Competências empreendedoras e empreendedorismo feminino: impactos na continuidade de empresas no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Frenhe, Bianca Maia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12142/tde-22012026-143033/
Resumo: Este estudo investiga quais competências empreendedoras devem ser priorizadas em programas de desenvolvimento para aumentar a perenidade de negócios fundados por mulheres no Brasil. A relevância da pesquisa decorre da importância que o empreendedorismo feminino conquista cada vez mais, com impactos sociais, econômicos e de autonomia feminina. Para tanto, os negócios foram de acordo com definição do GEM para classificar o estágio do negócio (inicial < 42 meses; estabelecido >= 42 meses) e valeu-se de um questionário com 11 assertivas em escala Likert referentes a competências para 167 empreendedoras brasileiras definidas por conveniência. As competências foram analisadas em três dimensões principais: a gerencial, a sociocultural e a individual. Para análise descritiva e de regressão múltipla, com verificação de multicolinearidade, considerou-se que a variável dependente é o estágio do negócio e as independentes são as 11 competências exploradas. A análise descritiva indicou um perfil empreendedor orientado à aprendizado e conexão, com autopercepção mais baixa para gestão financeira, delegação de tarefas, equilíbrio entre trabalho e família e resiliência. Na regressão, a resiliência apresenta efeito positivo e significativo sobre a probabilidade de o negócio estar estabelecido (=0,170; p=0,019), ao passo que disponibilidade para errar surge com coeficiente negativo e significante a 10%, sugerindo ser marca da fase inicial. Esses achados estão relacionados com a motivação principal que levou as empreendedoras a iniciar seus negócios, a autonomia para desenvolver suas atividades profissionais aliada à busca por conhecimento mostra uma empreendedora consciente de seu poder e necessidade. Uma proposta de aglutinação das motivações para empreender considera: i. impulsionadoras do empreendedorismo, ii. as que lidam com desestímulos das carreiras formais e iii. As de teor ambivalente Implicações práticas: trilhas educacionais que complementem os conhecimentos existentes pois, para a amostra considerada, a educação formal pela graduação e pós-graduação é encontrada na maioria absoluta das empreendedoras; contudo, necessitam de conhecimentos adicionais em finanças, gestão de pessoas e resiliência, apoiadas com mecanismos de redução do custo do erro durante a fase inicial do negócio, além de suporte sociocultural nos programas de desenvolvimento (redes de apoio e de saúde mental).
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Para tanto, os negócios foram de acordo com definição do GEM para classificar o estágio do negócio (inicial < 42 meses; estabelecido >= 42 meses) e valeu-se de um questionário com 11 assertivas em escala Likert referentes a competências para 167 empreendedoras brasileiras definidas por conveniência. As competências foram analisadas em três dimensões principais: a gerencial, a sociocultural e a individual. Para análise descritiva e de regressão múltipla, com verificação de multicolinearidade, considerou-se que a variável dependente é o estágio do negócio e as independentes são as 11 competências exploradas. A análise descritiva indicou um perfil empreendedor orientado à aprendizado e conexão, com autopercepção mais baixa para gestão financeira, delegação de tarefas, equilíbrio entre trabalho e família e resiliência. Na regressão, a resiliência apresenta efeito positivo e significativo sobre a probabilidade de o negócio estar estabelecido (=0,170; p=0,019), ao passo que disponibilidade para errar surge com coeficiente negativo e significante a 10%, sugerindo ser marca da fase inicial. Esses achados estão relacionados com a motivação principal que levou as empreendedoras a iniciar seus negócios, a autonomia para desenvolver suas atividades profissionais aliada à busca por conhecimento mostra uma empreendedora consciente de seu poder e necessidade. Uma proposta de aglutinação das motivações para empreender considera: i. impulsionadoras do empreendedorismo, ii. as que lidam com desestímulos das carreiras formais e iii. As de teor ambivalente Implicações práticas: trilhas educacionais que complementem os conhecimentos existentes pois, para a amostra considerada, a educação formal pela graduação e pós-graduação é encontrada na maioria absoluta das empreendedoras; contudo, necessitam de conhecimentos adicionais em finanças, gestão de pessoas e resiliência, apoiadas com mecanismos de redução do custo do erro durante a fase inicial do negócio, além de suporte sociocultural nos programas de desenvolvimento (redes de apoio e de saúde mental).This study investigates which entrepreneurial competencies should be prioritized in development initiatives to increase the longevity of businesses founded by women in Brazil. The relevance of the research follows from the growing importance of womens entrepreneurship and its social, economic, and autonomy-related impacts. As a proxy for maturity, ventures were segmented into early-stage and established. The Global Entrepreneurship Monitor (GEM) definition was adopted to classify business stage (early-stage < 42 months; established >= 42 months). A convenience sample of 167 Brazilian women entrepreneurs responded to an 11-item Likert-scale questionnaire on competencies. Competencies were analyzed along three dimensions: managerial, sociocultural, and individual. For the descriptive analysis and multiple regression (with multicollinearity diagnostics), business stage was the dependent variable and the 11 competencies were the independent variables. Descriptive results indicated a learning- and connection-oriented entrepreneurial profile, with lower self-perceptions for financial management, task delegation, workfamily balance, and resilience. In the regression, resilience showed a positive and statistically significant effect on the probability of being an established business ( = 0.170; p = 0.019), whereas willingness to make mistakes had a negative coefficient, significant at the 10% level, suggesting it is characteristic of the early stage. These findings are consistent with the main motivation reported for starting a business: autonomy to conduct professional activities, together with the pursuit of knowledge, portraying entrepreneurs aware of their agency and needs. A proposed synthesis of motivations to undertake entrepreneurship groups them into: (i) drivers of entrepreneurship; (ii) responses to disincentives in formal careers; and (iii) motives of an ambivalent nature. Practical implications include educational pathways that complement existing knowledge - since in this sample, formal undergraduate and graduate education was held by the vast majority of entrepreneurs - nonetheless, additional learning is needed in finance, people management, and resilience, supported by mechanisms that reduce the cost of error during the early stage, as well as sociocultural support within development initiatives (support networks and mental-health resources).Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFrezatti, FabioFrenhe, Bianca Maia2025-10-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12142/tde-22012026-143033/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-19T14:20:02Zoai:teses.usp.br:tde-22012026-143033Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-19T14:20:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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