Alterações respiratórias promovidas pela ativação ou bloqueio dos receptores NK1 nos núcleos respiratórios parafacial e rafe magnus
| Ano de defesa: | 2023 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Resumo: | A principal função do sistema respiratório é ajustar continuamente a ventilação para regular os níveis de oxigênio (O2) e dióxido de carbono (CO2) no sangue e nos tecidos. No tronco encefálico, existem diferentes populações neuronais que controlam a ventilação durante variações na pressão parcial de oxigênio (PaO2) e/ou dióxido de carbono (PaCO2). Neurônios sensíveis a variações de CO2/pH estão presentes na região respiratória parafacial ventral (pFV/RTN) e na rafe magnus (RMg). Além disso, o principal alvo de ligação da substância P (SP), os receptores de neurocinina do tipo 1 (NK1), estão densamente expressos nessas e outras áreas respiratórias do bulbo. A morte de neurônios que expressam o receptor NK1 em núcleos respiratórios do tronco encefálico prejudicaram a resposta ventilatória à hipóxia e a hipercapnia, sugerindo um importante papel da sinalização taquicinérgica neste contexto. Com tudo, pouco se sabe sobre as alterações respiratórias decorrentes da modulação taquicinérgica na região respiratória parafacial e RMg. No presente trabalho, investigamos os efeitos respiratórios promovidos pela injeção de SP nos aspectos ventral (pFV/RTN, N = 6) e lateral (pFL, N = 6) da região parafacial e RMg (N = 8), assim como os impactos do bloqueio seletivo dos receptores NK1 do pFV/RTN (N = 7) e RMg (N = 8) na resposta ventilatória a hipercapnia. Camundongos (C57B6/J, VGlut2, Ai6 ou VGat, Ai6 - 20-25 g; N = 6-9/grupo), anestesiados com uretano (1.2 g/kg) tiveram os parâmetros respiratórios (amplitude, frequência e tempos do ciclo respiratório) avaliados através do registro da atividade elétrica do músculo intercostal (IntEMG). As injeções de SP (1 M - 30 nL) no pFV/RTN ou RMg promoveram um aumento significativo da IntEMG frequência (18,3 ± 5,3 e 17,8 ± 4,6 vs. salina: -1,2 ± 0,8%), IntEMG amplitude (38,3 ± 11,6 e 52,1 ± 11 vs. salina: -1,95 ± 2,5%) e do IntEMG volume minuto (62,4 ± 12,4 e 83 ± 13 vs. salina: -3,16 ± 2,75%) respectivamente. O bloqueio bilateral de receptores NK1 (GR82334: 100 mM - 30 nL) no pFV/RTN ou na RMg foi capaz de reduzir o aumento da IntEMG amplitude (13,4 ± 5,5 e 13,2 ± 6 vs. salina: 58,1 ± 24,5%), da IntEMG frequência (4,8 ± 4.8 e -5,34 ± 2,7 vs. salina: 13.6 ± 10.3%) e do IntEMG volume minuto (19 ± 8 e 7,4 ± 7 vs. saline: 77.6 ± 27,1%) induzido por hipercapnia (7% CO2). Em contraste, as injeções de SP no pFL produziram uma redução significativa da IntEMG frequência (-18,4 ± 4,5 vs. salina: -0,42 ± 0,42%), mas um aumento na IntEMG amplitude (43,7 ± 14,9 vs. salina: 1,8 ± 1,8%). Posteriormente, investigamos se a inibição da frequência respiratória produzida pela injeção de SP no pFL era mediada pela ativação de neurônios inibitórios na região do complexo de Botzinger. Animais transfectados com o vetor viral AAV-hSyn-DIO-hM4D(Gi)-mCherry unilateralmente na região do Complexo de Botzinger receberam a injeção do composto CNO (90 µg/ml 0,2ml/animal). Após 30 minutos, a injeção de SP no pFL não foi capaz de induzir alteração da IntEMG frequência (3,56 ± 0,89 vs. salina + SP: -18,4 ± 4,5%) e da IntEMG amplitude (3,04 ± 4,7 vs. salina: 43,7 ± 14,9%). Os nossos dados mostram a participação da ativação dos receptores NK1 em neurônios excitatórios da região do pFV e RMg na modulação da atividade respiratória e durante a resposta ventilatória ao CO2. A injeção de SP na região do pFL induz redução da atividade respiratória mediada pela ativação de neurônios inibitórios da região do Complexo de Botzinger. Assim, podemos concluir que a sinalização taquicinérgica desempenha uma participação importante na região parafacial e na região da rafe bulbar no controle da atividade respiratória. |
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Alterações respiratórias promovidas pela ativação ou bloqueio dos receptores NK1 nos núcleos respiratórios parafacial e rafe magnusRespiratory changes produced by stimulation or blockade of NK1 receptors in the parafacial and raphe magnus respiratory nucleicentral respiratory chemosensitivityNK1 receptorsquimiossensibilidade respiratória centralrafe magnusreceptores NK1região respiratória parafacialrespiratory parafacial regionA principal função do sistema respiratório é ajustar continuamente a ventilação para regular os níveis de oxigênio (O2) e dióxido de carbono (CO2) no sangue e nos tecidos. No tronco encefálico, existem diferentes populações neuronais que controlam a ventilação durante variações na pressão parcial de oxigênio (PaO2) e/ou dióxido de carbono (PaCO2). Neurônios sensíveis a variações de CO2/pH estão presentes na região respiratória parafacial ventral (pFV/RTN) e na rafe magnus (RMg). Além disso, o principal alvo de ligação da substância P (SP), os receptores de neurocinina do tipo 1 (NK1), estão densamente expressos nessas e outras áreas respiratórias do bulbo. A morte de neurônios que expressam o receptor NK1 em núcleos respiratórios do tronco encefálico prejudicaram a resposta ventilatória à hipóxia e a hipercapnia, sugerindo um importante papel da sinalização taquicinérgica neste contexto. Com tudo, pouco se sabe sobre as alterações respiratórias decorrentes da modulação taquicinérgica na região respiratória parafacial e RMg. No presente trabalho, investigamos os efeitos respiratórios promovidos pela injeção de SP nos aspectos ventral (pFV/RTN, N = 6) e lateral (pFL, N = 6) da região parafacial e RMg (N = 8), assim como os impactos do bloqueio seletivo dos receptores NK1 do pFV/RTN (N = 7) e RMg (N = 8) na resposta ventilatória a hipercapnia. Camundongos (C57B6/J, VGlut2, Ai6 ou VGat, Ai6 - 20-25 g; N = 6-9/grupo), anestesiados com uretano (1.2 g/kg) tiveram os parâmetros respiratórios (amplitude, frequência e tempos do ciclo respiratório) avaliados através do registro da atividade elétrica do músculo intercostal (IntEMG). As injeções de SP (1 M - 30 nL) no pFV/RTN ou RMg promoveram um aumento significativo da IntEMG frequência (18,3 ± 5,3 e 17,8 ± 4,6 vs. salina: -1,2 ± 0,8%), IntEMG amplitude (38,3 ± 11,6 e 52,1 ± 11 vs. salina: -1,95 ± 2,5%) e do IntEMG volume minuto (62,4 ± 12,4 e 83 ± 13 vs. salina: -3,16 ± 2,75%) respectivamente. O bloqueio bilateral de receptores NK1 (GR82334: 100 mM - 30 nL) no pFV/RTN ou na RMg foi capaz de reduzir o aumento da IntEMG amplitude (13,4 ± 5,5 e 13,2 ± 6 vs. salina: 58,1 ± 24,5%), da IntEMG frequência (4,8 ± 4.8 e -5,34 ± 2,7 vs. salina: 13.6 ± 10.3%) e do IntEMG volume minuto (19 ± 8 e 7,4 ± 7 vs. saline: 77.6 ± 27,1%) induzido por hipercapnia (7% CO2). Em contraste, as injeções de SP no pFL produziram uma redução significativa da IntEMG frequência (-18,4 ± 4,5 vs. salina: -0,42 ± 0,42%), mas um aumento na IntEMG amplitude (43,7 ± 14,9 vs. salina: 1,8 ± 1,8%). Posteriormente, investigamos se a inibição da frequência respiratória produzida pela injeção de SP no pFL era mediada pela ativação de neurônios inibitórios na região do complexo de Botzinger. Animais transfectados com o vetor viral AAV-hSyn-DIO-hM4D(Gi)-mCherry unilateralmente na região do Complexo de Botzinger receberam a injeção do composto CNO (90 µg/ml 0,2ml/animal). Após 30 minutos, a injeção de SP no pFL não foi capaz de induzir alteração da IntEMG frequência (3,56 ± 0,89 vs. salina + SP: -18,4 ± 4,5%) e da IntEMG amplitude (3,04 ± 4,7 vs. salina: 43,7 ± 14,9%). Os nossos dados mostram a participação da ativação dos receptores NK1 em neurônios excitatórios da região do pFV e RMg na modulação da atividade respiratória e durante a resposta ventilatória ao CO2. A injeção de SP na região do pFL induz redução da atividade respiratória mediada pela ativação de neurônios inibitórios da região do Complexo de Botzinger. Assim, podemos concluir que a sinalização taquicinérgica desempenha uma participação importante na região parafacial e na região da rafe bulbar no controle da atividade respiratória.Respiration is a process initiated in the central nervous system, essential for maintaining the organism\'s homeostasis, whose main function is to adjust ventilation to regulate oxygen (O2) and carbon dioxide (CO2) levels in the blood and tissues. In the brainstem, there are different neuronal populations that play a crucial role in controlling ventilation in response to variations in partial pressure of oxygen (PaO2) and/or carbon dioxide (PaCO2), such as the parafacial ventral respiratory region/retrotrapezoid nucleus (pFV/RTN) and the rafe magnus (RMg). It is worth noting that the neurokinin-1 (NK1) receptors and their main agonist, substance P (SP), are expressed in these and other bulbar respiratory areas throughout development, as well as in adulthood, primarily exerting an excitatory function on respiration. Furthermore, the death of neurons expressing the NK1 receptor in the respiratory nuclei of the brainstem impaired the ventilatory response to hypoxia and hypercapnia, suggesting an important role of tachykinin signaling in this context. However, little is known about the respiratory changes resulting from tachykinergic modulation in the parafacial respiratory region and RMg. In the present study, we investigated the respiratory effects elicited by SP injection in the ventral (pFV/RTN, N = 6) and lateral (pFL, N = 6) aspects of the parafacial region and RMg (N = 8), as well as the impacts of selective blockade of NK1 receptors in pFV/RTN (N = 7) and RMg (N = 8) on the ventilatory response to hypercapnia. For this purpose, we used mice (C57B6/J, VGlut2-cre, Ai6, or VGat-c re, Ai6 - 20-25 g; N = 6-9/group) anesthetized with urethane (1.2 g/kg), and respiratory parameters (amplitude, frequency, and respiratory cycle times) were assessed by recording the electrical activity of the intercostal muscle (IntEMG). SP injections (1 M - 30 nL) in pFV/RTN or RMg produced a significant increase in IntEMG frequency (18.3 ± 5.3 and 17.8 ± 4.6 vs. saline: -1.2 ± 0.8%), IntEMG amplitude (38.3 ± 11.6 and 52.1 ± 11 vs. saline: -1.95 ± 2.5%), and minute IntEMG volume (62.4 ± 12.4 and 83 ± 13 vs. saline: -3.16 ± 2.75%). Bilateral blockade of NK1 receptors (GR82334: 100 mM - 30 nL) in pFV/RTN or RMg reduced the increase in IntEMG amplitude (13.4 ± 5.5 and 13.2 ± 6 vs. saline: 58.1 ± 24.5%), IntEMG frequency (4.8 ± 4.8 and -5.34 ± 2.7 vs. saline: 13.6 ± 10.3%), and minute IntEMG volume (19 ± 8 and 7.4 ± 7 vs. saline: 77.6 ± 27.1%) induced by hypercapnia (10% CO2). Histological analyses revealed that NK1 receptor expression is present in excitatory neurons (VGlut2-cre, Ai6) of pFV (89 ± 11%) and RMg (63 ± 9%), but not in inhibitory neurons (VGat cre, Ai6) of pFV (6 ± 2%). In contrast to the above, SP injections in pFL produced a significant reduction in IntEMG frequency (-18.4 ± 4.5 vs. saline: -0.42 ± 0.42%) and an increase in IntEMG amplitude (43.7 ± 14.9 vs. saline: 1.8 ± 1.8%). Thus, our next series of experiments investigated whether the inhibition of respiratory frequency produced by SP injection in pFL was mediated by the activation of inhibitory neurons in the Botzinger complex region. Animals transfected with the viral vector AAV-hSyn-DIO-hM4D(Gi)-mCherry unilaterally in the Botzinger complex region received the injection of the compound CNO (90 µg/ml - 0,2 ml/animal, i.p). After 30 minutes, the injection of SP in pFL was not able to induce changes in IntEMG frequency (3.56 ± 0.89 vs. saline + SP: -18.4 ± 4.5%) and IntEMG amplitude (3.04 ± 4.7 vs. saline: 43.7 ± 14.9%). Our data show the involvement of NK1 receptor activation in excitatory neurons in the pFV and RMg regions in the modulation of respiratory activity and during the ventilatory response to CO2. SP injection in the pFL region induces a reduction in respiratory activity mediated by the activation of inhibitory neurons in the Botzinger complex region. Thus, we can conclude that tachykinin signaling plays an important role in the parafacial region and in the bulbar rafe region in the control of respiratory activity.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMoreira, Thiago dos SantosMaia, Octávio Augusto de Carvalho2023-12-15info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42137/tde-13082025-122912/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-18T15:08:02Zoai:teses.usp.br:tde-13082025-122912Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-18T15:08:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Alterações respiratórias promovidas pela ativação ou bloqueio dos receptores NK1 nos núcleos respiratórios parafacial e rafe magnus Maia, Octávio Augusto de Carvalho central respiratory chemosensitivity NK1 receptors quimiossensibilidade respiratória central rafe magnus receptores NK1 região respiratória parafacial respiratory parafacial region |
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A principal função do sistema respiratório é ajustar continuamente a ventilação para regular os níveis de oxigênio (O2) e dióxido de carbono (CO2) no sangue e nos tecidos. No tronco encefálico, existem diferentes populações neuronais que controlam a ventilação durante variações na pressão parcial de oxigênio (PaO2) e/ou dióxido de carbono (PaCO2). Neurônios sensíveis a variações de CO2/pH estão presentes na região respiratória parafacial ventral (pFV/RTN) e na rafe magnus (RMg). Além disso, o principal alvo de ligação da substância P (SP), os receptores de neurocinina do tipo 1 (NK1), estão densamente expressos nessas e outras áreas respiratórias do bulbo. A morte de neurônios que expressam o receptor NK1 em núcleos respiratórios do tronco encefálico prejudicaram a resposta ventilatória à hipóxia e a hipercapnia, sugerindo um importante papel da sinalização taquicinérgica neste contexto. Com tudo, pouco se sabe sobre as alterações respiratórias decorrentes da modulação taquicinérgica na região respiratória parafacial e RMg. No presente trabalho, investigamos os efeitos respiratórios promovidos pela injeção de SP nos aspectos ventral (pFV/RTN, N = 6) e lateral (pFL, N = 6) da região parafacial e RMg (N = 8), assim como os impactos do bloqueio seletivo dos receptores NK1 do pFV/RTN (N = 7) e RMg (N = 8) na resposta ventilatória a hipercapnia. Camundongos (C57B6/J, VGlut2, Ai6 ou VGat, Ai6 - 20-25 g; N = 6-9/grupo), anestesiados com uretano (1.2 g/kg) tiveram os parâmetros respiratórios (amplitude, frequência e tempos do ciclo respiratório) avaliados através do registro da atividade elétrica do músculo intercostal (IntEMG). As injeções de SP (1 M - 30 nL) no pFV/RTN ou RMg promoveram um aumento significativo da IntEMG frequência (18,3 ± 5,3 e 17,8 ± 4,6 vs. salina: -1,2 ± 0,8%), IntEMG amplitude (38,3 ± 11,6 e 52,1 ± 11 vs. salina: -1,95 ± 2,5%) e do IntEMG volume minuto (62,4 ± 12,4 e 83 ± 13 vs. salina: -3,16 ± 2,75%) respectivamente. O bloqueio bilateral de receptores NK1 (GR82334: 100 mM - 30 nL) no pFV/RTN ou na RMg foi capaz de reduzir o aumento da IntEMG amplitude (13,4 ± 5,5 e 13,2 ± 6 vs. salina: 58,1 ± 24,5%), da IntEMG frequência (4,8 ± 4.8 e -5,34 ± 2,7 vs. salina: 13.6 ± 10.3%) e do IntEMG volume minuto (19 ± 8 e 7,4 ± 7 vs. saline: 77.6 ± 27,1%) induzido por hipercapnia (7% CO2). Em contraste, as injeções de SP no pFL produziram uma redução significativa da IntEMG frequência (-18,4 ± 4,5 vs. salina: -0,42 ± 0,42%), mas um aumento na IntEMG amplitude (43,7 ± 14,9 vs. salina: 1,8 ± 1,8%). Posteriormente, investigamos se a inibição da frequência respiratória produzida pela injeção de SP no pFL era mediada pela ativação de neurônios inibitórios na região do complexo de Botzinger. Animais transfectados com o vetor viral AAV-hSyn-DIO-hM4D(Gi)-mCherry unilateralmente na região do Complexo de Botzinger receberam a injeção do composto CNO (90 µg/ml 0,2ml/animal). Após 30 minutos, a injeção de SP no pFL não foi capaz de induzir alteração da IntEMG frequência (3,56 ± 0,89 vs. salina + SP: -18,4 ± 4,5%) e da IntEMG amplitude (3,04 ± 4,7 vs. salina: 43,7 ± 14,9%). Os nossos dados mostram a participação da ativação dos receptores NK1 em neurônios excitatórios da região do pFV e RMg na modulação da atividade respiratória e durante a resposta ventilatória ao CO2. A injeção de SP na região do pFL induz redução da atividade respiratória mediada pela ativação de neurônios inibitórios da região do Complexo de Botzinger. Assim, podemos concluir que a sinalização taquicinérgica desempenha uma participação importante na região parafacial e na região da rafe bulbar no controle da atividade respiratória. |
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