Acessibilidade por bicicleta às escolas públicas de ensino médio em São Paulo: uma abordagem qualitativa dos impactos da infraestrutura.
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3138/tde-14012026-112955/ |
Resumo: | A cidade de São Paulo estabeleceu a meta de quase quadruplicar o número de ciclistas nas ruas até 2030. Uma estratégia central para alcançar esse objetivo é a expansão da infraestrutura cicloviária em mais 1.000 km. No entanto, a rede planejada carece de critérios de priorização claramente definidos. O prazo associado a essa meta impõe pressão por uma implementação rápida e contínua. Entre os grupos com potencial de mudança modal, os estudantes do ensino médio se destacam como particularmente promissores: são jovens que não têm permissão legal para conduzir veículos motorizados, geralmente realizam deslocamentos curtos até seus destinos e, muitas vezes, dispõem de recursos financeiros limitados. Este estudo aplica o algoritmo de otimização desenvolvido por Bittencourt e Giannotti (2023) para estimar a acessibilidade por bicicleta às escolas públicas de ensino médio, com o objetivo de identificar rotas com maior demanda potencial por parte desse grupo. São analisados dois cenários: a rede cicloviária existente até o final de 2024 e a rede de expansão planejada. Para embasar a análise, a pesquisa desenvolve um modelo de velocidade de ciclistas criado a partir do contexto de São Paulo, uma grande cidade latino-americana modelo que, até onde se tem conhecimento, é inédito. Os resultados ressaltam a importância de redes localizadas em detrimento de conexões de longa distância para esse grupo-alvo, e indicam que a expansão da rede deve priorizar áreas não centrais para alcançar maior impacto. Além disso, a análise de acessibilidade revela que, no caso do uso da bicicleta, os ganhos significativos devem ser avaliados não apenas em termos de distância ou tempo de deslocamento, mas também em relação à proporção da rota percorrida em infraestrutura cicloviária protegida. Considerando que as velocidades de deslocamento aumentam apenas marginalmente com melhorias na infraestrutura, focar exclusivamente na acessibilidade baseada na distância pode gerar resultados pouco expressivos e até mesmo esconder os principais benefícios desse tipo de infraestrutura em especial, o aumento da proteção e da segurança viária. Os dados analisados das bicicletas compartilhadas dockless também trouxeram informações preciosas e inéditas na literatura sobre o perfil de quem pedala em São Paulo, dentre as quais é possível destacar: a alta presença de viagens com pelo menos um trecho de contramão (58,7%); o percentual estimado de uso da infraestrutura cicloviária (48,5%); a média de distâncias das viagens em 1,896 km e mediana de 1,391 km; o fator médio e mediano de detour, de 1,25 e 1,19, respectivamente. |
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Acessibilidade por bicicleta às escolas públicas de ensino médio em São Paulo: uma abordagem qualitativa dos impactos da infraestrutura.Bicycle accessibility to public high schools in São Paulo: a qualitative approach to infrastructure impacts.Acessibilidade potencialBicicletasBicycleCycling infrastructureInfraestrura cicloviáriaMobilidade urbanaPotential accessibilityPublic policiesUrban mobilityA cidade de São Paulo estabeleceu a meta de quase quadruplicar o número de ciclistas nas ruas até 2030. Uma estratégia central para alcançar esse objetivo é a expansão da infraestrutura cicloviária em mais 1.000 km. No entanto, a rede planejada carece de critérios de priorização claramente definidos. O prazo associado a essa meta impõe pressão por uma implementação rápida e contínua. Entre os grupos com potencial de mudança modal, os estudantes do ensino médio se destacam como particularmente promissores: são jovens que não têm permissão legal para conduzir veículos motorizados, geralmente realizam deslocamentos curtos até seus destinos e, muitas vezes, dispõem de recursos financeiros limitados. Este estudo aplica o algoritmo de otimização desenvolvido por Bittencourt e Giannotti (2023) para estimar a acessibilidade por bicicleta às escolas públicas de ensino médio, com o objetivo de identificar rotas com maior demanda potencial por parte desse grupo. São analisados dois cenários: a rede cicloviária existente até o final de 2024 e a rede de expansão planejada. Para embasar a análise, a pesquisa desenvolve um modelo de velocidade de ciclistas criado a partir do contexto de São Paulo, uma grande cidade latino-americana modelo que, até onde se tem conhecimento, é inédito. Os resultados ressaltam a importância de redes localizadas em detrimento de conexões de longa distância para esse grupo-alvo, e indicam que a expansão da rede deve priorizar áreas não centrais para alcançar maior impacto. Além disso, a análise de acessibilidade revela que, no caso do uso da bicicleta, os ganhos significativos devem ser avaliados não apenas em termos de distância ou tempo de deslocamento, mas também em relação à proporção da rota percorrida em infraestrutura cicloviária protegida. Considerando que as velocidades de deslocamento aumentam apenas marginalmente com melhorias na infraestrutura, focar exclusivamente na acessibilidade baseada na distância pode gerar resultados pouco expressivos e até mesmo esconder os principais benefícios desse tipo de infraestrutura em especial, o aumento da proteção e da segurança viária. Os dados analisados das bicicletas compartilhadas dockless também trouxeram informações preciosas e inéditas na literatura sobre o perfil de quem pedala em São Paulo, dentre as quais é possível destacar: a alta presença de viagens com pelo menos um trecho de contramão (58,7%); o percentual estimado de uso da infraestrutura cicloviária (48,5%); a média de distâncias das viagens em 1,896 km e mediana de 1,391 km; o fator médio e mediano de detour, de 1,25 e 1,19, respectivamente.The city of São Paulo has set the goal to nearly quadruple the number of cyclists on its streets by 2030. A key strategy toward achieving this objective is the expansion of the cycling infrastructure by an additional 1,000 km. The planned network, however, lacks clearly defined prioritization criteria. The timeline associated with this target creates pressure for rapid and sustained implementation. Among potential modal shift groups, high school students stand out as particularly promising: they are not legally permitted to drive motor vehicles, generally commute short distances to their destinations, and often have limited financial resources. This study applies the optimization algorithm developed by Bittencourt and Giannotti (2023) to estimate bicycle accessibility to public high schools, with the aim of identifying routes with the highest potential demand for this demographic. Two scenarios are analyzed: the existing cycling network as of the end of 2024, and the proposed expanded network. To support this analysis, the paper develops a cyclist speed model tailored to the context of São Paulo, a large Latin American city a model that, to the best of the authors knowledge, is unprecedented. The results underscore the relevance of localized networks over long-distance connections for this target group, and that network growth should target non-central areas for higher impact. Furthermore, the accessibility analysis reveals that for cycling, meaningful gains should be assessed not only in terms of distance or travel time, but also in relation to the proportion of the route covered by protected cycling infrastructure. Given that cycling speeds increase only marginally with infrastructure improvements, focusing exclusively on distance-based accessibility can offer limited insights and may even obscure the primary benefits of such infrastructure namely, increased protection and road safety. The analyzed data from dockless shared bicycles also provided valuable and unprecedented information in the literature about the profile of cyclists in São Paulo, among which the following stand out: the high occurrence of trips with at least one segment against traffic (58.7%); the estimated percentage of use of cycling infrastructure (48.5%); the average trip distance of 1.896 km and a median of 1.391 km; and the average and median detour factors of 1.25 and 1.19, respectively.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGiannotti, Mariana AbrantesFreitas, Flávio Soares de2025-08-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3138/tde-14012026-112955/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-01-14T13:43:02Zoai:teses.usp.br:tde-14012026-112955Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-01-14T13:43:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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