Detecção não invasiva de tumores usando nanossensores de atividade proteolítica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Silva, Erica Corina da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/76/76133/tde-27032025-081633/
Resumo: Limitações na deteção precoce de tumores persistem apesar dos avanços no cuidado do câncer. O câncer de mama comum desenvolve-se entre mamografias anuais e o câncer de ovário indetectável por ultrassonografia até alcançar estágios avançados. Isto ocorre por causa de tecnologias diagnósticas inadequadas para a detecção não invasiva de tumores na população assintomática. A falta de biomarcadores preditivos barra os esforços no desenvolvimento de testes não invasivos para detecção de tumores. Uma abordagem não convencional emprega nanopartículas sensoras que rumam ao microambiente do tumor onde sob ação catalítica aberrante de proteases liberam fragmentos de peptídeos não biológicos que se acumulam na urina e servem de biomarcadores de tumor. Neste trabalho, construímos, caracterizamos e avaliamos as funções de um nanossensor de atividade de MMP-2 para determinar o atributo de agente pró-diagnóstico usando um modelo imunocompetente de tumor de mama em camundongo. Proteases superexpressas em tumores de mama em seres humanos foram identificadas por análise diferencial de expressão gênica em dados de RNA-seq massivo e selecionamos a MMP-2 como potencial biomarcador primário de tumor após confirmarmos os níveis elevados de MMP-2 no tumor de mama de camundongo por Western blotting. O nanossensor conforma-se em partículas esféricas, como visto em micrografias de transmissão eletrônica, com diâmetro hidrodinâmico acima do corte de filtração glomerular por espalhamento dinâmico da luz; é ativado pela MMP- 2 in vitro e a cinética de liberação do biomarcador sintético, empregando substrato fluorogênico com supressão de fluorescência, segue o modelo de Michaelis-Menten; e não exibe propensão de causar dano de acordo com os níveis inalterados de três marcadores endógenos de hepatoxicidade no sangue de camundongos injetados com alta dose do sensor. Análises in vivo da cinética e biodistribuição por fluorescência do nanossensor e do biomarcador sintético demonstram que o nanossensor permanece na circulação sistémica por tempo suficiente para os tecidos à procura de atividade proteolítica aberrante, não se acumula no microambiente do tumor e geral sinal de atividade inespecífica e fora alvo no sangue, exigindo modificações na sua estrutura molecular para aumentar a razão sinal-ruído. Essa é uma abordagem emergente para superar as limitações dos biomarcadores endógenos: diminutas quantidades, tempos de residência curtos e degradação aleatória no sangue; alavancando na amplificação de sinais de atividade proteolítica pela natureza catalítica da reação de geração do biomarcador sintético e no enriquecimento urinário.
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Uma abordagem não convencional emprega nanopartículas sensoras que rumam ao microambiente do tumor onde sob ação catalítica aberrante de proteases liberam fragmentos de peptídeos não biológicos que se acumulam na urina e servem de biomarcadores de tumor. Neste trabalho, construímos, caracterizamos e avaliamos as funções de um nanossensor de atividade de MMP-2 para determinar o atributo de agente pró-diagnóstico usando um modelo imunocompetente de tumor de mama em camundongo. Proteases superexpressas em tumores de mama em seres humanos foram identificadas por análise diferencial de expressão gênica em dados de RNA-seq massivo e selecionamos a MMP-2 como potencial biomarcador primário de tumor após confirmarmos os níveis elevados de MMP-2 no tumor de mama de camundongo por Western blotting. O nanossensor conforma-se em partículas esféricas, como visto em micrografias de transmissão eletrônica, com diâmetro hidrodinâmico acima do corte de filtração glomerular por espalhamento dinâmico da luz; é ativado pela MMP- 2 in vitro e a cinética de liberação do biomarcador sintético, empregando substrato fluorogênico com supressão de fluorescência, segue o modelo de Michaelis-Menten; e não exibe propensão de causar dano de acordo com os níveis inalterados de três marcadores endógenos de hepatoxicidade no sangue de camundongos injetados com alta dose do sensor. Análises in vivo da cinética e biodistribuição por fluorescência do nanossensor e do biomarcador sintético demonstram que o nanossensor permanece na circulação sistémica por tempo suficiente para os tecidos à procura de atividade proteolítica aberrante, não se acumula no microambiente do tumor e geral sinal de atividade inespecífica e fora alvo no sangue, exigindo modificações na sua estrutura molecular para aumentar a razão sinal-ruído. Essa é uma abordagem emergente para superar as limitações dos biomarcadores endógenos: diminutas quantidades, tempos de residência curtos e degradação aleatória no sangue; alavancando na amplificação de sinais de atividade proteolítica pela natureza catalítica da reação de geração do biomarcador sintético e no enriquecimento urinário.Challenges in early tumor detection persist regardless the advances in cancer care. A typical breast tumor will be undetected for many years before it is above the limit of detection of mammograms and ovarian cancer is staggeringly detected after the tumor has spread due to inadequate detection technologies that are unamenable to screen the asymptomatic population. It is so because we lack validated targets to serve as predictive cancer biomarkers. To push the boundaries in noninvasive early cancer detection, engineered synthetic biomarkers are coupled with nanoparticles capable of sensing proteolytic activity in tumor microenvironment and shedding inert peptides to concentrate into the urine. Activity-based nanosensors act as pro-diagnostic agents targeting tumor microenvironment leveraging in dysregulated catalytic activity of proteases and urinary enrichment to create and amplify signals from diseased sites that otherwise would be undetectable. We selected MMP-2 as a primary biomarker and confirmed its levels in mouse breast tumor by western blotting. To afford our nanosensor, we coupled a tandem peptide comprised of MMP-2 specific substrate and inert peptide to a polymeric nanocarrier that spontaneously assembled into spherical particles to query tumors for MMP-2 activity in breast cancer model in mice, which tolerate the nanosensors without triggering any adverse systemic response or toxicity measured by levels of biomarkers of hepatoxicity in blood and sensor cytotoxicity on targeted tumor cells. Our in vivo analyses of nanossensor function highlight the low level of tumor accumulation and high levels of activity signal from blood of tumorbearing mice, jeopardizing our nanossensor capability to detect tumors. Modification on our sensor is needed to reliably differentiate tumor-generated signal from noise. We are looking to detecting early tumor signals by overcoming the mass transport limitations of small amounts of endogenous biomarkers circulating in the blood, leveraging in the catalytic nature of synthetic biomarkers releasing and urine enrichment, opening a window of opportunity to detect tumors.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPZucolotto, ValtencirSilva, Erica Corina da2025-02-18info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/76/76133/tde-27032025-081633/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-27T19:52:02Zoai:teses.usp.br:tde-27032025-081633Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-27T19:52:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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