Pré-corrosão e efeitos da nitretação na vida em fadiga e na resistência à corrosão do titânio grau 2 em solução aquosa de HCl
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/97/97134/tde-30092025-112856/ |
Resumo: | O titânio está sujeito à corrosão em ambientes agressivos, e a vida útil em fadiga de componentes submetidos a carregamentos cíclicos nesses meios também pode ser afetada devido ao fenômeno da fadiga assistida por corrosão. Neste contexto, o presente estudo avalia o comportamento corrosivo do titânio grau 2, tanto na condição recebida quanto após nitretação a gás por 9 horas (h) a 850 °C e em meio corrosivo de ácido clorídrico (HCl) 10 % em massa/volume a 25 e a 60 °C. Para a análise do comportamento eletroquímico, foram utilizados a medida de potencial em circuito aberto, as curvas de polarização potenciodinâmica e a espectroscopia de impedância eletroquímica. Também foi realizado um ensaio de imersão por 24, 48 e 72 h. O ensaio de fadiga por corrosão incluiu uma précorrosão dos corpos de prova, com 72 h de imersão ao meio corrosivo nas duas temperaturas mencionadas, anteriormente ao ensaio de fadiga por flexão rotativa. Os resultados dos ensaios eletroquímicos indicaram que a nitretação proporcionou uma melhoria na resistência à corrosão, especialmente nas condições de temperatura mais elevada e imersão prolongada. Pelas curvas de polarização potenciodinâmica foram calculadas a eficiência de proteção da camada nitretada de 90,8 e 97,9 % a 25 e a 60 °C, respectivamente. A espectroscopia de impedância eletroquímica confirmou a maior resistência à transferência de carga nas amostras nitretadas, além de um maior ângulo de fase, o que indica estabilidade da camada protetora. Nos ensaios de imersão, a nitretação reduziu consideravelmente a taxa de corrosão do titânio, minimizando a perda de massa e retardando a degradação superficial, enquanto o titânio na condição como recebida apresentou degradação acelerada, associada à corrosão uniforme e à corrosão por pites. Os resultados dos ensaios de fadiga indicaram que a nitretação impactou negativamente a vida útil do material devido ao aumento da rugosidade, do tamanho médio de grão do substrato e à presença de defeitos como poros e contornos de grão. No entanto, sob condições de pré-corrosão a 60 °C, a camada nitretada demonstrou efeito protetor contra a dissolução acelerada do titânio, resultando em um maior número de ciclos em comparação com o titânio na condição como recebida. Esses resultados evidenciam que a nitretação a gás é um tratamento termoquímico eficiente para aumentar a resistência à corrosão do titânio em ambientes agressivos. Contudo, a iniciação da corrosão observada em defeitos e o impacto negativo na resistência à fadiga ressaltam a necessidade de otimização dos parâmetros do processo da nitretação a gás, a fim de minimizar defeitos e equilibrar as propriedades mecânicas e corrosivas do material. |
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Pré-corrosão e efeitos da nitretação na vida em fadiga e na resistência à corrosão do titânio grau 2 em solução aquosa de HClPre-corrosion and effects of nitriding on fatigue life and corrosion resistance of titanium grade 2 in aqueous HCl solutionÁcido clorídricoCorrosãoCorrosionFadigaFatigueHydrochloric acidNitretaçãoNitridingTitânioTitaniumO titânio está sujeito à corrosão em ambientes agressivos, e a vida útil em fadiga de componentes submetidos a carregamentos cíclicos nesses meios também pode ser afetada devido ao fenômeno da fadiga assistida por corrosão. Neste contexto, o presente estudo avalia o comportamento corrosivo do titânio grau 2, tanto na condição recebida quanto após nitretação a gás por 9 horas (h) a 850 °C e em meio corrosivo de ácido clorídrico (HCl) 10 % em massa/volume a 25 e a 60 °C. Para a análise do comportamento eletroquímico, foram utilizados a medida de potencial em circuito aberto, as curvas de polarização potenciodinâmica e a espectroscopia de impedância eletroquímica. Também foi realizado um ensaio de imersão por 24, 48 e 72 h. O ensaio de fadiga por corrosão incluiu uma précorrosão dos corpos de prova, com 72 h de imersão ao meio corrosivo nas duas temperaturas mencionadas, anteriormente ao ensaio de fadiga por flexão rotativa. Os resultados dos ensaios eletroquímicos indicaram que a nitretação proporcionou uma melhoria na resistência à corrosão, especialmente nas condições de temperatura mais elevada e imersão prolongada. Pelas curvas de polarização potenciodinâmica foram calculadas a eficiência de proteção da camada nitretada de 90,8 e 97,9 % a 25 e a 60 °C, respectivamente. A espectroscopia de impedância eletroquímica confirmou a maior resistência à transferência de carga nas amostras nitretadas, além de um maior ângulo de fase, o que indica estabilidade da camada protetora. Nos ensaios de imersão, a nitretação reduziu consideravelmente a taxa de corrosão do titânio, minimizando a perda de massa e retardando a degradação superficial, enquanto o titânio na condição como recebida apresentou degradação acelerada, associada à corrosão uniforme e à corrosão por pites. Os resultados dos ensaios de fadiga indicaram que a nitretação impactou negativamente a vida útil do material devido ao aumento da rugosidade, do tamanho médio de grão do substrato e à presença de defeitos como poros e contornos de grão. No entanto, sob condições de pré-corrosão a 60 °C, a camada nitretada demonstrou efeito protetor contra a dissolução acelerada do titânio, resultando em um maior número de ciclos em comparação com o titânio na condição como recebida. Esses resultados evidenciam que a nitretação a gás é um tratamento termoquímico eficiente para aumentar a resistência à corrosão do titânio em ambientes agressivos. Contudo, a iniciação da corrosão observada em defeitos e o impacto negativo na resistência à fadiga ressaltam a necessidade de otimização dos parâmetros do processo da nitretação a gás, a fim de minimizar defeitos e equilibrar as propriedades mecânicas e corrosivas do material.Titanium is subject to corrosion in aggressive environments, and the fatigue life of components subjected to cyclic loading in such conditions can also be affected due to the phenomenon of corrosion-assisted fatigue. In this context, the present study evaluates the corrosive behavior of grade 2 titanium, both in its as-received condition and after gas nitriding for 9 hours (h) at 850 °C and in corrosive environment hydrochloric acid (HCl) solution at 10 % weight/volume at 25 and 60 °C. For the electrochemical behavior analysis, open circuit potential measurements, potentiodynamic polarization curves and electrochemical impedance spectroscopy were employed. Additionally, an immersion test was conducted for 24, 48 and 72 h. The corrosion fatigue test included pre-corrosion of the specimens, with 72 h of exposure to the corrosive environment at the two mentioned temperatures prior to the rotating bending fatigue test. The electrochemical test results indicated that nitriding improved corrosion resistance, particularly under higher temperature conditions and prolonged exposure. From the potentiodynamic polarization curves, the protection efficiency of the nitrided layer was calculated to be 90.8 and 97.9 % at 25 and 60 °C, respectively. Electrochemical impedance spectroscopy confirmed the higher charge transfer resistance in nitrided samples, along with a greater phase angle, indicating the stability of the protective layer. In the immersion tests, nitriding considerably reduced the corrosion rate of titanium, minimizing mass loss and delaying surface degradation, while the as-received titanium exhibited accelerated degradation associated with uniform corrosion and pitting corrosion. The fatigue test results indicated that nitriding negatively impacted the materials fatigue life due to increased roughness, average grain size of the substrate and the presence of defects such as pores and grain boundaries. However, under pre-corrosion conditions at 60 °C, the nitrided layer demonstrated a protective effect against the accelerated dissolution of titanium, resulting in a higher number of cycles compared to the as-received titanium. These results highlight that gas nitriding is an efficient thermochemical treatment for enhancing the corrosion resistance of titanium in aggressive environments. However, the observed corrosion initiation at defects and the negative impact on fatigue resistance emphasize the need for process parameter optimization in gas nitriding to minimize defects and balance the materials mechanical and corrosion properties.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBarboza, Miguel Justino RibeiroVelloso, Verônica Mara de OliveiraFernandes, Flávia Dias2025-08-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/97/97134/tde-30092025-112856/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-30T14:31:02Zoai:teses.usp.br:tde-30092025-112856Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-30T14:31:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O titânio está sujeito à corrosão em ambientes agressivos, e a vida útil em fadiga de componentes submetidos a carregamentos cíclicos nesses meios também pode ser afetada devido ao fenômeno da fadiga assistida por corrosão. Neste contexto, o presente estudo avalia o comportamento corrosivo do titânio grau 2, tanto na condição recebida quanto após nitretação a gás por 9 horas (h) a 850 °C e em meio corrosivo de ácido clorídrico (HCl) 10 % em massa/volume a 25 e a 60 °C. Para a análise do comportamento eletroquímico, foram utilizados a medida de potencial em circuito aberto, as curvas de polarização potenciodinâmica e a espectroscopia de impedância eletroquímica. Também foi realizado um ensaio de imersão por 24, 48 e 72 h. O ensaio de fadiga por corrosão incluiu uma précorrosão dos corpos de prova, com 72 h de imersão ao meio corrosivo nas duas temperaturas mencionadas, anteriormente ao ensaio de fadiga por flexão rotativa. Os resultados dos ensaios eletroquímicos indicaram que a nitretação proporcionou uma melhoria na resistência à corrosão, especialmente nas condições de temperatura mais elevada e imersão prolongada. Pelas curvas de polarização potenciodinâmica foram calculadas a eficiência de proteção da camada nitretada de 90,8 e 97,9 % a 25 e a 60 °C, respectivamente. A espectroscopia de impedância eletroquímica confirmou a maior resistência à transferência de carga nas amostras nitretadas, além de um maior ângulo de fase, o que indica estabilidade da camada protetora. Nos ensaios de imersão, a nitretação reduziu consideravelmente a taxa de corrosão do titânio, minimizando a perda de massa e retardando a degradação superficial, enquanto o titânio na condição como recebida apresentou degradação acelerada, associada à corrosão uniforme e à corrosão por pites. Os resultados dos ensaios de fadiga indicaram que a nitretação impactou negativamente a vida útil do material devido ao aumento da rugosidade, do tamanho médio de grão do substrato e à presença de defeitos como poros e contornos de grão. No entanto, sob condições de pré-corrosão a 60 °C, a camada nitretada demonstrou efeito protetor contra a dissolução acelerada do titânio, resultando em um maior número de ciclos em comparação com o titânio na condição como recebida. Esses resultados evidenciam que a nitretação a gás é um tratamento termoquímico eficiente para aumentar a resistência à corrosão do titânio em ambientes agressivos. Contudo, a iniciação da corrosão observada em defeitos e o impacto negativo na resistência à fadiga ressaltam a necessidade de otimização dos parâmetros do processo da nitretação a gás, a fim de minimizar defeitos e equilibrar as propriedades mecânicas e corrosivas do material. |
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