Idadismo entre cuidadores formais de idosos: uma revisão sistemática

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Borges, Felipe Souza Peito Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/108/108131/tde-24042025-091354/
Resumo: O envelhecimento populacional destaca um dos maiores desafios do século XXI: garantir uma velhice digna às pessoas idosas que necessitam de cuidados de longa duração. Pesquisas indicam que o cuidado informal atende cerca de 50% das necessidades dessas pessoas, mas os familiares frequentemente não conseguem suprir integralmente essa demanda. Nesse contexto, os cuidadores formais desempenham um papel crucial, necessitando de formação adequada para oferecer atenção de qualidade e evitar a reprodução de atitudes idadistas, que discriminam e desvalorizam as pessoas com base na idade. Esta pesquisa teve como objetivo analisar a relação entre o idadismo e os cuidados prestados por cuidadores formais de idosos, identificando possibilidades educativas para sensibilização e promoção de práticas anti-idadistas. Como método, foi realizada uma revisão sistemática sobre o tema, utilizando as bases de dados PubMed, BVS e Lilacs. A abordagem seguiu a estratégia PICo e o protocolo PRISMA. Os resultados incluíram nove estudos, sendo quatro internacionais e cinco nacionais. Identificaram-se formas de idadismo como a percepção da velhice associada à fragilidade, doença e passividade, além de preconceitos relacionados à sexualidade na velhice, infantilização dos idosos e redução do suporte social intergeracional. Também foram discutidos os impactos das percepções sobre o envelhecimento na motivação para cuidar. A análise revelou ainda uma carência de estudos específicos sobre idadismo entre cuidadores formais de idosos, destacando a necessidade de ampliar as investigações nessa área. Recomenda-se, especialmente, a realização de pesquisas qualitativas para explorar de forma mais aprofundada as experiências e percepções dos cuidadores formais sobre o tema. Com base nos achados, foi desenvolvido um jogo educacional digital em formato de tabuleiro, visando estimular discussões, promover trocas de experiências e fomentar mudanças de atitude frente ao idadismo.
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