorrências naturais para o Brasil, foi confirmada. Foram definidos 123 padrões de distribuição, sendo 93 (173 spp.) para distribuições contínuas e 30 (32 spp.) para disjuntas. Dos padrões contínuos, 18 apresentaram distribuição muito restrita (70 spp.), 14 restrita (27 spp.), 51 moderadamente ampla (63 spp.), e 10 como ampla (13 spp.). O segundo objetivo foi investigar as áreas de endemismo (AoE) de Pteridaceae no Brasil (Capítulo 2). A partir da Análise de Endemicidade (NDM-VNDM), empregando quadrículas de 1°, 2° e 3°, quatro AoE foram definidas: escudo das Guianas, sul do Brasil, sudeste do Brasil e sudeste da Bahia. As AoE obtidas já foram verificadas em estudos anteriores com animais e angiospermas, o que nos mostra, que mesmo empregando uma área com definição geopolítica, os resultados aqui obtidos são consistentes. O terceiro objetivo, foi apresentar uma filogenia calibrada com pelo menos 70% das espécies brasileiras amostradas, para os marcadores atpA e rbcL, e inferir as distribuições ancestrais dos clados e eventos de dispersão (Capítulo 3). Dessa forma, sequências de DNA, referentes a 802 espécies (dessas 154 spp. ocorrem no Brasil) de Pteridaceae, foram obtidas no GenBank e em outros projetos do nosso grupo de pesquisa. Posteriormente, filogenias datadas com informações fósseis e calibrações secundárias foram elaboradas, as quais serviram de base para reconstruções das distribuições ancestrais. Como resultados, pode-se constatar que as espécies da Amazônia, Mata Atlântica e Diagonal Seca tendem a se originar na transição Eoceno/Oligoceno, no Mioceno, ou no Pleistoceno. Eventos vicariantes, principalmente, decorrentes das alterações climáticas, explicam a origem de muitas dessas espécies. No entanto, as dispersões apresentam importante papel na história biogeográfica do grupo.
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spelling Biogeografia de Pteridaceae no Brasil: um estudo de casoBiogeography of Pteridaceae in Brazil: a case studyÁreas de endemismoAreas of endemismDispersalDispersãoDistribution patternsFernsPadrões de distribuiçãoReconstrução de distribuições ancestraisReconstruction of ancestral distributionsSamambaiasA Biogeografia é uma área da ciência que estuda a distribuição e a evolução dos táxons através do espaço e do tempo. Tendo isso em vista, Pteridaceae, a família de samambaias mais rica em espécies do Brasil, foi empregada como modelo para estudos biogeográficos nesse país. Assim, o primeiro objetivo dessa tese foi verificar os padrões de distribuição das espécies ocorrentes no Brasil (Capítulo 1). Para isso, 23.815 registros de ocorrência de Pteridaceae, referentes a 51 herbários, foram alisados. Além disso, uma revisão bibliográfica foi efetuada com o intuito de definir critérios para classificar os padrões de distribuição. A presença de 205 espécies, com ocorrências naturais para o Brasil, foi confirmada. Foram definidos 123 padrões de distribuição, sendo 93 (173 spp.) para distribuições contínuas e 30 (32 spp.) para disjuntas. Dos padrões contínuos, 18 apresentaram distribuição muito restrita (70 spp.), 14 restrita (27 spp.), 51 moderadamente ampla (63 spp.), e 10 como ampla (13 spp.). O segundo objetivo foi investigar as áreas de endemismo (AoE) de Pteridaceae no Brasil (Capítulo 2). A partir da Análise de Endemicidade (NDM-VNDM), empregando quadrículas de 1°, 2° e 3°, quatro AoE foram definidas: escudo das Guianas, sul do Brasil, sudeste do Brasil e sudeste da Bahia. As AoE obtidas já foram verificadas em estudos anteriores com animais e angiospermas, o que nos mostra, que mesmo empregando uma área com definição geopolítica, os resultados aqui obtidos são consistentes. O terceiro objetivo, foi apresentar uma filogenia calibrada com pelo menos 70% das espécies brasileiras amostradas, para os marcadores atpA e rbcL, e inferir as distribuições ancestrais dos clados e eventos de dispersão (Capítulo 3). Dessa forma, sequências de DNA, referentes a 802 espécies (dessas 154 spp. ocorrem no Brasil) de Pteridaceae, foram obtidas no GenBank e em outros projetos do nosso grupo de pesquisa. Posteriormente, filogenias datadas com informações fósseis e calibrações secundárias foram elaboradas, as quais serviram de base para reconstruções das distribuições ancestrais. Como resultados, pode-se constatar que as espécies da Amazônia, Mata Atlântica e Diagonal Seca tendem a se originar na transição Eoceno/Oligoceno, no Mioceno, ou no Pleistoceno. Eventos vicariantes, principalmente, decorrentes das alterações climáticas, explicam a origem de muitas dessas espécies. No entanto, as dispersões apresentam importante papel na história biogeográfica do grupo.Biogeography is a field of science that studies the distribution and evolution of taxa across space and time. With this in mind, Pteridaceae, the fern family richest in species in Brazil, was used as a model for biogeographic studies in the country. Thus, the first objective of this thesis was to verify the distribution patterns of species occurring in Brazil (Chapter 1). For this purpose, 23,815 occurrence records of Pteridaceae from 51 herbaria were analyzed. Additionally, a literature review was conducted to define criteria for classifying distribution patterns. The presence of 205 species with natural occurrences in Brazil was confirmed. A total of 123 distribution patterns were determined, with 93 (173 spp.) for continuous distributions and 30 (32 spp.) for disjunct distributions. Among the continuous patterns, 18 had a very restricted distribution (70 spp.), 14 had a restricted distribution (27 spp.), 51 had a moderately wide distribution (63 spp.), and 10 had a wide distribution (13 spp.). The second objective was to investigate the areas of endemism (AoE) of Pteridaceae in Brazil (Chapter 2). Using Endemicity Analysis (NDM-VNDM) with 1°, 2°, and 3° grid cells, four AoEs were identified: the Guiana Shield, southern Brazil, southeastern Brazil, and southeastern Bahia. The AoEs identified have been previously verified in studies with animals and angiosperms, indicating that, even using an area defined by geopolitical boundaries, the results obtained here are consistent. The third objective was to present a calibrated phylogeny with at least 70% of the sampled Brazilian species for the atpAi and rbcL markers and to infer the ancestral distributions of the clades and dispersion events (Chapter 3). DNA sequences for 802 species of Pteridaceae (154 of which occur in Brazil) were obtained from GenBank and in other projects of our research group. Subsequently, dated phylogenies with fossil information and secondary calibrations were developed, serving as a basis for reconstructing ancestral distributions. The results indicate that species from the Amazon Forest, Brazilian Atlantic Forest, and Dry Diagonal tend to originate during the Eocene/Oligocene transition, the Miocene, or the Pleistocene. Vicariance events, mainly resulting from climatic changes, explain the origin of many of these species. However, dispersal also plays a significant role in the biogeographic history of the group.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPrado, JeffersonDella, Aline Possamai2024-09-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41132/tde-26112024-131513/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-28T15:25:02Zoai:teses.usp.br:tde-26112024-131513Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-28T15:25:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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