Eficácia e segurança da dexmedetomidina na profilaxia da dor pós-operatória em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca: ensaio clínico randomizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Santos, Ligia Ferreira dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-13082025-121134/
Resumo: Introdução: Dor aguda é uma das complicações após cirurgia cardíaca. Ela pode retardar a recuperação do paciente e aumentar a sua morbidade e mortalidade. Essa condição é uma síndrome complexa com componentes visceral, musculoesquelético e neurogênico, e é um importante fator de risco na patogênese da falência respiratória e resposta hiperdinâmica, com hipertensão e taquicardia. Dexmedetomidina (DEX) é um agonista -2 adrenérgico altamente seletivo que é atualmente utilizado com segurança e eficiência em procedimentos cirúrgicos. DEX tem efeito simpaticolítico, sedativo e analgésico e pode ser benéfico se usado como um adjuvante para melhorar a analgesia, modular a resposta hemodinâmica ao estresse cirúrgico e reduzir o consumo de opioides. Objetivos: Investigar se o uso intraoperatório da dexmedetomidina é efetivo em reduzir dor, na 24ª hora após a cirurgia cardíaca, bem como diminuir o consumo de opioides, nas primeiras 24 horas pós-operatórias. Métodos: Este é um estudo clínico, randomizado, prospectivo e duplo-cego. Foram incluídos 102 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca (cirurgia de revascularização miocárdica, troca valvar ou cirurgia combinada), com circulação extracorpórea, no período 25 de outubro de 2021 a 26 de outubro de 2023. Os pacientes foram randomizados para receber dexmedetomidina (0,3 g/kg/h) ou para receber placebo (SF 0,9%). O desfecho primário foi intensidade da dor pós-operatória, 24 horas após a cirurgia. O desfecho secundário foi o consumo de opioides, durante as primeiras 24 horas pós-operatórias. Resultados: Dos 102 pacientes, 51 foram alocados em cada grupo. Houve duas perdas de seguimento no grupo controle. Desta forma, manteve-se a análise de 51 pacientes no grupo DEX e 49 pacientes no grupo controle. Assim, observou-se diferença estatisticamente significativa nos escores de dor no grupo DEX [DEX controle: U = 1525; p = 0,04], 24 horas após a cirurgia. No entanto, não houve redução estatisticamente significativa no consumo de opioides (p> 0,05). Conclusão: Administração intraoperatória de dexmedetomidina foi efetiva em reduzir os níveis de dor, 24 horas após cirurgia cardíaca. No entanto, não reduziu o consumo de opioides nas primeiras 24 horas pós-operatórias
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spelling Eficácia e segurança da dexmedetomidina na profilaxia da dor pós-operatória em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca: ensaio clínico randomizadoEfficacy and safety of dexmedetomidine in analgesic prophilaxis, in patients undergoing cardiac surgery: a randomized controlled studyAdrenergic alpha-2 Receptor AgonistsAgonistas de receptores adrenérgicos alfa-2Cardiac surgeryCirurgia cardíacaDexmedetomidinaDexmedetomidineDor pós-operatóriaEnsaio clínico randomizadoManejo da dorPain ManagementPostoperative painRandomized controlled trialIntrodução: Dor aguda é uma das complicações após cirurgia cardíaca. Ela pode retardar a recuperação do paciente e aumentar a sua morbidade e mortalidade. Essa condição é uma síndrome complexa com componentes visceral, musculoesquelético e neurogênico, e é um importante fator de risco na patogênese da falência respiratória e resposta hiperdinâmica, com hipertensão e taquicardia. Dexmedetomidina (DEX) é um agonista -2 adrenérgico altamente seletivo que é atualmente utilizado com segurança e eficiência em procedimentos cirúrgicos. DEX tem efeito simpaticolítico, sedativo e analgésico e pode ser benéfico se usado como um adjuvante para melhorar a analgesia, modular a resposta hemodinâmica ao estresse cirúrgico e reduzir o consumo de opioides. Objetivos: Investigar se o uso intraoperatório da dexmedetomidina é efetivo em reduzir dor, na 24ª hora após a cirurgia cardíaca, bem como diminuir o consumo de opioides, nas primeiras 24 horas pós-operatórias. Métodos: Este é um estudo clínico, randomizado, prospectivo e duplo-cego. Foram incluídos 102 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca (cirurgia de revascularização miocárdica, troca valvar ou cirurgia combinada), com circulação extracorpórea, no período 25 de outubro de 2021 a 26 de outubro de 2023. Os pacientes foram randomizados para receber dexmedetomidina (0,3 g/kg/h) ou para receber placebo (SF 0,9%). O desfecho primário foi intensidade da dor pós-operatória, 24 horas após a cirurgia. O desfecho secundário foi o consumo de opioides, durante as primeiras 24 horas pós-operatórias. Resultados: Dos 102 pacientes, 51 foram alocados em cada grupo. Houve duas perdas de seguimento no grupo controle. Desta forma, manteve-se a análise de 51 pacientes no grupo DEX e 49 pacientes no grupo controle. Assim, observou-se diferença estatisticamente significativa nos escores de dor no grupo DEX [DEX controle: U = 1525; p = 0,04], 24 horas após a cirurgia. No entanto, não houve redução estatisticamente significativa no consumo de opioides (p> 0,05). Conclusão: Administração intraoperatória de dexmedetomidina foi efetiva em reduzir os níveis de dor, 24 horas após cirurgia cardíaca. No entanto, não reduziu o consumo de opioides nas primeiras 24 horas pós-operatóriasBackground: Acute pain is one of the complications after cardiac surgery. It can delay patients recovery and may increase patients´morbity and mortality. Such condition is a complex syndrome with visceral, musculoskeletal and neurogenic components and it is a main risk factor in the pathogenesis of respiratory failure and hyperdynamic response, with hypertension and tachycardia. Dexmedetomidine (DEX) is a highly selective -2 adrenergic agonist that is currently used safely and effectively in surgical procedures. DEX has sympatholytic, sedative, and analgesic effects and might be beneficial if used as an adjuvant to improve analgesia; modulate hemodynamic responses to surgical stress and reduce opioid requirements. Objectives: To investigate whether the intraoperative use of dexmedetomidine is effective in reducing pain in the 24th hour after cardiac surgery, as well as reducing opioid consumption in the first 24 postoperative hours. Methods: This study was a prospective, double-blinded and randomized clinical trial. A total of 102 patients undergoing cardiac surgery (coronary artery bypass, valve replacement or combined procedure) with cardiopulmonary bypass were included from October 25, 2021 to October 26, 2023. Patients were selected to receive dexmedetomidine (0.3 g/kg/h) or placebo (SF 0.9%). The primary outcome was postoperative pain intensity 24 hours after surgery. The secondary outcome was opioid consumption during the first 24 postoperative hours. Results: Of the 102 patients, 51 were allocated to each group. There were two losses to follow-up in the control group. Thus, 51 patients in the DEX group and 49 patients in the control group were analyzed. A statistically significant difference in pain score was observed in the DEX group [DEX control: U = 1525; p = 0.04] 24 hours after surgery. However, there was no statistically significant reduction in opioid consumption (p> 0,05). Conclusions: Intraoperative dexmedetomidine infusion was effective in reducing pain levels 24 hours after cardiac surgery. However, it did not reduce opioid consumption in the first 24 hours postoperativelyBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCesar, Luiz Antonio MachadoDeininger, Maurilio OnofreSantos, Ligia Ferreira dos2025-01-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-13082025-121134/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-13T18:39:02Zoai:teses.usp.br:tde-13082025-121134Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-13T18:39:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description Introdução: Dor aguda é uma das complicações após cirurgia cardíaca. Ela pode retardar a recuperação do paciente e aumentar a sua morbidade e mortalidade. Essa condição é uma síndrome complexa com componentes visceral, musculoesquelético e neurogênico, e é um importante fator de risco na patogênese da falência respiratória e resposta hiperdinâmica, com hipertensão e taquicardia. Dexmedetomidina (DEX) é um agonista -2 adrenérgico altamente seletivo que é atualmente utilizado com segurança e eficiência em procedimentos cirúrgicos. DEX tem efeito simpaticolítico, sedativo e analgésico e pode ser benéfico se usado como um adjuvante para melhorar a analgesia, modular a resposta hemodinâmica ao estresse cirúrgico e reduzir o consumo de opioides. Objetivos: Investigar se o uso intraoperatório da dexmedetomidina é efetivo em reduzir dor, na 24ª hora após a cirurgia cardíaca, bem como diminuir o consumo de opioides, nas primeiras 24 horas pós-operatórias. Métodos: Este é um estudo clínico, randomizado, prospectivo e duplo-cego. Foram incluídos 102 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca (cirurgia de revascularização miocárdica, troca valvar ou cirurgia combinada), com circulação extracorpórea, no período 25 de outubro de 2021 a 26 de outubro de 2023. Os pacientes foram randomizados para receber dexmedetomidina (0,3 g/kg/h) ou para receber placebo (SF 0,9%). O desfecho primário foi intensidade da dor pós-operatória, 24 horas após a cirurgia. O desfecho secundário foi o consumo de opioides, durante as primeiras 24 horas pós-operatórias. Resultados: Dos 102 pacientes, 51 foram alocados em cada grupo. Houve duas perdas de seguimento no grupo controle. Desta forma, manteve-se a análise de 51 pacientes no grupo DEX e 49 pacientes no grupo controle. Assim, observou-se diferença estatisticamente significativa nos escores de dor no grupo DEX [DEX controle: U = 1525; p = 0,04], 24 horas após a cirurgia. No entanto, não houve redução estatisticamente significativa no consumo de opioides (p> 0,05). Conclusão: Administração intraoperatória de dexmedetomidina foi efetiva em reduzir os níveis de dor, 24 horas após cirurgia cardíaca. No entanto, não reduziu o consumo de opioides nas primeiras 24 horas pós-operatórias
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