As fronteiras do senso comum

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Munhoz, Hugo Neri
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-06062018-111722/
Resumo: Neste trabalho discuto sobre o senso comum, que é invariavelmente uma dimensão social do conhecimento, concebido na forma de crenças, conhecimentos, julgamentos e valores que são igualmente compartilhados por um conjunto de pessoas. Por isso, concepções sobre o senso comum estão presentes explicitamente em diferentes disciplinas, como as Ciências Humanas e a Inteligência Artificial, e implicitamente em alguns conceitos fundamentais como o de inteligência. Meu objetivo neste trabalho é representar o senso comum. A tática empregada para isso foi questionar as diferenças existentes no entendimento entre as partes envolvidas em situações de entendimento comum. Diante disso, defendo que concepções abstratas e sistemáticas sobre o senso comum não conseguem explicar como pode haver, em uma dada situação, diferenças existentes no entendimento comum nem entendimento comum em meio a diferenças existentes. Alternativamente, defendo que o senso comum acontece localmente, de maneira não garantida e não sistemática. Como as palavras e conceitos no início das interações são ambíguas, polissêmicas, lacunosas, etc. há a necessidade de estabelecer referências comuns para que seja possível o entendimento comum e manter relações sociais mais duradouras: a) essas relações têm restrições sobre o número de relações mais próximas segundo a hipótese do cérebro social, e b) essas referências estão baseadas na relação de analogias de outras experiências como um modo de entender situações novas. As relações podem ser representadas na forma de redes sociais, enquanto as referências podem ser representadas por redes semânticas, nas quais a familiaridade do repertório pode ser tratada como o crescimento da rede total de referências de uma pessoa. Defendo que é possível conceber o paralelismo entre a rede social de uma pessoa e sua rede semântica geral, e esse paralelismo pode ser representado.
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spelling As fronteiras do senso comumThe boundaries of common senseCérebro socialCommon senseInteligênciaIntelligenceRedes semânticasSemantic networksSenso comumSocial brainTeoria dos conceitosTheory of conceptsNeste trabalho discuto sobre o senso comum, que é invariavelmente uma dimensão social do conhecimento, concebido na forma de crenças, conhecimentos, julgamentos e valores que são igualmente compartilhados por um conjunto de pessoas. Por isso, concepções sobre o senso comum estão presentes explicitamente em diferentes disciplinas, como as Ciências Humanas e a Inteligência Artificial, e implicitamente em alguns conceitos fundamentais como o de inteligência. Meu objetivo neste trabalho é representar o senso comum. A tática empregada para isso foi questionar as diferenças existentes no entendimento entre as partes envolvidas em situações de entendimento comum. Diante disso, defendo que concepções abstratas e sistemáticas sobre o senso comum não conseguem explicar como pode haver, em uma dada situação, diferenças existentes no entendimento comum nem entendimento comum em meio a diferenças existentes. Alternativamente, defendo que o senso comum acontece localmente, de maneira não garantida e não sistemática. Como as palavras e conceitos no início das interações são ambíguas, polissêmicas, lacunosas, etc. há a necessidade de estabelecer referências comuns para que seja possível o entendimento comum e manter relações sociais mais duradouras: a) essas relações têm restrições sobre o número de relações mais próximas segundo a hipótese do cérebro social, e b) essas referências estão baseadas na relação de analogias de outras experiências como um modo de entender situações novas. As relações podem ser representadas na forma de redes sociais, enquanto as referências podem ser representadas por redes semânticas, nas quais a familiaridade do repertório pode ser tratada como o crescimento da rede total de referências de uma pessoa. Defendo que é possível conceber o paralelismo entre a rede social de uma pessoa e sua rede semântica geral, e esse paralelismo pode ser representado.I discuss here the common sense, which is invariably a social dimension of knowledge, conceived in the form of beliefs, knowledge, judgments and values that are equally shared by a set of people. Hence, conceptions about common sense are explicitly present in different disciplines, such as the Human Sciences and Artificial Intelligence, and implicitly in some fundamental concepts such as intelligence. My goal here is to represent common sense. For that, I question the differences existing in the understanding between people involved in situations of common understanding. Therefore, I argue that abstract and systematic conceptions of common sense cannot explain how there can be \"differences in the common understanding\" or \"common understanding in the midst of existing differences\" in a given situation. Alternatively, I argue that common sense happens locally, in a not taken-for-grated and unsystematic way. Since at the beginning interactions words and concepts are both ambiguous, polysemic, lacunose, etc. there is a need to establish common references so that common understanding can be possible and more lasting social relations can be maintained: a) relations have restrictions on the number of closer ones according to the social brain hypothesis, and b) references are based on the relation of analogies of other experiences as a way to understand new situations. Relationships can be represented in the form of social networks, while references can be represented by semantic networks in which repertory familiarity can be treated as the growth of a person\'s total network of references. I argue that it is possible to conceive the parallelism between a person\'s social network and its general semantic network, and this parallelism can be represented.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRamos, Mauricio de CarvalhoMunhoz, Hugo Neri2017-12-13info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-06062018-111722/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2018-10-03T01:45:28Zoai:teses.usp.br:tde-06062018-111722Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212018-10-03T01:45:28Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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