Relações de comunicação e trabalho das costureiras subcontratadas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Vizentin, Mayra Castro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27164/tde-23012025-115409/
Resumo: Busca-se compreender, a partir da observação direta do mundo trabalho, quais as relações de comunicação e trabalho são construídas por trabalhadoras de confecções de um dos elos da cadeia de produção têxtil. Para isso, realizamos entrevistas semiestruturadas em profundidade com sete costureiras subcontratadas dos bairros Sônia e Silva Maria, na cidade de Mauá, município da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que trabalham a domicílio para uma empresa de produção de roupas infantis. Sob a abordagem teórico-metodológica o binômio comunicação e trabalho, buscamos entender quais as mediações presentes nas atividades de comunicação e trabalho das participantes, entendendo o trabalho como espaço privilegiado de relações sociais. Dentre os resultados, demonstramos, a partir da análise dos discursos das participantes, que não obstante as estruturas econômicas são determinantes para o estabelecimento das condições de vida dessas trabalhadoras, é no trabalho que elas se constituem como sujeitos históricos e onde criam processos de resistência à própria lógica da exploração capitalista patriarcal. Assim sendo, seus discursos revelam que o trabalho de costura está relacionado à independência, ao senso de utilidade, sobrevivência e, em último caso, ao prazer. Isso porque, a costura a domicílio se mostra como uma alternativa de empregabilidade mais vantajosa frente às demais ocupações comuns às mulheres sem qualificação, casadas, com filhos e moradoras de periferia. Ao mover-se pelo campo dos discursos, busca-se ainda analisar a língua construindo sentidos no processo de trabalho. De tal modo, conclui-se que a linguagem é utilizada para a construção das relações sociais com as colegas do bairro, para trocar informações sobre a atividade de trabalho que envolve a solução de dúvidas e o compartilhamento de conhecimento no processo de renormatização entre o trabalho prescrito e o inédito da sua atividade.
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