Formação de grafita no estado bruto de fundição em aços grafiticos ao alumínio.
| Ano de defesa: | 1979 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Escola Politécnica |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-08052026-085039/ |
Resumo: | Desenvolvimentos recentes demonstraram a possibilidade da obtenção, no estado bruto de fundição, de grafita esferoidal em aços grafíticos, o que anteriormente só era possível após longos tratamentos térmicos de recozimento. Alguns trabalhos descrevem a formação da grafita, nesse tipo de material, como sendo proveniente de um processo de precipitação a partir da austenita supersaturada em carbono, portanto no estado sólido. A hipótese apresentada com relação à origem da grafita e sua morfologia baseia-se nos efeitos de adições de cálcio às ligas, processamento considerado indispensável para a obtenção dos referidos materiais. No entanto, características dessas ligas, e de aços grafíticos ligados com alumínio e inoculados com Ca-Si ou Fe-Si, sugerem que a formação da grafita se dê durante a solidificação, com a ocorrência de reação eutética. Nesta dissertação pretendeu-se estudar os aspectos relacionados à formação da grafita em aços grafíticos ao alumínio, de modo a aclarar as dúvidas mencionadas. Foram realizadas experiências, com o objetivo de avaliar a influência da composição química base e os efeitos da inoculação co Ca-Si ou Fe-Si, na quantidade e morfologia da grafita precipitada em materiais submetidos a diferentes velocidades de resfriamento. Simultaneamente, efetuou-se análise térmica e experiências de solidificação interrompida, com o objetivo de investigar a origem da grafita. Os resultados do trabalho experimental indicaram que os materiais não apresentaram grafita ao microscópio ótico, quando o carbono equivalente foi inferior a 1,77%, para teores de carbono menores que 1,0%. Todavia, a presença de grafita foi sempre observadas nos outros materiais, independentemente do tipo de inoculante utilizado. O carbono equivalente influiu, ainda, no número de partículas de grafita e na porcentagem de grafita compacutilizado. O carbono equivalente influiu, ainda, no número de partículas de grafita e na porcentagem de grafita compacta; seu acréscimo provocou, de modo geral, um aumento no primeiro parâmetro e uma diminuição no segundo, para materiais inoculados. Por outro lado, não se conseguiu estabelecer relações entre o carbono equivalente e outros parâmetros, como a porcentagem de carbonetos, a matriz metálica e o tamanho médio dos nódulos de grafita. Atribuiu-se este fato à diversidade entre os teores de silício, carbono e alumínio, propositalmente existente nas ligas estudadas. Pode-se, no entanto, constatar alguns efeitos do alumínio, como o aumento da porcentagem de grafita compacta, o incremento da quantidade de ferrita na matriz e a diminuição da quantidade de carbonetos, para altos teores (~2,70% A1). A velocidade de resfriamento teve efeito marcante na quantidade de partículas de grafita, porcentagem de nódulos e seus diâmetros médios; quando diminuiu, provocou um aumento nos dois primeiros parâmetros, e um decréscimo no último, para materiais inoculados. A inoculação diminuiu de modo sensível a quantidade de carbonetos para determinadas velocidades de resfriamento e composição química, aumentando a porcentagem de nódulos, para o caso das maiores velocidades de resfriamento, em relação aos materiais não inoculados. As experiências de solidificação interrompida indicaram a existência de produtos de reação eutética como ledeburita e grafita; grande parte dos nódulos de grafita estava situada no líquido interdendrítico temperado. Todavia, a análise térmica não indicou a ocorrência de reação eutética. Os resultados permitiram concluir, que grande parte da grafita deve se formar durante a solidificação dos aços grafíticos estudados, sendo este processo influenciado pelas variáveis mencionadas, de modo semelhante aos ferrosfundidos nodulares. Os fatores que interferem na morfologia da grafita têm efeito, em grande parte, na cinética do crescimento, na estabilidade da interface grafita/líquido e condições para formação de halos, e também favorecem a obtenção de eutético divorciado. |
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Formação de grafita no estado bruto de fundição em aços grafiticos ao alumínio.Untitled in englishAlumínioFundiçãoAluminumFoundryDesenvolvimentos recentes demonstraram a possibilidade da obtenção, no estado bruto de fundição, de grafita esferoidal em aços grafíticos, o que anteriormente só era possível após longos tratamentos térmicos de recozimento. Alguns trabalhos descrevem a formação da grafita, nesse tipo de material, como sendo proveniente de um processo de precipitação a partir da austenita supersaturada em carbono, portanto no estado sólido. A hipótese apresentada com relação à origem da grafita e sua morfologia baseia-se nos efeitos de adições de cálcio às ligas, processamento considerado indispensável para a obtenção dos referidos materiais. No entanto, características dessas ligas, e de aços grafíticos ligados com alumínio e inoculados com Ca-Si ou Fe-Si, sugerem que a formação da grafita se dê durante a solidificação, com a ocorrência de reação eutética. Nesta dissertação pretendeu-se estudar os aspectos relacionados à formação da grafita em aços grafíticos ao alumínio, de modo a aclarar as dúvidas mencionadas. Foram realizadas experiências, com o objetivo de avaliar a influência da composição química base e os efeitos da inoculação co Ca-Si ou Fe-Si, na quantidade e morfologia da grafita precipitada em materiais submetidos a diferentes velocidades de resfriamento. Simultaneamente, efetuou-se análise térmica e experiências de solidificação interrompida, com o objetivo de investigar a origem da grafita. Os resultados do trabalho experimental indicaram que os materiais não apresentaram grafita ao microscópio ótico, quando o carbono equivalente foi inferior a 1,77%, para teores de carbono menores que 1,0%. Todavia, a presença de grafita foi sempre observadas nos outros materiais, independentemente do tipo de inoculante utilizado. O carbono equivalente influiu, ainda, no número de partículas de grafita e na porcentagem de grafita compacutilizado. O carbono equivalente influiu, ainda, no número de partículas de grafita e na porcentagem de grafita compacta; seu acréscimo provocou, de modo geral, um aumento no primeiro parâmetro e uma diminuição no segundo, para materiais inoculados. Por outro lado, não se conseguiu estabelecer relações entre o carbono equivalente e outros parâmetros, como a porcentagem de carbonetos, a matriz metálica e o tamanho médio dos nódulos de grafita. Atribuiu-se este fato à diversidade entre os teores de silício, carbono e alumínio, propositalmente existente nas ligas estudadas. Pode-se, no entanto, constatar alguns efeitos do alumínio, como o aumento da porcentagem de grafita compacta, o incremento da quantidade de ferrita na matriz e a diminuição da quantidade de carbonetos, para altos teores (~2,70% A1). A velocidade de resfriamento teve efeito marcante na quantidade de partículas de grafita, porcentagem de nódulos e seus diâmetros médios; quando diminuiu, provocou um aumento nos dois primeiros parâmetros, e um decréscimo no último, para materiais inoculados. A inoculação diminuiu de modo sensível a quantidade de carbonetos para determinadas velocidades de resfriamento e composição química, aumentando a porcentagem de nódulos, para o caso das maiores velocidades de resfriamento, em relação aos materiais não inoculados. As experiências de solidificação interrompida indicaram a existência de produtos de reação eutética como ledeburita e grafita; grande parte dos nódulos de grafita estava situada no líquido interdendrítico temperado. Todavia, a análise térmica não indicou a ocorrência de reação eutética. Os resultados permitiram concluir, que grande parte da grafita deve se formar durante a solidificação dos aços grafíticos estudados, sendo este processo influenciado pelas variáveis mencionadas, de modo semelhante aos ferrosfundidos nodulares. Os fatores que interferem na morfologia da grafita têm efeito, em grande parte, na cinética do crescimento, na estabilidade da interface grafita/líquido e condições para formação de halos, e também favorecem a obtenção de eutético divorciado.Recent developments have demonstrated the possibility of obtaining spheroidal graphite in graphitic steels, as cast. In the past, this was only possible after long anealling cycles. Some papers describe the graphite formation, in this material, and suggest its precipitation from supersaturated austenite, thus in the solid state. The hipotheses related to the origin of graphite and its morphology is based on the effect of calcium additions; this process is considered essential for the production of the refered materials. However, some characteristic features of these alloys, and of alluminium graphitic cast steels, inoculated with Ca-Si or Fe-Si, suggest the graphite formation during the solidification, through eutectic reaction. It was intention, in this Dissertation, to study the aspects related to the graphite formation in alluminium graphitic cast steels, in order to clarify the mentioned doubts. Experiments have been made, to evaluate the influence of the base chemical composition and the effects of the inoculation with Ca-Si or Fe-Si in the amount and morphology of graphite precipitated, when the alloys were subjectedto different cooling rates. At the same time, thermal analysis and quenching experiments were performed, in order to investigate the origin of the graphite. The experimental results showed that there was no graphite paticles visible at optical microscopes, when the carbon equivalent was lower than 1,77%, for carbon contents lower than 1,0%.However, graphite was always observed in the other materials studied, for both kind of inoculants added. The carbon equivalent affected also the number of graphite particles and the percentage of nodules; the first parameter was increased and the second was lowered by its increase, for inoculated alloys. On the other hand, it was nor possible to stablish relations between the carbon equivalent and other parameters, as the amount of carbides, the metallic matrix and the mean size of graphite modules. This fact was ascribed to the deliberated diversity between silicon, carbon and alluminium contents in the studied alloys. However it is possible to observe some effects of the alluminium, like an increase in the percentage of cooling rates and chemical composition, and increased the nodules and in the amount of ferrite and a reduction in the amount of carbide, for high contents (~2,70% A1). The cooling rates exercised a remarkable influence upon the amount of graphite particles, the percentage of nodules and its mean size; when it decreased, the first two parameters were increased, and the last was lowered, for inoculated materials. The inoculation sensibly reduced the amount of carbides, considering certain cooling rates and chemical composition, and increased the percentage of nodules, for the highest cooling rates, comparing with non inoculated alloys. The quenching experiments showed the presence of eutectic products, like ledeburite and graphite; a great number of graphite nodules were at the interdendritic quenched liquid. However, the thermal analysis did not indicate the ocurrence of eutectic reaction. It was concluded, through the experimental results, that a great portion of graphite nodules is to be formed within the solidification of the studied graphitic cast steels, and this process is affected by the mentioned variables, in the same way as in thenodular cast irons. The factors that exercise influence upon the morphology of the graphite would affect, at most, the kinetics of grouth, in what concerns to the stability of the interface graphite/liquid, and the condition to halo formation and divorced eutectic growth.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloEscola PolitécnicaPieske, AdolarCastello Branco, Carlos Haydt1979-12-172026-05-08info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-08052026-085039/doi:10.11606/D.3.1979.tde-08052026-085039Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-05-08T11:55:02Zoai:teses.usp.br:tde-08052026-085039Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-05-08T11:55:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Desenvolvimentos recentes demonstraram a possibilidade da obtenção, no estado bruto de fundição, de grafita esferoidal em aços grafíticos, o que anteriormente só era possível após longos tratamentos térmicos de recozimento. Alguns trabalhos descrevem a formação da grafita, nesse tipo de material, como sendo proveniente de um processo de precipitação a partir da austenita supersaturada em carbono, portanto no estado sólido. A hipótese apresentada com relação à origem da grafita e sua morfologia baseia-se nos efeitos de adições de cálcio às ligas, processamento considerado indispensável para a obtenção dos referidos materiais. No entanto, características dessas ligas, e de aços grafíticos ligados com alumínio e inoculados com Ca-Si ou Fe-Si, sugerem que a formação da grafita se dê durante a solidificação, com a ocorrência de reação eutética. Nesta dissertação pretendeu-se estudar os aspectos relacionados à formação da grafita em aços grafíticos ao alumínio, de modo a aclarar as dúvidas mencionadas. Foram realizadas experiências, com o objetivo de avaliar a influência da composição química base e os efeitos da inoculação co Ca-Si ou Fe-Si, na quantidade e morfologia da grafita precipitada em materiais submetidos a diferentes velocidades de resfriamento. Simultaneamente, efetuou-se análise térmica e experiências de solidificação interrompida, com o objetivo de investigar a origem da grafita. Os resultados do trabalho experimental indicaram que os materiais não apresentaram grafita ao microscópio ótico, quando o carbono equivalente foi inferior a 1,77%, para teores de carbono menores que 1,0%. Todavia, a presença de grafita foi sempre observadas nos outros materiais, independentemente do tipo de inoculante utilizado. O carbono equivalente influiu, ainda, no número de partículas de grafita e na porcentagem de grafita compacutilizado. O carbono equivalente influiu, ainda, no número de partículas de grafita e na porcentagem de grafita compacta; seu acréscimo provocou, de modo geral, um aumento no primeiro parâmetro e uma diminuição no segundo, para materiais inoculados. Por outro lado, não se conseguiu estabelecer relações entre o carbono equivalente e outros parâmetros, como a porcentagem de carbonetos, a matriz metálica e o tamanho médio dos nódulos de grafita. Atribuiu-se este fato à diversidade entre os teores de silício, carbono e alumínio, propositalmente existente nas ligas estudadas. Pode-se, no entanto, constatar alguns efeitos do alumínio, como o aumento da porcentagem de grafita compacta, o incremento da quantidade de ferrita na matriz e a diminuição da quantidade de carbonetos, para altos teores (~2,70% A1). A velocidade de resfriamento teve efeito marcante na quantidade de partículas de grafita, porcentagem de nódulos e seus diâmetros médios; quando diminuiu, provocou um aumento nos dois primeiros parâmetros, e um decréscimo no último, para materiais inoculados. A inoculação diminuiu de modo sensível a quantidade de carbonetos para determinadas velocidades de resfriamento e composição química, aumentando a porcentagem de nódulos, para o caso das maiores velocidades de resfriamento, em relação aos materiais não inoculados. As experiências de solidificação interrompida indicaram a existência de produtos de reação eutética como ledeburita e grafita; grande parte dos nódulos de grafita estava situada no líquido interdendrítico temperado. Todavia, a análise térmica não indicou a ocorrência de reação eutética. Os resultados permitiram concluir, que grande parte da grafita deve se formar durante a solidificação dos aços grafíticos estudados, sendo este processo influenciado pelas variáveis mencionadas, de modo semelhante aos ferrosfundidos nodulares. Os fatores que interferem na morfologia da grafita têm efeito, em grande parte, na cinética do crescimento, na estabilidade da interface grafita/líquido e condições para formação de halos, e também favorecem a obtenção de eutético divorciado. |
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