Avaliação comparativa de conjunto de barra metálica e estabilizadores perpendicular e oblíquo para correção cirúrgica minimamente invasiva do pectus excavatum
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5156/tde-27062025-150938/ |
Resumo: | INTRODUÇÃO: A deformidade torácica conhecida como pectus excavatum está associada a prejuízo na percepção da imagem corporal e na qualidade de vida. O tratamento mais bem estabelecido é a cirurgia de Nuss, que envolve a colocação de uma barra metálica retroesternal com o objetivo de remodelar a parede torácica. A técnica não é isenta de complicações, entre elas o deslocamento da barra que prejudica o resultado estético do tratamento e pode levar a necessidade de reoperação. Com o objetivo de reduzir este deslocamento, foi desenvolvido um novo conjunto de barra e estabilizadores retos e oblíquos a barra, que podem aumentar a área de contato com a parede torácica. OBJETIVOS: Avaliar a utilização do novo conjunto de barra metálica com estabilizadores perpendicular e oblíquo desenvolvido em nosso meio para a correção minimamente invasiva do pectus excavatum. METODOS: estudo prospectivo randomizado no qual 30 pacientes foram operados segundo a técnica de Nuss, sendo que um grupo recebeu estabilizadores retos (ER) e o outro estabilizadores oblíquos (EO). Os pacientes foram observados com consultas periódicas nos primeiros 6 meses após a cirurgia. Qualidade de vida foi avaliada através do Pectus Excavatum Evaluation Questionnaire (PEEQ) aplicado no pré-oeratório e ao final do seguimento. O deslocamento da barra foi avaliado através do índice de deslocamento da barra (IDB), calculado em radiografias de tórax no pós operatório imediato e ao final do seguimento. RESULTADOS: 16 pacientes receberam estabilizadores retos e 14 oblíquos. A idade média foi de 17 (±3,3, intervalo de 1427) anos. O tempo médio de internação foi de 4,5 e 5 dias nos grupos EO e ER, respectivamente. Não houve diferenças demográficas entre os grupos. Houve uma reoperação em cada grupo. Houve diferença significativa entre os escores pré e pós-operatórios do PEEQ em ambos os grupos no domínio que se refere a imagem corporal (ER: 9,5 para 3; p < 0,01; EO 10 para 3; p < 0,01), bem como no domínio psicossocial (ER: 13,5 para 24, p < 0,01; EO: 15 para 24, p < 0,01). Houve deslocamento da barra em ambos os grupos, conforme a avaliação do IDB realizada por dois radiologistas. O grupo ER apresentou IDB médio de 17,7 (±26,7), enquanto o grupo EO apresentou IDB médio de 8,2 (±10,9). A diferença entre os grupos não foi estatisticamente significante (p=0,12). CONCLUSÃO: pacientes que utilizaram os estabilizadores recém-projetados tiveram resultados semelhantes aos encontrados na literatura e não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre o uso do estabilizador perpendicular ou oblíquo em relação ao deslocamento da barra, dor ou qualidade de vida. Há resultados ligeiramente melhores no grupo intervenção, no entanto, novos estudos são necessários para confirmar essas observações |
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Avaliação comparativa de conjunto de barra metálica e estabilizadores perpendicular e oblíquo para correção cirúrgica minimamente invasiva do pectus excavatumComparative evaluation of a set of metal bars and perpendicular and oblique stabilizers for minimally invasive surgical correction of pectus excavatumBody imageFunnel chestImagem corporalQualidade de vidaQuality of lifeTórax em funilINTRODUÇÃO: A deformidade torácica conhecida como pectus excavatum está associada a prejuízo na percepção da imagem corporal e na qualidade de vida. O tratamento mais bem estabelecido é a cirurgia de Nuss, que envolve a colocação de uma barra metálica retroesternal com o objetivo de remodelar a parede torácica. A técnica não é isenta de complicações, entre elas o deslocamento da barra que prejudica o resultado estético do tratamento e pode levar a necessidade de reoperação. Com o objetivo de reduzir este deslocamento, foi desenvolvido um novo conjunto de barra e estabilizadores retos e oblíquos a barra, que podem aumentar a área de contato com a parede torácica. OBJETIVOS: Avaliar a utilização do novo conjunto de barra metálica com estabilizadores perpendicular e oblíquo desenvolvido em nosso meio para a correção minimamente invasiva do pectus excavatum. METODOS: estudo prospectivo randomizado no qual 30 pacientes foram operados segundo a técnica de Nuss, sendo que um grupo recebeu estabilizadores retos (ER) e o outro estabilizadores oblíquos (EO). Os pacientes foram observados com consultas periódicas nos primeiros 6 meses após a cirurgia. Qualidade de vida foi avaliada através do Pectus Excavatum Evaluation Questionnaire (PEEQ) aplicado no pré-oeratório e ao final do seguimento. O deslocamento da barra foi avaliado através do índice de deslocamento da barra (IDB), calculado em radiografias de tórax no pós operatório imediato e ao final do seguimento. RESULTADOS: 16 pacientes receberam estabilizadores retos e 14 oblíquos. A idade média foi de 17 (±3,3, intervalo de 1427) anos. O tempo médio de internação foi de 4,5 e 5 dias nos grupos EO e ER, respectivamente. Não houve diferenças demográficas entre os grupos. Houve uma reoperação em cada grupo. Houve diferença significativa entre os escores pré e pós-operatórios do PEEQ em ambos os grupos no domínio que se refere a imagem corporal (ER: 9,5 para 3; p < 0,01; EO 10 para 3; p < 0,01), bem como no domínio psicossocial (ER: 13,5 para 24, p < 0,01; EO: 15 para 24, p < 0,01). Houve deslocamento da barra em ambos os grupos, conforme a avaliação do IDB realizada por dois radiologistas. O grupo ER apresentou IDB médio de 17,7 (±26,7), enquanto o grupo EO apresentou IDB médio de 8,2 (±10,9). A diferença entre os grupos não foi estatisticamente significante (p=0,12). CONCLUSÃO: pacientes que utilizaram os estabilizadores recém-projetados tiveram resultados semelhantes aos encontrados na literatura e não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre o uso do estabilizador perpendicular ou oblíquo em relação ao deslocamento da barra, dor ou qualidade de vida. Há resultados ligeiramente melhores no grupo intervenção, no entanto, novos estudos são necessários para confirmar essas observaçõesINTRODUCTION: The thoracic deformity known as pectus excavatum is associated with impaired perception of body image and quality of life. The best-established treatment is Nuss surgery, which involves the placement of a retrosternal metal bar with the aim of remodeling the chest wall. The technique is not free from complications, including displacement of the bar, which impairs the aesthetic result of the treatment and may lead to the need for reoperation. In order to reduce this displacement, a new set of bars and straight and oblique bar stabilizers were developed, which can increase the area of contact with the chest wall. OBJECTIVES: To evaluate the use of the new set of metal bars with perpendicular and oblique stabilizers developed in our country for the minimally invasive correction of pectus excavatum. METHODS: prospective randomized study in which 30 patients were operated using the Nuss technique, with one group receiving straight stabilizers (ER) and the other oblique stabilizers (EO). Patients were observed with periodic consultations in the first 6 months after surgery. Quality of life was assessed using the Pectus Excavatum Evaluation Questionnaire (PEEQ) applied preoperatively and at the end of follow-up. Bar displacement was assessed using the bar displacement index (BDI), calculated on chest radiographs in the immediate postoperative period and at the end of follow-up. RESULTS: 16 patients received straight stabilizers and 14 oblique ones. The mean age was 17 (±3.3, range 1427) years. The average length of stay was 4.5 and 5 days in the EO and ER groups, respectively. There were no demographic differences between the groups. There was one reoperation in each group. There was a significant difference between the pre- and postoperative PEEQ scores in both groups in the domain that refers to body image (ER: 9.5 to 3; p < 0.01; OS 10 to 3; p < 0.01), as well as in the psychosocial domain (ER: 13.5 to 24, p < 0.01; EO: 15 to 24, p < 0.01). There was displacement of the bar in both groups, according to the BDI assessment carried out by two radiologists. The ER group had a mean BDI of 17.7 (±26.7), while the EO group had a mean BDI of 8.2 (±10.9). The difference between the groups was not statistically significant (p=0.12). CONCLUSION: Patients who used the newly designed stabilizers had results similar to those found in the literature and no statistically significant differences were found between the use of the perpendicular or oblique stabilizer in relation to bar displacement, pain or quality of life. There are slightly better results in the intervention group, however, further studies are needed to confirm these observationsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTedde, Miguel LiaCarvalho, Rafael Lucas Costa de2024-12-06info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5156/tde-27062025-150938/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-03T15:06:02Zoai:teses.usp.br:tde-27062025-150938Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-03T15:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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