Compreensão de sentido em psicoterapia: o acontecimento no encontro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Morganti, Andrea Cristina
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-20092016-161024/
Resumo: A compreensão do cliente, considerando o cenário da psicoterapia, se dá não somente pelo que é enunciado em linguagem verbal, mas sim, por sua presença como um todo. Há uma atitude de cuidado que se dá especificamente na relação cliente-terapeuta que favorece essa compreensão. Defende-se que a compreensão sempre parte de uma compreensão prévia para interpretar o que se mostra articuladamente no discurso do cliente. Por isso, a teoria ou referencial clínico do terapeuta; a sua visão de homem e de mundo; e sua experiência são decisivos para tal compreensão. O objetivo é refletir e entender como se dá a compreensão do sentido do cliente por parte do terapeuta, admitindo que o terapeuta sempre parte de uma compreensão prévia. O desenvolvimento deste trabalho ocorreu com relatos de situações clínicas da pesquisadora, alinhavando o conhecimento aprendido pela experiência e, buscando em autores e principalmente em Heidegger, contribuições para ampliar a reflexão acerca do que se dá no acontecimento do encontro cliente-terapeuta. É trazido o conceito de téchne em oposição à técnica para apresentar o procedimento da psicoterapia. Noções básicas da fenomenologia existencial são apresentadas para situar o leitor de onde partem os pensamentos da autora e sua visão de homem e mundo. A apresentação dos existenciais de Heidegger disposição (Befindlichkeit), compreensão (Verstehen) e linguagem (Rede) fazem-se pertinente como abertura de mundo que oferecem a experiência na relação, fazendo assim, oposição à ideia de que o acesso ao conhecimento ao outro, e ao mundo, se dá via teórica. Dessa forma a linguagem verbal e não verbal como o corpo, o gesto, o tom de voz e tudo o que se apresenta são elementos fundamentais
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