Como falar sobre o que não existe
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-17042026-100455/ |
Resumo: | A presente dissertação defende que, em contextos modais, há uma polissemia da palavra existe. Nossa proposta é que devemos distinguir três leituras da palavra \"existe\": (i) a atualista, que fala sobre coisas como as mesas e cadeiras que nos rodeiam; (ii) a possibilista, que fala também sobre mesas, cadeiras e outras coisas meramente possíveis (como possíveis filhos de Wittgenstein); e (iii) a alien, que fala apenas sobre coisas meramente possíveis. Com base nessas distinções, apresentamos uma semântica de mundos possíveis para uma linguagem com três pares de quantificadores. O quadro nos permite reinterpretar disputas tradicionais do debate em metafísica modal: como a disputa entre atualistas e possibilistas; e a disputa entre necessitistas e contingentistas. De modo que, em cada caso, após as devidas reformulações de cada lado da disputa, conseguimos preservar algumas intuições de ambos e, ao mesmo tempo, dissolver a disputa |
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Como falar sobre o que não existeHow to talk about what does not existLógicaLógica modalMetafísica da modalidadeOntologiaLogicModal logicModal metaphysicsOntologyA presente dissertação defende que, em contextos modais, há uma polissemia da palavra existe. Nossa proposta é que devemos distinguir três leituras da palavra \"existe\": (i) a atualista, que fala sobre coisas como as mesas e cadeiras que nos rodeiam; (ii) a possibilista, que fala também sobre mesas, cadeiras e outras coisas meramente possíveis (como possíveis filhos de Wittgenstein); e (iii) a alien, que fala apenas sobre coisas meramente possíveis. Com base nessas distinções, apresentamos uma semântica de mundos possíveis para uma linguagem com três pares de quantificadores. O quadro nos permite reinterpretar disputas tradicionais do debate em metafísica modal: como a disputa entre atualistas e possibilistas; e a disputa entre necessitistas e contingentistas. De modo que, em cada caso, após as devidas reformulações de cada lado da disputa, conseguimos preservar algumas intuições de ambos e, ao mesmo tempo, dissolver a disputaThis dissertation argues that, in modal contexts, the word exists is polysemous. Our proposal is that we should distinguish three readings of the word exists: (i) the actualist reading, which speaks about things such as the tables and chairs that surround us; (ii) the possibilist reading, which also speaks about tables, chairs, and other merely possible things (such as Wittgensteins possible children); and (iii) the alien reading, which speaks only about merely possible things. On the basis of these distinctions, we present a possible-worlds semantics for a language with three pairs of quantifiers. This framework allows us to reinterpret traditional disputes in modal metaphysics, such as the dispute between actualists and possibilists, and the dispute between necessitists and contingentists. After the appropriate reformulations of each side of these disputes, we are able both to preserve some intuitions from each side and, at the same time, to dissolve the disputes themselvesBiblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas2025-10-312026-04-17info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-17042026-100455/doi:10.11606/D.8.2025.tde-17042026-100455Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessDomingues, Paulo Vitor Melo Vialporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-17T13:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-17042026-100455Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-17T13:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A presente dissertação defende que, em contextos modais, há uma polissemia da palavra existe. Nossa proposta é que devemos distinguir três leituras da palavra \"existe\": (i) a atualista, que fala sobre coisas como as mesas e cadeiras que nos rodeiam; (ii) a possibilista, que fala também sobre mesas, cadeiras e outras coisas meramente possíveis (como possíveis filhos de Wittgenstein); e (iii) a alien, que fala apenas sobre coisas meramente possíveis. Com base nessas distinções, apresentamos uma semântica de mundos possíveis para uma linguagem com três pares de quantificadores. O quadro nos permite reinterpretar disputas tradicionais do debate em metafísica modal: como a disputa entre atualistas e possibilistas; e a disputa entre necessitistas e contingentistas. De modo que, em cada caso, após as devidas reformulações de cada lado da disputa, conseguimos preservar algumas intuições de ambos e, ao mesmo tempo, dissolver a disputa |
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