Impactos funcionais da haploinsuficiência de SHANK3: efeitos na corticogênese e na variabilidade clínica da Síndrome de Phelan-McDermid
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-23052025-140242/ |
Resumo: | A Síndrome de Phelan-McDermid (PMS), uma sinaptopatia associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e à deficiência intelectual, é causada por alterações de perda de função no gene SHANK3, fundamental para o desenvolvimento cortical e a manutenção da conectividade cerebral. Além de atrasos no neurodesenvolvimento, indivíduos com PMS frequentemente apresentam episódios de regressão cognitiva e neurológica, que podem evoluir para quadros com sinais compatíveis de neurodegeneração e demência precoce na fase adulta. Desconhece-se ainda como a deficiência de SHANK3 contribui para esses processos. No primeiro capítulo desta tese, investigamos o papel de SHANK3 no desenvolvimento e na função neural utilizando a maior coorte de iPSCs derivadas de pacientes com PMS até o momento. Por meio de bulk RNA-seq realizado em neurônios derivados de pacientes com PMS (n=9) e controles (n=7), identificamos uma desregulação significativa de genes associados a termos como ciclo celular, reparo de DNA e metabolismo de RNA. Esses achados sugerem potenciais impactos na corticogênese cerebral, destacando aspectos anteriormente não observados na literatura. Além disso, alguns dos genes desregulados em PMS estão associados tanto a transtornos do neurodesenvolvimento quanto a doenças neurodegenerativas, indicando que esses genes podem estar envolvidos em ambas condições. Funcionalmente, neurônios com mutação em SHANK3 apresentaram aumento na proporção de células-tronco neurais com maior capacidade proliferativa, menor complexidade morfológica, prejuízo na função sináptica e provável hiperexcitabilidade. Paralelamente, análises de redes oscilatórias cerebrais em pacientes com PMS (n=20) demonstraram hiperconectividade em altas frequências, corroborando os achados in vitro e sugerindo que a haploinsuficiência de SHANK3 leva à desregulação da neurogênese e à corticogênese anormal. Dessa forma, este trabalho é pioneiro ao sugerir um papel de SHANK3 na regulação de processos moleculares que impactam a organização e o desenvolvimento do tecido cerebral. O segundo capítulo explora a variabilidade clínica em PMS, destacando um caso atípico (P1) com preservação do desenvolvimento cognitivo e ausência de regressão aos 26 anos de idade. A análise de sequenciamento de exoma completo, realizada com o objetivo de identificar variantes potencialmente protetivas, destacou uma variante candidata no gene CTNND2, que codifica a -catenina. Esta proteína está diretamente associada à regulação da -catenina, um componente essencial da via Wnt. Neurônios derivados de iPSCs desse paciente apresentaram níveis proteicos reduzidos de -catenina (codificada por CTNNB1) nuclear e alterações na relação da expressão transcricional dos genes SHANK3 e CTNNB1. Esses achados sugerem que a variante em CTNND2 é funcional e pode influenciar a relação já conhecida entre SHANK3 e -catenina. Essa interação modulada pela variante em CTNND2 pode impactar processos de neurodesenvolvimento em PMS, destacando sua relevância no contexto molecular da síndrome. Pretendemos explorar essa hipótese em estudos futuros, demonstrando primeiramente que a variante em CTNND2 de fato modula a via da -catenina, e buscando esclarecer se essas alterações impactam diretamente o fenótipo clínico e como podem contribuir para a variabilidade observada entre pacientes. Este estudo reforça o papel de SHANK3 no desenvolvimento e organização do córtex cerebral, destacando paralelos com doenças neurodegenerativas. Além disso, revela novas vias moleculares e funcionais associadas à haploinsuficiência de SHANK3 e enfatiza a relevância de estudar casos atípicos para identificar possíveis fatores protetores. Pela primeira vez, validamos alterações eletrofisiológicas de neurônios in vitro derivados de pacientes com PMS com dados de EEG in vivo. Esses achados contribuem para um melhor entendimento da patogênese da PMS e a caracterização de biomarcadores, oferecendo subsídios para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas direcionadas a transtornos do neurodesenvolvimento. |
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Impactos funcionais da haploinsuficiência de SHANK3: efeitos na corticogênese e na variabilidade clínica da Síndrome de Phelan-McDermidFunctional impacts of SHANK3 Haploinsufficiency: effects on corticogenesis and clinical variability in Phelan-McDermid Syndrome22q13.3 deletionAutismCélulas tronco neuraisDeleção 22q13.3ElectroencephalogramEletroencefalogramaNeural stem cellsNeurogêneseNeurogenesisPhelan-McDermidA Síndrome de Phelan-McDermid (PMS), uma sinaptopatia associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e à deficiência intelectual, é causada por alterações de perda de função no gene SHANK3, fundamental para o desenvolvimento cortical e a manutenção da conectividade cerebral. Além de atrasos no neurodesenvolvimento, indivíduos com PMS frequentemente apresentam episódios de regressão cognitiva e neurológica, que podem evoluir para quadros com sinais compatíveis de neurodegeneração e demência precoce na fase adulta. Desconhece-se ainda como a deficiência de SHANK3 contribui para esses processos. No primeiro capítulo desta tese, investigamos o papel de SHANK3 no desenvolvimento e na função neural utilizando a maior coorte de iPSCs derivadas de pacientes com PMS até o momento. Por meio de bulk RNA-seq realizado em neurônios derivados de pacientes com PMS (n=9) e controles (n=7), identificamos uma desregulação significativa de genes associados a termos como ciclo celular, reparo de DNA e metabolismo de RNA. Esses achados sugerem potenciais impactos na corticogênese cerebral, destacando aspectos anteriormente não observados na literatura. Além disso, alguns dos genes desregulados em PMS estão associados tanto a transtornos do neurodesenvolvimento quanto a doenças neurodegenerativas, indicando que esses genes podem estar envolvidos em ambas condições. Funcionalmente, neurônios com mutação em SHANK3 apresentaram aumento na proporção de células-tronco neurais com maior capacidade proliferativa, menor complexidade morfológica, prejuízo na função sináptica e provável hiperexcitabilidade. Paralelamente, análises de redes oscilatórias cerebrais em pacientes com PMS (n=20) demonstraram hiperconectividade em altas frequências, corroborando os achados in vitro e sugerindo que a haploinsuficiência de SHANK3 leva à desregulação da neurogênese e à corticogênese anormal. Dessa forma, este trabalho é pioneiro ao sugerir um papel de SHANK3 na regulação de processos moleculares que impactam a organização e o desenvolvimento do tecido cerebral. O segundo capítulo explora a variabilidade clínica em PMS, destacando um caso atípico (P1) com preservação do desenvolvimento cognitivo e ausência de regressão aos 26 anos de idade. A análise de sequenciamento de exoma completo, realizada com o objetivo de identificar variantes potencialmente protetivas, destacou uma variante candidata no gene CTNND2, que codifica a -catenina. Esta proteína está diretamente associada à regulação da -catenina, um componente essencial da via Wnt. Neurônios derivados de iPSCs desse paciente apresentaram níveis proteicos reduzidos de -catenina (codificada por CTNNB1) nuclear e alterações na relação da expressão transcricional dos genes SHANK3 e CTNNB1. Esses achados sugerem que a variante em CTNND2 é funcional e pode influenciar a relação já conhecida entre SHANK3 e -catenina. Essa interação modulada pela variante em CTNND2 pode impactar processos de neurodesenvolvimento em PMS, destacando sua relevância no contexto molecular da síndrome. Pretendemos explorar essa hipótese em estudos futuros, demonstrando primeiramente que a variante em CTNND2 de fato modula a via da -catenina, e buscando esclarecer se essas alterações impactam diretamente o fenótipo clínico e como podem contribuir para a variabilidade observada entre pacientes. Este estudo reforça o papel de SHANK3 no desenvolvimento e organização do córtex cerebral, destacando paralelos com doenças neurodegenerativas. Além disso, revela novas vias moleculares e funcionais associadas à haploinsuficiência de SHANK3 e enfatiza a relevância de estudar casos atípicos para identificar possíveis fatores protetores. Pela primeira vez, validamos alterações eletrofisiológicas de neurônios in vitro derivados de pacientes com PMS com dados de EEG in vivo. Esses achados contribuem para um melhor entendimento da patogênese da PMS e a caracterização de biomarcadores, oferecendo subsídios para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas direcionadas a transtornos do neurodesenvolvimento.Phelan-McDermid Syndrome (PMS), a synaptopathy associated with Autism Spectrum Disorder (ASD) and intellectual disability, is caused by loss-of-function mutations in the SHANK3 gene, which plays a crucial role in cortical development and the maintenance of brain connectivity. In addition to delays in neurodevelopment, individuals with PMS often experience episodes of cognitive and neurological regression, which may progress to signs of neurodegeneration and early-onset dementia in adulthood. However, the exact mechanisms by which SHANK3 deficiency contributes to these processes remain unclear. In the first chapter of this thesis, we investigate the role of SHANK3 in neural development and function using the largest cohort of iPSCs derived from PMS patients to date. Through bulk RNA-seq performed on neurons derived from PMS patients (n=9) and controls (n=7), we identified significant dysregulation of genes associated with terms such as cell cycle, DNA repair, and RNA metabolism. These findings suggest potential impacts on cerebral corticogenesis, highlighting previously unobserved aspects in the literature. Additionally, some of the dysregulated genes in PMS are associated with both neurodevelopmental disorders and neurodegenerative diseases, indicating that these genes could be implicated in both conditions. Functionally, SHANK3-mutant neurons exhibited an increased proportion of neural stem cells with higher proliferative capacity, lower morphological complexity, synaptic dysfunction, and likely hyperexcitability. Meanwhile, analyses of brain oscillatory networks in PMS patients (n=20) revealed hyperconnectivity at high frequencies, corroborating in vitro findings and suggesting that SHANK3 haploinsufficiency leads to dysregulation of neurogenesis and abnormal corticogenesis. This work is pioneering in suggesting a role for SHANK3 in the regulation of molecular processes that impact brain tissue organization and development. The second chapter explores clinical variability in PMS, highlighting an atypical case (P1) with preserved cognitive development and no regression at 26 years of age. Whole exome sequencing analysis, aimed at identifying potentially protective variants, highlighted a candidate variant in the CTNND2 gene, which encodes -catenin. This protein is directly associated with the regulation of -catenin, a key component of the Wnt signaling pathway. Neurons derived from iPSCs of this patient showed reduced nuclear -catenin protein levels and altered transcriptional expression ratios between SHANK3 and CTNNB1 genes. These findings suggest that the CTNND2 variant is functional and may influence the known interaction between SHANK3 and -catenin. This interaction, modulated by the CTNND2 variant, could impact neurodevelopmental processes in PMS, highlighting its relevance in the molecular context of the syndrome. We intend to explore this hypothesis in future studies by first demonstrating that the CTNND2 variant indeed modulates the -catenin pathway and investigating whether these alterations directly impact the clinical phenotype and how they may contribute to the variability observed among patients. This study reinforces the role of SHANK3 in cortical development and organization, highlighting parallels with neurodegenerative diseases. Additionally, it reveals new candidate molecular and functional pathways associated with SHANK3 haploinsufficiency and emphasizes the relevance of studying atypical cases to identify potential protective factors. For the first time, we validated electrophysiological alterations in iPSC-derived neurons from PMS patients in vitro with in vivo EEG data. These findings contribute to a better understanding of PMS pathogenesis and biomarker characterization, providing insights that may support the development of targeted therapeutic strategies for neurodevelopmental disorders.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBueno, Maria Rita dos Santos e PassosBranco, Elisa Varella2025-03-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41131/tde-23052025-140242/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-23T18:45:02Zoai:teses.usp.br:tde-23052025-140242Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-23T18:45:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A Síndrome de Phelan-McDermid (PMS), uma sinaptopatia associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e à deficiência intelectual, é causada por alterações de perda de função no gene SHANK3, fundamental para o desenvolvimento cortical e a manutenção da conectividade cerebral. Além de atrasos no neurodesenvolvimento, indivíduos com PMS frequentemente apresentam episódios de regressão cognitiva e neurológica, que podem evoluir para quadros com sinais compatíveis de neurodegeneração e demência precoce na fase adulta. Desconhece-se ainda como a deficiência de SHANK3 contribui para esses processos. No primeiro capítulo desta tese, investigamos o papel de SHANK3 no desenvolvimento e na função neural utilizando a maior coorte de iPSCs derivadas de pacientes com PMS até o momento. Por meio de bulk RNA-seq realizado em neurônios derivados de pacientes com PMS (n=9) e controles (n=7), identificamos uma desregulação significativa de genes associados a termos como ciclo celular, reparo de DNA e metabolismo de RNA. Esses achados sugerem potenciais impactos na corticogênese cerebral, destacando aspectos anteriormente não observados na literatura. Além disso, alguns dos genes desregulados em PMS estão associados tanto a transtornos do neurodesenvolvimento quanto a doenças neurodegenerativas, indicando que esses genes podem estar envolvidos em ambas condições. Funcionalmente, neurônios com mutação em SHANK3 apresentaram aumento na proporção de células-tronco neurais com maior capacidade proliferativa, menor complexidade morfológica, prejuízo na função sináptica e provável hiperexcitabilidade. Paralelamente, análises de redes oscilatórias cerebrais em pacientes com PMS (n=20) demonstraram hiperconectividade em altas frequências, corroborando os achados in vitro e sugerindo que a haploinsuficiência de SHANK3 leva à desregulação da neurogênese e à corticogênese anormal. Dessa forma, este trabalho é pioneiro ao sugerir um papel de SHANK3 na regulação de processos moleculares que impactam a organização e o desenvolvimento do tecido cerebral. O segundo capítulo explora a variabilidade clínica em PMS, destacando um caso atípico (P1) com preservação do desenvolvimento cognitivo e ausência de regressão aos 26 anos de idade. A análise de sequenciamento de exoma completo, realizada com o objetivo de identificar variantes potencialmente protetivas, destacou uma variante candidata no gene CTNND2, que codifica a -catenina. Esta proteína está diretamente associada à regulação da -catenina, um componente essencial da via Wnt. Neurônios derivados de iPSCs desse paciente apresentaram níveis proteicos reduzidos de -catenina (codificada por CTNNB1) nuclear e alterações na relação da expressão transcricional dos genes SHANK3 e CTNNB1. Esses achados sugerem que a variante em CTNND2 é funcional e pode influenciar a relação já conhecida entre SHANK3 e -catenina. Essa interação modulada pela variante em CTNND2 pode impactar processos de neurodesenvolvimento em PMS, destacando sua relevância no contexto molecular da síndrome. Pretendemos explorar essa hipótese em estudos futuros, demonstrando primeiramente que a variante em CTNND2 de fato modula a via da -catenina, e buscando esclarecer se essas alterações impactam diretamente o fenótipo clínico e como podem contribuir para a variabilidade observada entre pacientes. Este estudo reforça o papel de SHANK3 no desenvolvimento e organização do córtex cerebral, destacando paralelos com doenças neurodegenerativas. Além disso, revela novas vias moleculares e funcionais associadas à haploinsuficiência de SHANK3 e enfatiza a relevância de estudar casos atípicos para identificar possíveis fatores protetores. Pela primeira vez, validamos alterações eletrofisiológicas de neurônios in vitro derivados de pacientes com PMS com dados de EEG in vivo. Esses achados contribuem para um melhor entendimento da patogênese da PMS e a caracterização de biomarcadores, oferecendo subsídios para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas direcionadas a transtornos do neurodesenvolvimento. |
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