Caracterização dosimétrica de conchas marinhas para doses altas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Oliveira, Brunno Florencia de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/85/85131/tde-12112025-163100/
Resumo: Este trabalho caracteriza conchas de búzios das espécies Cypraea tigris (C), Cypraea annulus (A) e Cypraea moneta (M) para aplicação como dosímetros em altas doses de radiação ionizante. Foram empregadas as técnicas de Termoluminescência (TL) e Luminescência Opticamente Estimulada (OSL) para avaliar dose-resposta, reprodutibilidade, desvanecimento e reutilização. As conchas, processadas em pastilhas e irradiadas com fontes beta e gama, passaram por rigorosa seleção para minimizar efeitos da heterogeneidade. As análises por Difração de Raios X (DRX) identificaram a presença de calcita em C e da aragonita em A e M. A caracterização por MEV/EDS revelou morfologias irregulares e predominância de Ca, C, O e Na. As curvas TL e OSL foram registradas com filtros Hoya U-340 (270380 nm) e Schott BG39 (400600 nm). Na região ultravioleta, os picos situaram-se entre 160 ºC e 370 ºC, com a amostra C apresentando maior intensidade; na visível, entre 170 ºC e 380 ºC, com a amostra A sendo a mais intensa. Os resultados sugerem múltiplos centros de recombinação e armadilhas de diferentes profundidades. As curvas OSL exibiram decaimento exponencial rápido. Os sinais TL e OSL mostraram boa reprodutibilidade, e as curvas dose-resposta foram lineares de 100 Gy a 5 kGy. Todas as espécies se mostraram promissoras, com destaque para a amostra C, pela maior intensidade luminescente. Conclui-se que conchas de búzios constituem biomateriais naturais viáveis para dosimetria de altas doses, configurando alternativas sustentáveis, de baixo custo e ambientalmente seguras para aplicações industriais e ambientais.
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