Artigas: da idéia ao desenho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1998
Autor(a) principal: Corrêa, Maria Luiza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16131/tde-25042025-115545/
Resumo: João Batista Vilanova Artigas nasceu em 1915 e faleceu em 1984. Era paranaense mas viveu em São Paulo, onde realizou sua obra arquitetônica, sua obra didática e sua luta pelos direitos profissionais do arquiteto. Foi militante do Partido Comunista do Brasil - depois Partido Comunista Brasileiro - e essa condição explica em parte o humanismo que é a marca de sua obra. Artigas era, além de arquiteto, um intelectual engajado na luta pelo desenvolvimento brasileiro. Sua formação de engenheiro-arquiteto na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo deu-lhe o domínio técnico para criar uma arquitetura que teve como um dos principais conteúdos uma crítica feroz ao racionalismo e à mitificação da própria técnica. Estetrabalho faz um paralelo entre as três concepções tradicionais da arte - arte como construção, conhecimento e linguagem - com as concepções que orientam a obra de Artigas. Verifica-se que seu humanismo perpassa todas elas e o faz se identificar mais, dentro de cada concepção, com as vertentes que pressupõem a transformação do mundo. Concluiu-se que a singularidade da arquitetura de Artigas está na criação de uma obra que se pauta por uma quarta concepção: a da arte com valor ontológico. A sua arquitetura promove uma permanente dramatização da vida, por seu caráter anti-naturalista, que inclui o distanciamento físico, uma determinada luz, a desnaturalização do tempo etc. Nessa dramatização forjam-se as identidades das pessoas que habitam o seu espaço
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