Psicanálise, cibernética e semiótica: percurso interterritorial do discreto ao contínuo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Fonseca, Pedro Leal
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-01122025-104014/
Resumo: Este trabalho propõe um percurso interterritorial entre a teoria psicanalítica de Jacques Lacan e a semiótica de linha francesa inaugurada por Algirdas Julien Greimas na década de 1960, especialmente no desenvolvimento tensivo que lhe deu Claude Zilberberg. A oposição entre discreto e contínuo norteia o percurso realizado em ambas as disciplinas. Do lado da psicanálise, parte-se da conferência \"Psicanálise e Cibernética, ou da natureza da linguagem\", proferida em 1955, e do \"Seminário sobre a Carta Roubada\", do mesmo ano, para apresentar a tese de que o pensamento de Lacan, e sua concepção de estrutura e linguagem, teriam sido influenciados de maneira determinante não só pela escola linguística de Praga, como, também, pela cibernética e pela teoria da informação. O trabalho reflete sobre as implicações de uma perspectiva sobre o inconsciente baseada em oposições binárias e a tese segundo a qual o inconsciente operaria como uma fonte de informação discreta, conforme apontado por autores do campo da teoria das mídias. Do ponto de vista da linguística e da semiótica, aferem-se as razões e o modo pelo qual a semiótica passou a contemplar o contínuo em seus modelos de análise. Compara-se a noção de oposições exclusivas do estruturalismo de Praga ao postulado de oposições participativas de Louis Hjelmslev e ao primado, em sua teoria, da complexidade e das dependências. Investigam-se os fundamentos hjelmslevianos da hipótese tensiva de Claude Zilberberg e o tratamento por ele dado à dimensão do contínuo, mostrando como suas reflexões sobre a tensividade permitem uma compreensão discursiva dos afetos e uma abordagem quantitativa não-fisicalista. Buscam-se pistas do contínuo na teorização lacaniana, encontrando-as na topologia e na noção de gozo
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