Perfil de expressão de genes relacionados à maturação comportamental em operárias das abelhas sem ferrão Frieseomellita varia e Melipona quadrifasciata (Meliponini)
| Ano de defesa: | 2025 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-05052025-141128/ |
Resumo: | As abelhas desempenham um papel crucial como polinizadores de plantas silvestres e cultivos agrícolas, contribuindo para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas e segurança alimentar global. Além de sua importância ecológica e socioeconômica, esses insetos despertam interesse no meio científico-acadêmico devido à sua fascinante complexidade biológica, especialmente nas espécies altamente eusociais, que exibem uma intricada divisão de trabalho, no qual a rainha é responsável pela reprodução, enquanto as operárias desempenham todas as demais tarefas relacionadas ao crescimento e desenvolvimento da colônia. As operárias, por sua vez, se especializam em tarefas, e isso ocorre principalmente de acordo com a idade. No entanto, os mecanismos moleculares que desencadeiam seus diferentes estados comportamentais ainda não estão completamente elucidados, nem mesmo na espécie modelo em estudos sobre insetos sociais, Apis mellifera. Nesse contexto, as abelhas sem ferrão Frieseomelitta varia e Melipona quadrifasciata, recebem destaque, pois diferem consideravelmente em sua capacidade reprodutiva, um fator intimamente relacionado com a evolução da socialidade em insetos. Em F. varia, as operárias possuem ovários totalmente atrofiados, enquanto em M. quadrifasciata, as operárias produzem ovos tróficos e não fertilizados. Este estudo investigou nas operárias de F. varia e M. quadrifasciata a expressão de um conjunto de genes conhecidos por sua influência na maturação comportamental de A. mellifera. Os resultados mostraram que, em F. varia, os níveis de transcritos do gene vitelogenina (Vg) e metil farnesoato epoxidase (mfe) são mais elevados na cabeça das forrageiras, sugerindo uma conexão com o comportamento de forrageamento. Em contraste, M. quadrifasciata apresentou altos níveis de Vg e baixos níveis de hormônio juvenil esterase (jhe) no abdômen das nutridoras, em concordância com seu potencial reprodutivo. Para o gene alvo da rapamicina (tor), envolvido no sensoriamento de nutrientes, encontramos maior expressão no tecido da cabeça das forrageiras tanto de F. varia quanto de M. quadrifasciata, sugerindo que ele desempenha um papel mais relacionado ao comportamento de forrageamento. Para os genes malvolio (mvl) e foraging (for), relacionados à busca por alimento, observamos que mvl teve expressão consistentemente baixa na cabeça, mas aumentou no abdômen das forrageiras de ambas as espécies, indicando que ele pode ser um elemento conservado na transição comportamental de tarefas intranidais para intranidais. Já o gene for, apresentou maior expressão nas forrageiras de F. varia, tanto na cabeça quanto no abdômen, ou seja, consistentes com a atividade de forrageamento. No entanto, em M. quadrifasciata, a expressão de for foi maior nas cabeças das nutridoras, sendo, portanto, improvável que tenha um papel no forrageamento. Um achado importante em nosso estudo foi a expressão significativamente maior de Vg no tecido da cabeça das operárias forrageiras de F. varia. Ao aprofundamos a análise, observamos que a expressão de Vg é mais elevada no cérebro do que nas glândulas hipofaringeanas e no corpo gorduroso de forrageiras comparado às nutridoras. Esses resultados sugerem que a Vg pode desempenhar um papel mais relacionado ao comportamento e levantam questões sobre a regulação da longevidade nessa espécie, uma vez que a Vg é frequentemente mais abundante em abelhas jovens, contribuindo para a proteção contra o estresse oxidativo, a imunidade e o aumento da longevidade. Também realizamos hibridização in situ fluorescente no cérebro das operárias de F. varia, mas não conseguimos detectar a localização espacial do mRNA da Vg, evidenciando uma complexidade da técnica. Nossos resultados sugerem que além da idade, as assinaturas moleculares associadas à divisão de trabalho nessas abelhas altamente eusociais são fortemente influenciadas pelo grau de esterilidade das operárias e abre novas perspectivas para a pesquisa sobre regulação do comportamento e longevidade em abelhas. |
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Perfil de expressão de genes relacionados à maturação comportamental em operárias das abelhas sem ferrão Frieseomellita varia e Melipona quadrifasciata (Meliponini)Expression profile of genes related to behavioral maturation in workers of the stingless bees Frieseomelitta varia and Melipona quadrifasciata (Meliponini)Abelhas sem ferrãoBehavioral maturationExpressão gênicaGene expressionMaturação comportamentalReproduçãoReproductionStingless beesVitellogeninVitelogeninaAs abelhas desempenham um papel crucial como polinizadores de plantas silvestres e cultivos agrícolas, contribuindo para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas e segurança alimentar global. Além de sua importância ecológica e socioeconômica, esses insetos despertam interesse no meio científico-acadêmico devido à sua fascinante complexidade biológica, especialmente nas espécies altamente eusociais, que exibem uma intricada divisão de trabalho, no qual a rainha é responsável pela reprodução, enquanto as operárias desempenham todas as demais tarefas relacionadas ao crescimento e desenvolvimento da colônia. As operárias, por sua vez, se especializam em tarefas, e isso ocorre principalmente de acordo com a idade. No entanto, os mecanismos moleculares que desencadeiam seus diferentes estados comportamentais ainda não estão completamente elucidados, nem mesmo na espécie modelo em estudos sobre insetos sociais, Apis mellifera. Nesse contexto, as abelhas sem ferrão Frieseomelitta varia e Melipona quadrifasciata, recebem destaque, pois diferem consideravelmente em sua capacidade reprodutiva, um fator intimamente relacionado com a evolução da socialidade em insetos. Em F. varia, as operárias possuem ovários totalmente atrofiados, enquanto em M. quadrifasciata, as operárias produzem ovos tróficos e não fertilizados. Este estudo investigou nas operárias de F. varia e M. quadrifasciata a expressão de um conjunto de genes conhecidos por sua influência na maturação comportamental de A. mellifera. Os resultados mostraram que, em F. varia, os níveis de transcritos do gene vitelogenina (Vg) e metil farnesoato epoxidase (mfe) são mais elevados na cabeça das forrageiras, sugerindo uma conexão com o comportamento de forrageamento. Em contraste, M. quadrifasciata apresentou altos níveis de Vg e baixos níveis de hormônio juvenil esterase (jhe) no abdômen das nutridoras, em concordância com seu potencial reprodutivo. Para o gene alvo da rapamicina (tor), envolvido no sensoriamento de nutrientes, encontramos maior expressão no tecido da cabeça das forrageiras tanto de F. varia quanto de M. quadrifasciata, sugerindo que ele desempenha um papel mais relacionado ao comportamento de forrageamento. Para os genes malvolio (mvl) e foraging (for), relacionados à busca por alimento, observamos que mvl teve expressão consistentemente baixa na cabeça, mas aumentou no abdômen das forrageiras de ambas as espécies, indicando que ele pode ser um elemento conservado na transição comportamental de tarefas intranidais para intranidais. Já o gene for, apresentou maior expressão nas forrageiras de F. varia, tanto na cabeça quanto no abdômen, ou seja, consistentes com a atividade de forrageamento. No entanto, em M. quadrifasciata, a expressão de for foi maior nas cabeças das nutridoras, sendo, portanto, improvável que tenha um papel no forrageamento. Um achado importante em nosso estudo foi a expressão significativamente maior de Vg no tecido da cabeça das operárias forrageiras de F. varia. Ao aprofundamos a análise, observamos que a expressão de Vg é mais elevada no cérebro do que nas glândulas hipofaringeanas e no corpo gorduroso de forrageiras comparado às nutridoras. Esses resultados sugerem que a Vg pode desempenhar um papel mais relacionado ao comportamento e levantam questões sobre a regulação da longevidade nessa espécie, uma vez que a Vg é frequentemente mais abundante em abelhas jovens, contribuindo para a proteção contra o estresse oxidativo, a imunidade e o aumento da longevidade. Também realizamos hibridização in situ fluorescente no cérebro das operárias de F. varia, mas não conseguimos detectar a localização espacial do mRNA da Vg, evidenciando uma complexidade da técnica. Nossos resultados sugerem que além da idade, as assinaturas moleculares associadas à divisão de trabalho nessas abelhas altamente eusociais são fortemente influenciadas pelo grau de esterilidade das operárias e abre novas perspectivas para a pesquisa sobre regulação do comportamento e longevidade em abelhas.Bees play a crucial role as pollinators of wild plants and agricultural crops, contributing to the maintenance of ecosystem balance and global food security. In addition to their ecological and socioeconomic importance, these insects attract interest in the scientific-academic community due to their fascinating biological complexity, especially in highly eusocial species, which exhibit an intricate division of labor. In these species, the queen is responsible for reproduction, while workers perform all other tasks related to colony growth and development. Workers, in turn, specialize in different tasks, primarily according to age. However, the molecular mechanisms that trigger their different behavioral states are not yet fully elucidated, not even in the model species for studies on social insects, Apis mellifera. In this context, the stingless bees Frieseomelitta varia and Melipona quadrifasciata stand out because they differ considerably in their reproductive capacity, a factor closely related to the evolution of sociality in insects. In F. varia, workers have completely atrophied ovaries, whereas in M. quadrifasciata, workers produce trophic and unfertilized eggs. This study investigated the expression of a set of genes known for their influence on the behavioral maturation of A. mellifera in workers of F. varia and M. quadrifasciata. The results showed that, in F. varia, transcript levels of the vitellogenin (Vg) and methyl farnesoate epoxidase (mfe) genes are higher in the heads of foragers, suggesting a connection with foraging behavior. In contrast, M. quadrifasciata exhibited high Vg levels and low juvenile hormone esterase (jhe) levels in the abdomens of nurse bees, in agreement with their reproductive potential. The expression of the target of rapamycin (tor) gene, involved in nutrient sensing, was higher in the head tissue of foragers in both species, suggesting a role related to foraging behavior. For the malvolio (mvl) and foraging (for) genes, associated with food-seeking behavior, we observed that mvl had consistently low expression in the head but increased in the abdomens of foragers in both species, indicating that it may be a conserved element in the transition from intranidal to extranidal tasks. The for gene showed higher expression in F. varia foragers, in both the head and abdomen, consistent with foraging activity. However, in M. quadrifasciata, for expression was higher in nurse heads, suggesting it is unlikely to play a role in foraging in this species. An important finding in our study was the significantly higher expression of Vg in the head tissue of foraging workers of F. varia. Upon further analysis, we observed that Vg expression was higher in the brain than in the hypopharyngeal glands and fat body of foragers compared to nurses. These results suggest that Vg may play a role more related to behavior and raise questions about the regulation of longevity in this species, as Vg is often more abundant in younger bees, contributing to oxidative stress protection, immunity, and increased longevity. We also performed fluorescent in situ hybridization in the brains of F. varia workers but were unable to detect the spatial localization of Vg mRNA, highlighting the complexity of this technique. Our results suggest that, in addition to age, the molecular signatures associated with division of labor in these highly eusocial bees are strongly influenced by the degree of worker sterility, opening new perspectives for research on behavioral regulation and longevity in bees.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPHartfelder, Klaus HartmannSouza, Larissa Daniela Ribeiro de2025-01-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-05052025-141128/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-08T18:22:02Zoai:teses.usp.br:tde-05052025-141128Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-08T18:22:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Perfil de expressão de genes relacionados à maturação comportamental em operárias das abelhas sem ferrão Frieseomellita varia e Melipona quadrifasciata (Meliponini) Souza, Larissa Daniela Ribeiro de Abelhas sem ferrão Behavioral maturation Expressão gênica Gene expression Maturação comportamental Reprodução Reproduction Stingless bees Vitellogenin Vitelogenina |
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As abelhas desempenham um papel crucial como polinizadores de plantas silvestres e cultivos agrícolas, contribuindo para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas e segurança alimentar global. Além de sua importância ecológica e socioeconômica, esses insetos despertam interesse no meio científico-acadêmico devido à sua fascinante complexidade biológica, especialmente nas espécies altamente eusociais, que exibem uma intricada divisão de trabalho, no qual a rainha é responsável pela reprodução, enquanto as operárias desempenham todas as demais tarefas relacionadas ao crescimento e desenvolvimento da colônia. As operárias, por sua vez, se especializam em tarefas, e isso ocorre principalmente de acordo com a idade. No entanto, os mecanismos moleculares que desencadeiam seus diferentes estados comportamentais ainda não estão completamente elucidados, nem mesmo na espécie modelo em estudos sobre insetos sociais, Apis mellifera. Nesse contexto, as abelhas sem ferrão Frieseomelitta varia e Melipona quadrifasciata, recebem destaque, pois diferem consideravelmente em sua capacidade reprodutiva, um fator intimamente relacionado com a evolução da socialidade em insetos. Em F. varia, as operárias possuem ovários totalmente atrofiados, enquanto em M. quadrifasciata, as operárias produzem ovos tróficos e não fertilizados. Este estudo investigou nas operárias de F. varia e M. quadrifasciata a expressão de um conjunto de genes conhecidos por sua influência na maturação comportamental de A. mellifera. Os resultados mostraram que, em F. varia, os níveis de transcritos do gene vitelogenina (Vg) e metil farnesoato epoxidase (mfe) são mais elevados na cabeça das forrageiras, sugerindo uma conexão com o comportamento de forrageamento. Em contraste, M. quadrifasciata apresentou altos níveis de Vg e baixos níveis de hormônio juvenil esterase (jhe) no abdômen das nutridoras, em concordância com seu potencial reprodutivo. Para o gene alvo da rapamicina (tor), envolvido no sensoriamento de nutrientes, encontramos maior expressão no tecido da cabeça das forrageiras tanto de F. varia quanto de M. quadrifasciata, sugerindo que ele desempenha um papel mais relacionado ao comportamento de forrageamento. Para os genes malvolio (mvl) e foraging (for), relacionados à busca por alimento, observamos que mvl teve expressão consistentemente baixa na cabeça, mas aumentou no abdômen das forrageiras de ambas as espécies, indicando que ele pode ser um elemento conservado na transição comportamental de tarefas intranidais para intranidais. Já o gene for, apresentou maior expressão nas forrageiras de F. varia, tanto na cabeça quanto no abdômen, ou seja, consistentes com a atividade de forrageamento. No entanto, em M. quadrifasciata, a expressão de for foi maior nas cabeças das nutridoras, sendo, portanto, improvável que tenha um papel no forrageamento. Um achado importante em nosso estudo foi a expressão significativamente maior de Vg no tecido da cabeça das operárias forrageiras de F. varia. Ao aprofundamos a análise, observamos que a expressão de Vg é mais elevada no cérebro do que nas glândulas hipofaringeanas e no corpo gorduroso de forrageiras comparado às nutridoras. Esses resultados sugerem que a Vg pode desempenhar um papel mais relacionado ao comportamento e levantam questões sobre a regulação da longevidade nessa espécie, uma vez que a Vg é frequentemente mais abundante em abelhas jovens, contribuindo para a proteção contra o estresse oxidativo, a imunidade e o aumento da longevidade. Também realizamos hibridização in situ fluorescente no cérebro das operárias de F. varia, mas não conseguimos detectar a localização espacial do mRNA da Vg, evidenciando uma complexidade da técnica. Nossos resultados sugerem que além da idade, as assinaturas moleculares associadas à divisão de trabalho nessas abelhas altamente eusociais são fortemente influenciadas pelo grau de esterilidade das operárias e abre novas perspectivas para a pesquisa sobre regulação do comportamento e longevidade em abelhas. |
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