Estudo prospectivo e randomizado comparando nefrectomia parcial aberta versus laparoscópica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Guglielmetti, Giuliano Betoni
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-27042022-154610/
Resumo: Introdução: A nefrectomia parcial é considerada o tratamento padrão para tumores renais pequenos, menores que 4 cm, e a opção de preferência para tumores de 4 a 7 cm, quando factível. Nos últimos anos foi possível observar um grande crescimento na utilização de técnicas minimamente invasivas para a realização da cirurgia. No entanto, não existem estudos fornecendo dados com bom nível de evidência dando suporte para o uso destas técnicas. Objetivo: Comparar a incidência de complicações cirúrgicas, além de resultados funcionais e oncológicos, de pacientes submetidos a nefrectomia parcial aberta versus nefrectomia parcial videolaparoscópica. Materiais e Métodos: Pacientes com tumores renais de até 7 cm foram randomizados para receberem nefrectomia parcial aberta ou laparoscópica em randomização balanceada 1:1. Eram critérios de exclusão: tumores múltiplos, rim único, função renal menor que 30 ml/min, contraindicação à cirurgia aberta ou laparoscópica. A função renal foi avaliada com depuração estimado de creatinina e ritmo de filtração glomerular medido com EDTA no pré-operatório, aos 3 e 12 meses da cirurgia. Complicações foram registradas conforme classificação de Clavien. Resultados: Entre 2012 e 2020, 208 pacientes aceitaram participar do estudo e foram randomizados. 28 pacientes acabaram saindo do estudo após randomização. Sendo assim, 180 pacientes (84 no braço laparoscopia e 96 no braço aberto) foram incluídos na análise por intenção de tratamento. Não houve diferença entre os grupos em relação ao tempo de cirurgia, tempo de internação ou volume de sangramento. Pacientes submetidos a nefrectomia parcial aberta tiveram mediana de tempo de isquemia significativamente menor que o grupo laparoscópico (10 min X 13 min, p = 0,03), às custas de maior número de pacientes com isquemia zero (35,4% X 15,5%, p = 0,02). Não houve diferença na incidência de complicações pós-operatórias entre os grupos, seja em relação a todas as complicações ou em relação às complicações significativas (Clavien 2). Adicionalmente, não houve diferença em relação aos resultados oncológicos estudados. Já em relação à perda de função renal, os dados são consistentes com menor perda de função no grupo submetido a nefrectomia parcial laparoscópica, pincipalmente aos 12 meses da cirurgia. Conclusão: A nefrectomia parcial laparoscópica apresenta resultados semelhantes à nefrectomia parcial aberta em termos de resultados intraoperatórios, complicações cirúrgicas e resultados oncológicos. Existe uma vantagem em termos de preservação de função renal nos pacientes submetidos à cirurgia laparoscópica. Levando em consideração os benefícios associados ao acesso minimamente invasivo, a cirurgia laparoscópica deve ser preferida em centros de excelência e em mãos de cirurgiões experientes
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No entanto, não existem estudos fornecendo dados com bom nível de evidência dando suporte para o uso destas técnicas. Objetivo: Comparar a incidência de complicações cirúrgicas, além de resultados funcionais e oncológicos, de pacientes submetidos a nefrectomia parcial aberta versus nefrectomia parcial videolaparoscópica. Materiais e Métodos: Pacientes com tumores renais de até 7 cm foram randomizados para receberem nefrectomia parcial aberta ou laparoscópica em randomização balanceada 1:1. Eram critérios de exclusão: tumores múltiplos, rim único, função renal menor que 30 ml/min, contraindicação à cirurgia aberta ou laparoscópica. A função renal foi avaliada com depuração estimado de creatinina e ritmo de filtração glomerular medido com EDTA no pré-operatório, aos 3 e 12 meses da cirurgia. Complicações foram registradas conforme classificação de Clavien. Resultados: Entre 2012 e 2020, 208 pacientes aceitaram participar do estudo e foram randomizados. 28 pacientes acabaram saindo do estudo após randomização. Sendo assim, 180 pacientes (84 no braço laparoscopia e 96 no braço aberto) foram incluídos na análise por intenção de tratamento. Não houve diferença entre os grupos em relação ao tempo de cirurgia, tempo de internação ou volume de sangramento. Pacientes submetidos a nefrectomia parcial aberta tiveram mediana de tempo de isquemia significativamente menor que o grupo laparoscópico (10 min X 13 min, p = 0,03), às custas de maior número de pacientes com isquemia zero (35,4% X 15,5%, p = 0,02). Não houve diferença na incidência de complicações pós-operatórias entre os grupos, seja em relação a todas as complicações ou em relação às complicações significativas (Clavien 2). Adicionalmente, não houve diferença em relação aos resultados oncológicos estudados. Já em relação à perda de função renal, os dados são consistentes com menor perda de função no grupo submetido a nefrectomia parcial laparoscópica, pincipalmente aos 12 meses da cirurgia. Conclusão: A nefrectomia parcial laparoscópica apresenta resultados semelhantes à nefrectomia parcial aberta em termos de resultados intraoperatórios, complicações cirúrgicas e resultados oncológicos. Existe uma vantagem em termos de preservação de função renal nos pacientes submetidos à cirurgia laparoscópica. Levando em consideração os benefícios associados ao acesso minimamente invasivo, a cirurgia laparoscópica deve ser preferida em centros de excelência e em mãos de cirurgiões experientesBackground: Partial nephrectomy is the standard treatment for renal tumors smaller than 7 cm and a trend toward minimally invasive surgery has increased. However, data that could support its use and benefit over open techniques is still lacking. Design: This is a prospective randomized controlled trial comparing surgical complications, functional and oncological outcomes in patients undergoing open partial nephrectomy (OPN) or laparoscopic partial nephrectomy (LPN). Intervention: Randomization (1:1) to open partial nephrectomy or laparoscopic partial nephrectomy for treatment of renal tumors smaller than 7 cm. Outcome measurements and statistical analysis: The primary endpoint is surgical complications up to 90 days after surgery. Secondary outcomes are comparison of surgical data, oncological and functional results. Results: We randomized 208 patients between 2012 to 2020 (110 OPN vs 98 LPN). Operative data showed no difference regarding operative time, warm ischemia time, estimated blood loss, transfusions or length of hospital stay. Zero ischemia was more frequent for OPN (35.4% vs 15.5%, p=0.02). There were no differences in overall complications, however OPN was associated with more abdominal wall complications (31.2% vs 13.1%). Regarding oncological outcomes, no difference was noted for positive surgical margins, recurrence or overall survival. LPN group had less kidney function reduction in 3 months (-5.2% vs -10%, p= 0.04) and 12 months after surgery (-0.8% vs -6.3%, p = 0.02), and a lower rate of downstage on the CKD classification in 12 months (14.1% vs 32.6%, p = 0.006). Conclusion: LPN has similar results to OPN regarding intraoperative data, complications and oncological outcomes. Minimally invasive partial nephrectomy may provide better kidney function preservation. More studies, specially including robotic surgeries, are necessary to confirm our findingsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNahas, William CarlosGuglielmetti, Giuliano Betoni2022-02-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-27042022-154610/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2022-04-28T19:13:50Zoai:teses.usp.br:tde-27042022-154610Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212022-04-28T19:13:50Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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description Introdução: A nefrectomia parcial é considerada o tratamento padrão para tumores renais pequenos, menores que 4 cm, e a opção de preferência para tumores de 4 a 7 cm, quando factível. Nos últimos anos foi possível observar um grande crescimento na utilização de técnicas minimamente invasivas para a realização da cirurgia. No entanto, não existem estudos fornecendo dados com bom nível de evidência dando suporte para o uso destas técnicas. Objetivo: Comparar a incidência de complicações cirúrgicas, além de resultados funcionais e oncológicos, de pacientes submetidos a nefrectomia parcial aberta versus nefrectomia parcial videolaparoscópica. Materiais e Métodos: Pacientes com tumores renais de até 7 cm foram randomizados para receberem nefrectomia parcial aberta ou laparoscópica em randomização balanceada 1:1. Eram critérios de exclusão: tumores múltiplos, rim único, função renal menor que 30 ml/min, contraindicação à cirurgia aberta ou laparoscópica. A função renal foi avaliada com depuração estimado de creatinina e ritmo de filtração glomerular medido com EDTA no pré-operatório, aos 3 e 12 meses da cirurgia. Complicações foram registradas conforme classificação de Clavien. Resultados: Entre 2012 e 2020, 208 pacientes aceitaram participar do estudo e foram randomizados. 28 pacientes acabaram saindo do estudo após randomização. Sendo assim, 180 pacientes (84 no braço laparoscopia e 96 no braço aberto) foram incluídos na análise por intenção de tratamento. Não houve diferença entre os grupos em relação ao tempo de cirurgia, tempo de internação ou volume de sangramento. Pacientes submetidos a nefrectomia parcial aberta tiveram mediana de tempo de isquemia significativamente menor que o grupo laparoscópico (10 min X 13 min, p = 0,03), às custas de maior número de pacientes com isquemia zero (35,4% X 15,5%, p = 0,02). Não houve diferença na incidência de complicações pós-operatórias entre os grupos, seja em relação a todas as complicações ou em relação às complicações significativas (Clavien 2). Adicionalmente, não houve diferença em relação aos resultados oncológicos estudados. Já em relação à perda de função renal, os dados são consistentes com menor perda de função no grupo submetido a nefrectomia parcial laparoscópica, pincipalmente aos 12 meses da cirurgia. Conclusão: A nefrectomia parcial laparoscópica apresenta resultados semelhantes à nefrectomia parcial aberta em termos de resultados intraoperatórios, complicações cirúrgicas e resultados oncológicos. Existe uma vantagem em termos de preservação de função renal nos pacientes submetidos à cirurgia laparoscópica. Levando em consideração os benefícios associados ao acesso minimamente invasivo, a cirurgia laparoscópica deve ser preferida em centros de excelência e em mãos de cirurgiões experientes
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