Mário de Andrade e as mineiras, Henriqueta Lisboa e Oneyda Alvarenga: uma comunidade de prática?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Santos, Leticia Ferreira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-27062025-145009/
Resumo: Esta pesquisa investiga a variação linguística na correspondência entre Mário de Andrade e as mineiras Oneyda Alvarenga e Henriqueta Lisboa, com foco nas formas de tratamento e na colocação pronominal. As formas de tratamento utilizadas na abertura e no fecho das cartas são analisadas com base nas Tradições Discursivas e na Perspectiva Textual-Interativa, a fim de avaliar o grau de proximidade entre os missivistas, uma característica que influencia o estilo tanto em termos de formalidade (Labov, 1966) quanto na construção identitária (Eckert, 2003). A análise da colocação pronominal justifica-se por revelar traços distintivos do português brasileiro (PB) em relação ao português europeu (PE) e a opção pelas orações infinitivas preposicionadas, por representarem contextos de baixo monitoramento linguístico (Oliveira, 2011). A abordagem quantitativa busca mapear regularidades gramaticais e alinhamentos linguísticos, fundamentando-se na ideia de que, por trás da heterogeneidade da língua, existem padrões ocultos (Labov, 2008). Já a análise qualitativa, orientada pelas teorias da marcação e da iconicidade, explora possíveis alinhamentos estilísticos relacionados à diferenciação e ao pertencimento a uma comunidade de prática (Eckert, 2000). O estudo tem como objetivo principal verificar se essas correspondências configuram uma comunidade de prática, analisando a ocorrência da ênclise e suas motivações, sejam elas relacionadas à formalidade ou a fatores icônicos. Tomamos por hipótese que a modernização da linguagem, proposta pela agenda modernista, pode ser observada no estilo epistolar à medida que a intimidade se consolida. O corpus é composto por 252 cartas, sendo 177 trocadas entre 1932 e 1940 com Oneyda Alvarenga e 75 entre 1939 e 1945 com Henriqueta Lisboa, permitindo uma análise detalhada das práticas linguísticas no contexto modernista
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