Educação popular em cursos pré-universitários: os casos dos cursinhos da Psico/USP e do Núcleo de Consciência Negra na USP
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48139/tde-12062025-103021/ |
Resumo: | Os cursinhos populares surgem no Brasil na metade do século XX e se multiplicam a partir da década de 1990. A maioria deles opera com uma concepção emancipatória da educação popular, tendo o desafio de conciliar a preparação técnica para provas de acesso ao ensino superior com uma perspectiva crítica e que deve se enraizar nas vivências do grupo de estudantes. Essa pesquisa buscou trazer novas perspectivas de resolução desse desafio a partir da análise da práxis de dois cursinhos em São Paulo: o Cursinho da Psico-USP e o Cursinho do Núcleo da Consciência Negra na USP. Buscou-se compreender as concepções de educação popular neles existentes e as formas de colocá-la em prática, com um olhar específico para as possibilidades de trabalho com o conteúdo disciplinar da Biologia. Para isso foram feitas: análise documental, observações de atividades desses dois cursos e entrevistas com coordenadores/as e professores/as. Os resultados apontam para a prevalência da educação popular libertadora conforme as ideias de Paulo Freire, contando com um acréscimo de aporte teórico específico em cada cursinho referenciais anarquistas no Cursinho da Psico e afrocentradas no cursinho do Núcleo. As práticas em que essas concepções se materializam incluem a organização em autogestão, a flexibilidade no uso de tempos, o investimento em formações e as relações estabelecidas no cotidiano do cursinho. Em relação ao conteúdo disciplinar, foram acompanhadas as aulas e as equipes de Biologia, sendo encontradas abordagens críticas, tentativas de aproximação do conteúdo com a vida dos/as estudantes e atividades interdisciplinares. Conclui-se que os cursinhos populares operam a partir de reformulações do currículo tradicional para priorizar a formação desejada na educação popular, sem deixar de promover o preparo de estudantes das classes populares para os exames de ingresso no ensino superior. |
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Educação popular em cursos pré-universitários: os casos dos cursinhos da Psico/USP e do Núcleo de Consciência Negra na USPPopular education in pre-university courses: a case study of the Psico/USP and Núcleo de Consciência Negra na USP coursesBiology teachingCursinho PopularDireito à EducaçãoEducação PopularEnsino de BiologiaEntrance examPopular educationPopular Pre-University CoursesRight to educationVestibularOs cursinhos populares surgem no Brasil na metade do século XX e se multiplicam a partir da década de 1990. A maioria deles opera com uma concepção emancipatória da educação popular, tendo o desafio de conciliar a preparação técnica para provas de acesso ao ensino superior com uma perspectiva crítica e que deve se enraizar nas vivências do grupo de estudantes. Essa pesquisa buscou trazer novas perspectivas de resolução desse desafio a partir da análise da práxis de dois cursinhos em São Paulo: o Cursinho da Psico-USP e o Cursinho do Núcleo da Consciência Negra na USP. Buscou-se compreender as concepções de educação popular neles existentes e as formas de colocá-la em prática, com um olhar específico para as possibilidades de trabalho com o conteúdo disciplinar da Biologia. Para isso foram feitas: análise documental, observações de atividades desses dois cursos e entrevistas com coordenadores/as e professores/as. Os resultados apontam para a prevalência da educação popular libertadora conforme as ideias de Paulo Freire, contando com um acréscimo de aporte teórico específico em cada cursinho referenciais anarquistas no Cursinho da Psico e afrocentradas no cursinho do Núcleo. As práticas em que essas concepções se materializam incluem a organização em autogestão, a flexibilidade no uso de tempos, o investimento em formações e as relações estabelecidas no cotidiano do cursinho. Em relação ao conteúdo disciplinar, foram acompanhadas as aulas e as equipes de Biologia, sendo encontradas abordagens críticas, tentativas de aproximação do conteúdo com a vida dos/as estudantes e atividades interdisciplinares. Conclui-se que os cursinhos populares operam a partir de reformulações do currículo tradicional para priorizar a formação desejada na educação popular, sem deixar de promover o preparo de estudantes das classes populares para os exames de ingresso no ensino superior.Popular pre-university courses emerged in Brazil in the mid-20th century and multiplied from the 1990s onwards. They operate with an emancipatory conception of popular education, facing the challenge of reconciling technical preparation for higher education entrance exams with a critical perspective that must consider the concrete experiences of the student group. This research sought to offer new perspectives for addressing this challenge by analyzing the praxis of two preparatory courses in São Paulo: the Psico-USP Course and the Núcleo da Consciência Negra Course at USP. The aim was to understand the existing conceptions of popular education within them and the ways of putting it into practice, with a specific focus on the possibilities of working with Biology subject content. To achieve this, the study involved document analysis, observations of activities in both courses, and interviews with coordinators and teachers. The results indicate the predominance of na emancipatory conception of popular education, following Paulo Freire\'s ideas, despite incorporating specific theoretical frameworks in each course anarchist references in Cursinho da Psico and afrocentric perspectives in Cursinho do Núcleo. The practices that materialize these conceptions include self-management organization, flexibility in time use, investment in training, and the relationships established in the daily life of the course. Regarding disciplinary content, Biology classes and teaching teams were observed, revealing critical approaches, efforts to connect content with students lives, and interdisciplinary activities. The study concludes that popular preparatory courses operate by reformulating the traditional curriculum to prioritize the formation desired in popular education while still ensuring that students from marginalized backgrounds are prepared for higher education entrance exams.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPierro, Maria Clara diLazarini, Ariane2025-04-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48139/tde-12062025-103021/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-28T15:51:02Zoai:teses.usp.br:tde-12062025-103021Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-28T15:51:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Os cursinhos populares surgem no Brasil na metade do século XX e se multiplicam a partir da década de 1990. A maioria deles opera com uma concepção emancipatória da educação popular, tendo o desafio de conciliar a preparação técnica para provas de acesso ao ensino superior com uma perspectiva crítica e que deve se enraizar nas vivências do grupo de estudantes. Essa pesquisa buscou trazer novas perspectivas de resolução desse desafio a partir da análise da práxis de dois cursinhos em São Paulo: o Cursinho da Psico-USP e o Cursinho do Núcleo da Consciência Negra na USP. Buscou-se compreender as concepções de educação popular neles existentes e as formas de colocá-la em prática, com um olhar específico para as possibilidades de trabalho com o conteúdo disciplinar da Biologia. Para isso foram feitas: análise documental, observações de atividades desses dois cursos e entrevistas com coordenadores/as e professores/as. Os resultados apontam para a prevalência da educação popular libertadora conforme as ideias de Paulo Freire, contando com um acréscimo de aporte teórico específico em cada cursinho referenciais anarquistas no Cursinho da Psico e afrocentradas no cursinho do Núcleo. As práticas em que essas concepções se materializam incluem a organização em autogestão, a flexibilidade no uso de tempos, o investimento em formações e as relações estabelecidas no cotidiano do cursinho. Em relação ao conteúdo disciplinar, foram acompanhadas as aulas e as equipes de Biologia, sendo encontradas abordagens críticas, tentativas de aproximação do conteúdo com a vida dos/as estudantes e atividades interdisciplinares. Conclui-se que os cursinhos populares operam a partir de reformulações do currículo tradicional para priorizar a formação desejada na educação popular, sem deixar de promover o preparo de estudantes das classes populares para os exames de ingresso no ensino superior. |
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