Diversidade taxonômica do microbioma marinho do sistema pelágico da Península Antártica Ocidental: variação espacial e temporal
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21134/tde-11112024-172117/ |
Resumo: | Microrganismos marinhos são o grupo mais abundante e diverso dos oceanos, onde bactérias e arqueias dominam esse microbioma e desempenham papéis cruciais nos ciclos biogeoquímicos, tanto na superfície quanto na zona afótica. As maiores bacias oceânicas estão conectadas ao Oceano Austral, que desempenha um papel significativo na regulação do clima global, atuando como um importante sumidouro de carbono. No entanto, o aumento da temperatura devido às mudanças climáticas tem reduzido as taxas de assimilação de CO2. A Península Antártica Ocidental (PAO) é a região do continente com a maior taxa de aquecimento, destacando a necessidade de monitorar a área para prever os impactos das mudanças climáticas no oceano global. Neste estudo, buscamos compreender a diversidade e composição taxonômica de bactérias e arqueias pelágicas na PAO, considerando a variabilidade espacial e temporal e relação com as diferentes condições oceanográficas. Foram analisadas 75 amostras, coletadas em superfície (n = 56) e fundo (n = 19), em dez estações oceanográficas de monitoramento entre 2014 e 2015, abrangendo três regiões da Península Antártica: Estreito de Gerlache, Estreito de Bransfield e Ilha Elefante. Utilizando técnicas moleculares, o DNA das amostras foi extraído, e a região V4 do gene 16S RNAr foi amplificada e sequenciada na plataforma Illumina MiSeq. As sequências foram classificadas como Amplicon Sequences Variant (ASV) e analisadas através de ferramentas de bioinformática, resultando em 2617 ASVs, sendo 137 de Archaea e 2480 de Bacteria. As análises agruparam as ASVs por profundidade (superfície x fundo), período (anual e sazonal), estação e região de coleta. As análises de diversidade beta revelaram variações significativas entre comunidades de superfície e fundo, entre períodos de coleta e entre regiões de coleta para amostras de fundo. As amostras de fundo apresentaram maior diversidade e riqueza que as de superfície, devido à maior estabilidade e riqueza de nutrientes nos ecossistemas profundos, em contraste com a exposição sazonal e as variações de temperatura e luz solar nos ecossistemas de superfície. Os parâmetros ambientais que mais influenciaram os índices de diversidade e riqueza das comunidades microbianas de superfície foram temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido e amônia, enquanto que para comunidades de fundo, apenas a salinidade teve impacto significativo. A primavera apresentou a maior riqueza de microrganismos e o outono a maior diversidade, o que está associado aos ciclos sazonais da região. A abundância de nutrientes na camada eufótica após o inverno causa um aumento na riqueza bacteriana, promovendo uma floração de fitoplâncton que se estende até o verão, esse aumento de biomassa fitoplânctônica favorece uma maior diversidade microbiana durante o outono. O microbioma central da PAO incluiu 11 ASVs, todas pertencentes ao domínio Bacteria, distribuídas em quatro ordens: Rhodospirillales, SAR 11, Pseudomonadales e Flavobacteriales. Esses resultados mostram a susceptibilidade desses microrganismos às variações de parâmetros ambientais e ressaltam a importância do monitoramento contínuo desta região para entender como as mudanças climáticas podem influenciar os microrganismos e seus papéis ecológicos. |
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Diversidade taxonômica do microbioma marinho do sistema pelágico da Península Antártica Ocidental: variação espacial e temporalTaxonomic diversity of the marine microbiome of the Western Antartic Peninsula: Spatial and temporal variationDiversidade microbianaMicrobial diversityOceano AustralPenínsula Antártica OcidentalSouthern OceanSpatial and temporal variabilityVariabilidade espacial e temporalWestern Antarctic PeninsulaMicrorganismos marinhos são o grupo mais abundante e diverso dos oceanos, onde bactérias e arqueias dominam esse microbioma e desempenham papéis cruciais nos ciclos biogeoquímicos, tanto na superfície quanto na zona afótica. As maiores bacias oceânicas estão conectadas ao Oceano Austral, que desempenha um papel significativo na regulação do clima global, atuando como um importante sumidouro de carbono. No entanto, o aumento da temperatura devido às mudanças climáticas tem reduzido as taxas de assimilação de CO2. A Península Antártica Ocidental (PAO) é a região do continente com a maior taxa de aquecimento, destacando a necessidade de monitorar a área para prever os impactos das mudanças climáticas no oceano global. Neste estudo, buscamos compreender a diversidade e composição taxonômica de bactérias e arqueias pelágicas na PAO, considerando a variabilidade espacial e temporal e relação com as diferentes condições oceanográficas. Foram analisadas 75 amostras, coletadas em superfície (n = 56) e fundo (n = 19), em dez estações oceanográficas de monitoramento entre 2014 e 2015, abrangendo três regiões da Península Antártica: Estreito de Gerlache, Estreito de Bransfield e Ilha Elefante. Utilizando técnicas moleculares, o DNA das amostras foi extraído, e a região V4 do gene 16S RNAr foi amplificada e sequenciada na plataforma Illumina MiSeq. As sequências foram classificadas como Amplicon Sequences Variant (ASV) e analisadas através de ferramentas de bioinformática, resultando em 2617 ASVs, sendo 137 de Archaea e 2480 de Bacteria. As análises agruparam as ASVs por profundidade (superfície x fundo), período (anual e sazonal), estação e região de coleta. As análises de diversidade beta revelaram variações significativas entre comunidades de superfície e fundo, entre períodos de coleta e entre regiões de coleta para amostras de fundo. As amostras de fundo apresentaram maior diversidade e riqueza que as de superfície, devido à maior estabilidade e riqueza de nutrientes nos ecossistemas profundos, em contraste com a exposição sazonal e as variações de temperatura e luz solar nos ecossistemas de superfície. Os parâmetros ambientais que mais influenciaram os índices de diversidade e riqueza das comunidades microbianas de superfície foram temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido e amônia, enquanto que para comunidades de fundo, apenas a salinidade teve impacto significativo. A primavera apresentou a maior riqueza de microrganismos e o outono a maior diversidade, o que está associado aos ciclos sazonais da região. A abundância de nutrientes na camada eufótica após o inverno causa um aumento na riqueza bacteriana, promovendo uma floração de fitoplâncton que se estende até o verão, esse aumento de biomassa fitoplânctônica favorece uma maior diversidade microbiana durante o outono. O microbioma central da PAO incluiu 11 ASVs, todas pertencentes ao domínio Bacteria, distribuídas em quatro ordens: Rhodospirillales, SAR 11, Pseudomonadales e Flavobacteriales. Esses resultados mostram a susceptibilidade desses microrganismos às variações de parâmetros ambientais e ressaltam a importância do monitoramento contínuo desta região para entender como as mudanças climáticas podem influenciar os microrganismos e seus papéis ecológicos.Marine microorganisms are the most abundant and diverse group in the oceans, with bacteria and archaea dominating this microbiome and playing crucial roles in biogeochemical cycles, both in surface waters and in the aphotic zone. The largest ocean basins are connected to the Southern Ocean, which plays a significant role in regulating the global climate by acting as an important carbon sink region. However, rising temperatures due to climate change have reduced CO2 assimilation rates. The Western Antarctic Peninsula (WAP) is the region of the continent with the highest rate of warming, highlighting the need to monitor the area to predict the impacts of climate change on the global ocean. In this study, we aim to understand the diversity and taxonomic composition of pelagic bacteria and archaea in the WAP, considering spatial and temporal variability and its relation to different oceanographic conditions. We analyzed 75 samples collected from the surface (n = 56) and deep waters (n = 19) at ten oceanographic monitoring stations between 2014 and 2015, covering three regions of the Antarctic Peninsula: Gerlache Strait, Bransfield Strait, and Elephant Island. Using molecular techniques, DNA from the samples was extracted, and the V4 region of the 16S rRNA gene was amplified and sequenced on the Illumina MiSeq platform. The sequences were classified as Amplicon Sequences Variant (ASV) and analyzed using bioinformatics tools, resulting in 2617 ASVs, with 137 belonging to Archaea and 2480 to Bacteria. The analyses grouped the ASVs by depth (surface vs. deep), period (annual and seasonal), station, and sampling region. Beta diversity analyses revealed significant variations between surface and deep communities, between sampling periods, and between regions for deep samples. Deep samples showed greater diversity and richness than surface samples, due to the greater stability and nutrient richness of deep ecosystems, compared to the seasonal exposure and extreme variations in temperature and sunlight in surface ecosystems. The environmental parameters that most influenced the diversity and richness indices of surface microbial communities were temperature, salinity, dissolved oxygen, and ammonia, while for deep communities, only salinity had a significant impact. Spring exhibited the highest microbial richness, and autumn the highest diversity, which is associated with the region\'s seasonal cycles. The abundance of nutrients in the euphotic layer after summer leads to an increase in bacterial richness, promoting a phytoplankton bloom that extends into summer, allowing diversity to increase during autumn. The central WAP microbiome included 11 ASVs, all belonging to the Bacteria domain, distributed across four orders: Rhodospirillales, SAR 11, Pseudomonadales, and Flavobacteriales. These results highlight the susceptibility of these microorganisms to variations in environmental parameters and underscore the importance of continuous monitoring of this region to understand how climate change may influence microorganisms and their ecological roles.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSignori, Camila NegrãoSousa, Tobias Sérvulo Rodrigues de2024-08-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21134/tde-11112024-172117/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-11-19T12:40:02Zoai:teses.usp.br:tde-11112024-172117Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-11-19T12:40:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Diversidade taxonômica do microbioma marinho do sistema pelágico da Península Antártica Ocidental: variação espacial e temporal Sousa, Tobias Sérvulo Rodrigues de Diversidade microbiana Microbial diversity Oceano Austral Península Antártica Ocidental Southern Ocean Spatial and temporal variability Variabilidade espacial e temporal Western Antarctic Peninsula |
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