Mobilização de poluentes orgânicos persistentes em gordura de baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) nas áreas de alimentação ao redor da Península Antártica e Estreito de Magalhães e áreas de reprodução na costa brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Josilene da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21137/tde-31102024-160254/
Resumo: As baleias-jubarte (Megaptera novaeangliae) do hemisfério sul são conhecidas por terem as migrações mais longas entre os mamíferos, sendo submetidas a grandes alterações em suas reservas energéticas, como as camadas de gordura, que pode resultar em mobilização de compostos lipofílicos, como os poluentes orgânicos persistentes (POPs). A presença de POPs na camada superficial de gordura de baleias-jubarte foi avaliada em amostras de gordura coletadas nas áreas de alimentação localizadas ao redor da Península Antártica (n = 46) e no Estreito de Magalhães (n= 22) e na área de acasalamento e reprodução na costa brasileira (n = 39). A similaridade das concentrações de bifenilas policloradas (PCB) e hexaclorobenzeno (HCB) encontradas nos indivíduos amostrados nas áreas de alimentação (Estoque G) e nas de reprodução (Estoque A) indica que a exposição a esses compostos pode ter ocorrido durante a alimentação em latitudes mais altas. Nas baleias ao redor da Península Antártica, destacou-se a predominância de PCBs tetracloradas, seguido da presença marcante de PCBs di- e tricloradas. As baleias que se alimentam no Estreito de Magalhães mostraram uma leve predominância de bifenilas pentacloradas como consequência de sua alimentação de espécies subantárticas de krill, mas também de pequenos peixes e caranguejos que podem ser contaminados por atividades industriais no Chile. A predominância de congêneres de PCBs penta- e hexacloradas nas baleias do Estoque A no Brasil e a falta de congêneres tri- e tetraclorados provavelmente está relacionada às mudanças fisiológicas extremas durante o jejum quando as baleias mobilizam reservas de gordura e metabolizam congêneres mais leves ou transferindo-as para seus filhotes, embora possam alimentar-se oportunisticamente ao longo das rotas migratórias.
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