Do invisí­vel ao redor: arte e espaço informacional.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silveira, Lucas Bambozzi da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Art
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-02102019-145319/
Resumo: O projeto analisa o impacto dos fluxos imateriais formados por infraestruturas de comunicação e conectividade na percepção dos lugares. A emergência de espaços informacionais nos centros urbanos vem mudando a noção do que é visível e não visível na sociedade e na arte. A abordagem considera o \"lugar\" como um campo afetado por questões socioeconômicas e tecnopolíticas, bem como por migrações semânticas, que ocorrem em função de deslocamentos culturais, operações linguísticas, licenças poéticas ou digressões teóricas. As especificidades de um espaço arquitetônico que inclui cada vez mais aspectos imateriais em sua constituição, como campos de radiofrequência (RF) e ondas eletromagnéticas (EMF) gerados por celulares, redes wi-fi, transmissões de TV, satélites e telefones sem fio são discutidas através de uma arte em constante atrito com elementos da comunicação, em relações que se intensificaram notavelmente desde o início dos anos 1990. Essas investigações buscam não apenas evidenciar o quanto o espaço pode ser de fato considerado pelo que não é visível, tendo em vista as progressivas novas apreensões do espaço diante de inovações tecnológicas, mas também discute recursos que permitem fazer ver componentes intrínsecos à sua constituição, apontando novas condições e formas da invisibilidade. Para tanto, o projeto parte inicialmente de considerações metafóricas e de conceitos que discutem o espaço informacional e os fluxos de comunicação imersos na sociedade (CASTELLS, SANTOS, VIRILIO, BEIGUELMAN, DI FELICE), com a intenção de investigar os três tópicos principais da pesquisa: a noção de lugar, carregado de informação e de aspectos imateriais (FOSTER, LIPPARD, DEUTSCHE, KWON, DIDI-HUBERMAN), incluindo a presença da infraestrutura de conectividade e sua ubiquidade (DUNNE, SAVIC, EASTERLING, GREENFIELD); as tecnologias, suas instabilidades e efeitos colaterais em formas ubíquas de modulação de subjetividade e de ideologias (AGAMBEN, FOUCAULT, ZUBOFF, BRUNO, CRARY, RANCIÈRE); as artes criadas sob novas especificidades de lugares e condições (CAUQUELAIN, FOSTER, ZANINI, MEDOSCH, Metodologicamente são abordados uma série de artistas que convergem esses conceitos em trabalhos que são tanto alusivos da ideia da suposição como um componente da arte como indutores de conscientização a respeito das invisibilidades, ideologias e políticas imersas no ambiente ao nosso redor. Em interlocução com obras próprias e de vários artistas, são discutidas formas de ativar uma percepção que considera o que não está explícito no espaço ao redor, em uma apreensão de fluxos de comunicação e campos eletromagnéticos cada vez mais ubíquos, intrusivos e determinantes de nossa participação e existência nas esferas culturais, sociais e políticas atuais.
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As especificidades de um espaço arquitetônico que inclui cada vez mais aspectos imateriais em sua constituição, como campos de radiofrequência (RF) e ondas eletromagnéticas (EMF) gerados por celulares, redes wi-fi, transmissões de TV, satélites e telefones sem fio são discutidas através de uma arte em constante atrito com elementos da comunicação, em relações que se intensificaram notavelmente desde o início dos anos 1990. Essas investigações buscam não apenas evidenciar o quanto o espaço pode ser de fato considerado pelo que não é visível, tendo em vista as progressivas novas apreensões do espaço diante de inovações tecnológicas, mas também discute recursos que permitem fazer ver componentes intrínsecos à sua constituição, apontando novas condições e formas da invisibilidade. Para tanto, o projeto parte inicialmente de considerações metafóricas e de conceitos que discutem o espaço informacional e os fluxos de comunicação imersos na sociedade (CASTELLS, SANTOS, VIRILIO, BEIGUELMAN, DI FELICE), com a intenção de investigar os três tópicos principais da pesquisa: a noção de lugar, carregado de informação e de aspectos imateriais (FOSTER, LIPPARD, DEUTSCHE, KWON, DIDI-HUBERMAN), incluindo a presença da infraestrutura de conectividade e sua ubiquidade (DUNNE, SAVIC, EASTERLING, GREENFIELD); as tecnologias, suas instabilidades e efeitos colaterais em formas ubíquas de modulação de subjetividade e de ideologias (AGAMBEN, FOUCAULT, ZUBOFF, BRUNO, CRARY, RANCIÈRE); as artes criadas sob novas especificidades de lugares e condições (CAUQUELAIN, FOSTER, ZANINI, MEDOSCH, Metodologicamente são abordados uma série de artistas que convergem esses conceitos em trabalhos que são tanto alusivos da ideia da suposição como um componente da arte como indutores de conscientização a respeito das invisibilidades, ideologias e políticas imersas no ambiente ao nosso redor. Em interlocução com obras próprias e de vários artistas, são discutidas formas de ativar uma percepção que considera o que não está explícito no espaço ao redor, em uma apreensão de fluxos de comunicação e campos eletromagnéticos cada vez mais ubíquos, intrusivos e determinantes de nossa participação e existência nas esferas culturais, sociais e políticas atuais.The project analyses the impact of immaterial flows produced by the infrastructure of connectivity in the understanding of the concept of the site. The emergence of information spaces in urban centres changes the notion of what is visible and not visible in both society and in the arts. The approach taken considers the site as a field affected by socioeconomic and technopolitical issues, as well as by semantic migrations, which occur due to cultural displacements, linguistic operations, poetic licenses or theoretical digressions. The specificities of an architectural space that increasingly involves intangible aspects in its constitution, such as radiofrequency (RF) and electromagnetic fields (EMF) generated by cell phones, wi-fi networks, TV broadcasts, satellites and cordless phones are discussed through a series of art projects in constant friction with elements of communication, in relations that have intensified notably since the beginning of the 1990s. The investigations seek to inquire not only the extent to which the site can actually be constituted by nonvisible elements in view of the progressivelly new seizures of space in the face of technological innovations, but to point out political implications behind networking infrastructures. To do so, the project starts from metaphorical considerations and concepts discussing the notion of informational space and the communication flows immersed in society (CASTELLS, SANTOS, VIRILIO, BEIGUELMAN, DI FELICE), aiming to investigate three essential approaches in the research: the perception of the site, loaded with information and immaterial constituents (FOSTER, LIPPARD, DEUTSCHE, KWON, DIDI-HUBERMAN), including the presence of the infrastructure behind connectivity and its ubiquity (DUNNE, SAVIC, EASTERLING, GREENFIELD); the technologies, its instabilities and side effects on modulations of subjectivity and ideology (AGAMBEN, FOUCAULT, ZUBOFF, BRUNO, CRARY, RANCIÈRE); the arts created under new specific conditions and places (CAUQUELAIN, FOSTER, ZANINI, MEDOSCH). Concerning the methodology employed, the research comments on these theorethical concepts in relation to art projects that are both allusive to the idea of supposition as an art component as well as inductive of awareness about the invisibilities, ideologies and policies immersed in the environment. In a dialogue with artworks by several artists, including my own, the research seeks ways to activate perception in order to consider what is not explicit in the surrounding space, as an apprehension of communication flows and electromagnetic fields that are becoming increasingly ubiquitous, intrusive and determinant of our participation and existence in the current cultural, social and political spheres.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBeiguelman, GiselleSilveira, Lucas Bambozzi da2019-04-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-02102019-145319/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-11-08T20:24:45Zoai:teses.usp.br:tde-02102019-145319Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-11-08T20:24:45Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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