Transtornos mentais comuns, risco de suicídio e uso de estimulantes em estudantes de uma universidade pública
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-28012025-090529/ |
Resumo: | O objetivo deste estudo foi identificar fatores associados a transtornos mentais comuns (TMC), risco de suicídio e uso de estimulantes em estudantes de uma universidade pública do interior do estado de São Paulo. Trata-se de estudo de abordagem quantitativa, de corte transversal e de caráter correlacional analítico. A amostra de conveniência foi constituída por 190 estudantes de uma universidade pública do interior paulista. Foram instrumentos de pesquisa: Questionário sobre dados sociodemográficos, econômicos, acadêmicos, histórico de saúde e uso de estimulantes; Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) para estimar a prevalência de TMC e a Mini Entrevista Neuropsiquiátrica Internacional - Módulo C para estimar o risco de suicídio. A coleta de dados foi realizada de março a julho de 2023, por meio de formulário eletrônico disponibilizado por meio da plataforma Google Forms. Para abordagem das variáveis dependentes foi inicialmente utilizada a análise univariada (teste de Qui-quadrado ou Teste de Fisher) e, posteriormente, foram desenvolvidos modelos de regressão logística multivariada para verificar o impacto das variáveis independentes sobre as variáveis dependentes. Foram consideradas significativas as associações nas quais p<0,05. A prevalência de TMC foi de 71,6%. Constou-se mais chances de TMC em participantes que afirmaram ter sofrido algum prejuízo na pandemia. Sentir-se satisfeito com sua vida ao acessar as redes sociais foi fator de proteção para TMC. Em relação ao risco de suicídio, 23,9% dos participantes apresentaram risco baixo, 10,1% risco moderado e 23,9% risco alto. Verificou-se mais chances de risco de suicídio entre os participantes que não tinham religião, que utilizaram algum medicamento sem prescrição médica durante a pandemia, que apresentavam diagnóstico de transtorno mental e que faziam uso do álcool. A prevalência de uso de estimulantes foi de 73,7%. O modelo de regressão logística revelou que nenhuma das variáveis em análise mostrou-se associada ao uso de estimulantes na amostra investigada. Os achados deste estudo evidenciam a alta vulnerabilidade da amostra investigada aos transtornos mentais comuns, risco de suicídio e uso de estimulantes, e fornece subsídios para intervenções de promoção e prevenção em saúde mental. Revelam a necessidade de intervenções abrangentes que considerem a variedade de fatores que podem influenciar a saúde mental, comportamentos e bem-estar dos estudantes. |
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Transtornos mentais comuns, risco de suicídio e uso de estimulantes em estudantes de uma universidade públicaCommon mental disorders, suicide risk and use of stimulants in students at a public universityEstudantesMental disordersPsicotrópicosPsychotropicsStudentsSuicideSuicídioTranstornos mentaisUniversidadesUniversitiesO objetivo deste estudo foi identificar fatores associados a transtornos mentais comuns (TMC), risco de suicídio e uso de estimulantes em estudantes de uma universidade pública do interior do estado de São Paulo. Trata-se de estudo de abordagem quantitativa, de corte transversal e de caráter correlacional analítico. A amostra de conveniência foi constituída por 190 estudantes de uma universidade pública do interior paulista. Foram instrumentos de pesquisa: Questionário sobre dados sociodemográficos, econômicos, acadêmicos, histórico de saúde e uso de estimulantes; Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) para estimar a prevalência de TMC e a Mini Entrevista Neuropsiquiátrica Internacional - Módulo C para estimar o risco de suicídio. A coleta de dados foi realizada de março a julho de 2023, por meio de formulário eletrônico disponibilizado por meio da plataforma Google Forms. Para abordagem das variáveis dependentes foi inicialmente utilizada a análise univariada (teste de Qui-quadrado ou Teste de Fisher) e, posteriormente, foram desenvolvidos modelos de regressão logística multivariada para verificar o impacto das variáveis independentes sobre as variáveis dependentes. Foram consideradas significativas as associações nas quais p<0,05. A prevalência de TMC foi de 71,6%. Constou-se mais chances de TMC em participantes que afirmaram ter sofrido algum prejuízo na pandemia. Sentir-se satisfeito com sua vida ao acessar as redes sociais foi fator de proteção para TMC. Em relação ao risco de suicídio, 23,9% dos participantes apresentaram risco baixo, 10,1% risco moderado e 23,9% risco alto. Verificou-se mais chances de risco de suicídio entre os participantes que não tinham religião, que utilizaram algum medicamento sem prescrição médica durante a pandemia, que apresentavam diagnóstico de transtorno mental e que faziam uso do álcool. A prevalência de uso de estimulantes foi de 73,7%. O modelo de regressão logística revelou que nenhuma das variáveis em análise mostrou-se associada ao uso de estimulantes na amostra investigada. Os achados deste estudo evidenciam a alta vulnerabilidade da amostra investigada aos transtornos mentais comuns, risco de suicídio e uso de estimulantes, e fornece subsídios para intervenções de promoção e prevenção em saúde mental. Revelam a necessidade de intervenções abrangentes que considerem a variedade de fatores que podem influenciar a saúde mental, comportamentos e bem-estar dos estudantes.The objective of this study was to identify factors associated with common mental disorders (CMD), risk of suicide and use of stimulantes in students at a public university in the interior of the State of São Paulo. This is a study with a quantitative, cross-sectional approach and na analytical correlational nature. A convenience sample was given to 190 students from a public university in the interior of São Paulo. The research instruments were: Questionnaire on sociodemographic, economic, academic data, health History and use of stimulants; Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) to estimate the prevalence of CMD and the Mini International Neuropsychiatric Interview - Modulo C to estimate the risk of suicide. Data collection was carried out from March to July 2023, using an electronic form Available through the Google Forms platform. To approach the dependent variables, univariate analysis was initially used (Chi-square testo r Fisher\'s test) and, subsequently, multivariate logistic regression models were developed to verify the impact of the independent variables on the dependent variables. Associations with p<0.05 were considered significant. The prevalence of CMD was 71,6%. There was a greater chance of CMD in participants who stated that they had suffered some loss during the pandemic. Feeling satisfied with your life When accessing social networks was a protective factor for CMD. Regarding suicide risk, 23,9% of participants presented low risk, 10,1% moderate risk and 23,9% high risk. There was a greater chance of suicide risk among participants who had no religion, who used medication without a medical prescription during the pandemic, who were diagnosed with a mental disorder and who used alcohol. The prevalence of stimulant use was 73,7%. The logistic regression model reveled that none of the variables under analysis were associated with the use of stimulants in the investigated sample. The results of this study highlight the high vulnerability of the investigated sample to common mental disorders, risk of suicide and use of stimulantes, and provide support for mental health promotion and prevention interventions. They reveal the need for comprehensive interventions that consider a variety of factors that can influence students\' mental health, behavior and well-being.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMiasso, Adriana InocentiBianchi, Gisele Carolina2024-09-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-28012025-090529/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-18T18:00:02Zoai:teses.usp.br:tde-28012025-090529Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-18T18:00:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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