Efeito da intensidade pico e da finalização do exercício intermitente de alta intensidade sobre a percepção subjetiva de esforço e prazer
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-21052021-101256/ |
Resumo: | Introdução: Quando avaliamos uma experiência retrospectivamente, poucos momentos são selecionados para o nosso julgamento, sendo eles o momento mais intenso e o final da experiência, a duração da experiência não exerce influencia, esse fenômeno é conhecido como regra do pico-fim. Durante o exercício físico, as sensações de prazer e desprazer oscilam ao longo do tempo, e há uma relação da intensidade do exercício com essas respostas. Entretanto, nenhum estudo explorou a regra do pico-fim no exercício intermitente de alta intensidade (EIAI). Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar a regra do pico-fim no EIAI. Métodos: Trinta homens insuficientemente ativos (27.9 ± 5.2 years) se voluntariaram para participar do estudo. No primeiro dia eles preencheram o questionário de preferência e tolerância da intensidade do exercício e realizaram um teste progressivo até a exaustão em ciclo-ergômetro para determinar a potência aeróbia máxima (PAM), no segundo e terceiro dia, os voluntários realizaram 2 protocolos de EIAI em ordem aleatória: EIAI curto: 20 min de EIAI, composto por 30 s de esforço à 100% da PAM, intercalados por 30 s de recuperação passiva; EIAI longo: Os mesmos 20 min iniciais do EIAI curto, com 10 min adicionais de EIAI, com queda de 3% da PAM em cada fase de esforço, resultando em 70% da PAM na última fase de esforço. Durante o exercício, a percepção subjetiva de esforço (PSE) a frequência cardíaca (FC) e o afeto foram registradas. Trinta minutos após o exercício, o enjoyment, a avaliação global de afeto (GAE) e a PSE-sessão foram registradas. Na quarta e última sessão do estudo os voluntários escolheram um dos protocolos de EIAI para repetir. Resultados: O EIAI curto resultou em maiores valores de PSE e FC no final do exercício quando comparado com o EIAI longo e 70% dos voluntários o acharam mais intenso. Não houve diferença nas respostas afetivas e enjoyment durante e após o exercício. Para a escolha do protocolo de EIAI, não houve diferença, entretanto, os resultados mostraram que os sujeitos que apresentaram maiores valores de preferência por intensidade do exercício, escolheram o protocolo que acharam mais intenso. Conclusão: O grande achado do presente estudo foi que as medidas psicológicas medidas durante e após o EIAI não foram influenciadas pela regra do pico-fim, isso pode ter acontecido porque o fenômeno de duração negligenciada não é aplicável no contexto do exercício, uma vez que há uma demanda metabólica no durante o exercício que não pode ser negligenciada. Quanto a escolha entre o protocolo, os sujeitos não evitaram o protocolo que consideraram como mais intenso, uma vez que há um perfil individual quanto a preferência pela intensidade do exercício |
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Efeito da intensidade pico e da finalização do exercício intermitente de alta intensidade sobre a percepção subjetiva de esforço e prazerEffect of peak intensity and completion of high-intensity intermittent exercise on the subjective perception of effort and pleasureAffect heuristicAffective responsesEsforço físicoEu recordativoHeurística afetivaPhysical effortRemembering selfRespostas afetivasIntrodução: Quando avaliamos uma experiência retrospectivamente, poucos momentos são selecionados para o nosso julgamento, sendo eles o momento mais intenso e o final da experiência, a duração da experiência não exerce influencia, esse fenômeno é conhecido como regra do pico-fim. Durante o exercício físico, as sensações de prazer e desprazer oscilam ao longo do tempo, e há uma relação da intensidade do exercício com essas respostas. Entretanto, nenhum estudo explorou a regra do pico-fim no exercício intermitente de alta intensidade (EIAI). Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar a regra do pico-fim no EIAI. Métodos: Trinta homens insuficientemente ativos (27.9 ± 5.2 years) se voluntariaram para participar do estudo. No primeiro dia eles preencheram o questionário de preferência e tolerância da intensidade do exercício e realizaram um teste progressivo até a exaustão em ciclo-ergômetro para determinar a potência aeróbia máxima (PAM), no segundo e terceiro dia, os voluntários realizaram 2 protocolos de EIAI em ordem aleatória: EIAI curto: 20 min de EIAI, composto por 30 s de esforço à 100% da PAM, intercalados por 30 s de recuperação passiva; EIAI longo: Os mesmos 20 min iniciais do EIAI curto, com 10 min adicionais de EIAI, com queda de 3% da PAM em cada fase de esforço, resultando em 70% da PAM na última fase de esforço. Durante o exercício, a percepção subjetiva de esforço (PSE) a frequência cardíaca (FC) e o afeto foram registradas. Trinta minutos após o exercício, o enjoyment, a avaliação global de afeto (GAE) e a PSE-sessão foram registradas. Na quarta e última sessão do estudo os voluntários escolheram um dos protocolos de EIAI para repetir. Resultados: O EIAI curto resultou em maiores valores de PSE e FC no final do exercício quando comparado com o EIAI longo e 70% dos voluntários o acharam mais intenso. Não houve diferença nas respostas afetivas e enjoyment durante e após o exercício. Para a escolha do protocolo de EIAI, não houve diferença, entretanto, os resultados mostraram que os sujeitos que apresentaram maiores valores de preferência por intensidade do exercício, escolheram o protocolo que acharam mais intenso. Conclusão: O grande achado do presente estudo foi que as medidas psicológicas medidas durante e após o EIAI não foram influenciadas pela regra do pico-fim, isso pode ter acontecido porque o fenômeno de duração negligenciada não é aplicável no contexto do exercício, uma vez que há uma demanda metabólica no durante o exercício que não pode ser negligenciada. Quanto a escolha entre o protocolo, os sujeitos não evitaram o protocolo que consideraram como mais intenso, uma vez que há um perfil individual quanto a preferência pela intensidade do exercícioBackground: When we evaluate an experience retrospectively, few moments are selected for our judgment, the most intense moment and the end of the experience, the duration of the experience has no influence, this phenomenon is known as the peak-end rule. During physical exercise, feelings of pleasure and displeasure may vary across time, and there is a relationship between exercise intensity and these responses. However, no study has explored the peak-end rule in high-intensity interval exercise (HIIE). Purpose: The purpose of this study was to evaluate the peak-end rule in HIIE. Methods: Thirty insufficiently active men (27.9 ± 5.2 years) volunteered for this study. They first filled a Questionnaire of Preference for and Tolerance of the Intensity of Exercise and performed a graded exercise test on cycle-ergometer to determine the maximal aerobic power (MAP), on the second and third day, the volunteers performed two HIIE protocols in randomized order: Short trial - 20-min of HIIE, composed by 30-s efforts at 100% of MAP interspersed by 30-s of passive recovery; Long trial - the same initial 20-min of the short trial, plus 10-min more of HIIE, decreasing 3% of MAP in each additional bout, resulting in 70% of MAP in the last bout. During exercise, the rating of perceived exertion (RPE), heart rate (HR) and affect were recorded. Thirty-minutes after exercise, the enjoyment, global affect evaluation (GAE) and session-RPE were recorded. In the fourth and last last session the subjects chose one protocol to repeat. Results: Short trial resulted in high values of RPE and HR at the end compared with the long trial, and 70% of the subjects found it heavier. There was no difference in affect or enjoyment responses during and after exercise. For preference of HIIE protocol, there is no difference, however, the results showed that subjects whose presents higher level of preference for intensity of exercise choose the protocol that found heavier. Conclusion: The main finding of the present study was that psychological measures during and post HIIE were not influenced by the peak-end rule, this may have occurred because the phenomenon of duration neglection is not applicable in exercise context, once exercise results in a metabolic demands which cannot be neglected. Given the choice, subjects did not avoid the exercise which they considered as the heaviest, since there was a personal preference profile for exercise intensityBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPTakito, Monica YuriAlves, Elaine Domingues2020-03-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-21052021-101256/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2021-05-28T17:26:02Zoai:teses.usp.br:tde-21052021-101256Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212021-05-28T17:26:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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