Influência da fragilidade e do declínio cognitivo na dupla-tarefa de idosos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Casemiro, Francine Golghetto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-18082022-102935/
Resumo: Introdução: O envelhecimento populacional é uma conquista da sociedade mundial. A expectativa de vida aumenta à medida que melhora a condição de vida das pessoas, bem como o acesso destas a serviços de saúde de qualidade. Entretanto, parte dos idosos apresenta algumas alterações físicas que, em conjunto, são denominadas fragilidade. Essa síndrome é responsável por deixar o organismo mais vulnerável e, dessa maneira, causar desfechos negativos aos idosos como quedas, incapacidades, hospitalização e aumento da mortalidade. No fenótipo da fragilidade cinco itens são avaliados, dentre eles, a lentidão na velocidade da marcha, que tem mostrado relação com a cognição dos idosos. Entretanto, ainda não há um consenso sobre a causalidade entre a lentidão da velocidade de marcha, a dupla tarefa e o declínio cognitivo. Objetivo: Analisar a influência da fragilidade e do declínio cognitivo no desempenho da dupla-tarefa em idosos da comunidade de um município do interior de São Paulo. Método: Estudo transversal, de análise descritiva e analítica, desenvolvido com idosos usuários de um serviço de atendimento de Geriatria em um município paulista. Os principais instrumentos utilizados foram dados sociodemográficos, Fenótipo de Fragilidade, Mini Exame de Estado Mental (MEEM), Time up and Go (TUG). Os dados foram digitados no programa Microsoft Excel®. Para análise estatística utilizou-se o programa computacional The SAS System for Windows (Statistical Analysis System), versão 9.2, SAS Institute Inc, 2002-2008, Cary, NC, USA. As médias dos idosos foram comparadas por meio do Teste t Student. Foram realizadas regressões lineares e múltiplas, a fim de analisar a correlação entre variáveis sociodemográficas, de saúde e fragilidade com a velocidade de marcha mobilidade durante a dupla-tarefa motora e dupla-tarefa cognitiva. Todos os testes adotaram nível de significância de p≤0.05. Resultados: Participaram do estudo 219 idosos, com idade média de 72,55 (dp= 7,3) anos, predomínio na faixa etária de 60 a 79 anos (82,65%), maioria do sexo feminino (70,32%). A cor mais autorrelatada foi branca (69,41%), seguida da parda (17,35%); casados (52,05%), número médio de filhos foi de 3,04 e utilizavam o SUS (97,72%), como serviço de saúde predominante. A média da renda mensal foi de R$1459,60 reais (dp=934,55), sendo que a maioria, 155 idosos (70,78%), recebia mais do que um salário mínimo; 79,82% não tinham aposentadoria; 82,11% recebiam pensão; 94,04% tinham trabalho próprio e 94,95% residiam em imóveis alugados. A morbidade prevalente nessa população foi a hipertensão arterial (62,56%) seguida de artrite (46,12%), problemas de coluna (29,22%), diabetes mellitus (28,77%), ansiedade (24,20%) e sintomas depressivos (21,46%). A respeito da fragilidade, dois idosos (0,91%) foram caracterizados como não frágeis, 131 (59,82%) como pré-frágeis e 86 (39,27%) como frágeis. Quanto à cognição, 123 (57,48%) apresentavam declínio cognitivo. Na auto avaliação da memória, a maioria (52,05%) relatou boa memória e, quando comparada há um ano, 65,75% referiram ter se mantido igual. O tempo médio de marcha simples foi de 15,95 (7,02) segundos; na dupla-tarefa motora, o tempo médio foi de 17,64 (8,44) segundos e na dupla-tarefa cognitiva subiu para 23,88 (11,87) segundos. Os idosos com maior idade, do gênero feminino, sem companheiro, que não moravam sozinhos e com baixa escolaridade (0-4 anos) utilizaram mais tempo para realização da dupla-tarefa cognitiva e da dupla- tarefa motora, quando comparadas ao tempo de marcha simples. Pelos resultados da análise múltipla, verificou-se relação significativa de idade, hipertensão arterial, renda, fragilidade, asma/bronquite, número de morbidades e estado civil com a dupla-tarefa motora. Apesar de não ter sido constatada relação entre o declínio cognitivo e a diminuição de mobilidade velocidade de marcha, pode-se afirmar que os idosos que obtiveram maiores escores cognitivos foram os que alcançaram melhor desempenho na velocidade de marcha mobilidade quanto às duplas-tarefas analisadas. Conclusão: Esse estudo analisou a influência da fragilidade e do declínio cognitivo no desempenho da dupla-tarefa em idosos da comunidade e os resultados mostraram que idosos frágeis tiveram uma piora significativa no desempenho da marcha, tanto em marcha simples como em dupla-tarefa motora/cognitiva, quando comparados aos idosos não-frágeis ou pré-frageis. Já os idosos com declínio cognitivo não obtiveram resultados tão diferentes dos idosos sem declínio. Apesar disso, os achados mostram que quanto maior a escolaridade, melhor é o desempenho da marcha em pessoas com mais de 60 anos de idade. Dessa maneira, fica evidente a importância de planos de cuidados e intervenções voltados para promoção de saúde para a população idosa, pelos benefícios que proporcionam para a melhora da qualidade de vida.
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spelling Influência da fragilidade e do declínio cognitivo na dupla-tarefa de idososInfluence of frailty and cognitive decline in dual tasking in older adultsCognitive declineDeclínio cognitivoDual taskDupla-tarefaFragilidadeFrailtyGerontologiaGerontologyIdosoOlder adultIntrodução: O envelhecimento populacional é uma conquista da sociedade mundial. A expectativa de vida aumenta à medida que melhora a condição de vida das pessoas, bem como o acesso destas a serviços de saúde de qualidade. Entretanto, parte dos idosos apresenta algumas alterações físicas que, em conjunto, são denominadas fragilidade. Essa síndrome é responsável por deixar o organismo mais vulnerável e, dessa maneira, causar desfechos negativos aos idosos como quedas, incapacidades, hospitalização e aumento da mortalidade. No fenótipo da fragilidade cinco itens são avaliados, dentre eles, a lentidão na velocidade da marcha, que tem mostrado relação com a cognição dos idosos. Entretanto, ainda não há um consenso sobre a causalidade entre a lentidão da velocidade de marcha, a dupla tarefa e o declínio cognitivo. Objetivo: Analisar a influência da fragilidade e do declínio cognitivo no desempenho da dupla-tarefa em idosos da comunidade de um município do interior de São Paulo. Método: Estudo transversal, de análise descritiva e analítica, desenvolvido com idosos usuários de um serviço de atendimento de Geriatria em um município paulista. Os principais instrumentos utilizados foram dados sociodemográficos, Fenótipo de Fragilidade, Mini Exame de Estado Mental (MEEM), Time up and Go (TUG). Os dados foram digitados no programa Microsoft Excel®. Para análise estatística utilizou-se o programa computacional The SAS System for Windows (Statistical Analysis System), versão 9.2, SAS Institute Inc, 2002-2008, Cary, NC, USA. As médias dos idosos foram comparadas por meio do Teste t Student. Foram realizadas regressões lineares e múltiplas, a fim de analisar a correlação entre variáveis sociodemográficas, de saúde e fragilidade com a velocidade de marcha mobilidade durante a dupla-tarefa motora e dupla-tarefa cognitiva. Todos os testes adotaram nível de significância de p≤0.05. Resultados: Participaram do estudo 219 idosos, com idade média de 72,55 (dp= 7,3) anos, predomínio na faixa etária de 60 a 79 anos (82,65%), maioria do sexo feminino (70,32%). A cor mais autorrelatada foi branca (69,41%), seguida da parda (17,35%); casados (52,05%), número médio de filhos foi de 3,04 e utilizavam o SUS (97,72%), como serviço de saúde predominante. A média da renda mensal foi de R$1459,60 reais (dp=934,55), sendo que a maioria, 155 idosos (70,78%), recebia mais do que um salário mínimo; 79,82% não tinham aposentadoria; 82,11% recebiam pensão; 94,04% tinham trabalho próprio e 94,95% residiam em imóveis alugados. A morbidade prevalente nessa população foi a hipertensão arterial (62,56%) seguida de artrite (46,12%), problemas de coluna (29,22%), diabetes mellitus (28,77%), ansiedade (24,20%) e sintomas depressivos (21,46%). A respeito da fragilidade, dois idosos (0,91%) foram caracterizados como não frágeis, 131 (59,82%) como pré-frágeis e 86 (39,27%) como frágeis. Quanto à cognição, 123 (57,48%) apresentavam declínio cognitivo. Na auto avaliação da memória, a maioria (52,05%) relatou boa memória e, quando comparada há um ano, 65,75% referiram ter se mantido igual. O tempo médio de marcha simples foi de 15,95 (7,02) segundos; na dupla-tarefa motora, o tempo médio foi de 17,64 (8,44) segundos e na dupla-tarefa cognitiva subiu para 23,88 (11,87) segundos. Os idosos com maior idade, do gênero feminino, sem companheiro, que não moravam sozinhos e com baixa escolaridade (0-4 anos) utilizaram mais tempo para realização da dupla-tarefa cognitiva e da dupla- tarefa motora, quando comparadas ao tempo de marcha simples. Pelos resultados da análise múltipla, verificou-se relação significativa de idade, hipertensão arterial, renda, fragilidade, asma/bronquite, número de morbidades e estado civil com a dupla-tarefa motora. Apesar de não ter sido constatada relação entre o declínio cognitivo e a diminuição de mobilidade velocidade de marcha, pode-se afirmar que os idosos que obtiveram maiores escores cognitivos foram os que alcançaram melhor desempenho na velocidade de marcha mobilidade quanto às duplas-tarefas analisadas. Conclusão: Esse estudo analisou a influência da fragilidade e do declínio cognitivo no desempenho da dupla-tarefa em idosos da comunidade e os resultados mostraram que idosos frágeis tiveram uma piora significativa no desempenho da marcha, tanto em marcha simples como em dupla-tarefa motora/cognitiva, quando comparados aos idosos não-frágeis ou pré-frageis. Já os idosos com declínio cognitivo não obtiveram resultados tão diferentes dos idosos sem declínio. Apesar disso, os achados mostram que quanto maior a escolaridade, melhor é o desempenho da marcha em pessoas com mais de 60 anos de idade. Dessa maneira, fica evidente a importância de planos de cuidados e intervenções voltados para promoção de saúde para a população idosa, pelos benefícios que proporcionam para a melhora da qualidade de vida.Introduction: Population aging is an achievement of world society. Life expectancy increases with the improvement in people\'s living conditions and their access to quality health services. However, some older adults present some physical changes that together are called frailty. This syndrome is responsible for making the body more vulnerable, causing negative outcomes for older adults, such as falls, disabilities, hospitalization and higher mortality. Five items are evaluated in the frailty phenotype, among them, the slow walking speed, which has shown a relationship with the cognition of older adults. However, there is still no consensus on the causality between slow walking speed, dual tasking and cognitive decline. Objective: To analyze the influence of frailty and cognitive decline on dual task performance in community-dwelling older adults in a city in the hinterland of São Paulo. Method: Cross-sectional study with descriptive and analytical analysis conducted with older adult users of a Geriatrics care service in a city in São Paulo. Sociodemographic data, the Frailty Phenotype, the Mini Mental State Examination (MMSE) and the Time up and Go (TUG) were the main instruments used. Data were entered into the Microsoft Excel® program. The SAS System for Windows (Statistical Analysis System), version 9.2, SAS Institute Inc, 2002-2008, Cary, NC, USA was used for statistical analysis. The mean values of older adults were compared using the Student\'s t test. Linear and multiple regressions were performed for analysis of the correlation between sociodemographic, health and frailty variables with gait speed during the motor dual task and cognitive dual task. A significance level of p≤0.05 was adopted in all tests. Results: A total of 219 older adults participated in the study. Mean age was 72.55 (sd=7.3) years, the predominant age group was from 60 to 79 years (82.65%) and most were females (70.32%). The most self-reported color was white (69.41%), followed by mixed race (17.35%); married (52.05%), average number of children was 3.04 and use of the Brazilian SUS (97.72%) as the predominant health service. The average monthly income was R$ 1,459.60 Reais (sd=934.55), and most older adults, 155 (70.78%), received more than one minimum wage; 79.82% had no retirement income; 82.11% were pensioners; 94.04% had their own work and 94.95% lived in rented properties. The prevalent morbidity in this population was arterial hypertension (62.56%) followed by arthritis (46.12%), back problems (29.22%), diabetes mellitus (28.77%), anxiety (24.20%) and depressive symptoms (21.46%). Regarding frailty, two older adults (0.91%) were characterized as non-frail, 131 (59.82%) as pre-frail and 86 (39.27%) as frail. As for cognition, 123 (57.48%) had cognitive decline. In memory self-assessment, most (52.05%) reported good memory and compared to a year earlier, 65.75% reported having remained the same. The mean simple gait time was 15.95 (7.02) seconds; in motor dual task, the mean time was 17.64 (8.44) seconds, and in cognitive dual task it rose to 23.88 (11.87) seconds. Female older adults without a partner, who did not live alone and with low education (0-4 years) needed more time to perform the cognitive and motor dual task, compared to simple gait time. Based on results of multiple analysis, there was a significant relationship between age, arterial hypertension, income, frailty, asthma/bronchitis, number of morbidities and marital status with the motor dual task. Although no relationship between cognitive decline and slow walking speed has been found, it can be said that older adults with higher cognitive scores were those who achieved better performance in gait speed regarding the dual tasks analyzed. Conclusion: In this study, the influence of frailty and cognitive decline on dual task performance in community-dwelling older adults was analyzed and the results showed that frail older adults had a significant worsening in gait performance, both in simple and motor/cognitive dual task, compared to non-frail or pre-frail older adults. On the other hand, older adults with cognitive decline did not obtain results so different from those of older adults without decline. However, findings show that the higher the level of education, the better the gait performance in people over 60 years of age. This demonstrates the importance of care planning and interventions aimed at the health promotion of the older adult population, given the benefits provided for improvement of the quality of life.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPRodrigues, Rosalina Aparecida PartezaniCasemiro, Francine Golghetto2022-04-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-18082022-102935/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2022-09-27T12:40:47Zoai:teses.usp.br:tde-18082022-102935Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212022-09-27T12:40:47Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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