Como falar sobre o que não existe

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Domingues, Paulo Vitor Melo Vial
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-17042026-100455/
Resumo: A presente dissertação defende que, em contextos modais, há uma polissemia da palavra existe. Nossa proposta é que devemos distinguir três leituras da palavra \"existe\": (i) a atualista, que fala sobre coisas como as mesas e cadeiras que nos rodeiam; (ii) a possibilista, que fala também sobre mesas, cadeiras e outras coisas meramente possíveis (como possíveis filhos de Wittgenstein); e (iii) a alien, que fala apenas sobre coisas meramente possíveis. Com base nessas distinções, apresentamos uma semântica de mundos possíveis para uma linguagem com três pares de quantificadores. O quadro nos permite reinterpretar disputas tradicionais do debate em metafísica modal: como a disputa entre atualistas e possibilistas; e a disputa entre necessitistas e contingentistas. De modo que, em cada caso, após as devidas reformulações de cada lado da disputa, conseguimos preservar algumas intuições de ambos e, ao mesmo tempo, dissolver a disputa
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