Interfaces dos riscos urbanos na Região Metropolitana de São Paulo
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | Resumo: | Diante do crescimento de ameaças extremas, a gestão do risco de desastres é um campo em transformação. Marcos internacionais, que promovem a preparação da resiliência física e financeira nos países, e a lei que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, orientam a mudança de foco da resposta à prevenção, exigindo desdobrar o tema em agendas urbanas variadas. Compreender fatores que amplificam riscos é um dos pontos dessa agenda: em contextos adensados, há vulnerabilidade criada pela própria complexidade e interdependência de grandes sistemas de infraestrutura urbana. Sobre ela, a precariedade urbana acumula vulnerabilidades que podem não resultar em simples soma, mas na escalada dos riscos. Situações classificadas como baixo risco por um setor, quando associadas, podem desencadear efeitos de grande escala. Contribuindo como método para análise de riscos desse contexto, esta tese aborda dimensão desafiadora: a Região Metropolitana de São Paulo como segunda natureza. Compreende desastres como falhas de sistemas urbanos, e busca analisar interfaces em risco que podem amplificar impactos. Identifica, nos conflitos entre escalas local e regional, riscos residuais, falhas sistêmicas, de interface e de desenvolvimento intersetorial. Como base empírica, levanta instrumentos de planejamento e de identificação de risco já existentes e potenciais, e desenvolve análise quantitativa de ocorrências na abrangência Metropolitana para os últimos 10 anos. A análise qualitativa, baseada em notícias de jornal dos períodos com eventos mais críticos, foi desdobrada por meio de entrevistas e levantamento de processos, planos, propostas e programas existentes para 3 casos emblemáticos na RMSP: inundações persistentes no Jardim Pantanal; conflitos entre ocupação, controle de inundação e o Sistema Cantareira na região Norte; e conflitos nos aproveitamentos hídricos a oeste, com impactos extrametropolitanos. As conclusões conduzem a uma agenda específica de pesquisa urbana, como campo que pode conferir visão integradora e de coordenação ao tema da gestão de riscos. |
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Interfaces dos riscos urbanos na Região Metropolitana de São PauloInterfaces of urban risks in São Paulo Metropolitan AreaAbordagem de múltipas ameaçasAll hazards approachCritical infrastructureFloodingsGestão de riscos urbanosInfraestrutura críticaInundaçõesRegião Metropolitana de São PauloSão Paulo MetropolisUrban risk managementDiante do crescimento de ameaças extremas, a gestão do risco de desastres é um campo em transformação. Marcos internacionais, que promovem a preparação da resiliência física e financeira nos países, e a lei que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, orientam a mudança de foco da resposta à prevenção, exigindo desdobrar o tema em agendas urbanas variadas. Compreender fatores que amplificam riscos é um dos pontos dessa agenda: em contextos adensados, há vulnerabilidade criada pela própria complexidade e interdependência de grandes sistemas de infraestrutura urbana. Sobre ela, a precariedade urbana acumula vulnerabilidades que podem não resultar em simples soma, mas na escalada dos riscos. Situações classificadas como baixo risco por um setor, quando associadas, podem desencadear efeitos de grande escala. Contribuindo como método para análise de riscos desse contexto, esta tese aborda dimensão desafiadora: a Região Metropolitana de São Paulo como segunda natureza. Compreende desastres como falhas de sistemas urbanos, e busca analisar interfaces em risco que podem amplificar impactos. Identifica, nos conflitos entre escalas local e regional, riscos residuais, falhas sistêmicas, de interface e de desenvolvimento intersetorial. Como base empírica, levanta instrumentos de planejamento e de identificação de risco já existentes e potenciais, e desenvolve análise quantitativa de ocorrências na abrangência Metropolitana para os últimos 10 anos. A análise qualitativa, baseada em notícias de jornal dos períodos com eventos mais críticos, foi desdobrada por meio de entrevistas e levantamento de processos, planos, propostas e programas existentes para 3 casos emblemáticos na RMSP: inundações persistentes no Jardim Pantanal; conflitos entre ocupação, controle de inundação e o Sistema Cantareira na região Norte; e conflitos nos aproveitamentos hídricos a oeste, com impactos extrametropolitanos. As conclusões conduzem a uma agenda específica de pesquisa urbana, como campo que pode conferir visão integradora e de coordenação ao tema da gestão de riscos.As extreme weather threats rise, disaster risk management field constantly change. Both the International policy frameworks, which promote physical and financial resilience to the countries, and the Brazilian National Policy on Civil Protection and Defense, are driving the focus from response to prevention. This requires a deeper and broader understanding of risk management in urban agenda. Understanding conditions that amplify risks is one of the points of this agenda: there are vulnerabilities created by the very complexity and interdependence of large urban infrastructure systems in large cities and metropolises. On them, urban precariousness overlaps vulnerabilities that may not result in simple sum, but in the escalating of risks. Situations classified as low risk by one sector, when associated, can trigger large-scale effects. Proposing a method for risk analysis of these situations, this thesis addresses a challenging dimension: the São Paulo Metropolitan Region and its second nature. It understands disasters as failures of urban systems, and analyzes interfaces at risk that can increase impacts. It identifies residual risks, interface and systemic failures, and intersectoral development gaps in local and regional cross-scale conflicts. The research was based on surveying existing and potential urban planning instruments and risk identification instruments, and on quantitative analysis of occurrences within the metropolitan area for the last decade. The qualitative analysis was based on newspaper reports from the periods with the most critical events. It was detailed through interviews and survey of existing processes, plans, proposals and programs for 3 emblematic cases in the São Paulo Metropolitan Area: floods in Jardim Pantanal, in the east region; conflicts between urban settlements, flood control and the Cantareira Water Supply System in the north region; and water resources conflicts in the west region, with extra-metropolitan impacts. The conclusions lead to a specific research urban agenda, as a field that might integrate and coordinate actions towards a more effective urban risk management.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSilva, Ricardo ToledoMoreira, Renata Maria Pinto2018-12-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16137/tde-14012019-165513/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-04-09T23:21:59Zoai:teses.usp.br:tde-14012019-165513Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.platendimento@abcd.usp.bropendoar:27212024-08-30T21:24:12.982948Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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