Fatores clínicos e prognóstico do carcinoma combinado hepatocelular-colangiocarcinoma: estudo comparativo com o carcinoma hepatocelular e o colangiocarcinoma intra-hepático
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-07032025-165640/ |
Resumo: | INTRODUÇÃO: A neoplasia maligna do fígado representa a quarta causa de morte por câncer no mundo. As principais neoplasias primárias do fígado são os carcinomas hepatocelulares (CHC), os colangiocarcinomas intra-hepáticos (CCIH) e a forma mista desses tumores, denominada carcinoma combinado hepatocelular-colangiocarcinoma (CCHCo). O CCHCo é um tumor mais raro e as maiores séries são do oriente. Assim, há necessidade de melhor entendimento sobre as características clínicas, epidemiológicas, anatomopatológicas e de prognóstico do CCHCo, especialmente em nosso meio. Objetivo: Analisar os fatores clínicos e epidemiológicos e o prognóstico de pacientes com CCHCo, comparando-os com os de pacientes portadores de CHC e CCOH do ponto de vista prognóstico; e avaliar o impacto prognóstico do componente colangiolar (CCHCo e CCIH). MÉTODOS: Foram avaliados, de modo retrospectivo, os pacientes submetidos a hepatectomia com intenção curativa (R0) por neoplasias malignas primárias do fígado (CHC, CCIH e CCHCo) no período de janeiro de 2007 a agosto de 2017. Foi realizada a revisão de todas as lâminas por um único patologista com experiência em patologia hepática, com o objetivo de reclassificar esses tumores. Foram avaliadas variáveis clínico-laboratoriais, cirúrgicas e realizada análise de sobrevida global e livre de doença. As análises foram feitas comparando as três formas tumorais entre si e a comparação do prognóstico entre tumores com componente colangiolar (CCIH e CCHCo) e a forma hepatocelular pura (CHC). RESULTADOS: O diagnóstico inicial era de CHC em 107 pacientes, CCIH em 21 e CCHCo em 12 pacientes. Após reavaliação histológica, 100 (71.42%) casos foram reclassificados como portadores de CHC, 17 como CCIH (12.14%) e 23 como CCHCo (16.42%), representando uma mudança na classificação em 10,7% dos casos. O CHC, quando comparado com o CCHCo, foi mais prevalente no sexo masculino. Não houve diferença estatística em relação ao tamanho dos tumores. A presença de cirrose e alfafetoproteína >200 ng/ml foram mais frequentes em pacientes com CCHCo quando comparados àqueles com CCIH. Os níveis de CA 19-9 foram mais elevados em pacientes com CCHCo quando comparados aos portadores de CHC. Quando pacientes com CHC e CCIH foram comparados entre si, houve uma maior prevalência do sexo masculino no CHC, assim como maior frequência de cirrose. O nível de alfafetoproteína >200 ng/ml foi mais frequente no grupo CHC e o CA 19-9 teve níveis mais elevados em pacientes com CCIH. O tempo médio de SG foi de 76,5 ± 6,2 meses para o CHC, 24,8 ± 3,1 meses para o CCIH e 28,6 ± 3,7 meses para o CCHCo. Para pacientes com o componente colangiolar (CCIH e CCHCo), o tempo médio de SG foi de 27,8 ± 2,6 meses. O tempo médio de SLD foi de 75,2 ± 7,1 meses para pacientes com CHC, 15,8 ± 3,1 meses para os com CCIH, e de 12,2 ± 2,1 meses para os pacientes com CCHCo. Quando agrupamos os pacientes com a presença do componente colangiolar (CCHCo + CCIH) a sobrevida média livre de doença foi de 15,3 ± 2,1 meses. Os pacientes acometidos por CHC apresentaram um tempo médio de SLD maior quando comparados àqueles acometidos por CCIH e CCHCo. CONCLUSÃO: Os pacientes com CCHCo tiveram níveis de alfafetoproteína e presença de cirrose mais semelhantes ao HCC e níveis de CA 19-9 semelhantes ao CCIH. Aqueles com CHC tiveram melhor sobrevida global e livre de doença quando comparados àqueles com tumores com componente colangiolar (CCIH e CCHCo). Dado seu impacto prognóstico, é importante a pesquisa ativa pelo componente colangiolar em pacientes com tumores primários hepáticos |
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Fatores clínicos e prognóstico do carcinoma combinado hepatocelular-colangiocarcinoma: estudo comparativo com o carcinoma hepatocelular e o colangiocarcinoma intra-hepáticoClinical factors and prognosis of combined hepatocellular-cholangiocarcinoma: a comparative study with hepatocellular carcinoma and intrahepatic cholangiocarcinomaCarcinoma hepatocelularCholangiocarcinomaCirrose hepáticaColangiocarcinomaHepatectomiaHepatectomyHepatocellular carcinomaLiver cirrhosisLiver neoplasmsLiver transplantationNeoplasias hepáticasTransplante de fígadoINTRODUÇÃO: A neoplasia maligna do fígado representa a quarta causa de morte por câncer no mundo. As principais neoplasias primárias do fígado são os carcinomas hepatocelulares (CHC), os colangiocarcinomas intra-hepáticos (CCIH) e a forma mista desses tumores, denominada carcinoma combinado hepatocelular-colangiocarcinoma (CCHCo). O CCHCo é um tumor mais raro e as maiores séries são do oriente. Assim, há necessidade de melhor entendimento sobre as características clínicas, epidemiológicas, anatomopatológicas e de prognóstico do CCHCo, especialmente em nosso meio. Objetivo: Analisar os fatores clínicos e epidemiológicos e o prognóstico de pacientes com CCHCo, comparando-os com os de pacientes portadores de CHC e CCOH do ponto de vista prognóstico; e avaliar o impacto prognóstico do componente colangiolar (CCHCo e CCIH). MÉTODOS: Foram avaliados, de modo retrospectivo, os pacientes submetidos a hepatectomia com intenção curativa (R0) por neoplasias malignas primárias do fígado (CHC, CCIH e CCHCo) no período de janeiro de 2007 a agosto de 2017. Foi realizada a revisão de todas as lâminas por um único patologista com experiência em patologia hepática, com o objetivo de reclassificar esses tumores. Foram avaliadas variáveis clínico-laboratoriais, cirúrgicas e realizada análise de sobrevida global e livre de doença. As análises foram feitas comparando as três formas tumorais entre si e a comparação do prognóstico entre tumores com componente colangiolar (CCIH e CCHCo) e a forma hepatocelular pura (CHC). RESULTADOS: O diagnóstico inicial era de CHC em 107 pacientes, CCIH em 21 e CCHCo em 12 pacientes. Após reavaliação histológica, 100 (71.42%) casos foram reclassificados como portadores de CHC, 17 como CCIH (12.14%) e 23 como CCHCo (16.42%), representando uma mudança na classificação em 10,7% dos casos. O CHC, quando comparado com o CCHCo, foi mais prevalente no sexo masculino. Não houve diferença estatística em relação ao tamanho dos tumores. A presença de cirrose e alfafetoproteína >200 ng/ml foram mais frequentes em pacientes com CCHCo quando comparados àqueles com CCIH. Os níveis de CA 19-9 foram mais elevados em pacientes com CCHCo quando comparados aos portadores de CHC. Quando pacientes com CHC e CCIH foram comparados entre si, houve uma maior prevalência do sexo masculino no CHC, assim como maior frequência de cirrose. O nível de alfafetoproteína >200 ng/ml foi mais frequente no grupo CHC e o CA 19-9 teve níveis mais elevados em pacientes com CCIH. O tempo médio de SG foi de 76,5 ± 6,2 meses para o CHC, 24,8 ± 3,1 meses para o CCIH e 28,6 ± 3,7 meses para o CCHCo. Para pacientes com o componente colangiolar (CCIH e CCHCo), o tempo médio de SG foi de 27,8 ± 2,6 meses. O tempo médio de SLD foi de 75,2 ± 7,1 meses para pacientes com CHC, 15,8 ± 3,1 meses para os com CCIH, e de 12,2 ± 2,1 meses para os pacientes com CCHCo. Quando agrupamos os pacientes com a presença do componente colangiolar (CCHCo + CCIH) a sobrevida média livre de doença foi de 15,3 ± 2,1 meses. Os pacientes acometidos por CHC apresentaram um tempo médio de SLD maior quando comparados àqueles acometidos por CCIH e CCHCo. CONCLUSÃO: Os pacientes com CCHCo tiveram níveis de alfafetoproteína e presença de cirrose mais semelhantes ao HCC e níveis de CA 19-9 semelhantes ao CCIH. Aqueles com CHC tiveram melhor sobrevida global e livre de doença quando comparados àqueles com tumores com componente colangiolar (CCIH e CCHCo). Dado seu impacto prognóstico, é importante a pesquisa ativa pelo componente colangiolar em pacientes com tumores primários hepáticosINTRODUCTION: Malignant liver neoplasms represent the fourth leading cause of cancer-related death worldwide. The main primary liver neoplasms are hepatocellular carcinomas (HCC), intrahepatic cholangiocarcinomas (ICC), and the mixed form of these tumors, known as combined hepatocellular-cholangiocarcinoma (cHCC-CCA). cHCC-CCA is a rarer tumor, with the largest series reported from Eastern countries. Therefore, there is a need for a better understanding of the clinical, epidemiological, histopathological, and prognostic characteristics of cHCC-CCA, particularly in Western countries. Objective: To analyze the clinical and epidemiological factors and prognosis of patients with cHCC-CCA, comparing them with patients with HCC and ICC from a prognostic perspective, and to evaluate the prognostic impact of the cholangiolar component (cHCC-CCA and ICC). METHODS: A retrospective evaluation was conducted on patients who underwent curative-intent hepatectomy (R0) for primary malignant liver neoplasms (HCC, ICC, and cHCC-CCA) from January 2007 to August 2017. All slides were reviewed by a single pathologist with expertise in liver pathology to reclassify these tumors. Clinical-laboratory and surgical variables were assessed, and overall survival (OS) and disease-free survival (DFS) were analyzed. Comparisons were made between the three tumor types and between tumors with a cholangiolar component (ICC and cHCC-CCA) and the pure hepatocellular form (HCC). RESULTS: The initial diagnosis was HCC in 107 patients, ICC in 21 patients, and cHCC-CCA in 12 patients. After histological reassessment, 100 cases (71.42%) were reclassified as HCC, 17 cases (12.14%) as ICC, and 23 cases (16.42%) as cHCC-CCA, representing a 10.7% change in classification. HCC was more prevalent in males compared to cHCC-CCA. No statistical difference was found regarding tumor size. Cirrhosis and alpha-fetoprotein >200 ng/ml were more frequent in patients with cHCC-CCA compared to those with ICC. CA 19-9 levels were higher in patients with cHCC-CCA compared to those with HCC. When comparing HCC and ICC patients, there was a higher prevalence of males and cirrhosis in the HCC group. Alpha-fetoprotein >200 ng/ml was more frequent in the HCC group, while CA 19-9 levels were higher in ICC patients. The mean OS was 76.5 ± 6.2 months for HCC, 24.8 ± 3.1 months for ICC, and 28.6 ± 3.7 months for cHCC-CCA. For patients with the cholangiolar component (ICC and cHCC-CCA), the mean OS was 27.8 ± 2.6 months. The mean DFS was 75.2 ± 7.1 months for HCC, 15.8 ± 3.1 months for ICC, and 12.2 ± 2.1 months for cHCC-CCA. When grouping patients with the cholangiolar component (ICC and cHCC-CCA), the mean DFS was 15.3 ± 2.1 months. Patients with HCC had a longer mean DFS compared to those with ICC and cHCC-CCA. CONCLUSION: Patients with cHCC-CCA had alpha-fetoprotein levels and the presence of cirrhosis similar to HCC and CA 19-9 levels more similar to ICC. Those with HCC had better overall and disease-free survival compared to those with tumors with a cholangiolar component (ICC and cHCC-CCA). Given its prognostic impact, it is important to actively search for the cholangiolar component in patients with primary liver tumorsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPHerman, PauloCarvalho Neto, Francisco Nolasco de2024-10-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-07032025-165640/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-20T19:37:02Zoai:teses.usp.br:tde-07032025-165640Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-20T19:37:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Fatores clínicos e prognóstico do carcinoma combinado hepatocelular-colangiocarcinoma: estudo comparativo com o carcinoma hepatocelular e o colangiocarcinoma intra-hepático Carvalho Neto, Francisco Nolasco de Carcinoma hepatocelular Cholangiocarcinoma Cirrose hepática Colangiocarcinoma Hepatectomia Hepatectomy Hepatocellular carcinoma Liver cirrhosis Liver neoplasms Liver transplantation Neoplasias hepáticas Transplante de fígado |
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INTRODUÇÃO: A neoplasia maligna do fígado representa a quarta causa de morte por câncer no mundo. As principais neoplasias primárias do fígado são os carcinomas hepatocelulares (CHC), os colangiocarcinomas intra-hepáticos (CCIH) e a forma mista desses tumores, denominada carcinoma combinado hepatocelular-colangiocarcinoma (CCHCo). O CCHCo é um tumor mais raro e as maiores séries são do oriente. Assim, há necessidade de melhor entendimento sobre as características clínicas, epidemiológicas, anatomopatológicas e de prognóstico do CCHCo, especialmente em nosso meio. Objetivo: Analisar os fatores clínicos e epidemiológicos e o prognóstico de pacientes com CCHCo, comparando-os com os de pacientes portadores de CHC e CCOH do ponto de vista prognóstico; e avaliar o impacto prognóstico do componente colangiolar (CCHCo e CCIH). MÉTODOS: Foram avaliados, de modo retrospectivo, os pacientes submetidos a hepatectomia com intenção curativa (R0) por neoplasias malignas primárias do fígado (CHC, CCIH e CCHCo) no período de janeiro de 2007 a agosto de 2017. Foi realizada a revisão de todas as lâminas por um único patologista com experiência em patologia hepática, com o objetivo de reclassificar esses tumores. Foram avaliadas variáveis clínico-laboratoriais, cirúrgicas e realizada análise de sobrevida global e livre de doença. As análises foram feitas comparando as três formas tumorais entre si e a comparação do prognóstico entre tumores com componente colangiolar (CCIH e CCHCo) e a forma hepatocelular pura (CHC). RESULTADOS: O diagnóstico inicial era de CHC em 107 pacientes, CCIH em 21 e CCHCo em 12 pacientes. Após reavaliação histológica, 100 (71.42%) casos foram reclassificados como portadores de CHC, 17 como CCIH (12.14%) e 23 como CCHCo (16.42%), representando uma mudança na classificação em 10,7% dos casos. O CHC, quando comparado com o CCHCo, foi mais prevalente no sexo masculino. Não houve diferença estatística em relação ao tamanho dos tumores. A presença de cirrose e alfafetoproteína >200 ng/ml foram mais frequentes em pacientes com CCHCo quando comparados àqueles com CCIH. Os níveis de CA 19-9 foram mais elevados em pacientes com CCHCo quando comparados aos portadores de CHC. Quando pacientes com CHC e CCIH foram comparados entre si, houve uma maior prevalência do sexo masculino no CHC, assim como maior frequência de cirrose. O nível de alfafetoproteína >200 ng/ml foi mais frequente no grupo CHC e o CA 19-9 teve níveis mais elevados em pacientes com CCIH. O tempo médio de SG foi de 76,5 ± 6,2 meses para o CHC, 24,8 ± 3,1 meses para o CCIH e 28,6 ± 3,7 meses para o CCHCo. Para pacientes com o componente colangiolar (CCIH e CCHCo), o tempo médio de SG foi de 27,8 ± 2,6 meses. O tempo médio de SLD foi de 75,2 ± 7,1 meses para pacientes com CHC, 15,8 ± 3,1 meses para os com CCIH, e de 12,2 ± 2,1 meses para os pacientes com CCHCo. Quando agrupamos os pacientes com a presença do componente colangiolar (CCHCo + CCIH) a sobrevida média livre de doença foi de 15,3 ± 2,1 meses. Os pacientes acometidos por CHC apresentaram um tempo médio de SLD maior quando comparados àqueles acometidos por CCIH e CCHCo. CONCLUSÃO: Os pacientes com CCHCo tiveram níveis de alfafetoproteína e presença de cirrose mais semelhantes ao HCC e níveis de CA 19-9 semelhantes ao CCIH. Aqueles com CHC tiveram melhor sobrevida global e livre de doença quando comparados àqueles com tumores com componente colangiolar (CCIH e CCHCo). Dado seu impacto prognóstico, é importante a pesquisa ativa pelo componente colangiolar em pacientes com tumores primários hepáticos |
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