Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1952
Autor(a) principal: Veiga, Alceu de Arruda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/0/tde-20240301-144607/
Resumo: 1 - O Horto Florestal de Batatais apresenta, recentemente, diversas experimentações de intêresse à silvicultura. 2 - É necessário que o silvicultor proceda a um delineamento como é prescrito pelo especialista em Estatística, para facilitar seu trabalho posterior. 3 - Todo espaçamento, numa experimentação florestal, pode ser subdividido em três importantes etapas: 1ª) determinação, do compasso inicial a provocar melhor desenvolvimento médio às plantas nos primeiros tempos de local definitivo; 2ª) verificação do espaço de tempo durante o qual essa distância será mantida intacta, sem afetar o crescimento normal dos exemplares; 3ª) constatação da periodicidade da supressão de plantas (desbaste florestal). Uma planta, quer seja dotada de crescimento moroso ou de desenvolvimento rápido, pode fornecer elementos ao silvicultor, para o conhecimento de seu compasso inicial (1ª etapa). Entretanto, a extensão concernente à 2ª etapa, já será função de cada indivíduo lenhoso, separadamente. É possível que uma planta, dada a sua exigência à luz e ao seu rápido crescimento, antecipe a passagem da 2ª para a 3ª etapa, em relação a uma outra de luz e de crescimento lento ou a uma planta de sombra. O mesmo raciocínio seria feito para uma essência de sombra, em função da morosidade ou da rapidês de crescimento. A aplicação, pois, dessas três importantes etapas, englobadamente, exige um estudo que envolve anos consecutivos... 4. É interessante frisar, também, que o compasso florestal exerceu decisiva influência sobre o desenvolvimento dos indivíduos lenhosos, nos primeiros meses de local definitivo, quando não havia, pròpriamente,. qualquer competição pela posse de luz, dando margem à conclusão de que as plantas, nesse período, tiveram o seu desenvolvimento em função do maior ou menor cubo de solo explorável pelas suas raízes, proporcionado pelos maiores ou menores espaçamentos. 5 - O autor escolheu um ”ensaio de espaçamento” da Araucaria angustifolia (Bert.) O.Kunt.-Araucariaceae e da Grevillea robusta, A. Cunn.-Proteaceae, como qual poude chegar a resultados bastante interessantes: a) o espaçamento de 1,50x:1,50 para o “pinheiro brasileiro”, no que concerne às suas alturas médias, foi superior aos demais, aos 14 meses e êstes não diferiram entre si; b) houve influência significativa de espaçamento sobre o diâmetro dessa Conífera e, também, do solo (blocos) sobre o mesmo; c) o compasso de 2,00x2,00, no estudo referente a Grevillea robusta, foi , superior aos demais, influindo melhor sobre os acréscimos dimensionais médios dessa Proteaceae O delineamento dêsse ensáio obedeceu ao seguinte critério: (Descrito na Tese)
id USP_8d8af72ce40a8e5b329481f169ab480d
oai_identifier_str oai:teses.usp.br:tde-20240301-144607
network_acronym_str USP
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository_id_str
spelling Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentosEXPERIMENTAÇÃOSILVICULTURA1 - O Horto Florestal de Batatais apresenta, recentemente, diversas experimentações de intêresse à silvicultura. 2 - É necessário que o silvicultor proceda a um delineamento como é prescrito pelo especialista em Estatística, para facilitar seu trabalho posterior. 3 - Todo espaçamento, numa experimentação florestal, pode ser subdividido em três importantes etapas: 1ª) determinação, do compasso inicial a provocar melhor desenvolvimento médio às plantas nos primeiros tempos de local definitivo; 2ª) verificação do espaço de tempo durante o qual essa distância será mantida intacta, sem afetar o crescimento normal dos exemplares; 3ª) constatação da periodicidade da supressão de plantas (desbaste florestal). Uma planta, quer seja dotada de crescimento moroso ou de desenvolvimento rápido, pode fornecer elementos ao silvicultor, para o conhecimento de seu compasso inicial (1ª etapa). Entretanto, a extensão concernente à 2ª etapa, já será função de cada indivíduo lenhoso, separadamente. É possível que uma planta, dada a sua exigência à luz e ao seu rápido crescimento, antecipe a passagem da 2ª para a 3ª etapa, em relação a uma outra de luz e de crescimento lento ou a uma planta de sombra. O mesmo raciocínio seria feito para uma essência de sombra, em função da morosidade ou da rapidês de crescimento. A aplicação, pois, dessas três importantes etapas, englobadamente, exige um estudo que envolve anos consecutivos... 4. É interessante frisar, também, que o compasso florestal exerceu decisiva influência sobre o desenvolvimento dos indivíduos lenhosos, nos primeiros meses de local definitivo, quando não havia, pròpriamente,. qualquer competição pela posse de luz, dando margem à conclusão de que as plantas, nesse período, tiveram o seu desenvolvimento em função do maior ou menor cubo de solo explorável pelas suas raízes, proporcionado pelos maiores ou menores espaçamentos. 5 - O autor escolheu um ”ensaio de espaçamento” da Araucaria angustifolia (Bert.) O.Kunt.-Araucariaceae e da Grevillea robusta, A. Cunn.-Proteaceae, como qual poude chegar a resultados bastante interessantes: a) o espaçamento de 1,50x:1,50 para o “pinheiro brasileiro”, no que concerne às suas alturas médias, foi superior aos demais, aos 14 meses e êstes não diferiram entre si; b) houve influência significativa de espaçamento sobre o diâmetro dessa Conífera e, também, do solo (blocos) sobre o mesmo; c) o compasso de 2,00x2,00, no estudo referente a Grevillea robusta, foi , superior aos demais, influindo melhor sobre os acréscimos dimensionais médios dessa Proteaceae O delineamento dêsse ensáio obedeceu ao seguinte critério: (Descrito na Tese)1. The “Horto Florestal of Batatais” presents recently many experiments of interest to the silviculture. 2. The Forester must proceed to a planing described by especialists in Statistics, to get his later work easier. 3. Every spacing, in a florestal experimentation, may be subdivided into three important stages: 1) determining the initial spacing to obtain a better average development of the plants in the first stage of definitiva site; 2) verifying the space of time during which this distance will be kept up intact, without affecting the normal growth of the plants ; 3) verifying the necessity of priodical thinning. A planting having either slow or fast growth may give elements to the Forester to know the initial spacing (1st stage). The extension however, referring to the 2nd stage, will be a function of every plant, separatedly . It is possible that a intolerant species having fast growth antecipate the passage from the 2nd to the 3rd stage in relation to another intolerant species having slow growth or to a tolerant species . The same reasoning would be made for a tolerant species in relation to your slow or fast growth. The aplication, therefore of these important stages, wholly, requires a continuous study for years. 4. We want also to emphasize that the florestal spacing exerced a decisive influence on the development of the plants, in the first months of definitive site when there was no proper competition for light, so we concluded that the plants in this period developed themselves according to the larger or smaller space of soil their roots could get, given by the larger or smaller spacings. 5. The author chose a trial on the spacing of the Araucaria angustifolia (Bert.) O. Kunt. -Araucariaceae and the Grevillea robusta, A. Cunn. Proteaceae, whereby he could obtain rather interesting results : a) the spacing of 1,50 x 1,50 cf the “Brazilian pine trees” as to their average height, outtoped the others at fourteen months and they did not differ from one another; b) the spacing influenced the diameter of this Coniferous tree significantly; c) the spacing of 2,00 x 2,00 at studying the Grevillea robusta exceeded the others, thus favoring the dimensional average increases of this Proteaceae. The outline of this trial followed this criteriumg in the selected area, in soil of the group 18 (tertiary arenito) we disposed respectively the spacing so as to repeat them four times by chance, using selected plants all of the same medium height. Because of esthetics we filled out the ledges in order to not interrupt the external alignment. The site where we have performed the trial, mostly covered with “barba de bode” - Aristida pallens, Cavan. - Gramineae is four kilometers far in the southwestern region of Batatais, São Paulo State, with a medium altitude of 880 metres. Its geographic coordinates are 20º54’ Latitude 8 and 47º37’ Longitude W Greenwich. - Its thermo-pluviometry corresponds during the last 25 years at 20.9 average temperature and 1.560 mm of annual rainfall. It is a soil with PR betwe en 4,50 and 5,70 in the three layers referred to in this trial. The Agronomic State Institute of Campinas forwards the following de tails: (See Thesis)Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP1952-01-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/0/tde-20240301-144607/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessVeiga, Alceu de Arrudapor2024-04-17T14:37:31Zoai:teses.usp.br:tde-20240301-144607Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-04-17T14:37:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
dc.title.none.fl_str_mv Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentos
title Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentos
spellingShingle Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentos
Veiga, Alceu de Arruda
EXPERIMENTAÇÃO
SILVICULTURA
title_short Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentos
title_full Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentos
title_fullStr Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentos
title_full_unstemmed Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentos
title_sort Contribuição para a experimentação em silvicultura: dados sobre espaçamentos
author Veiga, Alceu de Arruda
author_facet Veiga, Alceu de Arruda
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Veiga, Alceu de Arruda
dc.subject.por.fl_str_mv EXPERIMENTAÇÃO
SILVICULTURA
topic EXPERIMENTAÇÃO
SILVICULTURA
description 1 - O Horto Florestal de Batatais apresenta, recentemente, diversas experimentações de intêresse à silvicultura. 2 - É necessário que o silvicultor proceda a um delineamento como é prescrito pelo especialista em Estatística, para facilitar seu trabalho posterior. 3 - Todo espaçamento, numa experimentação florestal, pode ser subdividido em três importantes etapas: 1ª) determinação, do compasso inicial a provocar melhor desenvolvimento médio às plantas nos primeiros tempos de local definitivo; 2ª) verificação do espaço de tempo durante o qual essa distância será mantida intacta, sem afetar o crescimento normal dos exemplares; 3ª) constatação da periodicidade da supressão de plantas (desbaste florestal). Uma planta, quer seja dotada de crescimento moroso ou de desenvolvimento rápido, pode fornecer elementos ao silvicultor, para o conhecimento de seu compasso inicial (1ª etapa). Entretanto, a extensão concernente à 2ª etapa, já será função de cada indivíduo lenhoso, separadamente. É possível que uma planta, dada a sua exigência à luz e ao seu rápido crescimento, antecipe a passagem da 2ª para a 3ª etapa, em relação a uma outra de luz e de crescimento lento ou a uma planta de sombra. O mesmo raciocínio seria feito para uma essência de sombra, em função da morosidade ou da rapidês de crescimento. A aplicação, pois, dessas três importantes etapas, englobadamente, exige um estudo que envolve anos consecutivos... 4. É interessante frisar, também, que o compasso florestal exerceu decisiva influência sobre o desenvolvimento dos indivíduos lenhosos, nos primeiros meses de local definitivo, quando não havia, pròpriamente,. qualquer competição pela posse de luz, dando margem à conclusão de que as plantas, nesse período, tiveram o seu desenvolvimento em função do maior ou menor cubo de solo explorável pelas suas raízes, proporcionado pelos maiores ou menores espaçamentos. 5 - O autor escolheu um ”ensaio de espaçamento” da Araucaria angustifolia (Bert.) O.Kunt.-Araucariaceae e da Grevillea robusta, A. Cunn.-Proteaceae, como qual poude chegar a resultados bastante interessantes: a) o espaçamento de 1,50x:1,50 para o “pinheiro brasileiro”, no que concerne às suas alturas médias, foi superior aos demais, aos 14 meses e êstes não diferiram entre si; b) houve influência significativa de espaçamento sobre o diâmetro dessa Conífera e, também, do solo (blocos) sobre o mesmo; c) o compasso de 2,00x2,00, no estudo referente a Grevillea robusta, foi , superior aos demais, influindo melhor sobre os acréscimos dimensionais médios dessa Proteaceae O delineamento dêsse ensáio obedeceu ao seguinte critério: (Descrito na Tese)
publishDate 1952
dc.date.none.fl_str_mv 1952-01-01
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/0/tde-20240301-144607/
url https://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/0/tde-20240301-144607/
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.none.fl_str_mv
dc.rights.driver.fl_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Liberar o conteúdo para acesso público.
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.coverage.none.fl_str_mv
dc.publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
publisher.none.fl_str_mv Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
dc.source.none.fl_str_mv
reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
instname:Universidade de São Paulo (USP)
instacron:USP
instname_str Universidade de São Paulo (USP)
instacron_str USP
institution USP
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)
repository.mail.fl_str_mv virginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.br
_version_ 1865492588331532288