Aplicação do martelo de repuxo no tratamento das fraturas cranianas tipo bola de pingue-pongue: descrição e análise comparativa da nova técnica cirúrgica.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lisboa Neto, Carlos dos Reis
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-25062025-125312/
Resumo: INTRODUÇÃO: A fratura de crânio com afundamento em bola de pingue-pongue (FABP) é típica de crianças menores de um ano, acometidas por traumatismo craniano. Ela pode ocorrer no momento do trabalho de parto nos recém-nascidos ou por outros mecanismos de traumatismo craniano direto e está associada com a mineralização óssea incompleta do crânio. Atualmente existem diversas técnicas utilizadas no tratamento das FABPs e não há consenso da literatura sobre a melhor terapêutica. Nesse cenário, é importante que surjam novas técnicas e materiais capazes de tratar essa doença de forma eficaz. O objetivo deste estudo é descrever uma nova técnica cirúrgica para o tratamento das FABPs e avaliar sua eficácia em modelo de simulação realística em comparação com a técnica de elevação com dissector. MÉTODOS: Foram obtidas 64 fraturas a partir de 16 unidades do modelo de simulação, cada uma com quatro fraturas (duas frontais e duas parietais). A técnica do martelo de repuxo foi aplicada nas fraturas do lado esquerdo e a técnica dissector nas fraturas do lado direito. As variáveis avaliadas foram o tempo de reparo da fratura (TRF), o volume da fratura (VF), o volume corrigido da fratura (VCF) e a percentagem de correção da fratura (PCF). As fraturas foram separadas em grupos de acordo com a técnica cirúrgica utilizada (martelo ou dissector) e o osso fraturado (frontal ou parietal). A análise estatística foi realizada com o programa Jamovi® (versão 2.3), utilizando-se o teste t de Student. RESULTADOS: Análise volumétrica da fratura evidenciou que a média do VCF foi igual a média do VF para ambas as técnicas, alcançando PCF de 100%, demonstrando a mesma capacidade de correção da deformidade com ambas as técnicas. Com relação ao TRF, a técnica do martelo evidenciou ser mais rápida (média 27,4 ± 18,2 s) em comparação com a técnica de elevação com dissector (média 35,6 ± 8,8 s), com valor de p 0,02 (intervalo de confiança de 95% 1,1 a 15,3 s). Análise do TRF por osso, mostrou que a técnica do martelo foi mais rápida no osso frontal (média 20,1 ± 7,8 s) em comparação à técnica do dissector (31,3 ± 4,7 s), valor de p < 0,001. Não houve diferença estatisticamente significativa para as aplicações no osso parietal (p = 0,405). CONCLUSÃO: Este estudo descreve uma nova técnica cirúrgica minimamente invasiva para o tratamento de FABP, a técnica do martelo de repuxo. Para sua aplicação, foi desenvolvido o martelo de repuxo. Esse novo instrumental mostrou-se adequado para aplicação da nova técnica, alcançando redução completa em todas as fraturas aplicadas. A análise comparativa mostrou que ambas as técnicas foram igualmente eficazes, porém a técnica do martelo de repuxo é mais eficiente que a técnica de elevação com dissector, pois corrige a deformidade em menor intervalo de tempo, especialmente em fraturas do osso frontal
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Atualmente existem diversas técnicas utilizadas no tratamento das FABPs e não há consenso da literatura sobre a melhor terapêutica. Nesse cenário, é importante que surjam novas técnicas e materiais capazes de tratar essa doença de forma eficaz. O objetivo deste estudo é descrever uma nova técnica cirúrgica para o tratamento das FABPs e avaliar sua eficácia em modelo de simulação realística em comparação com a técnica de elevação com dissector. MÉTODOS: Foram obtidas 64 fraturas a partir de 16 unidades do modelo de simulação, cada uma com quatro fraturas (duas frontais e duas parietais). A técnica do martelo de repuxo foi aplicada nas fraturas do lado esquerdo e a técnica dissector nas fraturas do lado direito. As variáveis avaliadas foram o tempo de reparo da fratura (TRF), o volume da fratura (VF), o volume corrigido da fratura (VCF) e a percentagem de correção da fratura (PCF). As fraturas foram separadas em grupos de acordo com a técnica cirúrgica utilizada (martelo ou dissector) e o osso fraturado (frontal ou parietal). A análise estatística foi realizada com o programa Jamovi® (versão 2.3), utilizando-se o teste t de Student. RESULTADOS: Análise volumétrica da fratura evidenciou que a média do VCF foi igual a média do VF para ambas as técnicas, alcançando PCF de 100%, demonstrando a mesma capacidade de correção da deformidade com ambas as técnicas. Com relação ao TRF, a técnica do martelo evidenciou ser mais rápida (média 27,4 ± 18,2 s) em comparação com a técnica de elevação com dissector (média 35,6 ± 8,8 s), com valor de p 0,02 (intervalo de confiança de 95% 1,1 a 15,3 s). Análise do TRF por osso, mostrou que a técnica do martelo foi mais rápida no osso frontal (média 20,1 ± 7,8 s) em comparação à técnica do dissector (31,3 ± 4,7 s), valor de p < 0,001. Não houve diferença estatisticamente significativa para as aplicações no osso parietal (p = 0,405). CONCLUSÃO: Este estudo descreve uma nova técnica cirúrgica minimamente invasiva para o tratamento de FABP, a técnica do martelo de repuxo. Para sua aplicação, foi desenvolvido o martelo de repuxo. Esse novo instrumental mostrou-se adequado para aplicação da nova técnica, alcançando redução completa em todas as fraturas aplicadas. A análise comparativa mostrou que ambas as técnicas foram igualmente eficazes, porém a técnica do martelo de repuxo é mais eficiente que a técnica de elevação com dissector, pois corrige a deformidade em menor intervalo de tempo, especialmente em fraturas do osso frontalINTRODUCTION: Ping-pong skull fracture is typical of children under 1 year of age who have suffered head trauma. It can occur at birth in neonates or due to other mechanisms of head trauma. It is associated with incomplete bone mineralization of the skull. Several techniques are currently used to treat ping-pong fractures. There is no consensus in the literature about the best approach. In this scenario, new techniques and materials must be developed to treat this condition effectively. This study aims to describe a new surgical technique for the treatment of ping-pong skull fractures and to evaluate its efficacy in a realistic simulation model compared to the dissector elevation technique. METHODS: A total of 64 fractures were obtained using 16 model units, each with four fractures (two frontal and two parietal). The hammer puller technique was applied for left-sided fractures and the dissector technique for right sided fractures. The variables evaluated were fracture repair time (FRT), fracture volume (FV), fracture corrected volume (FCV), and fracture correction percentage (FCP). Fractures were separated into groups according to the surgical technique used (hammer or dissector) and the bone fractured (frontal or parietal). Statistical analysis was performed with Jamovi® software (version 2.3) using Students t-test. RESULTS: Volumetric analysis of the fracture showed that the mean FCV was equal to the mean FV for both techniques, reaching a FCP of 100%, demonstrating the same ability to correct the deformity with both techniques. Regarding FRT, the hammer technique proved to be faster (mean 27.4 ± 18.2 s) compared to the dissector elevation technique (mean 35.6 ± 8.8 s), with a p-value of 0.02 (95% confidence interval 1.1 to 15.3 s). The analysis of the FRT according to the bone showed that the hammer technique was faster in the frontal bone (mean 20.1 ± 7.8 s) compared to the dissector technique (31.3 ± 4.7 s), p-value < 0.001. There was no statistically significant difference for parietal applications (p = 0.405). CONCLUSION: This study describes a new minimally invasive surgical technique for the treatment of ping-pong skull fractures, the hammer puller technique. A new device was developed and shown to be suitable for the new technique, achieving complete reduction in all fractures treated. The comparative analysis showed that both techniques were equally effective, but that the hammer puller technique was more efficient than the dissector elevation technique because it corrected the deformity in a shorter time, especially in frontal bone fracturesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFigueiredo, Eberval GadelhaLisboa Neto, Carlos dos Reis2024-12-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-25062025-125312/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-06-30T20:14:02Zoai:teses.usp.br:tde-25062025-125312Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-06-30T20:14:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Lisboa Neto, Carlos dos Reis
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Craniocerebral trauma
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