Produção heteróloga em Escherichia coli BL21 (DE3) ΔasnA/ΔasnB de L-Asparaginase resistente a proteases plasmáticas
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9134/tde-20012025-155320/ |
Resumo: | A L-asparaginase tipo II de Escherichia coli é um agente terapêutico fundamental no tratamento da leucemia linfoblástica aguda. No entanto, a eficácia e o uso da L-Asparaginase têm sido limitados por frequentes reações de hipersensibilidade e pela formação de anticorpos anti-asparaginase, que neutralizam sua atividade enzimática. Assim, há uma busca pela produção viável de asparaginases alternativas com baixa toxicidade e alta eficácia. Este trabalho tem como objetivo a produção e purificação da enzima L-Asparaginase modificada EcAP40S/S206C, considerando a sua futura aplicação terapêutica. A produção da enzima foi realizada em modo descontínuo-alimentado em biorreator de bancada com 3 L de meio quimicamente definido e suplementado, à temperatura de 37ºC, com foco na expressão extracelular. A enzima foi produzida majoritariamente nas primeiras duas horas pós-indução, sendo posteriormente secretada para o meio extracelular, alcançando atividade enzimática de 62,9 U/mL. A enzima foi purificada até a homogeneidade a partir do sobrenadante do cultivo. Para isso, foi desenvolvido um processo de purificação que utiliza técnicas de filtração tangencial, cromatografia de troca aniônica e de exclusão molecular. A microfiltração teve o fluxo ótimo do permeado e área mínima de processo determinados em 12,3 LMH e 0,12 m2, respectivamente. A diafiltração apresentou diferença significativa para recuperação da enzima com até 3 diavolumes. A pressão de transmembrana ideal para a ultrafiltração foi de 17 psi ou 1,2 bar. A maior capacidade dinâmica de adsorção entre as condições testadas para a cromatografia aniônica foi de 46 U/mLR, obtida com a resina Q Sepharose® XL e fase móvel Tris 20 mM NaCl 25 mM e pH 8. A EcAP40S/S206C foi conjugada com moléculas de polietilenoglicol mPEG-Mal de 20 kDa por reação sítio-específica em seu resíduo de cisteína adicionado por mutação e foi analisada quanto a sua atividade enzimática e estrutura. O processo resultou em uma L-Asparaginase mutante peguilada, com um rendimento final de 6% e atividade específica determinada por método de Nessler de 90,9 ± 4,1 U/mg. O espectro de dicroísmo circular indicou que a enzima manteve a sua estrutura secundária estável após a reação de peguilação, e a análise por espalhamento dinâmico de luz demonstrou a homogeneidade da amostra alcançada com este processo, revelando a presença de menos de 2% de agregados e índice de polidispersão igual a 0,189. Este trabalho contribui para o desenvolvimento de uma L-Asparaginase nacional, com potencial uso no tratamento da leucemia linfoblástica aguda, reduzindo a dependência do mercado externo. |
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Produção heteróloga em Escherichia coli BL21 (DE3) ΔasnA/ΔasnB de L-Asparaginase resistente a proteases plasmáticasHeterologous production of plasma protease-resistant L-Asparaginase in Escherichia coli BL21 (DE3) ΔasnA/ΔasnBAcute Lymphoblastic LeukemiaDownstreamDownstreamEscherichia coliEscherichia coliExtracellular L-AsparaginaseL-AsparaginaseL-AsparaginaseL-Asparaginase extracelularLeucemia Linfoblástica AgudaProtein purificationPurificação de proteínasA L-asparaginase tipo II de Escherichia coli é um agente terapêutico fundamental no tratamento da leucemia linfoblástica aguda. No entanto, a eficácia e o uso da L-Asparaginase têm sido limitados por frequentes reações de hipersensibilidade e pela formação de anticorpos anti-asparaginase, que neutralizam sua atividade enzimática. Assim, há uma busca pela produção viável de asparaginases alternativas com baixa toxicidade e alta eficácia. Este trabalho tem como objetivo a produção e purificação da enzima L-Asparaginase modificada EcAP40S/S206C, considerando a sua futura aplicação terapêutica. A produção da enzima foi realizada em modo descontínuo-alimentado em biorreator de bancada com 3 L de meio quimicamente definido e suplementado, à temperatura de 37ºC, com foco na expressão extracelular. A enzima foi produzida majoritariamente nas primeiras duas horas pós-indução, sendo posteriormente secretada para o meio extracelular, alcançando atividade enzimática de 62,9 U/mL. A enzima foi purificada até a homogeneidade a partir do sobrenadante do cultivo. Para isso, foi desenvolvido um processo de purificação que utiliza técnicas de filtração tangencial, cromatografia de troca aniônica e de exclusão molecular. A microfiltração teve o fluxo ótimo do permeado e área mínima de processo determinados em 12,3 LMH e 0,12 m2, respectivamente. A diafiltração apresentou diferença significativa para recuperação da enzima com até 3 diavolumes. A pressão de transmembrana ideal para a ultrafiltração foi de 17 psi ou 1,2 bar. A maior capacidade dinâmica de adsorção entre as condições testadas para a cromatografia aniônica foi de 46 U/mLR, obtida com a resina Q Sepharose® XL e fase móvel Tris 20 mM NaCl 25 mM e pH 8. A EcAP40S/S206C foi conjugada com moléculas de polietilenoglicol mPEG-Mal de 20 kDa por reação sítio-específica em seu resíduo de cisteína adicionado por mutação e foi analisada quanto a sua atividade enzimática e estrutura. O processo resultou em uma L-Asparaginase mutante peguilada, com um rendimento final de 6% e atividade específica determinada por método de Nessler de 90,9 ± 4,1 U/mg. O espectro de dicroísmo circular indicou que a enzima manteve a sua estrutura secundária estável após a reação de peguilação, e a análise por espalhamento dinâmico de luz demonstrou a homogeneidade da amostra alcançada com este processo, revelando a presença de menos de 2% de agregados e índice de polidispersão igual a 0,189. Este trabalho contribui para o desenvolvimento de uma L-Asparaginase nacional, com potencial uso no tratamento da leucemia linfoblástica aguda, reduzindo a dependência do mercado externo.L-Asparaginase type II from Escherichia coli is a cornerstone therapeutic agent in the treatment of acute lymphoblastic leukemia. However, the efficacy of L-Asparaginase has been limited by frequent hypersensitivity reactions and the formation of anti-asparaginase antibodies, which neutralize its enzymatic activity. Thus, there is a search for viable production of alternative asparaginases with low toxicity and high efficacy. The main aim of the current work is to produce and purify the modified L-Asparaginase enzyme EcAP40S/S206C for therapeutic use. Enzyme production was carried out by fed-batch regimen in a bench-top bioreactor with 3 L of chemically defined and supplemented medium at 37ºC, focusing on extracellular expression. The enzyme is mainly produced within the first two hours post-induction and then secreted into the extracellular medium, reaching an enzymatic activity of 62.9 U/mL. The enzyme was purified to homogeneity from the initial crude supernatant. To achieve this, a purification process was developed using tangential flow filtration, anion exchange chromatography, and size exclusion chromatography. The optimal permeate flux for microfiltration and minimum process area were 12.3 LMH and 0.12 m2, respectively. Diafiltration showed a significant difference in enzyme recovery up to 3 diavolumes. The ideal transmembrane pressure for ultrafiltration was 17 psi or 1.2 bar. The highest dynamic binding capacity for anion exchange chromatography among the tested conditions was 48 U/mLR, obtained with Q SepharoseTM XL resin and 20 mM NaCl 25 mM mobile phase at pH 8. EcA was conjugated with 20 kDa mPEG-Mal polyethylene glycol molecules by site-specific reaction at its mutated cysteine residue and was analyzed for its enzymatic activity and structural integrity. The process resulted in a PEGylated mutant L-Asparaginase with a final yield of 6% and a specific activity, determined by the Nessler method, averaging 90.9 ± 4.1 U/mg. Circular dichroism spectroscopy indicated that the enzyme retained its stable secondary structure post-PEGylation, and dynamic light scattering analysis demonstrated the sample homogeneity achieved with this process, revealing the presence of less than 2% aggregates and polydispersity index of 0,189. This work contributes to the development of a national L-Asparaginase with potential use in the treatment of acute lymphoblastic leukemia, reducing dependence on the external market.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPessoa Junior, AdalbertoLopes, Maria Beatriz Nóbrega2024-11-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/9/9134/tde-20012025-155320/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-10T13:39:01Zoai:teses.usp.br:tde-20012025-155320Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-10T13:39:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A L-asparaginase tipo II de Escherichia coli é um agente terapêutico fundamental no tratamento da leucemia linfoblástica aguda. No entanto, a eficácia e o uso da L-Asparaginase têm sido limitados por frequentes reações de hipersensibilidade e pela formação de anticorpos anti-asparaginase, que neutralizam sua atividade enzimática. Assim, há uma busca pela produção viável de asparaginases alternativas com baixa toxicidade e alta eficácia. Este trabalho tem como objetivo a produção e purificação da enzima L-Asparaginase modificada EcAP40S/S206C, considerando a sua futura aplicação terapêutica. A produção da enzima foi realizada em modo descontínuo-alimentado em biorreator de bancada com 3 L de meio quimicamente definido e suplementado, à temperatura de 37ºC, com foco na expressão extracelular. A enzima foi produzida majoritariamente nas primeiras duas horas pós-indução, sendo posteriormente secretada para o meio extracelular, alcançando atividade enzimática de 62,9 U/mL. A enzima foi purificada até a homogeneidade a partir do sobrenadante do cultivo. Para isso, foi desenvolvido um processo de purificação que utiliza técnicas de filtração tangencial, cromatografia de troca aniônica e de exclusão molecular. A microfiltração teve o fluxo ótimo do permeado e área mínima de processo determinados em 12,3 LMH e 0,12 m2, respectivamente. A diafiltração apresentou diferença significativa para recuperação da enzima com até 3 diavolumes. A pressão de transmembrana ideal para a ultrafiltração foi de 17 psi ou 1,2 bar. A maior capacidade dinâmica de adsorção entre as condições testadas para a cromatografia aniônica foi de 46 U/mLR, obtida com a resina Q Sepharose® XL e fase móvel Tris 20 mM NaCl 25 mM e pH 8. A EcAP40S/S206C foi conjugada com moléculas de polietilenoglicol mPEG-Mal de 20 kDa por reação sítio-específica em seu resíduo de cisteína adicionado por mutação e foi analisada quanto a sua atividade enzimática e estrutura. O processo resultou em uma L-Asparaginase mutante peguilada, com um rendimento final de 6% e atividade específica determinada por método de Nessler de 90,9 ± 4,1 U/mg. O espectro de dicroísmo circular indicou que a enzima manteve a sua estrutura secundária estável após a reação de peguilação, e a análise por espalhamento dinâmico de luz demonstrou a homogeneidade da amostra alcançada com este processo, revelando a presença de menos de 2% de agregados e índice de polidispersão igual a 0,189. Este trabalho contribui para o desenvolvimento de uma L-Asparaginase nacional, com potencial uso no tratamento da leucemia linfoblástica aguda, reduzindo a dependência do mercado externo. |
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