Estudo dos efeitos da progesterona sobre as características morfofuncionais de ilhotas pancreáticas de camundongos fêmeas obesas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Santos, Matheus Pedro dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100142/tde-20122023-190325/
Resumo: A obesidade se destaca como o principal fator de risco para o desenvolvimento do diabetes gestacional (DG), embora os gatilhos ativados durante a gestação que levam uma mulher obesa a desenvolver DG ainda precisem ser elucidados. Para avaliar se a progesterona poderia ser um desses gatilhos, camundongas-fêmeas C57Bl/6 foram distribuídas em quatro grupos: controle com ração normocalórica (NO-CO), controle com ração hipercalórica (HFF-CO), progesterona com ração normocalórica (NO-PG) e progesterona com ração hipercalórica (HFF-PG). Os grupos NO-PG e HFF-PG receberam a infusão constante de progesterona, em doses fisiológicas da gestação (0,25 mg/kg/d), através do implante de minibombas osmóticas, na sétima semana do protocolo. Foi feito o acompanhamento de peso, consumo de água e ração, avaliações glicêmicas (GTT e ITT) e avaliações de parâmetros metabólicos por calorimetria indireta. A área das ilhotas pancreáticas foi medida por coloração histológica com hematoxilina e eosina, e a deposição de fibras colágenas com coloração picrossirius. A localização de receptores de hormônios esteroides e adiponectina em ilhotas foi avaliada por imuno-histoquímica e a secreção de insulina foi medida em ilhotas isoladas. A dieta hipercalórica resultou em um fenótipo de obesidade, com aumento do peso corporal e adiposidade, menor aptidão física, intolerância à glicose, e prejuízo à função das ilhotas pancreáticas, porém sem modificar o tamanho ou causar fibrose nas ilhotas. A administração de progesterona atenuou a intolerância à glicose induzida pela obesidade, porém sem afetar a função ou morfologia das ilhotas pancreáticas, exceto sua circularidade. Em conclusão, a ação isolada e em concentrações fisiológicas de progesterona não se caracterizou como fator determinante no agravamento dos prejuízos no metabolismo glicêmico e funcionalidade de ilhotas pancreáticas observados na obesidade. Dessa forma, estudos complementares são necessários para elucidar quais os mecanismos desencadeados pela gestação que levam uma mulher obesa a desenvolver DG
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Os grupos NO-PG e HFF-PG receberam a infusão constante de progesterona, em doses fisiológicas da gestação (0,25 mg/kg/d), através do implante de minibombas osmóticas, na sétima semana do protocolo. Foi feito o acompanhamento de peso, consumo de água e ração, avaliações glicêmicas (GTT e ITT) e avaliações de parâmetros metabólicos por calorimetria indireta. A área das ilhotas pancreáticas foi medida por coloração histológica com hematoxilina e eosina, e a deposição de fibras colágenas com coloração picrossirius. A localização de receptores de hormônios esteroides e adiponectina em ilhotas foi avaliada por imuno-histoquímica e a secreção de insulina foi medida em ilhotas isoladas. A dieta hipercalórica resultou em um fenótipo de obesidade, com aumento do peso corporal e adiposidade, menor aptidão física, intolerância à glicose, e prejuízo à função das ilhotas pancreáticas, porém sem modificar o tamanho ou causar fibrose nas ilhotas. A administração de progesterona atenuou a intolerância à glicose induzida pela obesidade, porém sem afetar a função ou morfologia das ilhotas pancreáticas, exceto sua circularidade. Em conclusão, a ação isolada e em concentrações fisiológicas de progesterona não se caracterizou como fator determinante no agravamento dos prejuízos no metabolismo glicêmico e funcionalidade de ilhotas pancreáticas observados na obesidade. Dessa forma, estudos complementares são necessários para elucidar quais os mecanismos desencadeados pela gestação que levam uma mulher obesa a desenvolver DGObesity stands out as the main risk factor for the development of gestational diabetes (GD), although the triggers activated during pregnancy that leads an obese woman to develop GD still need to be elucidated. To assess whether progesterone could be one of these triggers, C57Bl/6 female mice were distributed into four groups: control with normocaloric chow (NO-CO), control with hypercaloric chow (HFF-CO), progesterone with normocaloric chow (NO- PG) and progesterone with hypercaloric feed (HFF-PG). The NO-PG and HFF-PG groups received a constant infusion of progesterone, at physiological doses of pregnancy (0.25 mg/kg/d), through the implantation of osmotic minipumps, in the seventh week of the protocol. We monitored the weight, water and feed intake, glycemic assessments (GTT and ITT) and assessments of metabolic parameters by indirect calorimetry. The area of the pancreatic islets was measured by histological staining with hematoxylin and eosin, and the deposition of collagen fibers with picrosirius staining. The localization of steroid hormone and adiponectin receptors in islets was evaluated by immunohistochemistry and insulin secretion was measured in isolated islets. The hypercaloric diet resulted in an obesity phenotype, with increased body weight and adiposity, lower physical fitness, glucose intolerance, and damage to the function of the pancreatic islets, but without modifying the size or causing fibrosis in the islets. Progesterone administration attenuated obesity-induced glucose intolerance, but without affecting the function or morphology of the pancreatic islets, except their circularity. In conclusion, the isolated action and in physiological concentrations of progesterone was not characterized as a determining factor in the worsening of the damages in the glycemic metabolism and functionality of the pancreatic islets observed in obesity. Thus, further studies are needed to elucidate the mechanisms triggered by pregnancy that lead an obese woman to develop GDBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMartins, Anna Karenina AzevedoSantos, Matheus Pedro dos2023-12-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100142/tde-20122023-190325/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-18T13:53:02Zoai:teses.usp.br:tde-20122023-190325Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-18T13:53:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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