Efeito da inalação de fumaça de cigarro no processo de remodelação óssea após expansão rápida da maxila
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-17072018-163607/ |
Resumo: | Introdução: O hábito de fumar é bastante comum e, na maioria das vezes, iniciase ainda na adolescência. Dentre as diversas alterações sistêmicas provocadas, o comprometimento do processo de reparo celular é de grande importância na compreensão dos movimentos dento-esqueléticos. Não existem evidências científicas que correlacionem este hábito e suas influências no tratamento ortodôntico/ortopédico, especialmente no tocante às análises celulares e moleculares. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de remodelação óssea após aplicação de forças ortopédicas em ratos fumantes. Material e Métodos: Um total de 120 ratos Wistar foram divididos em 4 grupos: controle negativo [sutura intacta, sem fumaça de cigarro (FC)], grupo experimental I (sutura intacta e com FC), grupo experimental II [expansão rápida da maxila (ERM) e sem FC] e grupo experimental III (ERM+FC). Cada grupo foi subdividido em 4 períodos experimentais de avaliação (n=5) sendo os animais de cada subgrupo submetidos à eutanásia após 3, 7, 14 e 21 dias após a expansão maxilar ortopédica. Foram avaliadas as mudanças na expressão gênica de Rank, Rankl, osteoprotegerina (Opg), osteonectina (Onc), osteocalcina (Occ), sialoproteína óssea (Bsp), osteopontina (Opn) e proteína morfogenética óssea (Bmp-2) por meio de qRT-PCR. Estes dados foram confirmados pela avaliação histológica dos grupos nos períodos de 7 e 21 dias. Os resultados foram agrupados de acordo com os diferentes grupos de estudo e de período experimental, submetidos à Anova (one-way/two-way) seguidos pelo pós-teste de Tukey e Bonferroni (p<0,05). Resultados: Houve estímulo à osteoclastogênese nos grupos submetidos à ERM, com menor magnitude naquele que também foi exposto à fumaça de cigarro. Os marcadores de osteogênese foram estimulados apenas nos animais submetidos à ERM, durante todos os períodos avaliados. Estes resultados foram confirmados nos achados histológicos, tendo em vista que a ERM resultou em intensa remodelação óssea na sutura palatina, caracterizada por tecido desorganizado com intensas areas inflamatórias, hemorrágicas e reabsortivas em períodos iniciais, seguida por tecido ósseo neo-formado bastante celularizado com numerosos vasos sanguíneos, fibroblastos e osteoblastos em fase tardia de reparo. A inalação de fumaça de cigarro exacerbou e prolongou os eventos inflamatórios após ERM, com presença de tecido desorganizado e atividade osteoclástica persistente em períodos mais tardios do reparo. Conclusão: A exposição à fumaça de cigarro associada à expansão rápida da maxila prejudicou o processo de reparo ósseo nos diferentes tempos analisados, tornando-o mais lento e desorganizado |
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Efeito da inalação de fumaça de cigarro no processo de remodelação óssea após expansão rápida da maxilaEffect of cigarette smoke inhalation on bone remodeling process after rapid maxillary expansionBone remodelingBone repairCigarette smokeExpansão rápida da maxilaForça ortopédicaFumaça de cigarroOrthopedic forcesRapid maxillary expansionRemodelação ósseaReparo ósseoIntrodução: O hábito de fumar é bastante comum e, na maioria das vezes, iniciase ainda na adolescência. Dentre as diversas alterações sistêmicas provocadas, o comprometimento do processo de reparo celular é de grande importância na compreensão dos movimentos dento-esqueléticos. Não existem evidências científicas que correlacionem este hábito e suas influências no tratamento ortodôntico/ortopédico, especialmente no tocante às análises celulares e moleculares. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de remodelação óssea após aplicação de forças ortopédicas em ratos fumantes. Material e Métodos: Um total de 120 ratos Wistar foram divididos em 4 grupos: controle negativo [sutura intacta, sem fumaça de cigarro (FC)], grupo experimental I (sutura intacta e com FC), grupo experimental II [expansão rápida da maxila (ERM) e sem FC] e grupo experimental III (ERM+FC). Cada grupo foi subdividido em 4 períodos experimentais de avaliação (n=5) sendo os animais de cada subgrupo submetidos à eutanásia após 3, 7, 14 e 21 dias após a expansão maxilar ortopédica. Foram avaliadas as mudanças na expressão gênica de Rank, Rankl, osteoprotegerina (Opg), osteonectina (Onc), osteocalcina (Occ), sialoproteína óssea (Bsp), osteopontina (Opn) e proteína morfogenética óssea (Bmp-2) por meio de qRT-PCR. Estes dados foram confirmados pela avaliação histológica dos grupos nos períodos de 7 e 21 dias. Os resultados foram agrupados de acordo com os diferentes grupos de estudo e de período experimental, submetidos à Anova (one-way/two-way) seguidos pelo pós-teste de Tukey e Bonferroni (p<0,05). Resultados: Houve estímulo à osteoclastogênese nos grupos submetidos à ERM, com menor magnitude naquele que também foi exposto à fumaça de cigarro. Os marcadores de osteogênese foram estimulados apenas nos animais submetidos à ERM, durante todos os períodos avaliados. Estes resultados foram confirmados nos achados histológicos, tendo em vista que a ERM resultou em intensa remodelação óssea na sutura palatina, caracterizada por tecido desorganizado com intensas areas inflamatórias, hemorrágicas e reabsortivas em períodos iniciais, seguida por tecido ósseo neo-formado bastante celularizado com numerosos vasos sanguíneos, fibroblastos e osteoblastos em fase tardia de reparo. A inalação de fumaça de cigarro exacerbou e prolongou os eventos inflamatórios após ERM, com presença de tecido desorganizado e atividade osteoclástica persistente em períodos mais tardios do reparo. Conclusão: A exposição à fumaça de cigarro associada à expansão rápida da maxila prejudicou o processo de reparo ósseo nos diferentes tempos analisados, tornando-o mais lento e desorganizadoBackground: Smoking habit is very common and, in most of the times, it begins early during adolescence. Among all the systemic alterations it causes, damage on cellular repair process is of great importance to understanding dental-skeletic movement. However, there is no scientific evidences related to this issue, orthodontic/orthopedic treatment and celular and biomolecular evaluations. Objective: The aim of this study was to evaluate the bone remodeling process during orthopedic mecanotherapy in rats submitted to cigarette smoke inhalation. Material and Methods: One hundred and twenty Wistar male rats were randomly divided into four study groups: control group [intact midpalatal suture and no cigarette smoke (CS)], experimental group I (intact midpalatal suture and CS), experimental group II [rapid maxillary expansion (RME) and no CS] and experimental group III (RME+CS). Each group was subdivided into 4 experimental periods of evaluation (n=5) and the animals of these subgroups were euthanized at 3, 7, 14 and 21 days after orthopedic treatment. Changes in gens expression of Rank, Rankl, osteoprotegerin (Opg), osteonectin (Onc), osteocalcin (Occ), bone sialoprotein (Bsp), osteopontin (Opn) and bone morphognetic protein (Bmp2) were evaluated with qRT-PCR. These data were confirmed by histologic evaluations of animal groups after 7 and 21 days of healing. The results were clustered according to the different study groups and the period of healing and were analyzed using Anova (one-way/two-way) with Tukey and Bonferroni post-test (p<0,05). Results: There was an upregulation of osteoclastogenesis on groups submitted to RME, with less magnitude on the RME+CS group. Osteogenesis biomarkers were upregulated only on animals submitted to RME, during all evaluated periods. These results were confirmed by histological findings, considering that RME led to intense bone remodeling on midpalatal suture, characterized by desorganized tissue with inflammatory, hemorhagic and resorptive areas in early period of healing, followed by new-formed bone plenty of cells and numerous blood vessels, fibroblasts and osteoblasts in late periods. Cigarette smoke inhalation increased and extended inflammatory events after RME, with desorganized tissue and osteoclastic activity persistent until late periods of bone healing. Conclusion: Cigarette smoke exposure associated with RME impaired bone remodeling process on different evaluated periods, making it slower and more disorderlyBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPStuani, Maria Bernadete SassoMonteiro, Patricia Maria2018-02-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58135/tde-17072018-163607/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2019-08-20T23:09:38Zoai:teses.usp.br:tde-17072018-163607Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212019-08-20T23:09:38Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: O hábito de fumar é bastante comum e, na maioria das vezes, iniciase ainda na adolescência. Dentre as diversas alterações sistêmicas provocadas, o comprometimento do processo de reparo celular é de grande importância na compreensão dos movimentos dento-esqueléticos. Não existem evidências científicas que correlacionem este hábito e suas influências no tratamento ortodôntico/ortopédico, especialmente no tocante às análises celulares e moleculares. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de remodelação óssea após aplicação de forças ortopédicas em ratos fumantes. Material e Métodos: Um total de 120 ratos Wistar foram divididos em 4 grupos: controle negativo [sutura intacta, sem fumaça de cigarro (FC)], grupo experimental I (sutura intacta e com FC), grupo experimental II [expansão rápida da maxila (ERM) e sem FC] e grupo experimental III (ERM+FC). Cada grupo foi subdividido em 4 períodos experimentais de avaliação (n=5) sendo os animais de cada subgrupo submetidos à eutanásia após 3, 7, 14 e 21 dias após a expansão maxilar ortopédica. Foram avaliadas as mudanças na expressão gênica de Rank, Rankl, osteoprotegerina (Opg), osteonectina (Onc), osteocalcina (Occ), sialoproteína óssea (Bsp), osteopontina (Opn) e proteína morfogenética óssea (Bmp-2) por meio de qRT-PCR. Estes dados foram confirmados pela avaliação histológica dos grupos nos períodos de 7 e 21 dias. Os resultados foram agrupados de acordo com os diferentes grupos de estudo e de período experimental, submetidos à Anova (one-way/two-way) seguidos pelo pós-teste de Tukey e Bonferroni (p<0,05). Resultados: Houve estímulo à osteoclastogênese nos grupos submetidos à ERM, com menor magnitude naquele que também foi exposto à fumaça de cigarro. Os marcadores de osteogênese foram estimulados apenas nos animais submetidos à ERM, durante todos os períodos avaliados. Estes resultados foram confirmados nos achados histológicos, tendo em vista que a ERM resultou em intensa remodelação óssea na sutura palatina, caracterizada por tecido desorganizado com intensas areas inflamatórias, hemorrágicas e reabsortivas em períodos iniciais, seguida por tecido ósseo neo-formado bastante celularizado com numerosos vasos sanguíneos, fibroblastos e osteoblastos em fase tardia de reparo. A inalação de fumaça de cigarro exacerbou e prolongou os eventos inflamatórios após ERM, com presença de tecido desorganizado e atividade osteoclástica persistente em períodos mais tardios do reparo. Conclusão: A exposição à fumaça de cigarro associada à expansão rápida da maxila prejudicou o processo de reparo ósseo nos diferentes tempos analisados, tornando-o mais lento e desorganizado |
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