Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitários

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Lima, Zelia Marilia Barbosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-14102004-163500/
Resumo: Utilizando-se a análise de conteúdo identificaram-se os marcos referenciais (nos níveis nacional e internacional) que orientaram a formação da defesa sanitária animal no Estado de São Paulo, desde a criação da Secretaria de Agricultura de São Paulo aos dias atuais. Descreveu-se o modelo atual de defesa animal, tendo como enfoque as dimensões organizacional, procedimental e operacional, precedida de uma recuperação histórica da sua formação. A defesa animal ocupou diferentes posições na estrutura organizacional da Secretaria, em função dos diferentes objetivos dos diferentes grupos governantes. Passou, de coadjuvante nos projetos de melhoramento animal, a instrumento dos controles legais. Este papel passou a ter maior nitidez, a partir de 1969, com a implantação da Campanha de Combate à Febre Aftosa. Consolidou-se, a partir da década de 1990, com a nova agenda do comércio internacional, do acordo constitutivo da Organização Mundial do Comércio e dos acordos e instrumentos jurídicos conexos que o compõem, especialmente com a adoção do Acordo sobre Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias. Constatou-se que as estratégias e políticas estabelecidas nos programas de defesa estão baseadas no marco referencial da epidemiologia tradicional. Este enfoque impede que se caracterizem e interpretem o papel que a organização sócio-econômica da produção possui na determinação dos problemas produtivos. A estreita aproximação entre os objetivos da defesa animal em São Paulo e os conteúdos das normas internacionais, coloca em segundo plano as prioridades internas. A base legal que define a organização da defesa não favorece a partilha do poder, no âmbito do próprio serviço, quando, contraditoriamente, espera-se de uma organização pública moderna: flexibilidade, interatividade, capacidade gerencial, visão estratégica e a prática de conceitos de qualidade. Apesar da grande quantidade de oferta de canais de participação e de integração com a sociedade não se evidenciam indicadores de efetividade. As regras estabelecidas para relações de convênio ou parceria mostram-se excessivamente burocratizadas, geralmente mais adequadas a relações com grandes grupos econômicos. Ao longo do período estudado, persiste o discurso sobre a execução de programas de Educação Sanitária, entretanto, os instrumentos e métodos descritos na base legal de atuação da defesa não privilegiam a abordagem educativa.
id USP_79a711609101af2e2822b762e1956165
oai_identifier_str oai:teses.usp.br:tde-14102004-163500
network_acronym_str USP
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository_id_str
spelling Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitáriosAnimal health service in São Paulo: origins, formation and perspectives front to the new focuses in animal healthAnimal health serviceAnimal health service (analysis)Animal health service (history)Defesa sanitária animalDefesa sanitária animal (análise)Defesa sanitária animal (história)São Paulo (SP)São Paulo StateUtilizando-se a análise de conteúdo identificaram-se os marcos referenciais (nos níveis nacional e internacional) que orientaram a formação da defesa sanitária animal no Estado de São Paulo, desde a criação da Secretaria de Agricultura de São Paulo aos dias atuais. Descreveu-se o modelo atual de defesa animal, tendo como enfoque as dimensões organizacional, procedimental e operacional, precedida de uma recuperação histórica da sua formação. A defesa animal ocupou diferentes posições na estrutura organizacional da Secretaria, em função dos diferentes objetivos dos diferentes grupos governantes. Passou, de coadjuvante nos projetos de melhoramento animal, a instrumento dos controles legais. Este papel passou a ter maior nitidez, a partir de 1969, com a implantação da Campanha de Combate à Febre Aftosa. Consolidou-se, a partir da década de 1990, com a nova agenda do comércio internacional, do acordo constitutivo da Organização Mundial do Comércio e dos acordos e instrumentos jurídicos conexos que o compõem, especialmente com a adoção do Acordo sobre Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias. Constatou-se que as estratégias e políticas estabelecidas nos programas de defesa estão baseadas no marco referencial da epidemiologia tradicional. Este enfoque impede que se caracterizem e interpretem o papel que a organização sócio-econômica da produção possui na determinação dos problemas produtivos. A estreita aproximação entre os objetivos da defesa animal em São Paulo e os conteúdos das normas internacionais, coloca em segundo plano as prioridades internas. A base legal que define a organização da defesa não favorece a partilha do poder, no âmbito do próprio serviço, quando, contraditoriamente, espera-se de uma organização pública moderna: flexibilidade, interatividade, capacidade gerencial, visão estratégica e a prática de conceitos de qualidade. Apesar da grande quantidade de oferta de canais de participação e de integração com a sociedade não se evidenciam indicadores de efetividade. As regras estabelecidas para relações de convênio ou parceria mostram-se excessivamente burocratizadas, geralmente mais adequadas a relações com grandes grupos econômicos. Ao longo do período estudado, persiste o discurso sobre a execução de programas de Educação Sanitária, entretanto, os instrumentos e métodos descritos na base legal de atuação da defesa não privilegiam a abordagem educativa.Using the content analysis, reference points, that have oriented the formation of the animal health service in São Paulo State, have been identified at national and international levels, since the creation starting of the Department of Agriculture of São Paulo until today. Preceded by a historical recovery of the animal health service build-up, the current model was described based on organizational, procedural and operational dimensions. Throughout the years, according to the different aims of several government groups, this service has played different roles in the Department of Agriculture?s organizational structure. The animal health service, from mere complementary technical support for the animal improvement projects, became an active agent in the control of animal diseases, especially since 1969, with the establishment of foot-and-mouth-disease control campaigns. This new role was consolidated, from the 1990´s on due to the new shedule in international trade and the constitutive agreement of the World Trade Organization and its the agreements and legal instruments mainly the adoption of the Sanitary and Phytosanitary Measures Agreement (SPS). It was noticed that established strategies and policies of animal health programs are based on traditional epidemiology reference points. This approach doesn?t allow characterization and interpretation of the role of social economic organization of production has in determining productive problems. The close relation between the aims of São Paulo animal health service and the contents of international health standards leads internal priorities to a second role. The legal basis which defines the animal health service organization doesn\'t promote power in its own service, as it is expected, on the other hand, a modern public organization with flexibility, interactivity, managing capacity, strategic vision and the quality concepts practices. Despite the great offer of participation channels and integration with civil society, there is no evidence of effectiveness. The rules established for pact relations or partnerships turned out to be excessively bureaucratic, generally more suitable for agreements among large corporations. The animal health service, in theory, has a permanent focus on sanitary education; however, tools and methods described in the legal basis of action of the animal health service, don\'t emphasize educational approach.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFerreira, FernandoLima, Zelia Marilia Barbosa2003-11-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-14102004-163500/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-09T13:16:04Zoai:teses.usp.br:tde-14102004-163500Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-09T13:16:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
dc.title.none.fl_str_mv Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitários
Animal health service in São Paulo: origins, formation and perspectives front to the new focuses in animal health
title Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitários
spellingShingle Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitários
Lima, Zelia Marilia Barbosa
Animal health service
Animal health service (analysis)
Animal health service (history)
Defesa sanitária animal
Defesa sanitária animal (análise)
Defesa sanitária animal (história)
São Paulo (SP)
São Paulo State
title_short Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitários
title_full Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitários
title_fullStr Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitários
title_full_unstemmed Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitários
title_sort Defesa sanitária animal em São Paulo: origens, formação e perspectivas frente aos novos enfoques zoossanitários
author Lima, Zelia Marilia Barbosa
author_facet Lima, Zelia Marilia Barbosa
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Ferreira, Fernando
dc.contributor.author.fl_str_mv Lima, Zelia Marilia Barbosa
dc.subject.por.fl_str_mv Animal health service
Animal health service (analysis)
Animal health service (history)
Defesa sanitária animal
Defesa sanitária animal (análise)
Defesa sanitária animal (história)
São Paulo (SP)
São Paulo State
topic Animal health service
Animal health service (analysis)
Animal health service (history)
Defesa sanitária animal
Defesa sanitária animal (análise)
Defesa sanitária animal (história)
São Paulo (SP)
São Paulo State
description Utilizando-se a análise de conteúdo identificaram-se os marcos referenciais (nos níveis nacional e internacional) que orientaram a formação da defesa sanitária animal no Estado de São Paulo, desde a criação da Secretaria de Agricultura de São Paulo aos dias atuais. Descreveu-se o modelo atual de defesa animal, tendo como enfoque as dimensões organizacional, procedimental e operacional, precedida de uma recuperação histórica da sua formação. A defesa animal ocupou diferentes posições na estrutura organizacional da Secretaria, em função dos diferentes objetivos dos diferentes grupos governantes. Passou, de coadjuvante nos projetos de melhoramento animal, a instrumento dos controles legais. Este papel passou a ter maior nitidez, a partir de 1969, com a implantação da Campanha de Combate à Febre Aftosa. Consolidou-se, a partir da década de 1990, com a nova agenda do comércio internacional, do acordo constitutivo da Organização Mundial do Comércio e dos acordos e instrumentos jurídicos conexos que o compõem, especialmente com a adoção do Acordo sobre Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias. Constatou-se que as estratégias e políticas estabelecidas nos programas de defesa estão baseadas no marco referencial da epidemiologia tradicional. Este enfoque impede que se caracterizem e interpretem o papel que a organização sócio-econômica da produção possui na determinação dos problemas produtivos. A estreita aproximação entre os objetivos da defesa animal em São Paulo e os conteúdos das normas internacionais, coloca em segundo plano as prioridades internas. A base legal que define a organização da defesa não favorece a partilha do poder, no âmbito do próprio serviço, quando, contraditoriamente, espera-se de uma organização pública moderna: flexibilidade, interatividade, capacidade gerencial, visão estratégica e a prática de conceitos de qualidade. Apesar da grande quantidade de oferta de canais de participação e de integração com a sociedade não se evidenciam indicadores de efetividade. As regras estabelecidas para relações de convênio ou parceria mostram-se excessivamente burocratizadas, geralmente mais adequadas a relações com grandes grupos econômicos. Ao longo do período estudado, persiste o discurso sobre a execução de programas de Educação Sanitária, entretanto, os instrumentos e métodos descritos na base legal de atuação da defesa não privilegiam a abordagem educativa.
publishDate 2003
dc.date.none.fl_str_mv 2003-11-03
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-14102004-163500/
url http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-14102004-163500/
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.none.fl_str_mv
dc.rights.driver.fl_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.coverage.none.fl_str_mv
dc.publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
dc.source.none.fl_str_mv
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
instname:Universidade de São Paulo (USP)
instacron:USP
instname_str Universidade de São Paulo (USP)
instacron_str USP
institution USP
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)
repository.mail.fl_str_mv virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br
_version_ 1865491588012048384