Respostas autonômicas e respiratórias à microinjeção de ATP no NTS intermediário e no NTS caudal em ratos acordados e na preparação coração-tronco cerebral isolados
| Ano de defesa: | 2004 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto |
| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-15042026-165533/ |
Resumo: | No presente estudo avaliamos a participação da vasopressina na resposta pressora decorrente da ativação dos quimiorreceptores periféricos com KCN, bem como as respostas autonômicas e ventilatórias decorrentes da microinjeção de ATP no NTS intermediário ou caudal de ratos não-anestesiados. Além disso, estudamos as alterações na atividade do nervo frênico, na atividade do nervo simpático e na freqüência cardíaca decorrentes da ativação do quimiorreflexo e da microinjeção de ATP no NTS intermediário e caudal na preparação CTCI. Os resultados mostraram que a prévia injeção intravenosa de antagonista dos receptores V<sub>1</sub> da vasopressina não promoveu nenhuma alteração nas respostas pressora e bradicárdica à ativação do quimiorreflexo em ratos não-anestesiados, sugerindo que a vasopressina não participa diretamente da resposta pressora promovida pela ativação desse reflexo. Avaliamos também a participação dos componentes autonômicos (simpático e parassimpático) sobre as respostas cardiovasculares (aumento na pressão arterial e bradicardia) promovidas pela microinjeção de ATP no NTS intermediário de ratos não-anestesiados. Os resultados desse protocolo nos mostraram que essas respostas cardiovasculares são processadas de maneira independente, pois a prévia injeção de prazosin (antagonista α<sub>1</sub>-adrenérgico) aboliu a resposta pressora sem afetar a bradicardia e, a prévia injeção de metil-atropina (antagonista dos receptores colinérgicos muscarínicos) bloqueou a bradicardia sem afetar a resposta pressora. Tendo em vista que as respostas cardiovasculares à microinjeção de ATP no NTS intermediário apresentaram um padrão semelhantes àquelas obtidas quando da ativação do quimiorreflexo (aumento na pressão arterial e bradicardia) em ratos não-anestesiados, um outro objetivo do presente trabalho foi avaliar e comparar os padrões das respostas ventilatórias frente a essas duas situações. Os resultados mostraram que as respostas respiratórias não foram semelhantes, pois a ativação do quimiorreflexo promoveu taquipnéia e a microinjeção de ATP no NTS intermediário resultou em apnéia. Avaliamos também os efeitos da microinjeção de ATP no NTS comissural caudal sobre a pressão arterial, freqüência cardíaca e ventilação comparando-as com as respostas promovidas pela ativação do quimiorreflexo, uma vez que, vários trabalhos na literatura evidenciaram que as aferências dos quimiorreceptores periféricos se projetam principalmente para a região comissural caudal do NTS. Os resultados mostraram que a microinjeção de ATP no NTS comissural caudal promoveu um padrão de respostas cardiovasculares e respiratórias muito semelhantes à ativação dos quimiorreceptores, ou seja, aumento na pressão arterial, queda de menor magnitude na freqüência cardíaca e taquipnéia. Esses resultados sugerem que o ATP atuando em neurônios, principalmente na região comissural caudal do NTS, desempenha um importante papel sobre as alterações cardiovasculares e respiratórias, no entanto, não podemos afirmar se essa purina está realmente envolvida na neurotransmissão dos ajustes cardiorespiratórios das vias do quimiorreflexo. Nos experimentos conduzidos na preparação CTCI, nós observamos que a estimulação dos quimiorreceptores periféricos com KCN promoveu um aumento significativo na atividade dos nervos frênico e simpático torácico e uma intensa bradicardia. Um outro aspecto abordado no presente trabalho foi o efeito da microinjeção de doses crescentes de ATP (1, 5, 25, 100 e 500 mM) no NTS intermediário e comissural caudal sobre a atividade dos nervos frênico e simpático e sobre a freqüência cardíaca na preparação CTCI. Os nossos resultados evidenciaram que a microinjeção de ATP no NTS intermediário promoveu uma redução na atividade do nervo frênico e na freqüência cardíaca, que seguiu um perfil dose-dependente. Em relação à atividade simpática verificamos que a dose de 5 até a dose de 500 mM de ATP microinjetada no NTS intermediário promoveu diminuição na atividade do nervo simpático, porém não seguiu um padrão dose-dependente. Em relação aos efeitos da microinjeção de doses crescentes de ATP no NTS comissural caudal nossos resultados evidenciaram que houve um aumento na atividade do nervo frênico seguindo um perfil dose-dependente. As alterações sobre a freqüência cardíaca resultaram em bradicardia, a qual foi de pequena magnitude e não seguiu um padrão dose-dependente. Já os efeitos sobre a atividade simpática nós observamos que a microinjeção de ATP no NTS comissural caudal não promoveu alterações significativas sobre essa variável. Nossos dados, na preparação CTCI, nos permitem sugerir que esse modelo experimental é adequado para estudarmos a neurotransmissão, no NTS, dos ajustes autonômicos e ventilatórios decorrentes da ativação do quimiorreflexo. Em relação aos efeitos do ATP, nós sugerimos que o ATP atuando em neurônios da região intermediária do NTS poderia estar envolvido principalmente no processamento dos ajustes cardiorespiratórios da via do barorreflexo. Por outro lado, o efeito do ATP sobre neurônios da região comissural caudal do NTS poderia estar envolvido principalmente com o processamento dos ajustes ventilatórios nas vias do quimiorreflexo, porém não necessariamente com a resposta simpato-excitatória desse reflexo. |
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Respostas autonômicas e respiratórias à microinjeção de ATP no NTS intermediário e no NTS caudal em ratos acordados e na preparação coração-tronco cerebral isoladosNão informado.Não informado.Não informado.No presente estudo avaliamos a participação da vasopressina na resposta pressora decorrente da ativação dos quimiorreceptores periféricos com KCN, bem como as respostas autonômicas e ventilatórias decorrentes da microinjeção de ATP no NTS intermediário ou caudal de ratos não-anestesiados. Além disso, estudamos as alterações na atividade do nervo frênico, na atividade do nervo simpático e na freqüência cardíaca decorrentes da ativação do quimiorreflexo e da microinjeção de ATP no NTS intermediário e caudal na preparação CTCI. Os resultados mostraram que a prévia injeção intravenosa de antagonista dos receptores V<sub>1</sub> da vasopressina não promoveu nenhuma alteração nas respostas pressora e bradicárdica à ativação do quimiorreflexo em ratos não-anestesiados, sugerindo que a vasopressina não participa diretamente da resposta pressora promovida pela ativação desse reflexo. Avaliamos também a participação dos componentes autonômicos (simpático e parassimpático) sobre as respostas cardiovasculares (aumento na pressão arterial e bradicardia) promovidas pela microinjeção de ATP no NTS intermediário de ratos não-anestesiados. Os resultados desse protocolo nos mostraram que essas respostas cardiovasculares são processadas de maneira independente, pois a prévia injeção de prazosin (antagonista α<sub>1</sub>-adrenérgico) aboliu a resposta pressora sem afetar a bradicardia e, a prévia injeção de metil-atropina (antagonista dos receptores colinérgicos muscarínicos) bloqueou a bradicardia sem afetar a resposta pressora. Tendo em vista que as respostas cardiovasculares à microinjeção de ATP no NTS intermediário apresentaram um padrão semelhantes àquelas obtidas quando da ativação do quimiorreflexo (aumento na pressão arterial e bradicardia) em ratos não-anestesiados, um outro objetivo do presente trabalho foi avaliar e comparar os padrões das respostas ventilatórias frente a essas duas situações. Os resultados mostraram que as respostas respiratórias não foram semelhantes, pois a ativação do quimiorreflexo promoveu taquipnéia e a microinjeção de ATP no NTS intermediário resultou em apnéia. Avaliamos também os efeitos da microinjeção de ATP no NTS comissural caudal sobre a pressão arterial, freqüência cardíaca e ventilação comparando-as com as respostas promovidas pela ativação do quimiorreflexo, uma vez que, vários trabalhos na literatura evidenciaram que as aferências dos quimiorreceptores periféricos se projetam principalmente para a região comissural caudal do NTS. Os resultados mostraram que a microinjeção de ATP no NTS comissural caudal promoveu um padrão de respostas cardiovasculares e respiratórias muito semelhantes à ativação dos quimiorreceptores, ou seja, aumento na pressão arterial, queda de menor magnitude na freqüência cardíaca e taquipnéia. Esses resultados sugerem que o ATP atuando em neurônios, principalmente na região comissural caudal do NTS, desempenha um importante papel sobre as alterações cardiovasculares e respiratórias, no entanto, não podemos afirmar se essa purina está realmente envolvida na neurotransmissão dos ajustes cardiorespiratórios das vias do quimiorreflexo. Nos experimentos conduzidos na preparação CTCI, nós observamos que a estimulação dos quimiorreceptores periféricos com KCN promoveu um aumento significativo na atividade dos nervos frênico e simpático torácico e uma intensa bradicardia. Um outro aspecto abordado no presente trabalho foi o efeito da microinjeção de doses crescentes de ATP (1, 5, 25, 100 e 500 mM) no NTS intermediário e comissural caudal sobre a atividade dos nervos frênico e simpático e sobre a freqüência cardíaca na preparação CTCI. Os nossos resultados evidenciaram que a microinjeção de ATP no NTS intermediário promoveu uma redução na atividade do nervo frênico e na freqüência cardíaca, que seguiu um perfil dose-dependente. Em relação à atividade simpática verificamos que a dose de 5 até a dose de 500 mM de ATP microinjetada no NTS intermediário promoveu diminuição na atividade do nervo simpático, porém não seguiu um padrão dose-dependente. Em relação aos efeitos da microinjeção de doses crescentes de ATP no NTS comissural caudal nossos resultados evidenciaram que houve um aumento na atividade do nervo frênico seguindo um perfil dose-dependente. As alterações sobre a freqüência cardíaca resultaram em bradicardia, a qual foi de pequena magnitude e não seguiu um padrão dose-dependente. Já os efeitos sobre a atividade simpática nós observamos que a microinjeção de ATP no NTS comissural caudal não promoveu alterações significativas sobre essa variável. Nossos dados, na preparação CTCI, nos permitem sugerir que esse modelo experimental é adequado para estudarmos a neurotransmissão, no NTS, dos ajustes autonômicos e ventilatórios decorrentes da ativação do quimiorreflexo. Em relação aos efeitos do ATP, nós sugerimos que o ATP atuando em neurônios da região intermediária do NTS poderia estar envolvido principalmente no processamento dos ajustes cardiorespiratórios da via do barorreflexo. Por outro lado, o efeito do ATP sobre neurônios da região comissural caudal do NTS poderia estar envolvido principalmente com o processamento dos ajustes ventilatórios nas vias do quimiorreflexo, porém não necessariamente com a resposta simpato-excitatória desse reflexo.ln the present study, we evaluated the role of vasopressin on the pressor response to peripheral chemoreceptor activation, as well as the autonomic and ventilatory responses to microinjection of ATP into the intermediate and caudal commissural NTS of awake rats. Besides, we verified the changes in the phrenic nerve activity (PNA), sympathetic nerve activity (SNA), and heart rate (HR) elicited by chemoreflex activation or by microinjection of ATP into the intermediate and caudal comissural NTS in the working heart-brainstem preparation (WHBP). Regarding, vasopressmergic component on cardiovascular responses to chemoreflex activation, our data showed that blockade of peripheral V<sub>1</sub> receptor produced no changes in the pressor and bradycardic responses to chemoreflex activation in awake rats. These results suggest that vasopressin does not play a significant role on the pressor response elicited by chemoreflex activation. We also evaluated the autonomic component (parasympathetic and sympathetic) on cardiovascular responses (pressor and bradycardia) produced by microinjection of ATP into the intermediate NTS of awake rats. Our results reported that pressor and bradycardic responses to microinjection of ATP into the intermediate NTS were processed independently, because the blockade of α<sub>1</sub>-adrenoceptors (prazosin, i.v.) abolished the pressor response and did not change the bradycardic response to microinjection of ATP into the intermediate NTS. Moreover, the blockade of muscarinic receptors (methyl-atropine, i. v.) abolished the bradycardia and did not affect the pressor response. Since, the microinjection of ATP into the intermediate NTS produces a pattern of cardiovascular responses similar to chemoreflex activation in awake rats, another goal, in the present study, was compare the pattern of ventilatory responses to these two situations. Our results showed that the ventilatory responses were in opposite direction. While the chemoreflex activation produced tachypnoea, the microinjection of ATP into the intermediate NTS produced apnoea. We compared also the cardiorespiratory responses produced by chemoreflex activation with those produced by microinjection of ATP into the caudal commissural NTS, because several studies have shown that inputs from peripheral chemoreceptors reaching the caudal portion of the commissural NTS. Our data showed that microinjection of ATP into the caudal commissural NTS produced a partern of pressor and tachypneic responses very similar to chemoreflex activation. Theses results suggest that ATP acting in neurons, mainly at the caudal level of the NTS, play an important role on the cardiovascular and respiratory changes. However, we cannot assert the real involvement of this purine on the neurotransmission of the cardiorespiratory adjustments in the chemoreflex pathways. ln the WHBP experiments, we observed that the chemoreflex activation produced increases in the phrenic and thoracic sympathetic nerves discharges and an intense bradycardic response. ln addition, we verified the effects of increasing doses of ATP (1, 5, 25, 100, 500 mM) microinjected into the intermediate or caudal commissural NTS on the phrenic and sympathetic nerves activities, and heart rate. Our results reported that microinjection of ATP into the intermediate NTS produced a reduction in the PNA and HR, which followed a dose-dependent pattem. ln relation to SNA we observed that the dose of ATP within the range 5 to 500 mM when microinjected into the intermediate NTS produced reductions in the SNA, but these effects did not follow a dose-dependent partern. Regarding, the microinjection of increasing dose of the ATP into the caudal commissural NTS, our results showed an increase in the PNA in dose-dependent way. ln addition, the microinjection of ATP into the caudal commissural NTS produced bradycardic responses, which were not dose-related. The SNA was not changed by different doses of ATP microinjected into the caudal commissural NTS. Our data suggest that the WHBP is a suitable experimental model to explore the neurotransmission of the cardiorespiratory adjustments elicited by chemoreflex activation at the NTS level. Regarding, the effects of ATP we suggest that, this purine acting on neurons at the intermediate NTS could be involved in the cardiovascular and respiratory mechanism related to baroreflex pathways. On the other hand, the ATP acting on neurons at the caudal commissural NTS could be involved mainly in the ventilatory adjustments of the chemoreflex, but not in the sympathoexcitatory component of this reflex.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Medicina de Ribeirão PretoMachado, Benedito HonórioAntunes, Vagner Roberto2004-06-282026-04-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-15042026-165533/doi:10.11606/T.17.2004.tde-15042026-165533Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-15T20:15:08Zoai:teses.usp.br:tde-15042026-165533Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-15T20:15:08Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Avaliamos também a participação dos componentes autonômicos (simpático e parassimpático) sobre as respostas cardiovasculares (aumento na pressão arterial e bradicardia) promovidas pela microinjeção de ATP no NTS intermediário de ratos não-anestesiados. Os resultados desse protocolo nos mostraram que essas respostas cardiovasculares são processadas de maneira independente, pois a prévia injeção de prazosin (antagonista α<sub>1</sub>-adrenérgico) aboliu a resposta pressora sem afetar a bradicardia e, a prévia injeção de metil-atropina (antagonista dos receptores colinérgicos muscarínicos) bloqueou a bradicardia sem afetar a resposta pressora. 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Os resultados mostraram que a microinjeção de ATP no NTS comissural caudal promoveu um padrão de respostas cardiovasculares e respiratórias muito semelhantes à ativação dos quimiorreceptores, ou seja, aumento na pressão arterial, queda de menor magnitude na freqüência cardíaca e taquipnéia. Esses resultados sugerem que o ATP atuando em neurônios, principalmente na região comissural caudal do NTS, desempenha um importante papel sobre as alterações cardiovasculares e respiratórias, no entanto, não podemos afirmar se essa purina está realmente envolvida na neurotransmissão dos ajustes cardiorespiratórios das vias do quimiorreflexo. Nos experimentos conduzidos na preparação CTCI, nós observamos que a estimulação dos quimiorreceptores periféricos com KCN promoveu um aumento significativo na atividade dos nervos frênico e simpático torácico e uma intensa bradicardia. Um outro aspecto abordado no presente trabalho foi o efeito da microinjeção de doses crescentes de ATP (1, 5, 25, 100 e 500 mM) no NTS intermediário e comissural caudal sobre a atividade dos nervos frênico e simpático e sobre a freqüência cardíaca na preparação CTCI. Os nossos resultados evidenciaram que a microinjeção de ATP no NTS intermediário promoveu uma redução na atividade do nervo frênico e na freqüência cardíaca, que seguiu um perfil dose-dependente. Em relação à atividade simpática verificamos que a dose de 5 até a dose de 500 mM de ATP microinjetada no NTS intermediário promoveu diminuição na atividade do nervo simpático, porém não seguiu um padrão dose-dependente. Em relação aos efeitos da microinjeção de doses crescentes de ATP no NTS comissural caudal nossos resultados evidenciaram que houve um aumento na atividade do nervo frênico seguindo um perfil dose-dependente. As alterações sobre a freqüência cardíaca resultaram em bradicardia, a qual foi de pequena magnitude e não seguiu um padrão dose-dependente. Já os efeitos sobre a atividade simpática nós observamos que a microinjeção de ATP no NTS comissural caudal não promoveu alterações significativas sobre essa variável. Nossos dados, na preparação CTCI, nos permitem sugerir que esse modelo experimental é adequado para estudarmos a neurotransmissão, no NTS, dos ajustes autonômicos e ventilatórios decorrentes da ativação do quimiorreflexo. Em relação aos efeitos do ATP, nós sugerimos que o ATP atuando em neurônios da região intermediária do NTS poderia estar envolvido principalmente no processamento dos ajustes cardiorespiratórios da via do barorreflexo. 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