Cinética e mecanismos de oxidação do nióbio policristalino.
| Ano de defesa: | 1978 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-09012026-151224/ |
Resumo: | Através de termogravimetria determinou-se a cinética de oxidação do nióbio recozido no intervalo de temperatura de 450 a 800°C e no intervalo de pressão de oxigênio de 20 a 700 mmHg. Determinou-se também a cinética de oxidação do nióbio deformado e do nióbio irradiado nos intervalos de temperatura de 500 a 700°C e de pressão de oxigênio de 100 a 300 mmHg. Os resultados mostraram que a velocidade de oxidação do nióbio recozido aumenta rapidamente com aumento da temperatura até atingir 600°C. neste intervalo de temperatura, a velocidade de oxidação é bastante dependente da pressão de oxigênio e a cinética é linear. Acima de 600°C e 100 mmHg de oxigênio, a velocidade de oxidação sofre uma redução comparada com os resultados obtidos a 600°C e varia poco com a pressão de oxigênio. A cinética de oxidação a 700°C continua linear e a 800°C é parabólica. A velocidade de oxidação do nióbio recozido é maior comparada à do nióbio deformado e do nióbio irradiado. Através de difração de raios X, verificou-se que o óxido formado nos intervalos de temperatura e de pressão de oxigênio estudados é -Nb205. Através de microscopia ótica e eletrônica de varredura observou-se, no nióbio recozido e oxidado abaixo de 600°C, a formação de camadas de óxido não uniformes, contendo trincas e poros, e com interfaces metal/pentóxido bastante irregulares. Nestas interfaces observou-se a presença de plaquetas de sub-óxido NbOz. Em amostras de nióbio recozido e oxidados acima de 600°C, não foram observadas plaquetas de sub-óxido e as camadas de óxido formadas eram compactas. A 800°C e no início de reação a 700°C, as interfaces eram bastantes regulares. Em amostras de nióbio deformado e oxidado abaixo de 600°C, plaquetas de sub-óxido também não foramobservadas e as interfaces eram regulares. Através de medidas de microdureza realizadas no metal, próximo da interface metal/pentóxido, constatou-se a formação de solução sólida de oxigênio no mesmo e calculou-se o coeficiente de difusão do oxigênio no nióbio. Os resultados mostraram que a 600°C, o coeficiente de difusão de oxigênio no nióbio deformado é três vezes maior que o valor obtido em nióbio recozido. Os resultados sugerem que a reação entre o nióbio recozido e o oxigênio, abaixo de 600°C, é controlada por reações na interface, onde a camada de óxido formada é não protetora, devido, em parte, a formação de plaquetas de NbOz. Acima de 600°C, as plaquetas não são observadas e a camada de óxido é compacta. A reação passa ser controlada por difusão através da camada de óxido. Em nióbio deformado e oxidado, plaquetas de sub-óxido não são observadas, mesmo abaixo de 600°C; velocidade de oxidação é reduzida, a cinética é alterada e a interface resultante é regular. |
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Cinética e mecanismos de oxidação do nióbio policristalino.Untitled in englishNióbioNiobiumOxidaçãoOxidationAtravés de termogravimetria determinou-se a cinética de oxidação do nióbio recozido no intervalo de temperatura de 450 a 800°C e no intervalo de pressão de oxigênio de 20 a 700 mmHg. Determinou-se também a cinética de oxidação do nióbio deformado e do nióbio irradiado nos intervalos de temperatura de 500 a 700°C e de pressão de oxigênio de 100 a 300 mmHg. Os resultados mostraram que a velocidade de oxidação do nióbio recozido aumenta rapidamente com aumento da temperatura até atingir 600°C. neste intervalo de temperatura, a velocidade de oxidação é bastante dependente da pressão de oxigênio e a cinética é linear. Acima de 600°C e 100 mmHg de oxigênio, a velocidade de oxidação sofre uma redução comparada com os resultados obtidos a 600°C e varia poco com a pressão de oxigênio. A cinética de oxidação a 700°C continua linear e a 800°C é parabólica. A velocidade de oxidação do nióbio recozido é maior comparada à do nióbio deformado e do nióbio irradiado. Através de difração de raios X, verificou-se que o óxido formado nos intervalos de temperatura e de pressão de oxigênio estudados é -Nb205. Através de microscopia ótica e eletrônica de varredura observou-se, no nióbio recozido e oxidado abaixo de 600°C, a formação de camadas de óxido não uniformes, contendo trincas e poros, e com interfaces metal/pentóxido bastante irregulares. Nestas interfaces observou-se a presença de plaquetas de sub-óxido NbOz. Em amostras de nióbio recozido e oxidados acima de 600°C, não foram observadas plaquetas de sub-óxido e as camadas de óxido formadas eram compactas. A 800°C e no início de reação a 700°C, as interfaces eram bastantes regulares. Em amostras de nióbio deformado e oxidado abaixo de 600°C, plaquetas de sub-óxido também não foramobservadas e as interfaces eram regulares. Através de medidas de microdureza realizadas no metal, próximo da interface metal/pentóxido, constatou-se a formação de solução sólida de oxigênio no mesmo e calculou-se o coeficiente de difusão do oxigênio no nióbio. Os resultados mostraram que a 600°C, o coeficiente de difusão de oxigênio no nióbio deformado é três vezes maior que o valor obtido em nióbio recozido. Os resultados sugerem que a reação entre o nióbio recozido e o oxigênio, abaixo de 600°C, é controlada por reações na interface, onde a camada de óxido formada é não protetora, devido, em parte, a formação de plaquetas de NbOz. Acima de 600°C, as plaquetas não são observadas e a camada de óxido é compacta. A reação passa ser controlada por difusão através da camada de óxido. Em nióbio deformado e oxidado, plaquetas de sub-óxido não são observadas, mesmo abaixo de 600°C; velocidade de oxidação é reduzida, a cinética é alterada e a interface resultante é regular.The oxidation kinetics of annealed niobium was determined by thermogravimetric analysis between 450 and 800°C and for oxygen pressures varying from 20 to 700 mmHg. It was determined also the oxidation kinetics of cold worked and/or irradiated niobium for temperatures between 500 and 700°C, with oxygen pressures varying from 100 to 300 mmHg. The results showed that the oxidation velocity for annealed niobium increases rapidly with the temperature increase till 600°C. Up to this temperature, the oxidation velocity is strongly dependente on the oxygen pressure and the kinetic is linear. Over 600°C and 100 mmHg oxygen pressure, the oxidation velocity presentes reduction relatively to that obtained at 600°C, varying only slightly with the oxygen pressure. The oxidation kinetics at 700°C continues linear anda t 800°C it is parabolic. The annealed niobium oxidation velocity is greater relatively to that corresponding to the cold worked and irradiated state of material. Using X-ray diffrraction it was found that the oxide formed in the temperature and oxygen pressure considered in this research is -Nb205. Optical and scanning eletronic microscope showed that for annealed niobium oxidized under 600°C there was formation of non-uniform oxide layers, containing cracks and pores, preseting very irregular metal/pentoxide interface. The presence of sub-oxide NbO2 platelets was observed in this interface. This sub-oxide platelets where not observed in annealed oxidized niobium samples over 600°C; the oxide layer formed were compact. At 800°C and the beginning at 700°C the interface were quite regular. For samples cold worked oxidized under 600°C, sub oxides platelets were not observed also and the interface were regular. Microhardness measurements for the metal near the metal/pentoxide interface, it was found the formation of oxygen solid solution and the oxygen diffusion coeffricient was calculated.The results showed that at 600°C the oxygen diffusion coeficiente in cold worked niobium is tree times larger than the value obtained for annealed niobium. The results suggest that the reaction between annealed niobium and oxygen, under 600°C, is controlled by reaction in interface where the oxide layers is not compacted, partially due to NbOz platelets formation. Over 600°C the platelets could not be found and the oxide layer is dense. The reaction is now controlled by diffusion through the oxide layer. For cold worked and oxidized niobium, sub-oxide platlets could not be observed even for temperatures under 600°C; the oxidation velocity is decreased with the different kinetics and the resulting interface is regular.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFalleiros, Ivan Gilberto SandovalPaschoal, José Octavio Armani1978-05-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-09012026-151224/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-09T17:16:02Zoai:teses.usp.br:tde-09012026-151224Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-09T17:16:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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