Efeitos da sexualidade na saúde mental, funcionalidade familiar, fragilidade e qualidade de vida de pessoas idosas
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-22052024-113508/ |
Resumo: | Introdução: A sexualidade é um componente fundamental no desenvolvimento dos seres humanos e está presente desde o nascimento até a morte. Entretanto, trata-se de uma temática pouco pesquisada em pessoas idosas. Desse modo, mediante a necessidade de abordá-la no meio social e profissional, objetivou-se por meio desse estudo analisar as vivências em sexualidade e seus efeitos na saúde mental, funcionalidade familiar, fragilidade e qualidade de vida de pessoas idosas. Destaca-se que, nesta tese, a saúde mental será representada por quatro variáveis: transtornos mentais comuns, sintomatologia depressiva, autoestima e ansiedade. Métodos: Pesquisa transversal do tipo web survey desenvolvida entre os meses de julho a outubro de 2020 na Rede Social Facebook. Os participantes da pesquisa foram pessoas idosas de todas as cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul. Os critérios de inclusão foram: possuir idade igual ou superior a 60 anos; ser do sexo masculino, feminino ou não-binário; se identificar em qualquer orientação sexual; ser casado, em união estável ou com parceria fixa; ter acesso à internet e conta ativa na Rede Social Facebook. No software SPSS, versão 25, foram utilizados os testes U de Mann-Whitney e H de Kruskal-Wallis para as análises de associação, aplicando-se o post-hoc de Bonferroni quando necessário. Já os efeitos da sexualidade (variável independente) sobre a saúde mental, funcionalidade familiar, fragilidade e qualidade de vida (variáveis dependentes), foram analisados por meio da Modelagem de Equações Estruturais (SEM) no software STATA, versão 15. O intervalo de confiança adotado foi de 95% (p ≤0,05). Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo sob parecer nº 4.319.644. Resultados: A sexualidade exerceu efeito forte e negativo sob os transtornos mentais comuns (CP=-0,481 [IC95%=-0,540 - -0,421] p<0,001). Dentre as dimensões da sexualidade, as relações afetivas exerceram efeitos positivos de moderada a forte magnitude com a funcionalidade familiar (CP=0,472 [IC95%=0,301-0,642] p<0,001). Já a dimensão do ato sexual exerceu efeito positivo de fraca a moderada magnitude com a fragilidade (CP=0,556 [IC95%=0,442-0,670] p<0,001). Por fim, a dimensão das adversidades física e social exerceu efeito negativo e de fraca magnitude sob a sintomatologia depressiva (CP=-0.095; [IC95%=-0.147 - -0.043]; p=0,003), negativo e de moderada magnitude sob a ansiedade (CP=-0.299; [IC95%= -0.367 - -0.230]; p<0,001) e positivo e de moderada magnitude sob a autoestima (CP=0,276; [IC95%=0.211 - 0.341]; p<0,001). Conclusão: as vivências da sexualidade pelas pessoas idosas exerceram efeitos clinicamente relevantes nas variáveis estudas. Espera-se que os resultados frutos desta tese sensibilizem os profissionais de saúde, especialmente os Enfermeiros da Atenção Primária, no que diz respeito à criação de estratégias que visem o incentivo da sexualidade entre as pessoas idosas e o rompimento de preconceitos relacionados à temática. |
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Efeitos da sexualidade na saúde mental, funcionalidade familiar, fragilidade e qualidade de vida de pessoas idosasEffects of sexuality on mental health, family functionality, frailty and quality of life of elderly peopleAssistência integral à saúdeComprehensive health careEnvelhecimento saudávelHealth of the elderlyHealth promotionHealthy agingPromoção da saúdeSaúde do idosoSexualidadesexualityIntrodução: A sexualidade é um componente fundamental no desenvolvimento dos seres humanos e está presente desde o nascimento até a morte. Entretanto, trata-se de uma temática pouco pesquisada em pessoas idosas. Desse modo, mediante a necessidade de abordá-la no meio social e profissional, objetivou-se por meio desse estudo analisar as vivências em sexualidade e seus efeitos na saúde mental, funcionalidade familiar, fragilidade e qualidade de vida de pessoas idosas. Destaca-se que, nesta tese, a saúde mental será representada por quatro variáveis: transtornos mentais comuns, sintomatologia depressiva, autoestima e ansiedade. Métodos: Pesquisa transversal do tipo web survey desenvolvida entre os meses de julho a outubro de 2020 na Rede Social Facebook. Os participantes da pesquisa foram pessoas idosas de todas as cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul. Os critérios de inclusão foram: possuir idade igual ou superior a 60 anos; ser do sexo masculino, feminino ou não-binário; se identificar em qualquer orientação sexual; ser casado, em união estável ou com parceria fixa; ter acesso à internet e conta ativa na Rede Social Facebook. No software SPSS, versão 25, foram utilizados os testes U de Mann-Whitney e H de Kruskal-Wallis para as análises de associação, aplicando-se o post-hoc de Bonferroni quando necessário. Já os efeitos da sexualidade (variável independente) sobre a saúde mental, funcionalidade familiar, fragilidade e qualidade de vida (variáveis dependentes), foram analisados por meio da Modelagem de Equações Estruturais (SEM) no software STATA, versão 15. O intervalo de confiança adotado foi de 95% (p ≤0,05). Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo sob parecer nº 4.319.644. Resultados: A sexualidade exerceu efeito forte e negativo sob os transtornos mentais comuns (CP=-0,481 [IC95%=-0,540 - -0,421] p<0,001). Dentre as dimensões da sexualidade, as relações afetivas exerceram efeitos positivos de moderada a forte magnitude com a funcionalidade familiar (CP=0,472 [IC95%=0,301-0,642] p<0,001). Já a dimensão do ato sexual exerceu efeito positivo de fraca a moderada magnitude com a fragilidade (CP=0,556 [IC95%=0,442-0,670] p<0,001). Por fim, a dimensão das adversidades física e social exerceu efeito negativo e de fraca magnitude sob a sintomatologia depressiva (CP=-0.095; [IC95%=-0.147 - -0.043]; p=0,003), negativo e de moderada magnitude sob a ansiedade (CP=-0.299; [IC95%= -0.367 - -0.230]; p<0,001) e positivo e de moderada magnitude sob a autoestima (CP=0,276; [IC95%=0.211 - 0.341]; p<0,001). Conclusão: as vivências da sexualidade pelas pessoas idosas exerceram efeitos clinicamente relevantes nas variáveis estudas. Espera-se que os resultados frutos desta tese sensibilizem os profissionais de saúde, especialmente os Enfermeiros da Atenção Primária, no que diz respeito à criação de estratégias que visem o incentivo da sexualidade entre as pessoas idosas e o rompimento de preconceitos relacionados à temática.Introduction: Sexuality is a fundamental component in the development of human beings and is present from birth to death. However, this is a subject that has been little researched in the elderly. Thus, given the need to address it in the social and professional environment, the objective of this study was to analyze the experiences in sexuality and its effects on mental health, family functionality, fragility and quality of life of elderly people. It is noteworthy that, in this thesis, mental health will be represented by four variables: common mental disorders, depressive symptoms, selfesteem and anxiety. Methods: Cross-sectional web survey conducted between July and October 2020 on the Facebook Social Network. The research participants were elderly people from all five Brazilian regions: North, Northeast, Midwest, Southeast and South. The inclusion criteria were: being 60 years of age or older; be male, female or non-binary; identify with any sexual orientation; be married, in a stable union or with a fixed partnership; have access to the internet and an active account on the Facebook Social Network. In SPSS software, version 25, the Mann-Whitney U and Kruskal-Wallis H tests were used for association analyses, applying the Bonferroni post-hoc when necessary. The effects of sexuality (independent variable) on mental health, family functionality, frailty and quality of life (dependent variables) were analyzed using Structural Equation Modeling (SEM) in the STATA software, version 15. The confidence interval adopted was 95% (p ≤0.05). This study was approved by the Research Ethics Committee of the University of São Paulo at Ribeirão Preto College of Nursing under protocol number 4,319,644. Results: Sexuality had a strong and negative effect on common mental disorders (PC=-0.481 [95%CI=-0.540 - -0.421] p<0.001). Among the dimensions of sexuality, affective relationships had moderate to strong positive effects on family functionality (CP=0.472 [95%CI=0.301-0.642] p<0.001). The sexual act dimension, on the other hand, had a positive effect of weak to moderate magnitude with frailty (CP=0.556 [95%CI=0.442-0.670] p<0.001). Finally, the dimension of physical and social adversities had a negative effect and of low magnitude on depressive symptoms (CP=-0.095; [CI95%=-0.147 - -0.043]; p=0.003), negative and of moderate magnitude under anxiety (CP=-0.299; [CI95%= -0.367 - - 0.230]; p<0.001) and positive and of moderate magnitude under self-esteem (CP=0.276; [CI95%=0.211 - 0.341]; p<0.001). Conclusion: the experiences of sexuality by the elderly had clinically relevant effects on the variables studied. It is hoped that the results of this thesis will sensitize health professionals, especially Primary Care Nurses, with regard to the creation of strategies aimed at encouraging sexuality among the elderly and breaking prejudices related to the theme.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSawada, Namie OkinoSouza Júnior, Edison Vitório de2024-02-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-22052024-113508/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-07-05T17:32:02Zoai:teses.usp.br:tde-22052024-113508Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-07-05T17:32:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: A sexualidade é um componente fundamental no desenvolvimento dos seres humanos e está presente desde o nascimento até a morte. Entretanto, trata-se de uma temática pouco pesquisada em pessoas idosas. Desse modo, mediante a necessidade de abordá-la no meio social e profissional, objetivou-se por meio desse estudo analisar as vivências em sexualidade e seus efeitos na saúde mental, funcionalidade familiar, fragilidade e qualidade de vida de pessoas idosas. Destaca-se que, nesta tese, a saúde mental será representada por quatro variáveis: transtornos mentais comuns, sintomatologia depressiva, autoestima e ansiedade. Métodos: Pesquisa transversal do tipo web survey desenvolvida entre os meses de julho a outubro de 2020 na Rede Social Facebook. Os participantes da pesquisa foram pessoas idosas de todas as cinco regiões brasileiras: Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul. Os critérios de inclusão foram: possuir idade igual ou superior a 60 anos; ser do sexo masculino, feminino ou não-binário; se identificar em qualquer orientação sexual; ser casado, em união estável ou com parceria fixa; ter acesso à internet e conta ativa na Rede Social Facebook. No software SPSS, versão 25, foram utilizados os testes U de Mann-Whitney e H de Kruskal-Wallis para as análises de associação, aplicando-se o post-hoc de Bonferroni quando necessário. Já os efeitos da sexualidade (variável independente) sobre a saúde mental, funcionalidade familiar, fragilidade e qualidade de vida (variáveis dependentes), foram analisados por meio da Modelagem de Equações Estruturais (SEM) no software STATA, versão 15. O intervalo de confiança adotado foi de 95% (p ≤0,05). Esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo sob parecer nº 4.319.644. Resultados: A sexualidade exerceu efeito forte e negativo sob os transtornos mentais comuns (CP=-0,481 [IC95%=-0,540 - -0,421] p<0,001). Dentre as dimensões da sexualidade, as relações afetivas exerceram efeitos positivos de moderada a forte magnitude com a funcionalidade familiar (CP=0,472 [IC95%=0,301-0,642] p<0,001). Já a dimensão do ato sexual exerceu efeito positivo de fraca a moderada magnitude com a fragilidade (CP=0,556 [IC95%=0,442-0,670] p<0,001). Por fim, a dimensão das adversidades física e social exerceu efeito negativo e de fraca magnitude sob a sintomatologia depressiva (CP=-0.095; [IC95%=-0.147 - -0.043]; p=0,003), negativo e de moderada magnitude sob a ansiedade (CP=-0.299; [IC95%= -0.367 - -0.230]; p<0,001) e positivo e de moderada magnitude sob a autoestima (CP=0,276; [IC95%=0.211 - 0.341]; p<0,001). Conclusão: as vivências da sexualidade pelas pessoas idosas exerceram efeitos clinicamente relevantes nas variáveis estudas. Espera-se que os resultados frutos desta tese sensibilizem os profissionais de saúde, especialmente os Enfermeiros da Atenção Primária, no que diz respeito à criação de estratégias que visem o incentivo da sexualidade entre as pessoas idosas e o rompimento de preconceitos relacionados à temática. |
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