Arte, arquitetura e Estado: o Palácio Itamaraty em Brasília, 1959-70
| Ano de defesa: | 2019 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-05112019-154823/ |
Resumo: | O Palácio Itamaraty, projeto de Oscar Niemeyer inaugurado em 1970 em Brasília, se mostra como um dos lugares mais potentes da problematização das relações entre a arte e a arquitetura modernas brasileiras, a chamada síntese das artes. Nele há ao mesmo tempo um conjunto diverso de obras de arte integradas à arquitetura, em número, em qualidade e em multiplicidade de suportes. Concebidas em um intervalo de anos praticamente idêntico, provêm de artistas de diferentes gerações e relacionados a grupos distintos tais como, por exemplo: Mary Vieira, Franz Weissmann, Roberto Burle Marx, Alfredo Volpi, Athos Bulcão e Sérgio Camargo. A síntese das artes será uma das características da arquitetura moderna brasileira, como elemento de projeto - materializado em painéis, murais e esculturas -, mas também como forma de legitimação da arquitetura nacional, em um campo ampliado até mesmo internacionalmente. Na historiografia da arte e da arquitetura, predomina a ideia de integração das artes a partir de uma raiz supostamente homogênea, não apenas estética, discursiva e poética, mas como parte de um circuito de profissionais envolvidos bastante limitado. É em contraposição a essa pretendida síntese das artes ancorada em uma raiz homogênea que surge o objeto desta pesquisa, o Palácio Itamaraty. Nele há presença de agentes externos às esferas da arte e da arquitetura, destacadamente o diplomata Wladimir Murtinho, cuja atuação é protagonista das definições do Palácio Itamaraty. Assim, esse edifício nos aponta como um momento de clivagem para as práticas da síntese das artes no Brasil, que teve o Ministério da Educação e Saúde do Rio de Janeiro como modelo e também fonte recorrente de estudos da historiografia canônica. O Itamaraty indica, além disso, a emergência das questões curatoriais e museológicas, colocando o objeto em questão no vértice das questões historiográficas. |
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Arte, arquitetura e Estado: o Palácio Itamaraty em Brasília, 1959-70Dado não fornecido pelo autorArquitetura moderna brasileiraBrasiliaBrasíliaBrazilian modern architectureItamaraty PalacePalácio ItamaratyO Palácio Itamaraty, projeto de Oscar Niemeyer inaugurado em 1970 em Brasília, se mostra como um dos lugares mais potentes da problematização das relações entre a arte e a arquitetura modernas brasileiras, a chamada síntese das artes. Nele há ao mesmo tempo um conjunto diverso de obras de arte integradas à arquitetura, em número, em qualidade e em multiplicidade de suportes. Concebidas em um intervalo de anos praticamente idêntico, provêm de artistas de diferentes gerações e relacionados a grupos distintos tais como, por exemplo: Mary Vieira, Franz Weissmann, Roberto Burle Marx, Alfredo Volpi, Athos Bulcão e Sérgio Camargo. A síntese das artes será uma das características da arquitetura moderna brasileira, como elemento de projeto - materializado em painéis, murais e esculturas -, mas também como forma de legitimação da arquitetura nacional, em um campo ampliado até mesmo internacionalmente. Na historiografia da arte e da arquitetura, predomina a ideia de integração das artes a partir de uma raiz supostamente homogênea, não apenas estética, discursiva e poética, mas como parte de um circuito de profissionais envolvidos bastante limitado. É em contraposição a essa pretendida síntese das artes ancorada em uma raiz homogênea que surge o objeto desta pesquisa, o Palácio Itamaraty. Nele há presença de agentes externos às esferas da arte e da arquitetura, destacadamente o diplomata Wladimir Murtinho, cuja atuação é protagonista das definições do Palácio Itamaraty. Assim, esse edifício nos aponta como um momento de clivagem para as práticas da síntese das artes no Brasil, que teve o Ministério da Educação e Saúde do Rio de Janeiro como modelo e também fonte recorrente de estudos da historiografia canônica. O Itamaraty indica, além disso, a emergência das questões curatoriais e museológicas, colocando o objeto em questão no vértice das questões historiográficas.The construction of Brasília raises important questions about the very foundation of Brazil\'s modern identity, especially in the fields of art and architecture. The relation between these two, the \"synthesis of the arts\", is one of the key aspects of Brazilian modern architecture, as it served to legitimate the country\'s architecture within its borders and abroad. According to Brazilian canon historiography, based on the aesthetic and narrative perspectives and the small number of artists/architects involved, the integration of the arts would have emerged from a supposedly homogeneous movement. This research focuses on one of the new national capital\'s buildings, the Itamaraty Palace, headquarters of the Ministry of External Relations, to try to challenge this almost undisputed view of homogeneity. Actually, the building, with its gardens and integrated art, seems to represent a unique ensemble: its almost 20 works of integrated art were commissioned practically within the same period (1965-1969) from artists of different generations and different artistic groups. From this peculiar object, this research will debate the synthesis - syntheses? - of the arts in the country and challenge the dominant view of one single movement of modern art and architecture in Brazil.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLanna, Ana Lucia DuarteAlves, Leandro Leão2019-07-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-05112019-154823/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-11-08T20:38:25Zoai:teses.usp.br:tde-05112019-154823Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-11-08T20:38:25Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O Palácio Itamaraty, projeto de Oscar Niemeyer inaugurado em 1970 em Brasília, se mostra como um dos lugares mais potentes da problematização das relações entre a arte e a arquitetura modernas brasileiras, a chamada síntese das artes. Nele há ao mesmo tempo um conjunto diverso de obras de arte integradas à arquitetura, em número, em qualidade e em multiplicidade de suportes. Concebidas em um intervalo de anos praticamente idêntico, provêm de artistas de diferentes gerações e relacionados a grupos distintos tais como, por exemplo: Mary Vieira, Franz Weissmann, Roberto Burle Marx, Alfredo Volpi, Athos Bulcão e Sérgio Camargo. A síntese das artes será uma das características da arquitetura moderna brasileira, como elemento de projeto - materializado em painéis, murais e esculturas -, mas também como forma de legitimação da arquitetura nacional, em um campo ampliado até mesmo internacionalmente. Na historiografia da arte e da arquitetura, predomina a ideia de integração das artes a partir de uma raiz supostamente homogênea, não apenas estética, discursiva e poética, mas como parte de um circuito de profissionais envolvidos bastante limitado. É em contraposição a essa pretendida síntese das artes ancorada em uma raiz homogênea que surge o objeto desta pesquisa, o Palácio Itamaraty. Nele há presença de agentes externos às esferas da arte e da arquitetura, destacadamente o diplomata Wladimir Murtinho, cuja atuação é protagonista das definições do Palácio Itamaraty. Assim, esse edifício nos aponta como um momento de clivagem para as práticas da síntese das artes no Brasil, que teve o Ministério da Educação e Saúde do Rio de Janeiro como modelo e também fonte recorrente de estudos da historiografia canônica. O Itamaraty indica, além disso, a emergência das questões curatoriais e museológicas, colocando o objeto em questão no vértice das questões historiográficas. |
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